| Mobilizações
pelo cumprimento da anistia |
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Petroleiros exigem cumprimento imediato da Lei de Anistia
Nesta sexta-feira (19/12), petroleiros de todo
o país vão atrasar em duas horas a entrada
do expediente nas unidades da Petrobrás.
A mobilização está sendo convocada pela
FUP para pressionar a direção da empresa
a cumprir a Lei 10.790, que anistia os petroleiros
demitidos e punidos por participação em
movimentos reivindicatórios ocorridos entre
setembro de 94 e setembro de 96.
Comissão de Demitidos/Punidos (formada por
representantes da Petrobrás e dos trabalhadores)
tem nova reunião nesta quarta (17/12), quando
a FUP volta a cobrar a reintegração imediata
dos petroleiros demitidos nas greves de
94 e 95. A Federação exige que o retorno
destes companheiros ocorra antes do Natal.
Se a empresa não avançar neste sentido,
a resposta da categoria será a mobilização.
Não
há obstáculos para que a Petrobrás cumpra
a Lei de Anistia e reintegre imediatamente
os 85 demitidos que já são reconhecidos
oficialmente pela empresa. Destes, 83 fazem
parte da relação original das demissões
de 94 e 95. Outros dois são da listagem
complementar apresentada pela FUP, onde
estão relacionados mais 13 trabalhadores
demitidos em conseqüência das greves.
As demais demissões políticas ocorridas no período
determinado pela Lei de Anistia (10/09/94
a 01/09/96) estão sendo levantadas pelos
sindicatos. A Comissão de Demitidos já agendou
reuniões específicas para tratar destes
casos.
FUP
não aceita Comissão Ministerial
Na
última reunião da Comissão de Demitidos,
ocorrida no dia 11/12, o RH da Petrobrás
deixou os representantes da FUP e dos sindicatos
indignados com a informação de que as reintegrações
serão analisadas, caso por caso, por uma
comissão do Ministério das Minas e Energia.
A FUP deixou claro que não aceita esta manobra
da empresa, já que a Lei de Anistia é auto-aplicativa
e não depende de qualquer outra instância
para ser implementada.
É inadmissível que a Petrobrás queira impor obstáculos
a um processo meramente administrativo.
Além de tentar descaracterizar a lei, a
empresa também está violando o Acordo Coletivo,
que já prevê uma comissão para resolver
na mesa de negociação todas as questões
relacionadas à anistia dos trabalhadores.
Cancelamento para todas as punições
Outro
ponto importante da pauta da reunião desta
quarta (17/12) da Comissão de Demitidos
é o cancelamento das punições. Na semana
passada, a Petrobrás informou que irá anular
os efeitos que as suspensões e advertências
causaram sobre o ATS, aumento por mérito,
férias e 13º. A FUP entende que as punições
políticas vão muito além disso e exigiu
que a empresa corrija todas as distorções
sofridas pelos trabalhadores prejudicados
por terem participado das greves de 94 e
95.
A Federação também espera que a Petrobrás tenha
revisto a sua posição sobre a negociação
dos dias parados. Na última reunião, a empresa
não aceitou a reivindicação da FUP e, só
após muita pressão, se comprometeu a analisar
os reflexos dos dias parados.
(Matéria publicada no Primeira Mão 666, em 16/12/2003)
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