Quinta, 28 Maio 2020 09:58

Repar 43 anos: continuamos aqui

27 de maio de 2020. Data que marca uma mudança de paradigmas na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar). Este é primeiro aniversário da unidade sem companheiros se dando um forte abraço ou aperto de mão. Por outro lado, diante da crise sanitária da Covid-19, este pode ser o momento certo para se pensar no real papel de uma unidade da Petrobrás na sociedade.

Nesses 43 anos a Repar se tornou um dos principais motores econômicos do Paraná, garantindo abastecimento à sociedade e renda aos trabalhadores. Gera aproximadamente 3,4 mil empregos (somados diretos e indiretos) e entrega produtos essenciais; como é o caso do GLP (gás de cozinha) diesel e gasolina.

Que fique claro, foram os trabalhadores quem construíram e tocam essa unidade. E nesses mais de quarenta anos, muita gente participou da construção disso tudo. Seja o trabalhador que não está mais conosco, quem já se aposentou ou pessoal que está plenamente na ativa.

E quem diria que novamente a refinaria estaria na mira das privatizações de um Governo Federal brasileiro? Pois é, entra governo, sai governo, muda agenda, entra outra no lugar; e a possibilidade do desmonte da Petrobrás volta a assombrar. Quem viveu outros tempos sabe a importância de “ser Repar” e defendê-la.

Por tudo isso o Sindipetro PR e SC homenageia todas e todos os petroleiros que ajudaram e ajudam na construção desse legado. Esses sim são os principais ativos da Petrobrás.

O recado que fica é que nós trabalhadores continuamos aqui:

Aqui na resistência por uma refinaria cada vez mais forte.

Aqui defendendo a Petrobrás estatal.

Aqui enfrentando a Covid-19 e a negligência da atual gestão.

Aqui para fazer com que nunca se esqueça quem constrói essa história.

[Sindipetro PR]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Como o Sindipetro Paraná e Santa Catarina divulgou no último sábado (16), a Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Petrobras), em Araucária, submeteu um grupo de aproximadamente 90 trabalhadores ao teste para o novo coronavírus e vários acusaram positivo. 

Os infectados foram colocados em isolamento domiciliar, mas a angustia dos familiares é grande e a empresa trata isso com descaso ao negar a testagem para as pessoas que vivem sob o mesmo teto dos positivados. 

Muitos petroleiros que ainda não foram testados buscam fazer o exame por conta própria, atitude mais que justificada pela inércia dos gestores da refinaria.

[Via Sindipetrp-PR/SC]

 
 
Publicado em Sistema Petrobrás

Além da contaminação em massa nas plataformas, a covid-19 se alastra sem controle por refinarias da Petrobrás, enquanto os gestores ignoram riscos e expõem trabalhadores.

Veja a denúncia do Sindipetro-PR/SC:

A gestão da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, submeteu cerca de noventa trabalhadores, a maioria do Grupo de Turno A, ao exame laboratorial para verificação de presença do novo coronavírus (anticorpos anti_sars_covid2) na última quinta-feira (14). 

Na sexta (15) vários trabalhadores receberam ligações do setor de saúde da Repar e foram comunicados de que os resultados acusaram positivo para a Covid-19. A única medida que a empresa aplicou foi o afastamento de sete dias para isolamento domiciliar e sequer forneceu recomendações de conduta aos reclusos para evitar novos contágios. 

Trabalhadores procuraram o Sindicato para informar sobre os resultados positivos que obtiveram nos testes. Segundo o Sindipetro PR e SC apurou, o cenário indica contaminação em massa na Repar. Ainda de acordo com informações repassadas pelos trabalhadores, a empresa suspendeu a testagem coletiva e alega não existir mais exames disponíveis. 

Logo que surgiram os primeiros casos suspeitos de contágio, mais precisamente em 07 de maio, o Sindicato enviou ofício à gestão da Repar para cobrar sobre a testagem coletiva dos empregados, bem como o repasse das informações a fim de contribuir na prevenção da propagação do novo coronavírus (veja aqui!), mas a empresa não atendeu as reivindicações. 

Neste sábado (16), diante dos fatos ocorridos, o Sindipetro PR e SC enviou novo ofício à gerência geral da refinaria no qual requisita, em caráter de urgência, informações e providências para garantir a segurança e proteção dos trabalhadores.   

