Terça, 15 Setembro 2015 13:06

Memorial da Democracia

 memorial da Democracia

 

brasil fato julho agosto 2015

 

 

“O Brasil já ganhou com a Copa. É um momento histórico de oportunidades, com obras de infraestrutura, promoção do país e qualificação de trabalhadores”. A afirmação é de José Claudeonor Vermohlen, assessor da Secretaria de Relações Político-Sociais da Presidência da República e debatedor da mesa “O Legado da Copa”, realizada no final de maio durante a 14ª Plenária Estatutária da CUT São Paulo, em Guarulhos.

Construção de 12 estádios multifuncionais; projetos de mobilidade urbana com 42 obras viárias, terminais, estações e corredores exclusivos; intervenções em 12 aeroportos e reformas em seis portos; investimentos em segurança pública e em telecomunicações. Isso sem contar a geração de 50 mil postos de trabalho na construção dos estádios e outros 47 mil empregos no setor turístico das cidades-sede. Para quem ainda tem dúvida sobre o legado da Copa do Mundo ao Brasil, vale destacar que estes dados são apenas parte do saldo positivo do evento.

Além de demonstrar uma série de benefícios ao Brasil, dados do Portal da Transparência e do Portal da Copa 2014 desmontam o mito de que os investimentos na competição são maiores do que o governo federal aplica em educação e saúde.

Para a construção e a reforma de estádios foram consumidos R$ 8 bilhões, dos quais R$ 4 bi são financiados pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) – valor que retornará ao caixa do banco com pagamento de juros -, R$ 1,4 bilhão do governo do Distrito Federal e o restante oriundo de recursos privados, mas sem dinheiro federal para a área.

Para as obras de infraestrutura foram gastos outros R$ 17,6 bilhões, sendo os maiores aportes: R$ 8 bilhões em 42 projetos de mobilidade urbana; R$ 6,3 bi em 30 projetos nos aeroportos e R$ 1, 9 bilhão em segurança pública nos centros integrados de comando e controle e aquisição de equipamentos para o setor. Somando estes custos e os das 12 arenas, foram R$ 25,6 bilhões destinados à realização do evento.

Em contrapartida, ano passado foram investidos R$ 101,9 bi em educação e mais R$ 83 bi em saúde. Em 2014, a previsão de investimento em cada área é de, respectivamente, R$ 107 bi e R$ 91,5 bi. Desde 2010, quando as obras da Copa começaram, o governo federal destinou R$ 825 bilhões nos dois segmentos.

Vale destacar, ainda, que, no ano passado, a Copa das Confederações acrescentou R$ 9,7 bilhões ao PIB e, para 2014, a projeção é de R$ 30 bi de incremento com a realização da Copa do Mundo.

Impactos sociais e econômicos – Segundo Vermohlen, 165 mil jovens e trabalhadores já fizeram ou estão matriculados em cursos oferecidos pelo Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec) na área turística, e 840 catadores serão contratados e capacitados para realizar a coleta de resíduos sólidos nos estádios da Copa para reciclagem. Também foram distribuídos gratuitamente 50 mil ingressos aos beneficiários dos programas sociais do governo federal.


Os investimentos em novos negócios para micro e pequenas empresas são da ordem de R$100 milhões e, de acordo com estimativa da Embratur, a expectativa é de que os turistas gastem R$ 25 milhões no país. Até 2016, serão 422 novos empreendimentos de hospedagem e, destes, 154 foram inaugurados entre 2011 e 2013.

“A Copa tem ainda como legado a revitalização de espaços e apoio a projetos ligados às artes, ao artesanato e à diversidade cultural brasileira, além do intercâmbio com outros povos, transparência na divulgação de dados e fiscalização das obras pelos órgãos de controle”, finaliza Vermohlen.

Fonte: CUT
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Nota da Direção da CUT

O Banco Central cedeu às pressões das instituições financeiras, dos analistas econômicos e dos especuladores e aumentou a taxa básica dos juros (SELIC) de 9,5% para 10% ao ano. 

