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Eleger Lula no primeiro turno!

Imprensa da FUP

Os trabalhadores têm um compromisso de classe: reeleger Lula no primeiro turno das eleições presidenciais. Os petroleiros, que sempre se posicionaram na vanguarda desta escolha, mais uma vez aprovaram o apoio à reeleição de Lula no último CONFUP. Como trabalhadores organizados e politizados que somos, sabemos muito bem a importância desta eleição na consolidação de um projeto popular e democrático que está reescrevendo a história do Brasil.

Eleger Lula no primeiro turno é impedir o retrocesso do país através da volta da direita que, como vemos, é capaz de tudo para barrar a continuidade de um projeto de governo que respeita e dá voz aos trabalhadores e aos movimentos sociais e cujo principal compromisso é acabar com a miséria e exclusão social. Estamos, portanto, diante de dois caminhos antagônicos nesta disputa: reeleger Lula ou permitir a volta dos tucanos e pefelistas.

"Impedir a volta do Estado mínimo"

Artur Henrique, presidente da CUT

"Existem dois projetos inteiramente antagônicos em disputa. Enquanto os neoliberais buscam o retrocesso com sua visão de Estado mínimo, com a volta das privatizações e doações do patrimônio público ao estrangeiro, de olho no que ainda sobrou, como a Petrobrás, a Caixa Econômica e o Banco do Brasil, nós defendemos cada vez mais a presença do Estado como indutor do desenvolvimento, do progresso e da justiça social. Além disso, tucanos e pefelistas vêm demonstrando seu ódio de classe: querem a criminalização dos movimentos sociais, a nossa destruição, pois sabem da capacidade das entidades de exercitar sua influência e pressão pelas mudanças, que queremos implementar no segundo mandato.Quanto mais aprofundarmos as transformações, quanto mais medidas em defesa do povo, maior será a reação da elite."

"Há preconceito de classe contra Lula"

Chico Buarque de Holanda, compositor

"O preconceito de classe contra Lula continua existindo - e em graus até mais elevados. A maneira como ele é insultado eu nunca ví igual. Acaba inclusive sendo contraproducente para quem agride, porque o sujeito mais humilde ouve e pensa: `Que história é essa de burro? De ignorante? De imbecil?` Não me lembro de ninguém falar coisas assim antes, nem de Collor. `Vagabundo! Ladrão! Assassino!` - até assassino já ouvi. Fizeram o diabo para impedir que o Lula fosse presidente. Inventaram plebiscito, mudaram a duração do mandato, criaram a reeleição. Finalmente, como se fosse uma concessão, deixaram Lula assumir. `Agora sai daí vagabundo!` É como se estivessem despachando um empregado a quem se permitiu o luxo de ocupar a Casa Grande. `Agora volta pra senzala`. Eu não gostaria que fosse assim."

"Não à direita"

Emir Sader, sociólogo

"Qualquer que seja o juízo que se tenha do governo Lula - mais ou menos severo nas críticas - o quadro político está fortemente polarizado entre direita e esquerda. A esquerda pode errar muitas vezes, a direita erra menos. Esta escolheu um mau candidato (Alckimin), mas aponta firme contra quem considera seu inimigo fundamental, hoje representado pelo governo Lula. É uma constatação de fato que constitui o eixo central dos enfrentamentos do campo político no processo eleitoral atual. A esquerda tem que mostrar agora que sabe distinguir os campos de enfrentamento, mais além das diferenças que têm. A esquerda que não distingue o campo e os movimentos da direita, não é esquerda, se perde nos ataques dispersos a outros candidatos do próprio campo da esquerda e acaba perdendo seu próprio caráter de esquerda. A esquerda tem que demonstrar, diante dessa feroz ofensiva da direita, que sabe colocar em prática uma política de frente única, que não confunde inimigos estratégicos com aliados táticos, que sabe distinguir as linhas de divisão das contradições irreconciliáveis enre direita e esquerda. Trata-se assim, nesta reta final da campanha, de ganhar os votos suficientes para consolidar a vitória no primeiro turno, para frear o ímpeto terrorista da direita e abrir espaços para a recomposição da esquerda, que permitam formular um projeto de nação democrática política, social, econômica e culturalmente, fazer com que a esquerda retome, de forma unificada, a iniciativa e coloque com força seu objetivo fundamental - um Brasil posneoliberal."

 


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