Cerca de mil petroleiros entre próprios e terceirizados participaram do ato em defesa da RLAM e da Transpetro na manhã dessa sexta-feira (19), no Trevo da Resistência, na BA 523, via de acesso à refinaria, localizada no município de São Francisco do Conde, na Bahia.

Nem a chuva e o vento frio afastaram os trabalhadores, que fizeram questão de descer dos ônibus para participar do ato que contou com a presença de dirigentes da FUP, da FNP e de diversos Sindipetros, a exemplo do Rio de Janeiro, Litoral Paulista, Unificados de São Paulo, Rio Grande do Sul, Rio Grande do Norte, Paraná, Espirito Santo, Pará e Amazonas, Duque de Caxias, Norte Fluminense, Pernambuco e São José dos Campos. Além de representantes do Sindiquímica, Sitticcan, Sinderpav, do deputado federal Nelson Pelegrino (PT-BA) e do vereador Val Peças, de Madre de Deus. 

Não por acaso o ato aconteceu no Trevo da Resistência, local que já foi palco de muitas lutas e vitórias da categoria petroleira na Bahia, inclusive de greves históricas como a de 1983 e 1995.

As falas dos dirigentes giraram em torno da necessidade de construção da unidade da classe trabalhadora para enfrentar os desmandos da atual gestão da Petrobrás que representa o governo de extrema direita de Bolsonaro e está promovendo um grande desmonte na estatal. Todos foram unânimes em afirmar que diante dos ataques da Petrobrás aos direitos da categoria o único caminho será a realização de uma greve.

 “A situação é muito complicada. Estamos falando de perdas de direitos e de empregos, pois com a privatização não há nenhuma garantia de que os trabalhadores permaneçam em seus postos de trabalho, mesmo aqueles concursados”, advertiu o coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista, para quem “só existe uma saída que não é individual, mas coletiva”.

O coordenador da FUP, José Maria Rangel, afirmou que o governo e a direção da Petrobrás mentem para o povo ao dizer que se as refinarias forem vendidas o preço do combustível será mais barato. Para ele “a Petrobrás já é uma empresa privada, pois está sendo gerenciada como tal. E qual é o resultado? indaga Rangel “nós pagamos a segunda gasolina mais cara do planeta e a sociedade está voltando a cozinhar à lenha e eles não se importam com isso, o que importa para eles é que a Petrobrás dê lucro ao capital internacional e aos s seus acionistas”. 

A mobilização na RLAM foi o quarto ato contra a venda das refinarias e dos terminais da Transpetro. Houve manifestações também na Refinaria Abreu e Lima, Refinaria Presidente Vargas (Repar) e Refinaria Alberto Pasqualini (Refap). Essas quatro refinarias fazem parte do primeiro lote de venda anunciado pelo governo.

Durante a mobilização, os petroleiros queimaram a bandeira dos Estados Unidos, como um ato de protesto contra a interferência do governo americano na política econômica do país e nos interesses do povo brasileiro, agindo de forma imperialista e causando grandes estragos ao encontrar no Brasil um governo subserviente e antipatriota.

Ao final do protesto, a categoria cantou o Hino Nacional Brasileiro reafirmando a disposição de lutar em defesa da RLAM, da Transpetro, da Petrobrás e do Brasil.

[Via sindipetro-BA]

Publicado em Sistema Petrobrás

De norte a sul do país, os trabalhadores do Sistema Petrobrás reafirmaram em alto e bom tom que não estão à venda. A categoria rejeitou por unanimidade a contraproposta que dilapida o Acordo Coletivo de Trabalho, pavimentando o caminho para a privatização da empresa. 

As assembleias foram concluídas nesta sexta-feira, 19, em todas as bases da FUP.  A afrontosa proposta dos gestores de 1% de reajuste salarial foi rejeitada por 100% da categoria. 

O pacote de maldades apresentado pela direção da empresa inclui ainda retirada de direitos e ataques à liberdade e autonomia sindical.

Tudo isso em meio à ofensiva da gestão Bolsonaro para privatização das refinarias, dutos, terminais, campos de petróleo, plantas de fertilizantes, usinas de biodiesel, termoelétricas e desintegração do Sistema Petrobrás, através da venda de subsidiárias e do desmonte da logística da empresa.

A campanha reivindicatória está diretamente associada à luta contra as privatizações. Além de empregos e direitos, o que está em risco é o futuro do país e a soberania nacional.

Por isso, as assembleias ocorreram em meio a atos e mobilizações, em defesa do Sistema Petrobrás. A categoria deu o recado, reafirmando que não vai aceitar passivamente o desmanche da maior empresa nacional. 

Na terça-feira, 23, a FUP apresentará à Petrobrás o resultado das assembleias, exigindo novamente a renovação do Acordo Coletivo e um basta às privatizações.

Como os sindicatos vêm alertando, não há saída individual. A luta é coletiva. Para estancar o desmonte da empresa, é preciso construir uma grande greve nacional. 

