Após 15 dias de greve, bancários arrancam 7,5% de reajuste

Quinta, 14 Outubro 2010 21:00
Após 15 dias de greve, bancários arrancam 7,5% de reajuste

Imprensa da FUP

Os bancários aprovaram na grande maioria dos estados do país a proposta de 7,5% de reajuste salarial, arrancada dos bancos privados, Banco do Brasil e Caixa Econômica, após a maior greve da categoria nos últimos 20 anos. Os bancários conquistaram 3,1% de ganho real. Os 15 dias de greve nacional também garantiram pisos de R$ 1.250,00 e R$ 1.709,05 para os escriturários e caixas dos bancos privados, respectivamente.  No Banco do Brasil e na Caixa Econômica, a remuneração mínima passou para R$ 1.600,00. O reajuste de 7,5% conquistado na greve beneficiará os bancários que recebem até R$ 5.250,00. Os que ganham acima deste valor terão a reposição da inflação (4,29%) ou R$ 393,75, o que for maior.  

Tanto os bancários, quanto os petroleiros têm conquistado ganhos reais nos acordos fechados nos últimos anos. No caso dos petroleiros, o ganho real acumulado em suas remunerações ao longo dos últimos quatro anos foi de até 14,4%. O acordo salarial de 2010, conquistado na negociação conduzida pela FUP e seus sindicatos, garantiu reajuste de 9,36%, o que representou um aumento real entre 3,6% e 4,7%. Foi o maior ganho salarial já conquistado pelos petroleiros, que pela primeira vez nas últimas décadas terminaram o mês de setembro com a campanha concluída, o que não acontecia desde o início dos anos 80.

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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