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Condições inseguras de trabalho causam mais uma morte na Petrobrás

Imprensa FUP

Mais um petroleiro terceirizado perdeu a vida em acidente de trabalho, elevando para seis o número de trabalhadores mortos em 2006 nas unidades da Petrobrás. Todas as vítimas eram petroleiros terceirizados, sendo que dois deles atuavam em unidades internacionais. O acidente mais recente ocorreu com o mecânico da Sertel, Cléber Pereira da Silva, de apenas 25 anos, morto no último dia 10, quando efetuava a manutenção em um poço do Campo de Carmópolis, em Sergipe. Houve uma reversão na haste do poço, fragmentando a BCP (bomba centrífuga) em diversas partes, atingindo o trabalhador. O mecânico teve alguns órgãos dilacerados e, apesar de ter sido socorrido e submetido a cirurgia, não resistiu e faleceu horas depois do acidente.

O Sindipetro SE/AL denunciou que os trabalhadores do Campo de Carmópolis já haviam detectado problemas nas bombas e solicitado à gerência da área a substituição dos equipamentos por unidades de bombeio (UB), que são consideradas muito mais seguras. O sindicato está participando da comissão de apuração do acidente e realizando atos em várias unidades cobrando segurança.

Nos últimos dez anos, 223 petroleiros morreram em acidentes de trabalho na Petrobrás. Destes, 179 eram trabalhadores terceirizados. Uma tragédia silenciosa que a FUP e os sindicatos denunciam há anos e não se cansam de cobrar providências da empresa que estanquem definitivamente essa sangria. Apesar da companhia ter avançado na recomposição dos efetivos e nas comissões de análises de acidentes e ter ensaiado alguns passos tímidos no sentido da primeirização, ainda há muito o que ser alterado na política de SMS. Principalmente, no que diz respeito aos programas de segurança, à unificação das condições de trabalho e às contratações de terceirizadas.

Desaparecimento - Além desses acidentes fatais, ainda não foi solucionado o caso do engenheiro Fábio Augusto Pontes, 30 anos, desaparecido desde o dia 08 de junho, quando trabalhava embarcado na plataforma P-27, na Bacia de Campos. O engenheiro, estava há três anos na Petrobrás e, segundo sua família, sempre gozou de excelente saúde física e mental. Natural de São Paulo, Fábio formou-se me engenharia pela Unicamp, em Campinas, e morava em Curitiba com os pais e os irmãos. Até agora, o caso permanece sem solução e seu corpo não foi localizado.


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