Petrobrás concorda em retomar negociação para regramento das PLRs Futuras

Terça, 18 Setembro 2012 19:14

FUP

 

Nesta terça-feira, 18, a FUP e a Petrobrás retomaram a negociação do regramento das PLRs futuras. A Federação destacou a importância desse tema para os trabalhadores, ressaltando que na III Plenafup a categoria deliberou que a definição de regras justas e democráticas para o pagamento e distribuição da PLR deve ser um dos eixos da campanha salarial deste ano. Os representantes dos sindicatos que estão no Rio de Janeiro para o Conselho Deliberativo da FUP acompanharam a reunião com a Petrobrás e reforçaram que essa é uma das principais bandeiras da campanha.

A FUP propôs que seja retomado o grupo de trabalho paritário para dar continuidade à negociação do regramento, já que a proposta apresentada pela empresa foi rejeitada no início deste ano pela categoria. A Federação ressaltou que as reivindicações dos trabalhadores discutidas em mesa não foram contempladas pela Petrobrás e criticou, principalmente, a forma de distribuição proposta pela empresa e os critérios para definição do montante da PLR. Os sindicalistas reafirmaram, que atual proposta da empresa não avança em relação aos últimos acordos pactuados com os trabalhadores e em alguns casos ainda piora o que já foi conquistado.

A Petrobrás alegou que não tem liberdade, nem autonomia para apresentar uma proposta que descumpra as orientações do Ministério do Planejamento. A empresa esclareceu que os critérios apresentados aos trabalhadores são fruto dos limitadores estabelecidos pelo DEST.   

A FUP reiterou a importância de retomar imediatamente o grupo de trabalho paritário para construir uma proposta que de fato busque o estabelecimento de regras transparentes e democráticas para as PLRs futuras. A Federação cobrou disposição política da empresa para avançar nessa negociação e criticou o comodismo dos gestores diante das limitações impostas pelo governo. A Petrobrás concordou com a proposta de retomar o GT e informou que irá apresentar um calendário de reuniões. A FUP tornou a frisar que essa negociação faz parte da campanha salarial e que, portanto, é urgente.

Intensificar as mobilizações desta quarta

Nesta quarta-feira, 19, haverá uma nova rodada de negociação com a Petrobrás, onde a empresa deverá se manifestar sobre as reivindicações econômicas da categoria. A reunião será às 10 horas, no Edise, e, logo após, a FUP e seus sindicatos retomam o Conselho Deliberativo, que foi iniciado nesta terça-feira pela manhã. O Conselho irá avaliar o resultado desta segunda rodada de negociação com a Petrobrás e apontar os próximos encaminhamentos em relação à campanha salarial. A FUP, portanto, convoca toda a categoria a participar ativamente das mobilizações que os sindicatos estarão realizando nesta quarta pelo Dia Nacional de Luta dos Trabalhadores do Setor Privado. Além da solidariedade de classe, é fundamental que os petroleiros estejam mobilizados para fortalecer a FUP na mesa de negociação.

Petroleiros participam do ato unificado das categorias em luta, na Avenida Paulista

Na quinta-feira, 20, os petroleiros participam junto com os bancários, metalúrgicos, químicos e trabalhadores dos Correios de uma grande mobilização na Avenida Paulista, em São Paulo. A FUP orienta os sindicatos a enviarem caravanas para esse ato, que terá como objetivo somar forças das categorias que estão em luta por ganhos reais e condições dignas de trabalho. Além das pautas específicas de cada categoria, a manifestação vai reforçar a pauta nacional da classe trabalhadora, que está parada no governo e no Congresso Nacional, que reivindica, entre outros itens, isenção de imposto de renda na PLR, a regulamentação da Convenção 151 e ratificação da Convenção 158, ambas da OIT, o fim da terceirização, não a rotatividade, entre outras questões.

Última modificação em Quarta, 19 Setembro 2012 18:53

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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