| Petrobrás
tenta estragar mais um Natal dos demitidos |
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Empresa descumpre o ACT e tenta burlar a Lei da Anistia
Uma
semana após ter cobrado da Petrobrás a aplicação
imediata da lei 10.790, garantindo que a
reintegração dos companheiros demitidos
ocorra antes do Natal, a FUP e os sindicatos
foram surpreendidos pela empresa nesta quinta-feira
(11/12). Durante a reunião da comissão do
ACT que trata da anistia das demissões e
punições, a Gerência de RH da Petrobrás
informou que as reintegrações dos companheiros
serão analisadas, caso por caso, por uma
comissão do Ministério das Minas e Energia.
Ou
seja, a empresa, além de descumprir o Acordo
Coletivo, que já prevê uma comissão com
representantes da FUP, sindicatos e Petrobrás
para tratar extamente desta questão, ainda
tenta burlar a lei de anistia recém sancionada
pelo presidente Lula. Uma lei que, além
de auto-aplicativa, é também auto-explicativa
e, portanto, não depende de outras instâncias
para ser implementada.
A FUP não aceita esta manobra da Petrobrás e exige que as reintegrações
sejam todas resolvidas na mesa de negociação,
através do cumprimento da lei. A própria
empresa está agindo na contramão do que
tem pregado, que é a valorização permanente
da negociação. É inaceitável que, após todos
esses anos de luta por justiça, a Petrobrás
tente agora dificultar um processo que é
puramente administrativo.
A
Comissão de Demitidos e Punidos volta a
se reunir na próxima semana, quando a FUP
exigirá que a direção da empresa implemente
ainda este ano a reintegração dos companheiros
demitidos por participação em movimentos
reivindicatórios no período compreendido
pela lei da anistia.
Punições
A
direção da Petrobrás apresentou uma lista
com suspensões e advertências impostas aos
trabalhadores que participaram das greves
de 94, 95 e outubro de 2001. A empresa informou
que irá cancelar os efeitos das punições
sobre o ATS, aumento por mérito, férias
e 13º. No entanto, não aceita negociar os
dias parados e, só após pressão da FUP e
dos sindicatos, se comprometeu a analisar
os reflexos destes dias sobre o 13º as férias.
A Federação deixou claro que não abrirá mão desta
reivindicação histórica, pois todos sabemos
que tanto as demissões, quanto as punições
de 94 e 95 foram de caráter estritamente
político. A FUP exige que a Petrobrás cancele
os reflexos da greve para todos os trabalhadores
que participaram do movimento, inclusive
os que não foram diretamente punidos, mas
acabaram também sendo prejudicados. A Petrobrás
ficou de avaliar a reivindicação da FUP.
(Matéria publicada no Primeira Mão 665, de 11/12/2003)
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