PARALISAÇÃO DE 24 HORAS REFORÇA INDIGNAÇÃO DA CATEGORIA

 

Petroleiros exigem o cumprimento da Lei de Anistia

Mais uma vez, os petroleiros confirmaram a unidade e a garra na luta para fazer valer os direitos da categoria. A paralisação de 24 horas convocada pela FUP no dia 08 de junho teve adesão em quase todas as bases, confirmando a indignação dos trabalhadores com a direção da Petrobrás. A categoria voltou a exigir o atendimento dos compromissos assumidos no Acordo Coletivo e anistia das punições e dos demitidos da Interbrás e Petromisa, em cumprimento à Lei 10.790.

A direção da FUP continuará buscando a negociação, fortalecida pela mobilização dos trabalhadores. Esta semana informará à Petrobrás o resultado da paralisação, cobrando o cumprimento das questões do acordo coletivo que ainda continuam pendentes. Se o impasse com a empresa permanecer e não houver avanço nas negociações, a FUP encaminhará a greve de cinco dias em julho, aprovada pelas assembléias na maioria das bases.

O movimento sindical construiu um acordo coletivo vitorioso, mas que não está sendo implementado, como deveria, pela direção da Petrobrás. As negociações até agora garantiram aos trabalhadores reparação de direitos atacados e correção de distorções criadas pelas gestões anteriores. A direção da empresa deve, portanto, ir além e fazer a sua parte para cumprir os compromissos assumidos no ACT, como o fim das discriminações, soluções para a Petros, um novo plano de cargos, mudanças nos critérios para distribuição da PLR e a anistia como determina a Lei.

 

(Matéria publicada na edição 682 do boletim Primeira Mão, em 09/06/2004)

 


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