| Governo Lula resolve em quatro meses o
que FHC emperrou por oito anos |
 |
 |
 |
Demissões e punições políticas, fantasmas do neoliberalismo
que estamos sepultando

Após oito longos anos
de luta por justiça, os petroleiros serão
finalmente anistiados das arbitrárias demissões
e punições políticas impostas pela Petrobrás
entre 1994 e 1996, nos governos neoliberais
de Itamar Franco e Fernando Henrique Cardoso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou
no dia 28 de novembro de 2003 a Lei 10.790,
que “concede anistia a dirigentes ou representantes
sindicais e trabalhadores punidos por participação
em movimento reivindicatório no período
compreendido entre 10 de setembro de 1994
e 1º de setembro de 1996”. Uma
lei histórica para os petroleiros que ao
longo de todos esses anos acreditaram na
luta e jamais esmoreceram na incansável
busca por justiça. Mesmo diante de obstáculos
que pareciam intransponíveis. A Lei de Anistia,
publicada no Diário Oficial da União em
01/12/2003 só foi possível graças à garra
e a perseverança desses petroleiros que
nunca desistiram da luta, apesar de muitos
deles terem suas vidas desestruturadas desde
que foram alijados da Petrobrás.
Muito
mais que uma Lei

A lei 10.790, de autoria
do deputado federal Luciano Zica (PT/SP)
nasceu em 22/07/03 como o Projeto de Lei
1505. Foi o terceiro projeto de anistia
apresentado ao Congresso Nacional pelo deputado.
Ao contrário dos projetos anteriores, todos
sufocados por Fernando Henrique Cardoso,
desta vez Luciano Zica conseguiu ver a tão
sonhada anistia dos petroleiros ser transformada
em lei em um período recorde de quatro meses. Foi preciso conquistarmos o governo para que o país desse um
basta à trajetória de ataques e perseguições
políticas aos petroleiros, fruto, principalmente,
dos enfrentamentos ocorridos nas campanhas
reivindicatórias de 94 e 95. Nem mesmo os constantes questionamentos da Organização Internacional
do Trabalho (OIT), acusando o governo brasileiro
de violação dos direitos de greve e de livre
negociação, foram capazes de fazer FHC recuar
em sua tentativa de desmonte da organização
sindical dos petroleiros. Às vésperas de
deixar o governo, ele ainda fez questão
de vetar o projeto de anistia que havia
sido aprovado pelo Congresso em 23 de maio
do ano passado. O veto de FHC foi o último golpe sofrido pelos petroleiros
no enfrentamento ao neoliberalismo tucano.
Mais uma entre tantas outras batalhas bravamente
enfrentadas pela categoria nestes oito anos
de luta para corrigirmos as arbitrariedades
cometidas contra os companheiros que legitimamente
lutaram em defesa da Petrobrás e dos direitos
de seus trabalhadores. Fantasmas do neoliberalismo que estão sendo definitivamente
sepultados. Histórias de perseguições políticas,
violações e ataques à organização sindical
que ficaram de herança para este governo,
onde os trabalhadores estão, finalmente,
tendo seus direitos reconquistados.
(TEXTOS
PUBLICADOS NA EDIÇÃO ESPECIAL DO PRIMEIRA
MÃO, EM 03/12/2003) |