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FUP lamenta a perda de petroleiros em acidente aéreo

A FUP lamenta profundamente a morte de 19 trabalhadores que estavam a bordo do avião bimotor, que caiu no último dia 31, minutos após deixar o aeroporto de Macaé, no Norte Fluminense. A aeronave da Team seguia para o Aeroporto Santos Dumont, no Rio de Janeiro, quando chocou-se contra o Pico da Pedra Bonita, a 600 metros de altura, na Serra da Castelhana, nos arredores da cidade de Rio Bonito. Todos os 17 passageiros e os dois tripulantes tiveram morte instantânea. A maioria trabalhava para empresas do setor petróleo.

Quatro passageiros eram trabalhadores diretos da Petrobrás: os engenheiros Leila Ventura Abreu, Márcio de Castro Pereira e Marcelo Lopes de Oliveira; e o geólogo Milton José de Souza. Cinco das vítimas trabalhavam para a empresa de Engenharia Hochtief do Brasil, que presta serviços para a Petrobrás: Marco Galasso, Ribamar Casemiro, Thais Santos, Jorge Costa e Bartolomeu Antunes. Segundo informações divulgadas pela mídia, também prestavam serviços para a Petrobrás, os passageiros Cristian Magoni e Marco Lattari, da Transocean, e Henrique Carvalho, da Accenture.

A Agência Nacional de Aviação Civil está investigando as causas do acidente, considerado o maior desastre aéreo ocorrido no Brasil desde a queda do Fokker 100 da TAM, em 1996, em São Paulo. A FUP e os sindicatos estão acompanhando as investigações, principalmente no que diz respeito às condições de vôo na Bacia de Campos, onde há um tráfego aéreo intenso. Mensalmente, cerca de 40 mil pessoas são transportadas em aproximadamente 30 aeronaves, que saem de Macaé e do Heliporto do Farol de São Tomé, em Campos. O aeroporto de Macaé é o que tem a maior movimentação do país em pousos e decolagens de helicópteros.

A maioria das aeronaves presta serviço para a Petrobrás e demais empresas do setor, transportando os trabalhadores para as plataformas. Entre 2003 e 2004, 14 petroleiros morreram em acidentes na região com aeronaves a serviço da Petrobrás. O Sindipetro-NF participou das comissões que apuraram as causas dos acidentes e apontou uma série de recomendações para os vôos operados pela Petrobrás. Muitas, no entanto, ainda não foram implementadas. Principalmente, as que recomendavam mudanças estruturais no heliporto do Farol, que está com sua capacidade operacional no limite, com 70 pousos e decolagens diários. Segundo o Sindipetro-NF, o heliporto funciona desde 1998 como se fosse uma plataforma, o que é um risco elevadíssimo para acidentes. O sindicato recomendou a reestruturação completa do heliporto e a transferência dos vôos para o Aeroporto de Campos, até que as obras sejam concluídas. A Petrobrás, no entanto, não aceitou as recomendações.


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