Trabalhadores rejeitam proposta da empresa e votam a favor da paralisação

Sexta, 23 Dezembro 2016 11:42

Rio Grande do Norte

Depois de realizadas 14 sessões deliberativas, nas principais bases administrativas e operacionais, a categoria petroleira norte-rio-grandense decidiu dar um sonoro “NÃO” à quarta contraproposta de Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho - ACT 2015/2017 apresentada pela Petrobrás. E, atendendo à indicação do Conselho Deliberativo da Federação Única dos Petroleiros - FUP, os trabalhadores e trabalhadoras participantes também aprovaram a realização de paralisações, a partir da zero hora desta sexta-feira, 23 de dezembro.

O resultado das votações demonstra o grau de insatisfação da categoria petroleira. Submetida à apreciação de centenas de trabalhadores e trabalhadoras, a última contraproposta apresentada pela Petrobrás foi rejeitada por 95,4% dos consultados, com 2,7% de abstenções e míseros 1,9% de aceitação. Já, o indicativo de paralisação obteve a aprovação de 78,3%, com 10,2% de votos contrários e 11,5% de abstenções.

 

Norte Fluminense

Os trabalhadores rejeitaram a proposta de Termo Aditivo ao ACT e aprovaram a greve.Na região, as assembleias foram realizadas da sexta, 16, à quarta, 21. Trinta e oito plataformas, o Terminal de Cabiúnas e as bases administrativas avaliaram os indicativos. Votaram a favor da rejeição da proposta 1416 trabalhadores, contra 531 e 36 abstenções. Aprovaram a greve 895 trabalhadores, contra 842 e 181 abstenções, mesmo com a presença de gestores nas assembleias que buscou coagir os trabalhadores a votarem contra os indicativos do sindicato e, em algumas bases, esse movimento antissindical da empresa influenciou o resultado.

A proposta foi rejeitada porque a Petrobrás insiste pautar a redução de jornada com redução de salário, mas que para a FUP deve ser tratada na Comissão de Regime de Trabalho, assim como a redução do número de horas extras realizado na companhia. Outro ponto é o descumprimento do termo aditivo do ACT 2015/2017, com uma proposta onde não há nenhuma resolução sobre o ATS da Fafen, o que os petroleiros não concordam, pois acordo assinado é para ser cumprido.

Para os petroleiros do Norte Fluminense, as mobilizações indicadas também terão o caráter de protestar contra a venda de ativos e as privatizações.

 

Caxias

Depois de 6 dias seguidos e 19 assembleias realizadas em todas as bases do Sindipetro Caxias, mais uma vez a proposta da Petrobrás para o Termo Aditivo ao Acordo Coletivo foi rejeitada pela categoria. 

Seguindo o encaminhamento do Conselho Deliberativo da FUP que aconteceu na terça-feira, 13 de dezembro, as assembleias aconteceram entre os dias 16 a 21 de dezembro na REDUC, UTE-GLB, TECAM e ECOMP/Arapeí. 

Também foram aprovados, em votação separada, o indicativo da FUP de paralisação a partir do dia 23 de dezembro. 

83,79% Rejeitaram a proposta da Petrobrás

65,14% Aprovam as paralisações a partir do dia 23/12/2016

 

Bahia

Os petroleiros da Bahia encerraram nesta quarta (21\12) o calendário de assembleias em todas as unidades do Sistema Petrobrás, reafirmando a rejeição à proposta da Petrobrás e aprovando paralisação a partir  do dia 23/12.  Em todas as unidades, a maioria da categoria não aceita assinar o termo aditivo do ACT, com reajuste inferior ao índice da inflação do período.

Os trabalhadores também se manifestaram contra a discussão de assuntos que não fazem parte do termo aditivo, como a redução da jornada de trabalho com redução salarial e perdas de direitos.

O resultado final confirma 934 votos a favor do indicativo da FUP de rejeição da proposta da empresa, 39 contra e 35 abstenções. Com relação à paralisação a partir do dia 23/12, votaram a favor 670 trabalhadores, 154 contra e 90 abstenções.

 

Paraná e Santa Catarina

Encerrou a série de 19 assembleias realizadas nas unidades do Sistema Petrobrás nos estados do Paraná e Santa Catarina. Mesmo com os apelos da direção da empresa e o assédio dos gestores locais, a proposta da Petrobrás foi amplamente rechaçada, com 397 votos pela aprovação do indicativo de rejeição da FUP e sindicatos. Foram registrados apenas 15 votos contrários ao indicativo e 27 abstenções.

O segundo ponto de pauta das assembleias, paralisações a qualquer momento a partir do dia 23, também foi aprovado por expressiva maioria: 345 favoráveis, 38 contrários e 57 abstenções. No total, 439 petroleiros participaram das assembleias.

Com esses resultados, as assembleias reafirmam a resistência da categoria petroleira frente aos desmandos dessa gestão ilegítima da estatal, cujas ações se resumem a arrochar salários, retirar direitos e vender importantes ativos, ou seja, tenta destruir a Petrobrás, empresa que é patrimônio de todo o povo brasileiro.     

 

Unificado São Paulo

Resultado final dos votos validos: 81% rejeição da Proposta e 67% paralisações a partir de hoje.

Após meses de campanha e sucessivas rejeições das propostas apresentadas pela empresa, bateu o desespero na gestão da Petrobrás e vemos as práticas de manipulação à opinião dos trabalhadores chegar a um novo patamar. Como as cartinhas do Pedro já não fazem o mesmo efeito, inovaram mais uma vez. Além de usar os tais “cargos de confiança”, e representante no CA, agora obrigam os trabalhadores terceirizados a disseminar, por meio da panfletagem de um material mentiroso, a visão de uma gestão privatistas da empresa. 

Realizamos assembleias e setoriais a cada etapa da campanha. Enquanto a empresa usa gerentes e panfletos frios, nós dialogamos diretamente com os trabalhadores e decidimos coletivamente cada passo. Mais uma vez a gestão dá um tiro no pé e demonstra a pressa para fechar um termo aditivo ao ACT com itens que não estão completamente esclarecidos. 

As ameaças sobre nossos direitos são a porta de entrada da privatização da empresa, que, se ocorrer, vai gerar milhares de demissões, perda irreversível de direitos e entrega de nossa principal riqueza à iniciativa privada internacional.

 

 

 

Última modificação em Segunda, 16 Janeiro 2017 19:01

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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