ANISTIA É LEI, NÃO É FAVOR

 

Petroleiros páram e dão o recado à direção da Petrobrás: Anistia é para ser cumprida, negociação é para avançar

No dia 07 de maio, os trabalhadores do Sistema Petrobrás atenderam ao chamado da FUP e pararam suas atividades por duas horas ou mais na maioria das unidades do país. A mobilização uniu de norte a sul petroleiros do refino, do E&P, da Transpetro e do administrativo, que atrasaram o início do expediente, em protesto contra a enrolação da Petrobrás nas negociações em curso com a FUP.

De braços cruzados, os trabalhadores participaram dos atos promovidos pelos sindicatos, cobrando da empresa o cumprimento da Lei de Anistia e o atendimento dos compromissos assumidos com a categoria. Os petroleiros exigem que a direção da Petrobrás dê um basta à omissão, ao jogo de empurra e à enrolação. com que estão sendo conduzidas as negociações com os trabalhadores.


Anistia é Lei, não é favor

Em sua última reunião, no dia 10/05, a Comissão Interministerial deferiu a anistia de mais oito companheiros, anistiando até agora, 82 petroleiros. Ao todo, foram protocolados 12.790 requerimentos, a grande maioria reivindicando a anistia das punições e dos dias parados, assim como a dos seus reflexos.

A Petrobrás, no entanto, já informou que só anistiará as suspensões e continua resistente à anistia dos trabalhadores das extintas Interbrás e Petromisa, demitidos arbitrariamente no período compreendido pela Lei 10.790. Além disso, a empresa se recusa a aceitar como data de reintegração dos anistiados a mesma data de publicação da Lei (01/12/2003).

A FUP já deixou claro que não admite que a direção da Petrobrás tente reduzir a abrangência da Lei de Anistia. Através de mobilizações e de ações judiciais, a Federação continuará exigindo que a empresa cumpra o que determina a Lei e trate com dignidade e respeito os companheiros anistiados.

Anistia é Lei, não é favor.  

(Matéria publicada no Primeira Mão 679, em 17/05/2004)

 


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