O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) vai retomar o processo de eleição da nova tabela de turno de 8 horas, conforme previsto na mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), após a última greve nacional dos petroleiros.

O processo foi iniciado em março de 2020, mas foi interrompido com a eclosão da pandemia de coronavírus.

A divulgação e a votação on-line das tabelas pré-selecionadas pela categoria mineira ocorrerão até o dia 24 de junho. 

Cada unidade do Sistema Petrobras terá um processo de escolha autônomo, com assembleias específicas para cada uma.

O edital para votação em assembleias on-line será divulgado nos próximos dias.

Abaixo, confira as opções:

Tabelas – Regap

Tabelas – UTE Ibirité

Tabelas – UTE Juiz de Fora

Tabela de 12 horas

Diante do interesse de uma parcela da categoria em uma tabela de 12 horas, o Sindicato se compromete a buscar o diálogo e a negociação com a empresa.

Entretanto, a posição da diretoria do Sindipetro/MG é que seja concluída a eleição da nova tabela de turno de 8 horas para encerrar o processo mediado pelo TST e evitar a possibilidade de retorno da tabela 3×2.

Em reunião com representantes da FUP nessa semana, a empresa negou que haja previsão de retorno da tabela 3×2 no dia 1º de julho.

[Com informações do Sindipetro MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) protocolou denuncia contra a gestão local da Petrobrás no Ministério Público do Trabalho (MPT), nesta quarta-feira (13). O Sindicato solicitou ao órgão intervenção na garantia de medidas que evitem a propagação do vírus entre os trabalhadores próprios e terceirizados da Refinaria Gabriel Passos (Regap).

A denúncia foi motivada pela confirmação de um trabalhador contaminado por coronavírus, depois de o Sindicato ter recebido a notícia pela própria base na quarta-feira (13). A nova contaminação ocorreu poucos dias após o Sindicato denunciar um outro caso confirmado. Na ocasião, a gerência da empresa não fez o devido isolamento nem disponibilizou testes para todos os trabalhadores que tiveram contato com a pessoa contaminada.

O diretor Alexandre Finamori ressalta que desde o início da pandemia, o Sindicato pede formalmente informações atualizadas sobre os procedimentos de prevenção à Convid-19 adotados na refinaria, mas a empresa se recusa a colaborar. “A gestão da Regap está sendo omissa nos procedimentos de segurança em relação à pandemia”, afirma.

A empresa, sem qualquer negociação com as representações sindicais, tem adotado uma série de medidas ineficazes para proteger os 800 trabalhadores próprios e 1200 terceirizados. Os resultados das tais medidas são insuficientes frente ao avanço do número de casos em suas unidades em todo o país.

Vale lembrar que em Minas Gerais, conforme dados fornecidos pela Secretaria da Saúde de Minas Gerais, há 3.733 casos confirmados, dos quais 135 resultaram em óbitos.

Panorama Nacional

Em todo o Brasil, mais de 800 petroleiros próprios da empresa e terceirizados já foram contaminados, segundo o Ministério de Minas e Energia, que no seu cálculo utilizou informação repassada pela própria petroleira. Há ainda 1.642 casos sendo investigados.

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

O Sindipetro/MG recebeu denúncia por parte da categoria sobre um caso confirmado de Covid-19 entre os trabalhadores. O funcionário em questão é contratado de uma empresa terceirizada que presta serviço no setor do laboratório da Regap.

Segundo as informações recebidas pelo Sindicato, o trabalhador teria sido afastado e o teste para Covid-19 teve resultado positivo. Ainda de acordo com as denúncias, não houve quarentena e nem teste para todos os outros trabalhadores que entraram em contato com o empregado. A situação gerou apreensão entre petroleiros, próprios e terceirizados.

Diante da gravidade da pandemia de coronavírus,  Sindipetro/MG cobra esclarecimentos à gestão da Regap sobre o caso e de informações atualizadas sobre as medidas adotadas para o combate e a prevenção à doença e quantos são os casos suspeitos, confirmados e testados até o momento, dentro da empresa.

De acordo com o diretor Alexandre Finamori, a preocupação do Sindicato está relacionada ao fato de “a Petrobrás ter sido pouco transparente e intransigente com a representação dos sindicatos desde o início da pandemia. Além disso, temos assistido o aumento de casos na Petrobrás, assim como do número total de mortes confirmadas no Brasil”, afirma o diretor.

