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Enchova, 22 anos depois: insegurança ainda em pauta

Imprensa FUP

Entra ano, sai ano e os petroleiros jamais esquecerão o dia 16 de agosto de 1984, quando 36 trabalhadores perderam a vida no mais terrível acidente de trabalho da história da Petrobrás. A plataforma de Enchova, na Bacia de Campos, foi palco de uma tragédia que marcou para sempre a categoria. O acidente alterou para sempre a vida de dezenas de petroleiros. Os que não morreram, sofreram ferimentos físicos e psicológicos.

Lamentavelmente, 22 anos depois, o SMS da Petrobrás ainda não foi capaz de interromper o círculo vicioso de acidentes de trabalho na companhia. Petroleiros continuam sofrendo traumas e perdendo vidas, enquanto a empresa coleciona recordes de produção e crescimento. No ano em que conquistamos a tão sonhada auto-suficiência na produção de petróleo, sete trabalhadores morreram em condições precárias de trabalho. Seis deles eram prestadores de serviço (dois em unidades internacionais) e um, estagiário da Petrobrás Transportes.

Nos últimos dez anos, 224 petroleiros morreram em acidentes de trabalho na companhia, dos quais, 179 eram trabalhadores terceirizados.


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