O panorama é preocupante e o Sindipetro PR e SC considera que os gestores da unidade mantêm uma postura de negligência diante do quadro de contágio de muitos empregados, colocando-os em risco, assim como seus familiares e a comunidade em geral. 

O Sindicato vai comunicar todos os órgãos competentes e exige novamente da gestão da refinaria a aplicação de medidas urgentes no combate à proliferação do vírus, como a testagem de todos seus funcionários, próprios e terceirizados, e dos seus familiares. 

:: Canal de Denúncia

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina recebe informações sobre os casos que envolvem o novo coronavírus através do e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo. , pelo telefone (41) 3332-4554 ou ainda diretamente com os dirigentes sindicais. Todos os relatos são importantes para que o Sindicato atue no sentido de zelar pela saúde e segurança da categoria e da comunidade.

[Via Sindipetro-PR/SC | Foto: Daniel Castellano/ Gazeta do Povo]

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O Sindipetro Paraná e Santa Catarina divulgou na semana passada que dois trabalhadores da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, fizeram testes rápidos para a presença do novo coronavírus e acusaram resultados positivos. 

Como forma de prevenção à saúde e segurança dos trabalhadores, seus familiares e comunidades do entorno da unidade, requisitou à gestão da empresa que colocasse em quarentena todos que tiveram contato direto com os empregados possivelmente contaminados até que as contraprovas laboratoriais ficassem prontas. Também cobrou a testagem em massa na refinaria, tanto de funcionários próprios como de terceirizados, e as informações sobre o monitoramento dentro da refinaria, entre outras providências feitas através de Comunicado Sindical (ofício). 

Em resposta, a gestão se limitou a dizer que adota as “medidas necessárias para prevenção e combate à pandemia” e que “não há casos confirmados de Covid-19 na Repar”. Ainda afirmou que “os empregados citados no ofício foram preventivamente colocados em quarentena e foi planejada a realização de testes com acurácia adequada, conforme critérios médicos”. 

O Sindicato, por sua vez, considera as ações da empresa insuficientes e irresponsáveis com relação à prevenção da proliferação do vírus e também que não cumprem com as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS). 

O laudo da primeira contraprova laboratorial saiu no sábado (09) e apontou ausência para presença do novo coronavírus, isso após sete dias do teste inicial. Na segunda-feira (11) o trabalhador refez a testagem rápida e novamente foi aferida a não contaminação. Curioso é o fato de que agora a gestão levou em consideração o resultado do teste rápido. 

A contraprova do segundo caso em investigação foi concluída nesta segunda e também acusou a não infecção. O trabalhador ainda deve fazer uma terceira aferição por meio do teste rápido. 

Ao desprezar os resultados das primeiras testagens e colocar apenas os casos em investigação em quarentena provisória, a gestão da Repar ignorou a possibilidade de infecção de outros trabalhadores e agiu com irresponsabilidade. 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina reafirma seu compromisso de manter a categoria informada sobre os fatos que envolvem a pandemia. Também permanece com posição incisiva na cobrança das devidas ações de prevenção por parte da empresa, bem como a transparência no monitoramento dos possíveis casos de contaminação.

[Via Sindipetro-PR/SC]

 

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A Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, teve mais um caso de trabalhador infectado pelo novo coronavírus nesta quinta-feira (07). É o segundo caso de teste positivo para a Covid-19 dentro da unidade. 

O novo contaminado também é do setor de Hidrotratamento e Reforma Catalítica (HRC) e segue o protocolo de permanecer em isolamento domiciliar por sete dias. Será feito outro teste para contraprova laboratorial nesta sexta-feira (08) e o resultado deve sair dentro de cinco dias úteis. 

O segundo caso indica possível cenário de proliferação do vírus. Não apenas os petroleiros, como também toda a comunidade do entorno da refinaria deve permanecer em estado de alerta e redobrar os cuidados para evitar a contaminação em massa. 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina exige da gestão da Repar providências imediatas de combate ao novo coronavírus para preservar a saúde e a segurança dos trabalhadores, seus familiares e população em geral. 

Foi enviado Comunicado Sindical à Repar no qual é solicitada, com extrema urgência, a realização de exames para aferição da Covid-19 em todos os trabalhadores, próprios e terceirizados. 

Com o objetivo de auxiliar na prevenção à propagação do vírus, o Sindicato também requereu à empresa informações sobre o número de casos suspeitos, investigados e descartados; bem como sobre a quantidade de exames realizados para detecção da Covid-19. 