Nesta quinta-feira (7), foi encaminhado ofício à gerência da Regap com os seguintes questionamentos:

  • O trabalhador em questão realizou o teste? Qual o resultado? Em caso positivo, foi gerada CAT?
  • Os trabalhadores que tiveram contato (próprios e terceirizados) foram afastados? Foram testados?
  • Houve esclarecimento aos trabalhadores da Unidade sobre o caso?

O Sindipetro questiona também os atuais procedimentos adotados em casos suspeitos e sintomáticos, quais setores e quantos trabalhadores estão trabalhando presencialmente e quantos estão em home office ou sobreaviso e quantos são grupo de risco.

Além disso, o Sindicato reitera as solicitações encaminhadas em ofícios anteriores, como a realização de testes em massa e a liberação dos trabalhadores de atividades que não sejam essenciais, com garantia do emprego e sem redução salarial.

Outras unidades

Considerando o crescente número de trabalhadores contaminados no Sistema Petrobras e que o STF decidiu que a Covid-19 é doença ocupacional, serão enviados ofícios semelhantes a todas as unidades operacionais de Minas Gerais. O sindicato reforça ainda o a necessidade de tratar cada caso com gravidade, uma vez que a vida dos trabalhadores, próprios e terceirizados, está em risco.

Os ofícios estão disponíveis abaixo:

Regap:

Ofício 030.2020 – Covid-19 (REGAP)

UTE – Ibirité

Ofício 031.2020 – Covid-19 (UTE Ibirité) (1)

Usina Termelétrica de Juiz de Fora

Ofício 032.2020 – Covid-19 (Usina Termelétrica de Juiz de Fora) (1)

Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro

Ofício 033.2020 – Covid-19 (PBIO – Usina de Biodiesel Darcy Ribeiro) (1)

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em Minas Gerais, a gerência da Regap está reproduzindo os ataques da direção nacional da Petrobrás. O Sindipetro/MG recebeu denúncias de que a Refinaria está investigando trabalhadores e realizando entrevistas, mais parecidas com interrogatórios, com o objetivo de apurar supostas “faltas graves”.

O Sindicato entende que são processos para punir os envolvidos nas últimas greves realizadas pela categoria. Em vídeo direcionado aos petroleitos, o coordenador Anselmo Braga denúncia este desmando da gestão bolsonarista espalhada por toda a Petrobrás.

“Neste momento de pandemia, no qual os trabalhadores estão fragilizados em sua organização e no ambiente de trabalho, a gerência se aproveita disso e mostra seu caráter, ou falta dele, e expõe funcionários a uma verdadeira inquisição”, afirma o coordenador.

Orientação

O Sindipetro/MG orienta os trabalhadores  que se recusem a responder ao interrogatório sem a presença de uma testemunha escolhida pelo próprio trabalhador ou a garantia do acesso à cópia do depoimento.

De acordo com o coordenador, diante da insistência da gestão em retirar direitos ao reduzir salários e desrespeitar acordo coletivo, “é preciso estar atento e entrar em contato com o sindicato para denunciar ataques”, afirma.

Para relatar situações abusivas como essas, entre em contato com os diretores liberados ou envie e-mail para: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

