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Bancários fazem desfile de moda em São Paulo por instalação de CPI da Nossa Caixa

Sindicato dos Bancários de São Paulo

O Sindicato dos Bancários de São Paulo realizam nesta terça (11) desfile de moda para pedir instalação de CPI que apure as denúncias contra o governo Alckmin.

O desfile – uma paródia para lembrar os cerca de 400 modelitos presenteados à ex-primeira-dama Lu Alckmin – será realizado a partir das 12h30, na rampa da Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp).

Logo depois, os participantes devem percorrer os gabinetes dos deputados entregando alguns “fogões”, numa alusão à compra duplicada de fornos pela Nossa Caixa. Devem participar do ato – que pede também a apuração do uso da máquina pública do banco em contratos de publicidade – aproximadamente 250 pessoas das diferentes categorias de trabalhadores ligados ao governo estadual.

“Vamos fazer de tudo para que essa não seja mais uma denúncia não apurada e que, se instalada, essa CPI não se junte às outras 67 que o governo conseguiu barrar ao longo dos últimos anos”, afirma Raquel Kacelnikas, diretora do Sindicato e funcionária da Nossa Caixa.

“Nosso objetivo é mostrar aos brasileiros que o Alckmin só fala em ética e moralidade da boca para fora, que aqui no estado de São Paulo os trabalhadores sofrem e nenhuma denúncia contra o governo é apurada porque os deputados tucanos e da base aliada ao PSDB são maioria”, destaca Raquel.

Privatização - A diretora do Sindicato lembra, ainda, a luta contra privatização do último banco público do estado de São Paulo, que vem sendo feita aos poucos, com a venda de subsidiárias da empresa. Há tempos o Sindicato vem denunciando uma série de irregularidades no processo de privatização e desmantelamento do banco público. Agora, novas denúncias aparecem.

“Vamos continuar na Justiça e nas ruas para proibir o governo tucano de vender mais esse patrimônio do povo brasileiro”, completa a dirigente.

O governo do Estado segue firme no seu propósito de privatizar o banco. No próximo dia 26 está agendado o leilão de mais uma subsidiária do banco. Vai à leilão 57% do capital da Nossa Caixa. Os sindicatos prometem ir à Justiça contra a decisão.


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