Petrobrás falha na prevenção à Covid-19

Enquanto a gestão da Companhia, sob o comando de Roberto Castello Branco, negligencia medidas preventivas cobradas pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e sindicatos filiados, o número de casos de Covid-19 na empresa dispara. 

De acordo com o levantamento mais recente do Ministério de Minas e Energia, divulgado na última segunda-feira (04), foram registrados 1.642 casos suspeitos da doença na empresa, 806, confirmados e 231, recuperados. 

A situação é mais crítica nas plataformas marítimas de extração de petróleo, nas quais, até 30 de abril, 329 trabalhadores já haviam testado positivo para a Covid-19, segundo a Agência Nacional de Petróleo (ANP). No entanto, os casos de contaminados em unidades terrestres da empresa seguem aumentando em ritmo acelerado, resultado da fracassada política adotada pela gestão da empresaa na prevenção ao novo coronavírus. 

Redobrar os cuidados

Ainda que a gestão da empresa não faça sua parte, todos podem contribuir para evitar a propagação do vírus com a atenção às recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) de evitar aglomerações, manter distanciamento de outras pessoas, usar máscara sempre que estiver fora de casa, lavar sempre as mãos e usar álcool em gel, entre outros. 

O Sindipetro orienta os trabalhadores a redobrarem a atenção em relação às medidas de controle contra o contágio e proliferação da Covid-19. Caso encontrem situação de risco, utilizem o direito de recusa, conforme estabelecido pela cláusula 78 do ACT 2019/2020, e denuncie a algum dirigente sindical ou ligue para (41) 3332-4554.


Leia também: Trabalhador da Repar testa positivo para Covid-19


[Via Sindipetro-PR/SC]

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Um petroleiro da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar/Petrobrás), em Araucária, fez o teste rápido* para Covid-19  e o resultado foi positivo. O empregado coletou exame para contraprova laboratorial nesta quarta-feira (06) e o diagnóstico deve estar pronto dentro de cinco dias. 

O caso envolve um operador do setor de Hidrotratamento e Reforma Catalítica (HRC). Ele foi colocado em quarentena de sete dias. Por enquanto os demais trabalhadores que tiveram contato com o infectado seguem com suas atividades normais e até o momento ninguém foi testado.   

Diante do ocorrido, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina exige que a gestão da Repar tome as medidas recomendadas pela Organização Mundial de Saúde (OMS) e demais órgãos competentes para resguardar a saúde e a segurança de todos os trabalhadores, próprios e terceirizados, e também das suas famílias. Requer, ainda, especial atenção aos empregados do Grupo A que utilizam a linha de transporte de turno Nº 6, pois estiveram próximos ao contaminado. 

O Sindicato orienta que os petroleiros da Repar redobrem a atenção quanto aos possíveis sintomas da Covid-19 que, segundo o Ministério da Saúde, podem variar de um simples resfriado até uma pneumonia severa. Os sintomas mais comuns são tosse, febre, coriza, dor de garganta e dificuldade para respirar. 

Se apresentar qualquer um desses sinais, comunique com urgência sua chefia imediata e solicite orientações. Caso não se sinta seguro com as recomendações dos gestores, informe algum dirigente sindical ou ligue para (41) 3332-4554. 

O Sindicato atualizará a situação assim que a contraprova estiver pronta, mas até lá vai cobrar o cumprimento de todos os protocolos de segurança por parte da empresa.   

Insatisfação com as medidas de prevenção

O Sindicato fez uma pesquisa entre os dias 04 e 14 de abril com a categoria sobre as condições de trabalho no período de Covid-19. 

Uma das questões era sobre as medidas de prevenção que a Petrobrás adotou. Para 65% dos petroleiros que responderam a pesquisa as ações eram insuficientes. 

Segundo o último boletim divulgado pelo Ministério de Minas e Energia (MME), datado de 04 de maio, o Sistema Petrobrás tinha 806 empregados com casos confirmados para o novo coronavírus e em quarentena, 1.642 suspeitos e 231 recuperados para um universo de 151.539 trabalhadores, entre próprios e terceirizados. 