O Sindipetro/MG tomou conhecimento de que foi iniciada a redução da produção da Refinaria Gabriel Passos (Regap) nesta quarta-feira (01). As unidades UDAV-2, CCF-1, U-209 e U-210 estão em processo de parada, conforme informações da base. Em reunião realizada entre a diretoria do Sindipetro e a gerência da Refinaria, na segunda-feira (30), o Sindicato questionou a gestão da empresa sobre o planejamento de produção para o próximo período, diante da previsão de aumento de casos do Covid-19 em Minas e no Brasil. A empresa respondeu que não havia previsão de parada de unidades e se comprometeu a dialogar com o Sindicato. Além disso, de acordo com o diretor do Sindipetro Alexandre Finamori, o Sindicato recebeu denúncia de que a empresa está comprando aparelhos de ar condicionado que seriam usados para equipar locais de confinamento. Essa informação também não foi repassada pela empresa ao Sindicato em nenhum momento. “Não é possível que a gerência da Regap continue tratando as reuniões locais com o Sindicato da mesma forma. Na última segunda-feira, nós questionamos a empresa sobre o planejamento para este período. A empresa não deu uma resposta definitiva, só disse que tudo estava em análise futura. Hoje, dois dias depois, chega a informação de que estão parando uma destilação e outras plantas. E que estão preparando locais para dormitório, ou seja, para um possível confinamento. A gerência local replica as mesmas má-fé e falhas da direção nacional”, afirma o diretor. O Sindicato enviará ofício à gerência da empresa cobrando o planejamento dessas atividades e informações sobre medidas diferenciadas diante do contexto de pandemia de Covid-19, como restrição a excesso de jornadas, medidas especiais de proteção respiratória, etc. Outras denúncias O Sindicato continua recebendo outras denúncias nesse período de crise do coronavírus. Há relatos de demissão de equipes de manutenção terceirizadas. Desde o início da crise, o Sindicato cobra medidas de garantia à saúde e empregos dos terceirizados. A diretoria do Sindipetro/MG pedirá esclarecimentos às gerências responsáveis. [Via Sindipetro-MG]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Brasil e o mundo passa por uma das mais graves crises da história recente da humanidade. O Covid-19, o novo coronavírus, chega ao Brasil e à Minas Gerais de forma grave, gerando grande apreensão na população, preocupada com as mortes que se multiplicam em todo o mundo e com o futuro ainda sombrio para nossa sociedade.

Nós, petroleiras e petroleiros, não estamos alheios à situação. Essa categoria de longa história de serviços prestados ao desenvolvimento do nosso país sabe da sua responsabilidade nesse momento de crise. Apesar da recomendação das autoridades sanitárias sobre a necessidade de isolamento social, nós, como várias outras categorias de trabalhadores que prestam serviços e produtos essenciais à população, precisaremos seguir com uma parcela de nossas atividades.

O fato de estarmos envolvidos com serviços inadiáveis à população, como a produção de combustíveis e energia elétrica, só reforça a necessidade de sermos tratados com o devido respeito em relação aos nossos direitos e, acima de tudo, a nossa saúde. Nesse momento tão difícil, mais do que nunca, precisamos da categoria saudável e à disposição para operar nossas unidades e garantir o abastecimento de serviços tão importantes, como hospitais, ambulâncias, transporte de alimentos e medicamentos, etc.

Entretanto, desde o início desta crise temos encontrado dificuldade para participar de forma efetiva no acompanhamento e construção de medidas de prevenção ao novo coronavírus na Petrobrás. O diálogo estabelecido com as gerências locais tem alcance limitado e a alta administração da empresa insiste em adotar medidas unilaterais, inclusive desrespeitando o atual acordo coletivo de trabalho. Além disso, a categoria petroleira foi surpreendida com uma série de demissões em represália a participação de trabalhadores na última greve, em desrespeito ao acordo firmado com o Tribunal Superior do Trabalho (TST).

Entendemos que o momento atual exige medidas não convencionais, mas isso não pode servir de álibi para ações que desrespeitem direitos da categoria ou que possam colocar em risco a saúde dos trabalhadores. Pelo bem da população brasileira e do enfrentamento eficaz ao coronavírus, os trabalhadores da Petrobrás – próprios e terceirizados – precisam ser tratados com enorme cuidado e responsabilidade por parte de seus gestores.

Da mesma forma, as preocupações da direção da estatal não podem ser norteadas por interesses financeiros que visam somente a maximização do lucro de acionistas estrangeiros. O momento pede, portanto, que a Petrobrás sirva aos interesses prioritários do seu maior acionista: o povo brasileiro.

Apesar da dificuldade em construirmos canais efetivos de diálogo e ações conjuntas para enfrentar essa grande crise, o Sindipetro/MG seguirá se esforçando na busca por soluções negociadas que possam assegurar o respeito à integridade física da nossa categoria, essencial para garantir o combate efetivo ao coronavírus em Minas Gerais e no Brasil.

Apesar do Bolsonaro, vamos vencer juntos essa crise.

Defender a Petrobrás é defender o Brasil!

Diretoria Colegiada – Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais

 

Publicado em Petróleo

O Sindicato dos Petroleiros (Sindipetro/MG) cobra a liberação de todos os trabalhadores da Regap que fazem parte do grupo de risco: maiores de 60 anos, gestantes, imunocomprometidos e portadores de doenças crônicas, incluindo aqueles com menos de 60 anos que tenham diabetes ou hipertensão, conforme as recomendações da Organização Pan-Americana de Saúde (OPAS).

