Petroleiros fortalecem dia nacional de luta por direitos e dizem não à proposta da Petrobrás

Quinta, 22 Setembro 2016 18:51

Em diversos estados do país, os petroleiros participaram ativamente nesta quinta-feira, 22, do dia nacional de lutas convocado pelas centrais sindicais e pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo. As mobilizações foram um “esquenta” para a preparação de uma greve geral contra as ameaças de retrocessos sociais e de cortes de direitos que Michel Temer quer impor ao país, atingindo em cheio a classe trabalhadora.

 Por isso, esta quinta-feira amanheceu com mobilizações e protestos de norte a sul do país, tendo à frente petroleiros, bancários, metalúrgicos, trabalhadores dos Correios, urbanitários, profissionais da educação e da saúde e várias outras categorias que estão com direitos ameaçados em função da agenda de privatizações e de reduções de direitos do governo golpista. Estudantes e diversos movimentos sociais também participaram das manifestações, que agitaram as principais capitais brasileiras, denunciando as medidas ilegítimas de Michel Temer, Pedro Parente e companhia.

Nas bases da FUP, os sindicatos realizaram atos nas unidades operacionais e iniciaram as assembleias, com ampla participação dos petroleiros, que estão rejeitando por unanimidade a proposta de redução de salários e diretos apresentada pela Petrobrás. A categoria responde à provocação dos gestores da empresa, aprovando a “Operação Para Pedro”, estado de greve e de assembleia permanente.

 No Paraná, onde trabalhadores da Usina de Xisto (SIX) estão há 22 dias em greve, petroleiros e petroquímicos realizaram um grande ato unificado no distrito industrial de Araucária, com participação de trabalhadores próprios e terceirizados da Repar, da Fafen-PR, de operários de montagem e manutenção industrial, além de empregados das indústrias Gelopar (fábrica de refrigeradores) e White Martins (fábrica de gases industriais).

A categoria petroleira realizou atos também na Regap, Refap e Reduc, além de ter participado de manifestações em São Paulo, Salvador, Fortaleza, Manaus, Recife, Natal, Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Macaé, Campos, Curitiba, Porto Alegre e Vitória.

Parciais das assembleias

BA – 96% dos petroleiros já foram consultados em cinco seções de assembleias realizadas nesta quinta, com um total de 432 votos favoráveis aos indicativos da FUP, 02 contrários e 14 abstenções

DUQUE DE CAXIAS – houve assembleias na REDUC, TECAM e UTE-GLB com total de 204 votos favoráveis aos indicativos da FUP, nenhum voto contrário e 3 abstenções.

NF – primeira assembleia foi na base de Imbetiba: 144 votos a favor dos indicativos da FUP, nenhum contrário e uma abstenção.

ES – 235 votos pela rejeição da proposta, nenhum contrário e 01 abstenção; destes 223 aprovaram o indicativo de estado de greve e a “Operação Para Pedro”.

AM – as duas assembleias iniciais aprovaram por 71 votos os indicativos da FUP. Não houve rejeição até o momento, somente 02 abstenções

RN – assembleias começaram ontem (21) e estão rejeitando por unanimidade a proposta da Petrobrás e aprovando os demais indicativos da FUP

SP - assembleias começaram ontem ( 21) e estão rejeitando por unanimidade a proposta da Petrobrás e aprovando os demais indicativos da FUP

PE/PB – assembleias estão rejeitando por unanimidade a proposta da Petrobrás e aprovando os demais indicativos da FUP

PR/SC – assembleias começam no domingo, 25

SINDIQUÍMICA-PR – assembleias começam semana que vem

RS – assembleias começam na segunda, 26

MG – assembleias começam no domingo, 25

CE/PI - sem informações

Fonte: FUP, com informações dos sindicatos

Última modificação em Segunda, 16 Janeiro 2017 19:07

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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