Divisionistas que defendem a “desrepactuação” também votaram contra o PP-2 na Transpetro

Quinta, 09 Dezembro 2010 22:00

Os divisionistas que continuam fazendo de tudo para atrair os participantes e assistidos do Plano Petros para a aventura jurídica da “desrepactuação”...

Imprensa da FUP

Os divisionistas que continuam fazendo de tudo para atrair os participantes e assistidos do Plano Petros para a aventura jurídica da “desrepactuação” também quase inviabilizaram o Plano Petros-2 para os trabalhadores da Transpetro. Mesmo sabendo dos riscos que os petroleiros da subsidiária corriam com o antigo Plano Transpetro, que não tem qualquer garantia previdenciária e é considerado um dos piores planos de Contribuição Definida do mercado, os conselheiros eleitos pelas associações votaram contra a retirada de patrocínio do plano.

Os divisionistas deixaram na berlinda cerca de 4.200 participantes que lutam há dez anos por um plano de previdência complementar seguro. Foi preciso o voto de desempate do presidente do Conselho Deliberativo da Petros para aprovar a retirada de patrocínio do Plano Transpetro.

Estamos falando de um plano puramente CD, de extrema vulnerabilidade, já que é apenas uma conta individual, sem benefícios de risco e sem renda vitalícia. Ou seja, os divisionistas que enchem a boca para falar mal dos planos de Contribuição Definida, votaram contra o fechamento de um dos piores planos de CD do mercado. Só para tentar inviabilizar o Plano Petros-2 para os trabalhadores da Transpetro. Como a questão foi resolvida no voto minerva, a retirada de patrocínio foi aprovada pelo Conselho Deliberativo, à revelia dos conselheiros eleitos, e o PP-2 segue a tramitação legal. O plano se encontra atualmente na Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc), aguardando o parecer do Departamento de Coordenação e Governança das Empresas Estatais (Dest). Em seguida, o PP-2 retorna para avaliação do Conselho Deliberativo da Petros e só então poderá ser ofertado aos trabalhadores da Transpetro.

Faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço: conselheiro eleito adere ao novo plano

Não é segredo para ninguém que o que move os conselheiros eleitos na campanha contra o PP-2 é a disputa que fazem com a FUP para levarem adiante projetos políticos pessoais. Em momento algum, os divisionistas se pautam pelos interesses dos trabalhadores. Pelo contrário: seguem sempre na direção contrária do que é melhor para a categoria, como fizeram na campanha contra o BPO e a repactuação. No caso do PP-2, pregam mil e uma mentiras para os trabalhadores, mas quando se trata de interesses próprios, o discurso radical cai por terra abaixo. No mais exemplar caso do “faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço”, um dos conselheiros eleitos pelas associações, Ronaldo Tedesco, ingressou no Plano Petros-2, sem o menor pudor de ser contraditório com o que prega.

É esse tipo de “liderança” que insiste em empurrar a categoria para a “desrepactuação”. Uma aventura jurídica que causará imensos prejuízos aos que se arriscarem a embarcar nesta canoa furada. Em Campinas, vários aposentados se arrependeram de terem se aventurado numa das ações jurídicas propostas pelos divisionistas. Amargaram prejuízos que reduziram em mais de 50% seus benefícios.

Mídia

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