A exigência foi feita por meio de ofício, enviado nesta quinta-feira (26), para a gerência e o setor de Recursos Humanos da Refinaria. O documento inclui pedido de liberação de todos os trabalhadores envolvidos em atividades não essenciais para a manutenção da continuidade operacional da unidade. Dentre esses, destacam-se aqueles envolvidos em atividades relacionadas a novos empreendimentos, além daqueles trabalhadores do Laboratório que podem realizar atividades em condição de home office.

Também são exigidas medidas de higienização mais eficientes, como: uso de máscaras e luvas em momentos de contato direto entre trabalhadores; substituição de panos por material descartável; higienização dos ônibus e carros ao final de cada viagem, fim da baldeação dentro da refinaria.

Antecipação de férias
O Sindipetro/MG pediu esclarecimentos sobre a antecipação de férias para funcionários afastados pela empresa por precaução em relação à pandemia. A medida está sendo realizada sem transparência com a representação dos trabalhares. A orientação sindical é que os trabalhadores recusem tal medida.

Sindicato ajuíza ação por participação em GT
Embora a reunião on-line de segunda-feira (23) demonstre um primeiro esforço da gestão local em estabelecer canais de diálogo com a entidade, o Sindicato quer a participação efetiva no grupo de trabalho da empresa sobre o tema, vista a expressa recomendação do Ministério Público do Trabalho na Nota Técnica Conjunta nº 02/2020 – PGT/CODEMAT/CONAP. Nesse sentido, uma ação foi protocolada no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) com o objetivo de garantir a participação.

Afastamento Médico

O Sindipetro/MG reforçou no ofício a necessidade de afastamento médico imediato, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego, de todos trabalhadores próprios e terceirizados que estiveram em contato com casos sob suspeita da doença, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego.

Conforme discutido durante a videoconferência na segunda-feira (23), o sindicato reitera o pedido de aquisição, por parte da empresa, de kits para teste rápido dos empregados pelo setor médico, garantindo maior eficácia no combate à transmissão do Covid-19.

Veja a íntegra do documento

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

A direção do Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) e da Federação Única dos Petroleiros (FUP) conseguiu, na manhã desta segunda-feira (3), libertar os 37 petroleiros mantidos em cárcere privado dentro da Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Betim, desde as 23h30 da sexta-feira (31).

Foi com “cárcere privado”, denuncia Alexandre Finamori, diretor do Sindipetro/MG e da FUP, que a petroleira tentou impedir a adesão dos trabalhadores à greve da categoria contra as demissões de mil trabalhadores e o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados do Paraná (Fafen-PR).

“Todos saíram exaustos, depois de quase 50 horas de trabalho, proibidos de saírem do local de trabalho, sob ameaça de serem demitidos por abandono de trabalho se saíssem da unidade”, contou Alexandre, um dos sindicalistas que lutou e recorreu ao Ministério Público do Trabalho (MPT) e até à Polícia Federal (PF) para conseguir libertar os trabalhadores.

De acordo com Alexandre, durante a madrugada, representantes do MPT e da PF foram até a Regap, mas nada puderam fazer porque a empresa tem uma liminar que obriga a troca de turno de 8 em 8 horas.

“É um total desrespeito à lei de greve”, afirma o dirigente que lembra as tentativas que o sindicato fez para garantir o direito da categoria de paralisar as atividades, como a sugestão de redução de carga. O  sindicato garantiria a troca de turnos, mas cuidaria do controle da produção. A empresa não aceitou esta nem as outras sugestões. "Eles simplesmente ignoraram todas as nossas sugestões".  

A empresa só recuou porque o MPT falou sobre a possibilidade de interditar a unidade caso constatasse risco para a saúde dos trabalhadores e para a comunidade no entorno. 

Hoje a tarde, as 14h, os sindicalistas têm uma reunião com representantes da Refinaria no Tribunal Regional do Trabalho (TRT), que vai mediar a greve. O Sindiquímica e a FUP de MG vão alegar o cerceamento do direito de greve e reafirmar a disposição de negociar com a direção da empresa.

“Queremos negociar o controle com segurança da produção, garantir o abastecimento da sociedade e todas as condições para garantir nosso direito de greve”, afirma Alexandre.

