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Diário
Vermelho
Com o voto decisivo dos italianos no exterior,
o candidato da coalizão de centro-esquerda
italiana Romano Prodi venceu as eleições
legislativas do país, segundo a cadeia
de televisão Sky TG24. Prodi obteve
158 cadeiras no Senado graças ao
voto dos cidadãos italianos no exterior,
que elegeram 4 senadores em 6 vagas disputadas.
A União de esquerda liderada por
Romano Prodi venceu a eleição
no Senado e a sua vitória nas duas
câmaras permite-lhe formar o próximo
governo italiano, segundo a emissora italiana
de televisão Sky TG24.
Voto do exterior
Segundo os dados do principal canal de notícias,
a coligação de esquerda obteve
quatro dos seis lugares de senador eleitos
pelos italianos no estrangeiro, alcançando
assim uma maioria de 158 dos 315 assentos
no Senado.
Os resultados totais oficiais ainda não
estão disponíveis, mas os
conhecidos neste momento confirmam a vantagem
da União de Prodi na contagem dos
boletins do estrangeiro.
Resultado europeu
"Este é um resultado profundamente
europeu, e como eu disse, a Europa estará
no centro da política do meu governo",
afirmou Prodi, que também prometeu
"relações construtivas
com os Estados Unidos".
O Ministério do Interior italiano
ainda não concluiu a contagem dos
votos, mas os resultados parciais indicam
que a coalizão de Prodi conquistou
quatro das seis cadeiras do Senado que são
determinadas pelos votos de italianos residentes
no exterior inclusive no Brasil.
Prodi já teria obtido uma pequena
maioria, de 0,1%, na Câmara dos Deputados.
Um bloco precisa sair vitorioso em ambas
as casas para impedir que o país
seja paralisado por um impasse parlamentar.
Com a diferença muito estreita, a
vantagem no Senado reivindicada por Prodi
seria decisiva para a sua eventual vitória.
O candidato, um ex-primeiro-ministro e ex-presidente
da Comissão Européia, já
havia se declarado vencedor na noite de
segunda-feira.
Direita quer recontagem
Os partidários de Berlusconi, entretanto,
não reconheceram derrota e pediram
uma recontagem dos votos para a Câmara,
onde os resultados apontam para uma estreita
vantagem para Prodi. De acordo com dados
do Ministério do Interior, a aliança
de centro-esquerda obteve 49,8% dos votos,
contra 49,7% da coalizão de centro-direita.
No Senado, resultados parciais indicam que
o grupo de Berlusconi tem uma cadeira a
mais, mas falta terminar a apuração
dos votos para os ocupantes das seis cadeiras
escolhidos por eleitores que moram fora
da Itália.
Ao reivindicar a vitória, Prodi reconheceu
que a sua suposta margem de vantagem no
Parlamento é pequena, mas negou que
isso inviabilizaria o seu governo. As duas
câmaras do Parlamento têm poder
igual sob o sistema eleitoral na Itália.
De acordo com nova legislação
eleitoral do país, imposta pela direita,
a coalizão vitoriosa vai receber,
automaticamente, 55% dos assentos na Câmara
dos Deputados.
Fiasco econômico e social
Berlusconi governa a Itália desde
2001. Ele liderou o mais longo governo no
país desde a Segunda Guerra Mundial,
mas a economia teve um desempenho sofrível
durante sua administração.
Além disso, inexistiram políticas
sociais no seu governo. Berlusconi submerge
nos tribunais respondendo inúmeras
acusações judiciais por corrupção.
A formação de um novo governo
terá que esperar até depois
da eleição de um novo presidente
do país no mês que vem. O mandato
de sete anos do presidente Carlo Azeglio
Ciampi está chegando ao fim.
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