updated 7:07 PM BRT, Mar 29, 2017
Quarta-Feira, 29 de Março de 2017

Com crise prolongada, até 'mercado' aposta em corte maior de juros

  • Publicado em ECONOMIA

O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central abriu nesta terça-feira, 10/1, sua primeira reunião de 2017, com apostas unânimes no terceiro corte seguido da taxa básica de juros, a Selic, maior que os anteriores. A maioria ainda acredita em diminuição de 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, mas alguns admitem estimativa de 0,75 ponto de queda, o que levaria os juros a 13%. O resultado sai no início da noite de amanhã.

 A Selic permaneceu em 14,25% durante quase ano e três meses, até outubro, quando teve dois cortes seguidos de 0,25 ponto. Com a queda da inflação anual e o prolongamento da crise econômica, com crescimento do desemprego e redução da atividade, passaram a surgir, mesmo no "mercado", defensores de uma redução mais "agressiva" dos juros.

A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) divulgou nota para afirmar que acredita em "ousadia" do BC nesta primeira reunião de 2017, após muito conservadorismo ao longo do ano passado, com diminuição da taxa básica para 13,25%. 

Para a entidade empresarial, o BC "não tem outra escolha" além de acelerar o ciclo de redução de juros. Por isso, acredita em queda mais acentuada, "diante de uma situação recessiva sem precedentes no país". A Federação do Comércio destaca a aprovação da chamada PEC dos gastos e as "bem encaminhadas" reformas da Previdência e da legislação trabalhista – criticadas pelas centrais sindicais – como fatores relevantes de ajuste macroeconômico.

Ao divulgar a ata do último encontro do Copom em 2016, o BC afirmou que havia aumentado "a probabilidade de que a retomada da atividade econômica seja mais demorada e gradual que a antecipada previamente".

O Produto Interno Bruto (PIB) do ano passado novamente mostrará retração (estimada entre 3,5% e 4%) e o desemprego deve continuar em alta neste ano. As reformas do governo Temer, pró mercado, não apontam para recuperação.

 

VIA Rede Brasil Atual

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