Equacionamento do déficit do PP-1 é adiado

Terça, 12 Dezembro 2017 17:18

A cobrança das contribuições extras para o equacionamento do déficit do Plano Petros 1, que seria implementada este ano pela Petros, só será iniciada em 2018.

Essa é uma importante vitória, fruto das ações que a FUP e seus sindicatos vêm realizando, tanto na esfera judicial, quanto no processo negocial, para impedir que os participantes e assistidos arquem com uma conta abusiva, como foi aprovado pela Petros. 

A liminar obtida pelo Sindipetro Unificado do Estado de São Paulo no dia 28 de novembro, suspendendo a cobrança do equacionamento pelo teto, foi fundamental nesse sentido.

Como a FUP vem alertando há décadas, o déficit do PP-1 é majoritariamente estrutural, fruto de uma série de problemas de gestão que não foram resolvidos ao longo de seus 47 anos de existência. 

A Petros e a Petrobrás desconsideraram essas questões, impondo um ônus excessivo aos petroleiros, ao aprovarem um plano de equacionamento antes mesmo de terem concluído o recadastramento dos participantes e assistidos do plano, cujo resultado pode alterar significativamente o valor de componentes do déficit, como, por exemplo, o da Família Real, cujo impacto é de R$ 5,2 bilhões.

Além disso, a origem e valores deste e demais fatores geradores do déficit do PP-1 deveriam ter sido identificados para que os participantes e assistidos fossem impactados o menos possível na parte da conta que lhes é de responsabilidade. O equacionamento também precisaria levar em consideração as submassas de repactuados e não repactuados.

FUP

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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