Nova
rodada de negociação da
PLR nesta terça. FUP indica mobilização
na quarta (05) e paralisação
de 24h no dia 11, se a empresa não
avançar
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Imprensa
FUP
Após cobrança e pressão
da direção da FUP, a Petrobrás
agendou nova reunião nesta terça-feira
(04), às 11h30 para dar continuidade
à negociação da PLR.
Em mais uma rodada nesta segunda-feira (03)
à tarde, a empresa manteve a mesma
proposta que já foi rejeitada maciçamente
pelos petroleiros em todas as bases do país.
A FUP deixou claro que a companhia tem condições
de avançar na construção
de uma proposta que melhor contemple a categoria
na distribuição do lucro que
é fruto de sua força de trabalho.
A empresa, no entanto, criou um impasse
na negociação ao mostrar-se
irredutível em relação
à atual proposta.
A
Federação, portanto, indica
aos sindicatos que realizem uma grande mobilização
nacional na próxima quarta-feira
(05), com atrasos na entrada do expediente,
para pressionar a Petrobrás a apresentar
uma nova proposta. Se ainda assim a empresa
não avançar, os petroleiros
realizarão uma paralisação
de 24 horas na semana que vem, dia 11.
Em atendimento ao indicativo do Conselho
Consultivo, que se reuniu no último
dia 28 para discutir o processo de negociação
da PLR, a FUP tem buscado junto à
Petrobrás a construção
de uma nova proposta que reduza a diferença
entre o piso e o teto, elevando a linearidade,
e avance em relação ao percentual
dos dividendos distribuídos aos acionistas.
A empresa, no entanto, continua inflexível,
alegando a cobrança feita pelo Departamento
de Estatais (DEST), que limitou o montante
total da PLR a três folhas de pagamento.
O
atual provisionamento feito pela Petrobrás,
apesar de ter crescido 28% em relação
aos valores da PLR 2004, representa 12,05%
do lucro pago aos acionistas este ano. Ou
seja, menos do que os 13,08% que representou
a PLR passada sobre os dividendos referentes
ao exercício de 2004. Nesses dois
últimos anos, o lucro líquido
da empresa cresceu 32%, os dividendos tiveram
um aumento de 39%, mas a PLR não
evoluiu como deveria, já que o provisionamento
para os trabalhadores cresceu 11% menos
do que a parte destinada aos acionistas.
Por
isso, a categoria acatou o indicativo da
FUP e rejeitou maciçamente a proposta
apresentada pela Petrobrás, que oferece
piso de R$ 15.350,00 até o nível
245, descontando desse valor a antecipação
paga em janeiro. A partir daí, haverá
acréscimos progressivos até
o último nível da tabela salarial,
mantendo a relação piso-teto
em 2,6 vezes.
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