Nos próximos dias, a FUP e os sindicatos traçarão estratégias de enfrentamento. 

22/07

Reunião da direção da FUP

23/07

Seminário Nacional de Comunicação

Reunião FUP e FNP

Entrega do resultado das assembleias à Petorbrás

24/07

Seminário de Comunicação

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[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Além de rejeitar a proposta de acordo feita pela Petrobras, as assembleias de petroleiros pelo país também reclamam do Programa de Remuneração Variável do Empregado (PRVE), relacionado ao desempenho individual do funcionário. Os representantes da categoria afirmam que, enquanto oferece 1% de reajuste salarial – a data-base é 1º de setembro –, a Petrobras está pagando R$ 1,041 bilhão para uma pequena parcela de trabalhadores, enquanto a maioria é excluída.

Segundo a Federação Única dos Petroleiros (FUP), sindicatos ligados à entidade entraram com ações na Justiça do Trabalho para barrar o que chamam de “farra do bônus”. Afirmam que o programa viola o acordo coletivo. E usa indicadores de segurança para premiar diretores e gerentes “com vultosos bônus”. Os sindicalistas argumentam que o programa de participação nos lucros ou resultados (PLR) tinha metas e regras claras, negociadas previamente.

Eles citam como exemplo a determinação de que na PLR a remuneração não pode ultrapassar 2,5 vezes o valor da menor, enquanto na PRVE não há valor mínimo. “Enquanto uns nada ganham, outros recebem bônus que representam 150% de uma remuneração”, afirma a FUP. A entidade diz ainda que o uso, para cálculo, da taxa de acidentes desrespeita o acordo coletivo, que fala em “não vincular concessão de vantagens à redução de acidentes”.

A FUP e a Federação Nacional dos Petroleiros (FNP) estabeleceram um calendário conjunto de mobilização contra a política de “desmonte” promovida pela atual direção da Petrobras. Assembleias nas bases já têm decidido pela rejeição da proposta da empresa. O objetivo é preparar uma greve da categoria, ainda sem data.

Correios

Com data-base em 1º de agosto, os trabalhadores na Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT) também estão em campanha salarial. Ainda não foi oficializada uma proposta econômica. O sindicato de São Paulo tem assembleia marcada para a noite de hoje (15).

“A ECT pretende manter apenas 45 cláusulas e modificar outras 19. A empresa fala ainda em excluir algumas, como a que trata da responsabilidade em acidentes de trânsito e do vale-cultura”, informa a Fentect, federação nacional da categoria. “De maneira contraditória, a empresa primeiro apresenta dados contábeis que reafirmam sua recuperação financeira, bem como o lucro obtido no último período, mas ao mesmo tempo quer excluir diversas cláusulas alegando que oneram e emperram as contas.”

Assim como no caso da Petrobras, a Fentect e a Findect, federação interestadual, se uniram com outras entidades em torno de uma “frente ampla” de defesa da ECT como empresa pública. A companhia está na mira de privatizações do governo.

[Via CUT]

Publicado em Trabalho

Dando sequência ao calendário de lutas da FUP, os petroleiros realizaram nesta segunda-feira, 15, atos nas usinas de biocombustíveis em Candeias (BA) e em Montes Claros (MG) contra as privatizações no Sistema Petrobrás e o desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho. As manifestações ocorreram durante as assembleias para apreciação da contraproposta da empresa.

Na PBio e nas demais áreas operacionais e administrativas do Sistema Petrobrás, a resposta da categoria tem sido a rejeição unânime dos ataques da gestão Bolsonaro, apontando que não há saída individual. A luta por direitos e contra a entrega da Petrobrás é uma só e é coletiva.

A tentativa de esfacelamento do Acordo Coletivo ocorre paralelamente à ofensiva da alta administração para privatizar a toque de caixa a empresa.

Em menos de 40 dias, a Petrobrás fez 11 comunicados ao mercado para venda de campos de petróleo, refinarias, terminais, plantas de fertilizantes, subsidiárias, entre outros ativos.

Mobilizações

Para denunciar e estancar o desmanche do Sistema Petrobrás, os petroleiros estão realizando uma série de atos nas unidades colocadas à venda.

As mobilizações integram o calendário de luta da campanha reivindicatória e tiveram início no dia 10, na Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e prosseguem esta semana, com atos nesta segunda (15) nas usinas de biocombustíveis; amanhã (16) na Repar e Araucária Nitrogenados (PR); quarta (17) na Refap (RS), e sexta (19) na Rlam (BA).

A liquidação da empresa ocorre em meio às negociações para renovação do Acrodo Coletivo de Trabalho. Os petroleiros lutam contra a entrega das unidades e também contra os ataques da gestão Castello Branco aos direitos dos trabalhadores e à liberdade e à autonomia sindical.