Apesar do ministro da Fazenda, Guido Mantega, ter afirmado recentemente que a inflação está “controlada e bem-comportada”, os aumentos da taxa selic continuam. Os motivos para a continuidade dessa política, portanto, são outros: o discurso do rentismo e dos que acreditam ser necessário aumentar o desemprego, reduzir o consumo e o crédito para aumentar a produtividade da economia encontrou eco na política macroeconômica.

Nos últimos nove anos, apenas os anos de 2006, 2007 e 2009 apresentaram índices de inflação em torno do centro da meta. Este ano, o índice se manterá abaixo dos 6%. Se de fato a inflação acima do centro da meta representasse um sintoma de descontrole inflacionário, estaríamos em um cenário econômico pouco confortável, o que foi desmentido pelo ministro.

Para a CUT, a política de elevação das taxas de juros além de não contribuir para controlar os índices inflacionários, prejudica o desenvolvimento sustentável do país, gerador de emprego e renda, reduz o mercado interno, encarece o crédito e serve apenas aos interesses do capital especulativo.

A prioridade da política monetária tem de ser o povo brasileiro e não os especuladores.

Direção Executiva da CUT

Rede Brasil Atual

A taxa de desemprego calculada pela pesquisa Dieese/Fundação Seade em seis regiões metropolitanas e no Distrito Federal foi para 10,6% em agosto, abaixo tanto em relação a julho (10,9%) como em igual mês de 2012 (11,1%). Em São Paulo, os 10,4% representaram a menor taxa para o mês desde 1989. Parte desse resultado deve-se à menor entrada de pessoas em busca de emprego, o que reduz a pressão sobre o mercado de trabalho. Para o coordenador de análise do Seade, Alexandre Loloian, os dados da Pesquisa de Emprego e Desemprego (PED), particularmente em São Paulo, não apontam para nenhuma "catástrofe", contrariando algumas análises. "Tem muita insegurança, mas a PED está desmentindo os pessimistas", afirma.

Os dados mostram certa recuperação da ocupação, que sobe há quatro meses, ainda que em ritmo lento. De julho para agosto, por exemplo, as sete áreas pesquisadas registraram alta de 0,4%, o equivalente a 83 mil postos de trabalho criados. A população economicamente ativa (PEA) praticamente não variou (0,1%), com acréscimo de 15 mil pessoas. Com isso, o número de desempregados, estimado em 2,355 milhões, recuou 2,8% (menos 69 mil).

Em 12 meses, a PEA não teve variação, enquanto o número de ocupados aumentou 0,5%, com 105 mil empregos a mais. O total de desempregados recuou 4,3% – 106 mil pessoas a menos nessa condição.

Na região metropolitana de São Paulo, que responde por aproximadamente 40% do total, a PEA recuou pela primeira vez em agosto. Na comparação com igual mês do ano passado, o recuo foi de 1,5%, com 169 mil pessoas a menos no mercado de trabalho. A ocupação cresceu 0,6% no mês (56 mil a mais) e ficou praticamente estável (-0,2%) em 12 meses, com 19 mil a mais. O número de desempregados foi estimado em 1,131 milhão, queda de 5,5% no mês (menos 66 mil) e de 11,7% em 12 meses (menos 150 mil). "A retomada do crescimento da ocupação desde maio não foi acompanhada pela PEA, que responde muito aos estímulos do mercado", observa Loloian.

Dos quatro setores pesquisados, três tiveram crescimento do emprego no mês: indústria de transformação (0,5%, 15 mil a mais), comércio e reparação de veículos (1,3%, acréscimo de 151 mil) e serviços (0,3%, mais 39 mil). Na comparação com agosto do ano passado, a indústria tem leve recuo, de 0,2% (menos 6 mil) e os serviços caem 0,6% (71 mil a menos). A construção sobe 3,6% (54 mil ocupações criadas) e o comércio e reparação de veículos, 41% (151 mil).

O rendimento médio dos ocupados (estimado em R$ 1.632) subiu 1,2% no mês e 1% em 12 meses. Na região metropolitana de São Paulo (R$ 1.747), a renda subiu 0,6% na comparação mensal e recuou 2,6% na anual.

Discurso de Lula no Ato em Defesa da Petrobrás (24/02/2015)

 

Manifestação em defesa da Petrobrás e do Brasil - salvador- 13/03/2015

 

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