Petros:
Categoria tem até 31/08 para
decidir sobre a repactuação
do RPB
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Imprensa
FUP
A Petros iniciou no dia 19 de junho o processo
de consulta aos participantes sobre a repactuação
dos artigos 41 e 42 do Regulamento do Plano
Petros (RPB), alterando a forma de reajuste
dos benefícios. Os petroleiros estão
recebendo em casa amplo material com informações
e esclarecimentos sobre o processo de negociação
entre a FUP e a Petrobrás, que resultou
na assinatura de um Acordo de Obrigações
Recíprocas no dia 31 de maio. No
acordo, a Petrobrás se compromete
a resolver os principais problemas do Plano
Petros, quitando dívidas e déficts
reivindicados há décadas pelos
trabalhadores, além de atender à
nossa bandeira de luta histórica:
a gestão paritária da Petros.
O acordo, no entanto, só será
implementado se houver adesão maciça
à repactuação do RPB.
Os petroleiros têm até o dia
31 de agosto para decidir sobre a proposta.
Se a grande maioria dos participantes concordar
com o que foi negociado entre a FUP e a
Petrobrás, a categoria fechará
o maior acordo já feito no sistema
de previdência complementar brasileiro.
Um acordo que envolve o maior passivo financeiro
da história do movimento sindical
petroleiro, onde a Petrobrás se compromete
a injetar no Plano Petros recursos equivalentes
três refinarias, como a que será
construída em Pernambuco, ou quatro
plataformas da dimensão da P-51.
A FUP e a maioria dos sindicatos consideram
esse acordo vitorioso e estão implementando
uma ampla campanha de divulgação
em todo o país sobre as conquistas
obtidas no processo de negociação,
além de esclarecimentos sobre a necessidade
de repactuação do RPB. Veja
o Boletim Especial que a Federação
produziu sobre o acordo negociado com a
Petrobrás.
O
que é a repactuação
do RPB?
É
a alteração dos atuais artigos
41 e 42 do Regulamento do Plano Petros,
desvinculando o benefício do INSS
e dos reajustes obtidos pelos trabalhadores
da ativa. Não tem nada a ver com
o Plano Petros 2, que ainda depende de aprovação
pela Secretaria de Previdência Complementar
(SPC) e só será oferecido
pela Petrobrás aos trabalhadores
sem plano e aos participantes da ativa que
optarem pelo Benefício Proporcional
Opcional (BPO).
A
repactuação na verdade corrigirá
as distorções causadas pelos
artigos 41 e 42, principalmente aos aposentados
e pensionistas, que passaram a acumular
perdas consideráveis em seus benefícios.
Após a repactuação,
ficará mantida a mesma data-base
em primeiro de setembro para todos os participantes,
aposentados e ativa. A mudança na
forma de reajuste só ocorrerá
a partir de 2007, garantindo ainda este
ano (2006) para os aposentados e pensionistas
o mesmo índice de reajuste que for
aplicado aos trabalhadores da ativa. No
ano que vem, os assistidos receberão
em abril o reajuste da parcela INSS e em
setembro, da parcela Petros, com base no
IPCA. Assim, nesse primeiro ano da desvinculação,
todos os aposentados e pensionistas irão
incorporar como ganho real ao benefício
o reajuste da parcela INSS. A Petrobrás
garantirá aos assistidos sempre a
mesma periodicidade de reajuste que for
aplicada à ativa.
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