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De braços dados com a Veja: Oposições se aliam à direita na tentativa de impedir a repactuação

Imprensa da FUP

Os oportunistas de plantão resolveram atirar para todos os lados, na tentativa de impedir a implementação do acordo histórico que a FUP e 12 sindicatos firmaram com a Petrobrás para resolver as principais pendências da Petros. A Aepet e as associações de aposentados uniram-se às minorias políticas que fazem oposição à Federação para alimentar a imprensa conservadora com informações distorcidas sobre o acordo conquistado pela categoria.

"Com carinho"

02/08/2006 Estado de São Paulo: "Petrobrás vai bancar rombo de R$ 9.3 bilhões do fundo Petros".
03/08/2006 Jornal do Brasil: "Petros quer mudar previdência: Fundo propõe prêmio de R$ 15 mil para beneficiários que aceitarem proposta".
06/08/2006 Veja: "Aos petroleiros, com carinho - O rombo da Petros nas costas do contribuinte".
06/08/2006 Isto É: "Atenção acionistas da Petro-bras!".
07/08/2006 Isto É Dinheiro: "Brasil cobre o rombo da Petros".

A mídia conservadora, que já tem um carinho todo especial pelos petroleiros, deitou e rolou nos últimos dias, com base nas informações divulgadas pela Aepet, associações de aposentados e oposições sindicais.

Sem eco na categoria, esses pseudos representantes dos trabalhadores resolveram plantar na imprensa matérias especulativas e tendenciosas na tentativa desesperada de abortarem o processo de repactuação, que, além de reequilibrar o Plano Petros, resolverá pendências históricas, como a correção do cálculo das pensões, a paridade contributiva para os assistidos e a redução do limite de idade 78/79. Sem falar na gestão paritária da Petros.

Até Alckmin?

O candidato do PSDB à presidência da República, Geraldo Alckmin, não deixou por menos e pegou carona no festival de desinformações publicadas pela mída. Em entrevista ao Jornal Nacional, no último dia 07, o tucano criticou o aporte financeiro que a Petrobrás fará para quitar as dívidas com o Plano Petros, alegando que o governo Lula usa dois pesos e duas medidas em relação às aposentadorias do INSS e às dos petroleiros.

Até Alckmin serviu de garoto propaganda dos oportunistas que tentam manipular a categoria para os seus objetivos políticos: criação de uma nova central sindical e de uma outra federação, além da eleição de seus representantes na Petros.

Enquanto eles atiram pedras na maior proposta já negociada no Sistema brasileiro de Previdência Complementar, a FUP continuará lutando pela repactuação. Independentemente, do ônus político que um acordo desta proporção (envolvendo mais de R$ 6 bilhões) representa para o governo neste momento de disputa eleitoral.O principal compromisso da Federação é com a luta da categoria.

Somos uma entidade classista e de luta e por isso assumimos o lado dos trabalhadores na disputa eleitoral, apoiando a reeleição de Lula. Mas a FUP continua sendo completamente autônoma em relação ao governo.

Já as oposições e as associações deixam claro que não têm a menor responsabilidade com os petroleiros, envenenando a direita contra o nosso acordo, por puro oportunismo político.


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