*O teste rápido é um exame realizado em farmácia, por um profissional farmacêutico, liberado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em 28 de Abril de 2020, conforme Resolução – RDC Nº 377, e publicada no Diário Oficial da União em 29/04/2020. Os dispositivos (testes) foram regulamentados pela Anvisa e são rastreados. Os resultados, sejam eles positivos ou negativos, devem obrigatoriamente ser encaminhados aos órgãos competentes.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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O Sindipetro Paraná e Santa Catarina conseguiu reverter na Justiça a redução salarial e de jornada de trabalho de 25% dos empregados da Repar que exercem o regime de horário administrativo. 

O juiz Marcello Dibi Ercolani, da 2ª Vara do Trabalho de Araucária, acatou o pedido do Sindicato e deferiu liminar que proíbe a empresa de implementar as medidas, sob pena de multa de R$ 500 mil em caso de descumprimento. 

Na decisão, o magistrado ainda obriga a Repar a devolver os valores que já foram descontados dos trabalhadores. “Caso já tenha havido a implementação da medida, deverá a ré restituir os valores, mediante folha suplementar, ou outro meio menos oneroso, no prazo de cinco dias, também sob pena de multa diária, no valor de R$ 10.000,00, por empregado cujo salário tenha sido descontado e não restituído”, diz trecho do despacho. 

Um dos principais fundamentos da deliberação do juiz foi o fato de a empresa ter aplicado a redução de maneira unilateral, ou seja, sem negociação com o Sindicato, o que infringe o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria. “Cabe ressaltar, de igual forma, que tal medida foi imposta pela ré aos empregados, sem qualquer negociação, o que afronta o disposto no art. 56 do Acordo Coletivo de Trabalho 2019-2020 (fl. 652), e também não foi objeto de apreciação pela Comissão de Acompanhamento do Acordo Coletivo de Trabalho estipulada no §3º do mesmo artigo”, descreve outra parte da decisão. 

A diminuição de carga horária e de salários faz parte do chamado Plano de Resiliência da Petrobrás e está previsto para os meses de abril, maio e junho. Através da Justiça do Trabalho, o Sindipetro PR e SC conseguiu impedir essa ilegalidade na SIX e agora também na Repar. 

:: Atuação Jurídica

A assessoria jurídica do Sindicato analisou todos os prejuízos ilegais que o Plano de Resiliência da Petrobrás ocasiona aos trabalhadores e moveu ações específicas para cada situação. As novidades sobre movimentações dos processos serão devidamente divulgadas nos canais de comunicação do Sindipetro PR e SC.


Leia também: Liminar impede redução de salário na SIX


[Via Sindipetro-PR/SC]

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Com a premissa de priorizar a saúde e de não prejudicar as decisões sobre um tema tão sensível, o Sindipetro Paraná e Santa Catarina suspende por tempo indeterminado o processo de escolha de tabelas de turno da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária

O objetivo do sindicato é resguardar a saúde dos trabalhadores, familiares e da sociedade diante da pandemia do novo coronavírus. A entidade de defesa dos petroleiros destaca ainda o empenho e a participação de todas e todos nesse processo. Nas atividades em conjunto, no Grupo de Trabalho (GT), houve dedicação para democratizar o debate, aprofundar as discussões e fazer a seleção das tabelas levando em conta as demandas mais solicitadas pela base. 

Próximas etapas  

Até o momento ficaram definidas a seleção das três tabelas, anexadas logo abaixo, entre as dezenove opções elaboradas pela categoria. Estes documentos, assim como os de outras unidades que estão no mesmo processo, foram enviados à FUP em treze de março e repassados para a avaliação da Petrobrás, que até o presente momento não se manifestou. 

As próximas etapas seriam de qualificações das opções enviadas pelas outras unidades, também através de Grupos de Trabalho, sempre norteadas pelo mesmo processo participativo. O GT da Repar será mantido, porém com as atividades suspensas, e será retomado logo que houver condições. 

Histórico  

:: GT da tabela de turno da Repar concluiu a primeira etapa do processo de seleção 

:: Definição da nova tabela de turno da Repar será feita de forma democrática e participativa

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Petroleiros entrariam para trabalhar e cumprir com a decisão do TST de manter 90% do efetivo em atuação durante a greve. 

Um fato tanto quanto inusitado aconteceu na manhã desta sexta-feira (07) na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul-PR, e na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária-PR. Os gestores dessas unidades industriais da Petrobrás decidiram fechar os portões e impedir o acesso dos próprios empregados aos respectivos locais de trabalho. 

