Relembrar o passado e resistir no presente

Segunda, 01 Abril 2019 16:05

O golpe militar de 1º de abril de 1964 foi arquitetado pelos militares de alta patente em conluio com os grandes capitalistas, subservientes aos interesses dos Estados Unidos.

Durante décadas, os generais golpistas tentaram esconder a participação de Washington na derrubada de João Goulart. Entretanto, documentos fornecidos pelo governo dos EUA revelam que os yankees acompanharam de perto os preparativos e auxiliaram na execução do plano que instauraria no Brasil uma ditadura sanguinária que durou 21 anos. Era necessário que o Brasil estivesse sob o controle da Casa Branca para garantir a hegemonia estadunidense na exploração dos países latinos.

À época do golpe, João Goulart prometeu medidas como o aumento do salário mínimo e a reforma agrária. Grandes empresários, ruralistas e membros das Forças Armadas extremamente descontentes com essas reformas uniram forças para rasgar a Constituição. São dessa época o mito da "ameaça comunista" e outras falácias inventadas pelos milicos, repetidas até os dias de hoje. Qualquer semelhança da tática de propaganda adotada à época com as utilizadas durante a campanha eleitoral que levou Jair Bolsonaro ao Planalto não é mera coincidência. Hoje os militares e Paulo Guedes, o lacaio dos banqueiros, querem empurrar a chamada "Reforma" da Previdência goela abaixo dos mais pobres e acabar com o resto dos direitos trabalhistas que ainda resistiram ao curto governo do corrupto e também golpista Michel Temer. Para isso, recorrem a uma intensa campanha de desinformação com divulgação massiva.

Generais brasileiros querem entregar a Petrobrás para estrangeiros

É cada vez maior o número dos que se convencem de que o Estado-Maior das Forças Armadas não tem nada de nacionalista. Nunca vimos ameaça maior à Petrobrás depois que os militares passaram a ocupar ministérios e posições estratégicas à frente de Estatais, no governo do fascista Bolsonaro.

Sempre é bom lembrar que militares da patente do general Villas Boas, extremamente ágeis em dar declarações nas redes sociais sobre temas diversos, assistiram calados a entrega do petróleo brasileiro na camada Pré-Sal, a preço de banana, nos leilões da ANP. Em diversas ocasiões o general Hamilton Mourão defendeu a entrega das refinarias da Petrobrás para empresas estrangeiras.

O plano da Lava Jato de entregar os segredos da Petrobrás às empresas estadunidenses em troca de R$ 2,5 Bi para os comparsas de Moro recebeu total apoio dos militares. O procurador do ministério público federa, Deltan Dallagnol, chegou a ser condecorado pelo
Exército logo após o "acordo" ter vindo à tona.

Para executar o plano de destruição da maior estatal do país, Castelo Branco, homônimo do general golpista cearense que deu o pontapé inicial aos anos de chumbo e vergonha, foi o fantoche escolhido para ocupar a presidência da Petrobrás. Castelo Branco tem se empenhado em ameaçar os petroleiros com demissões, destruição do ACT e da liberdade sindical.

O projeto dos milicos para o País

O general Hamilton Mourão foi aplaudido por empresários durante evento recente na FIESP. Mourão reafirmou a necessidade de que o povo pague a conta da crise. Também assumiu seu compromisso com a agenda neoliberal. Ou seja, os milicos de "quatro estrelas" vão impor a pauta dos empresários e banqueiros na retirada dos direitos e destruição da previdência para os trabalhadores, enquanto entregam para os gringos a Petrobrás, Embraer, Alcântara, Eletrobrás e tudo mais que for do desejo estrangeiro.

Em visita recente aos EUA, Jair Bolsonaro envergonhou os brasileiros ao entregar nossa soberania numa bandeja a Donald Trump, com o aval dos generais.

A luta dos trabalhadores

A exemplo do que fizeram os verdadeiros heróis e heroínas do povo brasileiro que lutaram contra a ditadura militar fascista, os trabalhadores petroleiros repudiam o projeto entreguista dos traidores de farda.

É necessário resistir ao governo fascista de Bolsonaro e aos ataques dos criminosos lesa-pátria instalados na direção da Petrobrás

PELOS DIREITOS DOS TRABALHADORES.

CONTRA O FIM DA PREVIDÊNCIA.

PELA PUNIÇÃO DOS ASSASSINOS E TORTURADORES DA DITADURA MILITAR FASCISTA DE 64.

PELA PUNIÇÃO DOS TRAIDORES LESA-PÁTRIA. 

[Sindipetro-Ceará]

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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