Imprensa da FUP
A preocupação dos petroleiros com o segundo turno da eleição presidencial veio à tona na mobilização nacional do último dia 03 convocada pela FUP e que teve participação expressiva da maioria das bases da Federação. Os dirigentes dos onze sindicatos que a FUP representa nas negociações com a Petrobrás foram unânimes em seus posicionamentos durante o Conselho Consultivo ocorrido nesta quinta-feira (05/10): o foco da campanha reivindicatória da categoria petroleira precisa ser urgentemente alterado em conseqüência da atual conjuntura política. O segundo turno das eleições presidenciais impõe como pauta principal para a classe trabalhadora neste mês de outubro a reeleição do presidente Lula para impedir a volta da direita e o retrocesso absoluto que representará uma possível vitória do candidato tucano Geraldo Alckmin.
A Petrobrás no olho do furacão
Não há dúvidas de que o Brasil hoje é um outro país. Ainda há muito o que ser feito, mas o que está em risco agora são os avanços que conquistamos. É imperativo para toda a classe trabalhadora, os movimentos sociais e a sociedade civil organizada impedirmos o retrocesso. Por isso os petroleiros deliberaram no XII CONFUP o apoio à reeleição do presidente Lula. A nossa categoria, que tanto foi sacrificada nos anos 90, não deve permitir jamais a volta da direita. Conhecemos na pele o que pode significar um retrocesso desses para a Petrobrás e para o país.
Portanto, a leitura da atual conjuntura política é clara: a prioridade absoluta dos petroleiros neste momento, assim como de toda a classe trabalhadora brasileira, é garantir a reeleição do presidente Lula. Esse passa a ser o principal foco da nossa campanha reivindicatória neste mês de outubro. Sabemos que a agenda de negociação com a Petobrás está diretamente relacionada ao cenário político que atravessamos. As conquistas e avanços da nossa categoria, também. A implementação do novo PCAC, a solução das pendências da Petros e a própria campanha reivindicatória dependem do resultado desta eleição.
A hora, portanto, é de arregaçarmos as mangas e irmos à luta para garantir nossas conquistas e os avanços que reivindicamos.
Dois projetos antagônicos
O povo brasileiro está diante de dois projetos políticos opostos de país e de governo. A reeleição do presidente Lula é a continuidade de um governo progressista, popular e democrático, comprometido com a distribuição de renda, a inclusão social, a soberania nacional, a integração latino-americana, a valorização do trabalhador e a defesa do setor público e estatal.
Já uma possível vitória de Alckmin é a volta da direita e do que há de mais conservador de uma casta política que dominou o Brasil por décadas a fio sob a égide das elites. Os petroleiros sabem muito bem o que pode significar para o nosso país um retrocesso aos anos 90: privatização da Petrobrás, do Banco do Brasil, da Caixa Ecônomica e das poucas estatais que o PSDB e o PFL não conseguiram vender; avanço da desigualdade social e da exclusão; perdas de direitos trabalhistas e arrocho salarial; criminalização e repressão aos movimentos sociais; retorno da Alca e do FMI; desagregação do bloco latino-americano; subordinação à política imperialista dos Estados Unidos... Isso só para citar algumas das bombas herdadas de Collor e de FHC que foram desarmadas pelo governo Lula.
Calendário de luta
A FUP indica a todos os petroleiros que participem em massa das setoriais que serão realizadas até o dia 12 para discutir e organizar uma ampla campanha para fazer a disputa com a direita. No próximo dia 13, a FUP e seus sindicatos lançarão um manifesto nacional de apoio ao presidente Lula, com atividades de norte a sul do país envolvendo a sociedade neste debate.
Reunião com Gabrielli
Logo após a conclusão do Conselho Consultivo, na quinta-feira (05/10), a FUP e os sindicatos reuniram-se com o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabielli, para reafirmar os pleitos da categoria e informar que o movimento sindical priorizará neste mês de outubro a reeleição do presidente Lula, na certeza de que este projeto político é fundamental para garantir os avanços pretendidos pelos petroleiros, assim como as demais conquistas do povo brasileiro.
Veja a carta de apoio à reeleição que a FUP entregou dia 04 de outubro ao presidente Luiz Inacio Lula da Silva, durante reunião no Rio de Janeiro de adesão à Coligação A Força do Povo