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Privataria Alckmin: Protesto bem humorado dos bancários cobra CPI da Nossa Caixa

Sindicato dos Bancários de São Paulo

As modelos da grife “Da Lu Alckman” transformaram a rampa da Assembléia Legislativa de São Paulo, nesta terça-feira, dia 11, em uma passarela da Feira de Moda Fogo Brando. Depois do desfile realizado na Assembléia Legislativa de SP, as modelos passaram nos gabinetes dos deputados pedindo empenho para implementar processo de investigação. O protesto bem humorado organizado pelo Sindicato é uma das ações desenvolvidas para cobrar dos deputados estaduais paulistas a instalação de uma CPI na Nossa Caixa.

O objetivo é investigar as denúncias de má utilização do dinheiro da instituição pública, que inclui a distribuição de verbas publicitárias do banco estadual para beneficiar deputados da base aliada do ex-governador, Geraldo Alckmin, em troca de apoio político.

As "modelos" desfilaram roupas finas para lembrar a doação de 400 vestidos à ex-primeira dama, Lu Alckmin, com valor estimado de R$ 3 mil cada. Até agora não se sabe como esses valores foram empregados.

“Ninguém dá um presente deste porte sem esperar algo em troca. Esperamos que com uma CPI, todos as dúvidas possam ser esclarecidas”, afirmou Raquel Kacelnikas, diretora do Sindicato.

Todas as participantes do desfile se apresentaram com um fogão de plástico na mão, em alusão aos 500 fornos a gás que, segundo o Ministério Público, foram adquiridos em duplicidade pela Nossa Caixa, no valor de R$ 400 mil. As apurações indicam que esses aparelhos teriam sido doados ao Fundo Social de Solidariedade (FSS), que na ocasião era presidido pela ex-primeira dama. Após o desfile, as modelos entregaram os fogões de brinquedo aos deputados da Assembléia, cobrando empenho para a instalação da CPI.

Votação foi adiada - Foi postergada, nesta terça-feira, dia 11, a votação de requerimentos ligados à Nossa Caixa, na Comissão de Finanças e Orçamento da Assembléia Legislativa de São Paulo, depois que deputados do PSDB pediram vistas aos pedidos para investigação de possíveis irregularidades no banco estadual.

Durante os trabalhos da comissão houve tumulto após o líder do governo na Assembléia Legislativa, Édson Aparecido (PSDB) ter se recusado a receber um fogão de plástico da funcionária da Nossa Caixa e diretora do Sindicato dos Bancários, Raquel Kacelnikas. O brinquedo - uma alusão aos 500 fornos a gás que, segundo o Ministério Público, foram adquiridos em duplicidade pela Nossa Caixa - foi entregue a deputados da Assembléia Legislativa como forma de cobrar apoio à instalação de CPI para supostas irregularidades na instituição financeira.

“A entrega do fogão de brinquedo significa um pedido para que as apurações não acabem em pizza. Eu disse ao deputado tucano que se realmente o ex-governador Geraldo Alckmin que um banho de ética na administração do Estado, a base aliada deve permitir a instalação da CPI”, afirmou a dirigente sindical.

Requerimentos - Entre os pedidos que deveriam ser analisados está o convite para que deponham na Comissão de Finanças e Orçamento o acupunturista Jou Eel Jia, responsável pela Associação Chinesa do Brasil, proprietário do SPA Ch´na Tao e da Revista Ch´na Tao; Thomaz Rodrigues (filho do ex-governador Geraldo Alckmin) que seria sócio da filha do acupunturista, Suelyen Jou, cuja presença também deverá ser solicitada. O objetivo é que os três prestem depoimento e esclareçam as denúncias de utilização do dinheiro da Nossa Caixa em publicidade da revista Ch´na Tao e para pagar curso de meditação no SPA, para professores da rede estadual de ensino.

Outro requerimento em análise é da realização de uma auditoria do Tribunal de Contas do Estado sobre suposta irregularidade na utilização de verbas de publicidade do banco estadual para beneficiar deputados da base aliada do então governador Geraldo Alckmin.


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