NF não aceitará punição de trabalhadores da UTGCAB

Segunda, 19 Novembro 2018 18:01
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Cinco trabalhadores do setor de Utilidades da UTGCAB, que foram acusados injustamente pela gestão de ter provocado o acidente que atingiu a U-207 no dia 31 de agosto, foram punidos por três dias. Essa informação foi obtida pelo Sindipetro-NF na última sexta, 16, assim como a notícia da demissão de um terceirizado e a advertência escrita aos supervisores.

Para a diretoria do NF, essa ação da empresa vai na contramão do que diz o relatório da Comissão de Investigação do Acidente que não apontou ação intencional dos trabalhadores envolvidos.

Por uma conquista garantida em Acordo Coletivo, o Sindipetro-NF participou de todas as atividades da Comissão, mas não assinou o relatório, porque a empresa se negou a fornecer uma cópia ao representante da entidade. Esse documento apontava algumas ações que deveriam ser tomadas pela gestão como a elaboração de um padrão específico operacional de execução de check list (descumpre a NR-20); proporcionar condições adequadas para que haja uma fiscalização eficiente dos serviços das contratadas e a criação e Manutenção de um Plano de Manutenção Preventiva dos Painéis Elétricos de Emergência do CCM - Centro de Controle de Motores (descumpre a NR-10).

"Essas punições criam um ambiente de terror entre os trabalhadores e não atacam a fonte do problema apontada no relatório da Comissão do Acidente. Desvios inclusive que já foram denunciados pelo sindicato", comenta o diretor do NF, Cláudio Nunes. Esses pontos encontrados de desvios, que foram as causas do acidente são problemas da gestão que não observou a legislação vigente e ignorou as denúncias do Sindipetro.

O NF também considera no mínimo suspeitas essas punições definidas após o término do processo de adesão ao PCR, que em caso de punição o trabalhador levará cinco anos para conseguir avançar no Plano.

Na avaliação do sindicato esses "desvios" estão relacionados aos sucateamento que o governo golpista tem imposto à Petrobrás e subsidiárias com o intuito de privatizar a empresa e entregá-la fatiada ao mercado internacional.

O Sindipetro-NF realizará setoriais ainda essa semana com a categoria sobre esse fato e tomará algumas atitudes no intuito de tentar reverter essas punições. Para a diretoria do sindicato única forma de resistir a esses ataques são os trabalhadores continuarem mobilizados e atendendo as orientações do NF.

O acidente

Na terça 31 de agosto, por volta das 17h30  um incêndio atingiu a U-207 na Unidade de Tratamento de Gás de Cabiúnas (UTGCAB) cujas chamas foram tão altas que podiam ser vistas a 500m de distância do local. Meia hora antes , uma série de quedas de energia elétrica fizeram com que o sistema de ar comprimido caísse e, em seguida, todas as plantas da unidade.

Não houve vítimas. O combate ao incêndio  no galpão de compressores da Unidade de Recuperação de Líquidos foi realizado pela Brigada própria de Cabiúnas e pelos Bombeiros, que até às 22h de terça faziam a manutenção do controle das chamas.

Segundo informações dos trabalhadores, por causa da queda do ar comprimido, alguns anéis do sistema tiveram seus canhões acionados simultaneamente, o que baixou a pressão da água e, com isso as bombas não conseguiram manter em funcionamento. 

[Via Sindipetro-NF]

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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