Trabalhadores da Repar cobram segurança na passagem de turno

Sindipetro-PR/SC

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina promoveu reuniões setorizadas com todos os grupos da Repar entre os dias 14 e 16 de agosto, em frente à Refinaria. O objetivo de retomar o debate acerca da passagem de serviço foi alcançado, envolvendo praticamente 100% dos trabalhadores em regime de turno ininterrupto de revezamento da Refinaria.

A questão é complexa, abrangendo vários aspectos: a recomposição de efetivo próprio; o padrão da passagem de serviço; o tempo médio de passagem de serviço; a localização da rodoviária, o transporte de turno (interno e externo); a disponibilidade e regras para o uso dos táxis e outros, portanto, a participação de todos é essencial para garantir bons encaminhamentos.

Apesar da REPAR não ter cumprido a promessa de apresentar o novo padrão de Passagem de Serviço, em tempo de avaliação nas setorizadas, os debates foram ricos e focados em uma passagem em tempo adequado e, acima de tudo, com segurança. Um dos pontos mais polêmicos foi o local da rendição e o uso de uniforme resistente a fogo neste momento. Prevaleceu o entendimento de que era preciso superar alguns entraves iniciais para avançarmos no tratamento dos demais aspectos da questão, assim, dois pontos foram priorizados, a definição do horário de saída da rodoviária e a autorização ao Sindicato em renegociar o tempo médio de passagem de serviço – ACT.

Importante então considerar que tais deliberações não encerram o debate, primeiro por ainda dependerem de negociação em mesa com a empresa, segundo porque não esgotam as soluções necessárias para tratar o problema.

O Sindicato estará solicitando à REPAR o histórico do tempo médio de passagem de serviço com base nos registros dos horários de entrada e saída, cobrando a imediata aplicação do horário de saída da rodoviária aprovado nas setorizadas até a conclusão das negociações. Uma coisa é certa: o período atual (25 minutos) não condiz mais com o praticado, é excedido sistematicamente.

O Sindicato orienta a todos a seguirem rigorosamente o padrão de passagem de serviço, porém, alerta que quando ou onde tal procedimento seja inexequível ou não previu determinadas situações de risco, o supervisor deve ser cobrado quanto às orientações omissas, como estabelece o próprio procedimento em relação ao local de passagem de serviço e o uso do uniforme. As adequações no padrão da PST devem ser constantes.