| FUP
e Petrobrás concluem negociação
que garante saneamento do Plano Petros
e gestão paritária da
Fundação |
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Imprensa
da FUP
Após intenso processo de negociação
com a FUP, a Petrobrás finalmente
apresentou nesta segunda-feira (29) a roposta
completa para solução das
pendências da Petros. Um fato histórico
para todos os petroleiros, cujos resultados
alcançados só foram possíveis
devido à confiança da categoria
nas direções sindicais, que
conduziram com firmeza e responsabilidade
a negociação com a empresa.
Um processo difícil, e algumas vezes
conturbado, que resultou em uma vitoriosa
proposta de acordo, fruto da organização
e luta do movimento sindical petroleiro:
seja através da Ação
Civil Pública, que norteou toda a
negociação, seja através
do Acordo Coletivo de Trabalho, onde a FUP,
os sindicatos e a Petrobrás pactuaram
buscar uma solução conjunta
para os problemas do Plano Petros e a situação
dos trabalhadores novos sem plano.
A proposta construída na mesa pela
Federação e a Petrobrás,
com o respaldo da grande maioria dos sindicatos,
garante não só o saneamento
do Plano Petros e um plano misto de previdência
complementar para os trabalhadores novos
(Plano Petros 2), como avança no
atendimento de um pleito histórico
da categoria: gestão paritária
da Petros.
O acordo proposto também transforma
em realidade outras bandeiras de luta defendidas
há anos pela vanguarda do movimento
sindical petroleiro. Reivindicações
que finalmente sairão do papel e
terão impacto direto no dia-a-dia
dos participantes, como a correção
do cálculo das pensões, a
redução do limite de idade
para o grupo 78/79 (veja detalhes no verso)
e a quitação de passivos históricos,
como os déficits atuariais gerados
pelo convênio pré-70 e a introdução
do FAT/FC. Além disso, a Petrobrás
fará aportes adicionais ao Plano
Petros, através da implantação
do custeio paritário com os assistidos.
O acordo com a Petrobrás também
garantirá aos aposentados e pensionistas
três Salários Benefício
ou R$ 15 mil, o que for maior, em resposta
à reivindicação da
FUP de recomposição dos benefícios
dos assistidos. A contraproposta econômica
da empresa, por reivindicação
da FUP, é extensiva também
aos participantes da ativa, que optarem
pela repactuação do Regulamento
do Plano Petros. Neste caso, receberão
90% sobre três Salários Participação
ou R$ 15 mil, o que for maior.
Conselho Consultivo
O acordo proposto pela Petrobrás
só será implementado após
adesão maciça dos participantes
à repactuação do Regulamento
do Plano Petros (RPB), que prevê alterações
nos artigos 41 e 42 (FC e FAT) e a implantação
do Benefício Proporcional Opcional
(BPO). Além disso, a empresa também
condicionou a proposta à aceitação
do Plano Petros 2 e ao acordo nos autos
da Ação Civil Pública
movida pela FUP e 14 sindicatos em relação
aos pontos negociados.
Por enquanto, haverá um acordo de
obrigações recíprocas
entre a Federação, sindicatos
e a Petrobrás, que amarrará
os compromissos assumidos por cada uma das
partes.
A FUP convocou reunião do Conselho
Consultivo para esta quarta-feira (31),
com o objetivo de definir os encaminhamentos
em relação à proposta
apresentada pela Petrobrás, assim
como avaliar o posicionamento de cada sindicato.
O acordo proposto
Saneamento do Plano Petros - a Petrobrás
assumirá integralmente os déficits
gerados pelo Convênio Pré-70
(a patrocinadora até hoje não
cobriu o serviço passado e demais
impactos atuariais causados em função
dos compromissos assumidos com os participantes
que são anteriores à implantação
da Petros) e pelo FAT/FC (dívidas
geradas pela introdução em
1984 do fator de correção-FC-
e fator de atualização-FAT-,
artigos 41 e 42 do RPB, cujos impactos contribuíram
para o desequilíbrio do plano). O
saneamento do Plano Petros é fundamental
para garantir a segurança dos participantes
e assistidos;
Custeio paritário - a Petrobrás
passará a contribuir mais com o Plano
Petros, assumindo o custeio paritário
não só com os participantes
da ativa, como também com os assistidos;
Gestão paritária da Petros
- eleição de representantes
dos trabalhadores para duas das quatro diretorias
da Fundação: Diretoria de
Administração (eleição
este ano e posse em 2007) e Diretoria de
Seguridade (eleição em
2007 e posse em 2008);
Comitê gestor paritário
- os Planos Petros e Petros 2 terão
um comitê gestor conjunto, formado
paritariamente por representantes da patrocinadora
e dos participantes. Caso haja alguma limitação
legal, haverá um comitê para
cada
plano;
Correção das pensões
- com a retirada do FAT/FC e a conseqüente
alteração dos artigos 42 e
41, a pensão voltará a ser
calculada conforme previsto no artigo 32
do RPB (antigo art. 31). Desta forma, os
valores das pensões
atuais e futuras serão recalculados;
Limite de idade 78/79 - apesar do
atual limite de idade previsto no RPB atingir
quem ingressou após 27/11/1979, a
mesma exigência é feita para
os participantes que aderiram ao plano entre
24/01/78 e 27/11/79. A proposta
da empresa em relação a esse
grupo é reduzir, a partir de janeiro
de 2007, o limite de idade para 53 e 51
anos, para aposentadoria comum e especial,
respectivamente;
Data-base
e desvinculação -
está mantida a data-base em setembro
para todos. A desvinculação
só ocorrerá a partir de 2007,
garantindo ainda este ano para os aposentados
e pensionistas o mesmo índice de
reajuste que for aplicado
aos trabalhadores da ativa. No ano que vem,
os assistidos receberão em abril
o reajuste da parcela INSS e em setembro,
da parcela Petros, com base no IPCA.Nesse
primeiro ano da desvinculação,
todos os aposentados e pensionistas irão
incorporar ao benefício o reajuste
da parcela INSS, como ganho real. A Petrobrás
garantirá aos assistidos sempre a
mesma periodicidade de reajuste que for
aplicada à ativa;
Contraproposta
econômica
- o pagamento de 03 Salários Benefício
(assistidos) e 90% de 03 Salários
Participação (ativa) ou R$
15mil (o que for maior) ocorrerá
30 dias após o processo de repactuação
do RPB e a homologação do
acordo nos autos da ACP para os ítens
pactuados. Ou seja, os participantes e assistidos
só receberão os valores propostos
se houver adesão maciça à
repactuação do RPB;
Plano
Petros 2 e BPO - a Petrobrás
garantirá aos trabalhadores novos
um plano de previdência complementar
misto, que assegura benefícios de
risco, benefício mínimo e
renda vitalícia. A empresa assumirá
o serviço passado de todos os trabalhadores
que ingressaram na empresa após agosto
de 2002. Os trabalhadores sem plano também
poderão ingressar no Plano Petros
2, assim como os participantes da ativa
do atual Plano Petros que quiserem assegurar
o Benefício Proporcional Opcional
(BPO). Não haverá migração
de aposentados e nem transferência
de recursos do Plano Petros para o Plano
Petros 2;
Garantia
da AMS
- a Petrobrás garante que a opção
dos assistidos pela repactuação
do RPB não implicará de forma
alguma na perda da AMS, que continuará
a ser regulada pelo Acordo Coletivo de Trabalho
da categoria.
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