Os trabalhadores que estavam em greve decidiram cumprir com a decisão liminar do ministro Ives Gandra Filho, do Tribunal Superior do Trabalho (TST), que determinou que 90% dos petroleiros continuem trabalhando durante a greve. 

A decisão atendeu parcialmente ao requerimento da Petrobrás junto ao TST, cuja intenção era que a o Tribunal determinasse a suspensão da greve. Ainda de acordo com a determinação do ministro, os sindicatos que descumprirem a liminar terão que pagar multas que variam entre R$ 250 mil e R$ 500 mil. 

Para o presidente do Sindipetro PR e SC, Mário Dal Zot, quem está descumprindo com a decisão do TST são os gestores das unidades. “Não estão claras quais são as verdadeiras intenções da empresa ao barrar a entrada dos seus próprios trabalhadores, pois o retorno ao trabalho era o principal objetivo do pedido da Petrobrás junto ao TST. Talvez esteja forçando a aplicação de multa ao Sindicato, o que não me parece razoável”, afirmou. 

Em função da postura da empresa, o Sindicato vai tomar as medidas cabíveis para o resguarda da segurança dos trabalhadores, comunidade do entorno das instalações, meio ambiente e equipamentos, bem como o devido cumprimento da legislação vigente e decisões jurídicas recentes. 

:: Assista o vídeo do impedimento do acesso aos trabalhadores da Repar 

[Via Sindipetro-PR/SC]

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A Repar 2020 se apresentou de máscara, mas os petroleiros fizeram questão de arrancá-la. 

Isso porque a gestão da refinaria passou os últimos dias maquiando a unidade, fazendo reparos estéticos e colocando correntes de isolamento. 

Tudo para criar uma narrativa pró privatização para os investidores chineses que pintaram na fábrica hoje (13). 

Outra máscara que acaba de cair é a usada pelo Governo Federal. Principalmente quando se fala nas posições ultraliberais de Paulo Guedes, Ministro da Economia. 

Não é contraditório o Governo Federal insistir em acabar com o modelo estatal da Petrobrás entregando esse patrimônio brasileiro para estatais de outros países? 

Principalmente porque existe uma grande possibilidade dos investidores chineses e árabes (ambos visitaram a Rlam (BA); já na Repar (PR) foram os chineses, até o momento) serem representantes de gigantes estatais dos seus respectivos países! 

Atos políticos 

Diante dessa situação, os trabalhadores petroleiros fazem uma sequência de protestos em frente à Repar. Nesta manhã (13), às 7h, e pela tarde, às 15h, a categoria iniciou o cronograma que vai até 30 de janeiro (mais informações AQUI). 

Serão bate-papos na base, sempre com o objetivo de denunciar os graves problemas na Repar. Para o Sindipetro PR e SC, a refinaria vem sendo sucateada tanto nas questões de manutenção como em efetivo. 

Privatizar a Repar é ilegal   

Segundo a assessoria jurídica do Sindipetro PR e SC, essa operação não pode ser feita, pois há diversos impasses que barram o procedimento. Como o sindicato denuncia essa prática ilegal, os gestores tentam retaliar as atividades sindicais. 

Prova disso é que dirigentes sindicais vêm sendo barrados nas catracas dos funcionários da Petrobrás, além dos gestores da Repar não permitirem a instalação das tradicionais tendas do Sindipetro, pois não querem que os investidores vejam o contraditório. 

Porém, não adianta dificultar a atividade sindical, o ônibus da FUP entrou em ação e ajudou a desmascarar essa “patifaria” promovida pelos diretores da estatal. 

Transferência de mão-de-obra 

Se a categoria não se mobilizar, os empregos vão para outro lugar. 

Foi exatamente isso que aconteceu com a indústria naval brasileira! 

Hoje os grandes estaleiros foram sucateados e as plataformas agora são construídas na Indonésia, gerando emprego e lucro por lá. 

Agora fica uma incógnita: qual será a maquiagem que o Governo Federal vai usar para explicar ao povo brasileiro essa entrega de patrimônios estratégicos? 

E o que é pior, essas privatizações irão beneficiar outras estatais, em outros países, gerando emprego, impostos e lucro para os gringos! 

Quer uma verdade? 

O recado dos petroleiros é o seguinte: os trabalhadores estão dispostos para a luta. 

Na visão da categoria, a Petrobrás é um patrimônio dos brasileiros e faz parte dos setores estratégicos que mantém um país soberano e gerador de empregos.  

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em Sistema Petrobrás
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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