Segundo o dirigente, o ato realizado na frente da refinaria desta manhã, reforçou a decisão da categoria de lutar por empregos, contra fechamentos de unidades e o direito de protestar, fazer greve contra os desmandos da Petrobras.

[Via CUT]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em plena véspera de Natal, a gerência da Refinaria Gabriel Passos (Regap) surpreendeu ao anunciar nova medida prejudicial à categoria. Petroleiros que retornaram ao trabalho após o cumprimento do interstício deverão, a partir de 01/01/2020, estender seu horário até completar a jornada de oito horas.

A diretoria do Sindipetro/MG tomou conhecimento da medida por meio de denúncia feita pelos trabalhadores.

Na manhã de quarta-feira, dia 8, o diretor Alexandre Finamori esteve com a gerência de Recursos Humanos da Regap.

O diretor questionou o RH pelo fato de a mudança ter sido implementada sem nenhuma negociação com a categoria nem comunicada ao Sindicato. “O Sindipetro/MG repudia esse novo ataque contra a categoria petroleira e lutará para que essa medida absurda seja barrada”, afirma Alexandre.

Medidas

O Sindipetro/MG tomará as medidas cabíveis diante do ataque aos direitos da categoria. Uma ação judicial está sendo elaborada e a denúncia será encaminhada aos órgãos competentes.

Além disso, o coordenador Anselmo Braga, que está acompanhando a situação desde a primeira denúncia, se comprometeu a levar a questão para o grupo de trabalho sobre hora extra. A mudança aplicada na Regap também foi questionada na Sede, na quarta-feira (8), pelo coordenador, mas ainda sem respostas.

“É mais um passo que a empresa dá no sentido de destruir a vida social dos trabalhadores. A Regap é a única refinaria que está colocando os trabalhadores para dobrar dois, três turnos seguidos”, disse o coordenador.

Orientação

Até a efetivação das medidas tomadas, caso o trabalhador seja convocado a estender horário após  cumprimento do interstício, o Sindicato orienta que, ao tratar o ponto, não seja alterado o PHT desse período. A ocorrência deve ser lançada como como hora extra e o registro do tratamento de ponto enviado para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG

O Sindipetro/MG realiza na tarde desta segunda-feira (28) uma assembleia única com trabalhadores da Regap e Termelétrica Aureliano Chaves para assembleia única no dia 28 outubro para adiamento da greve iniciada no último dia 26, para reavaliação do movimento e apreciação da proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A greve em Minas Gerais segue com cortes de rendição de 8 horas com avaliação contínua em cada troca de turno. Devido ao recuo de outras bases, apenas Minas Gerais segue em greve.

No último sábado (26), a diretoria do Sindicato foi comunicada pela empresa sobre uma Tutela Cautelar Antecedente emitida pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT). A decisão judicial exige uma lista de trabalhadores para a “equipe de referência” solicitada pela Petrobrás – o que exclui os trabalhadores em cargos de chefia.

Diante disso, a diretoria do Sindipetro/MG tem buscado a rendição controlada dos trabalhadores, viabilizando a entrada de trabalhadores mediante a saída de empregados retidos por mais de 16 horas.

Proposta TST

Além da assembleia para adiamento da greve, o Sindipetro/MG convocou assembleias entre os dias 29 de outubro e 1° de novembro para apreciação da proposta apresentada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) para o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) no último dia 25.

Nessa proposta, o Tribunal atendeu às reivindicações da FUP quanto ao:

– Reajuste da AMS pelo índice Variação do Custo Médico Hospitalar (VCMH), a partir de março de 2020, limitando em 30% a participação dos trabalhadores no custeio do plano.

– Garantir que a implantação do turno de 12h nas bases de terra seja feita somente mediante negociação regional entre a Petrobrás e os sindicatos.

– Limitar as horas extras a 2h por jornada; o excedente terá 50% pagos e o os outros 50% destinados ao banco de horas; criação de um Grupo de Trabalho Paritário para definir limites do banco de horas.

– Incorporação da cláusula que já consta no ACT da Transpetro sobre recolhimento e repasse das mensalidades sindicais.

Além disso, o ACT passará a ter validade para todas as subsidiárias da Petrobrás e também para a Araucária Nitrogenados.

[Via Sindipetro-MG]

Publicado em SINDIPETRO-MG
Página 1 de 2

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram