A FUP repudia e lamenta os episódios de violência política ocorridos neste segundo turno das eleições, que foi marcado por diversos casos de agressões verbais e físicas, ameaças de morte, atropelamentos intencionais, como aconteceu com um petroleiro aposentado em Belo Horizonte, e até mesmo assassinatos a tiros, vide o crime de sábado, na cidade de Bonito, no Mato Grosso do Sul, que tirou a vida de Ewerton Rodrigues da Silva, de 34 anos.
Outro fato que chocou a população foi o espancamento do engenheiro ambiental Marcelo de Oliveira Rocha, de 30 anos, na madrugada de sábado, quando participava de um ato pró-Lula em Santos, próximo ao Sindipetro Litoral Paulista. Segundo as últimas informações, ele teve morte encefálica, após ter sido brutalmente agredido na saída do evento.
Em nota, o Sindipetro LP informou que a agressão do jovem se deu no Esquerdantina “um espaço de celebração da vida, da alegria, da liberdade e da convivência entre pessoas diversas”. O Sindicato reforça que “um episódio como esse jamais deveria acontecer, em nenhum lugar, e muito menos com alguém que acabara de participar de um momento de encontro e confraternização.”
A FUP e seus sindicatos manifestam total solidariedade às famílias do engenheiro Marcelo e do petroleiro aposentado Hilário da Silveira, diretor do Sindipetro Unificado, que foi atropelado por um bolsonarista em ato realizado em BH no dia 17/10. Ele fraturou o tornozelo em três pontos após um veículo acelerar contra a manifestação. Segundo o Sindipetro MG, ele já passou pela primeira cirurgia e segue estável.
Casos como estes não podem ser tratados de forma isolada, pois são parte do mesmo modus operandi fascista que a extrema direita utiliza para tentar intimidar quem pensa e age de forma diferente.
A FUP se solidariza com todas as pessoas que sofreram violência e crimes de homofobia, xenofobia, racismo e misoginia nestas eleições, vítimas de discursos de ódio e de intolerância, alimentados pelas lideranças bolsonaristas. Manifestamos nosso absoluto repúdio a qualquer forma de violência e de opressão e exigimos justiça para as vítimas.
Democracia se constrói e se fortalece, no dia a dia, com liberdade de manifestação e respeito à diversidade de opiniões. Os brasileiros e as brasileiras que tomaram as ruas do país neste segundo turno fizeram história com atos pacíficos, que reuniram milhões de pessoas e demonstaram a força do coletivo na defesa da democracia. A juventude e a classe trabalhadora continuarão mobilizadas e em alerta.