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Em pleno processo de disputa com a Petrobrás, oposições fazem de tudo para quebrar a unidade nacional da categoria

Imprensa da FUP

No Sindipetro-RJ, 12% dos sindicalizados decidiram pela desfiliação à FUP, numa consulta à base, que teve participação de apenas 20% dos associados. No Sindipetro-SE/AL, a desfiliação foi decidida por uma parcela dos trabalhadores que representa menos de 5% dos sindicalizados. A votação foi feita em assembléias esvaziadas, sem debate com a categoria, onde menos de 100 petroleiros decidiram pela desfiliação. A mesma tática foi adotada nas assembléias realizadas pelo Sindipetro São José dos Campos, onde 163 trabalhadores optaram pela desfiliação da FUP, o equivalente a 20% dos sindicalizados.

A minoria decidiu pela maioria, numa questão de fundamental importância não só para os associados, como para toda a base social destes sindicatos. A mesma tática será adotada pela direções sindicais do Pará, do Litoral Paulista e de Duque de Caxias. Assim como ocorreu no Rio, Sergipe/ Alagoas e São José dos Campos, os trabalhadores poderão ser surpreendidos com a notícia de que seus sindicatos foram desfiliados da FUP. E seus boletins ainda festejarão essa derrota da categoria como uma vitória da maioria.

Foi o que fizeram ao distorcer o resultado do chamado "plebiscito" do Sindipetro-RJ, onde 866 petroleiros votaram a favor da desfiliação da FUP e 498, contra, num total de 1.407 votantes, que representam menos de 20% dos 7.100 sindicalizados. A notícia que as oposições e associações divulgaram por todo o país foi de que 62% dos petroleiros do Rio de Janeiro decidiram pela desfiliação da FUP, quando na verdade só 12% dos sindicalizados (só 6% de toda a base social do RJ) fizeram esta opção.

Ilusionismo, miopia ou má fé?

A estratégia adotada por esses dirigentes que estão de passagem pelos sindicatos é dividir a categoria para tentar enfraquecer a FUP em pleno processo de disputa com a Petrobrás, colocando em risco a solução das pendências da Petros e a própria campanha reivindicatória. Se aproveitam da máquina sindical, para impor à categoria um caminho sem volta, apostando na velha tática pelega do quanto pior, melhor.

A categoria petroleira sabe que a unidade é o principal alicerce das nossas lutas e conquistas. Por isso, a maioria absoluta dos petroleiros do Rio de Janeiro, Sergipe/Alagoas e São José dos Campos não respaldou a decisão equivocada de desfiliação da FUP. Se recusaram a participar deste jogo de interesses e de cartas marcadas, cujo objetivo é a implementação de projetos políticos e partidários de um grupo que já nasce dividido. Sair da FUP é apenas o primeiro passo na construção de uma outra central sindical e de uma outra organização petroleira.

A direção da FUP, no entanto, não permitirá que a categoria caia nesta armadilha e se torne refém da divisão. A FUP é fruto de um processo histórico de amadurecimento e consolidação da unidade dos petroleiros de todo o país. Por isso, temos força e respeito e somos referência de luta e organização. Nossa Federação foi construída coletivamente pela categoria, como uma entidade de classe, que não cabe agora a quem está de passagem destruir. Pelo contrário, temos que manter nossa unidade, pois ela é a base das nossas lutas e conquistas.


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