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Enquanto destina R$ 1,041 bilhão em bônus que serão pagos nos próximos dias para um seleto grupo de colaboradores, a gestão da Petrobrás apresentou aos trabalhadores uma nova contraproposta de Acordo Coletivo onde propõe 1% de rajuste salarial. Reunidos nesta sexta-feira, 05, a FUP e seus sindicatos indicaram a rejeição desta nova afronta que a empresa faz à categoria e deliberaram por uma série de mobilizações, que serão realizadas ao longo de julho. 

Além de propor um reajuste que não cobre sequer metade da inflação do período, a direção da Petrobrás insiste em desmontar o Acordo Coletivo de Trabalho, propondo retirada de direitos, redução de remuneração e ataque a benerfícios, como a assistência médica dos trabalhadores (AMS).

A orientação da FUP é que os sindicatos convoquem os trabalhadores para que respondam à altura aos ataques da Petrobrás nas assembleias que começam na terça-feira, 09, e prosseguem até o dia 19 de julho.

Leia a íntegra do informativo da FUP:

Quem quer dinheiro?

Na próxima sexta-feira, 12 de julho, a Petrobrás despejará R$ 1 bilhão para um seleto grupo de colaboradores. Os que aceitaram alavancar suas carreiras e remunerações às custas do desmonte da empresa serão premiados com polpudos bônus. Já para os trabalhadores que estão no chamado andar de baixo, a gestão Castello Branco oferece 1% de reajuste salarial e rebaixamento do Acordo Coletivo, com retirada de direitos e redução de remuneração e de benefícios.

Se a empresa reajustasse os salários em 4%, que é a projeção da inflação acumulada entre setembro de 2018 e agosto de 2019, gastaria R$ 800 milhões durante um ano inteiro.  Adivinhe de onde saiu esse R$ 1 bi que está sendo desviado para o PRVE? É só fazer as contas.

A gestão Castello Branco chama isso de “novo modelo mental”, como o gerente executivo do Compartilhado, Jairo dos Santos Junior, anunciou em recente videoconferência, cujo áudio vazou para a categoria.

Ele explicou direitinho: Tá com dor na coluna? Tá doente? Se acidentou? Trabalhe assim mesmo. Mas, não importa quanto você se empenhou. Se o resultado não foi alcançado, tchau, queridos. É só ouvir os áudios. Está tudo lá.

O desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, como a FUP vem alertando, está diretamente ligado à privatização do Sistema Petrobrás. Esta é a missão de Castello Branco. O objetivo é vender tudo e transformar a Petrobrás em uma exportadora de óleo cru. Ele já deixou isso bem claro em cada entrevista e fala pública repercutidas pela imprensa.

Por isso, tirar os sindicatos e o ACT do caminho é fundamental para Castello Branco e sua turma. O desmonte de capítulos inteiros do Acordo Coletivo que tratam de segurança no emprego, mobilidade, terceirização e relações sindicais reforça a intenção dos gestores. A disputa nesta campanha é ideológica e central para os rumos do Sistema Petrobrás.

A categoria petroleira, novamente, precisa dar uma resposta contundente e à altura, rejeitando por unanimidade esta segunda contraproposta, que é mais uma afronta aos trabalhadores. Participe ativamente das assembleias e das mobilizações que a FUP e os sindicatos estarão realizando a partir desta semana.

A hora é de mobilização para garantir seus direitos e empregos.

De que lado você estará?

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

A FUP e seus sindicatos reúnem-se nesta sexta-feira, 05, em um Conselho Deliberativo para avaliar a segunda contraproposta que a Petrobrás apresentou aos trabalhadores nesta quinta, 04, e definir os próximos passos da campanha.

Ao longo desta semana, a FUP e a FNP tiveram novas rodadas de negociação com a empresa, na busca pela manutenção das conquistas e direitos do atual Acordo Coletivo de Trabalho e por um reajuste salarial que mantenha o poder de compra da categoria.

“A contraproposta é uma afronta aos petroleiros e petroleiras e às entidades sindicais e nós não podemos aceitar isso”, afirma o coordenador da FUP, José Maria Rangel, alertando para os trabalhadores e os gestores da Petrobrás se prepararem. “Quem quer paz, deve estar preparado para a guerra”. 

[FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 02 Julho 2019 20:41

A saída é coletiva

Covardia. Essa é a palavra que sintetiza a postura da gestão da Petrobrás ao negar direitos básicos para os trabalhadores terceirizados, liberar demissões em massa e criminalizar a liberdade e autonomia sindical.

Na reunião desta terça-feira, 02, com a empresa, a FUP e a FNP discutiram segurança no emprego, relações sindicais e terceirização e voltaram a defender a manutenção dos direitos pactuados no atual Acordo Coletivo de Trabalho.  A Petrobrás, no entanto, insiste em acabar com 15 das atuais 17 cláusulas dos capítulos que tratam destes pontos.

A intenção dos gestores, como as direções sindicais vêm alertando, é rebaixar o ACT para deixar o caminho livre para a privatização, sem garantia de direitos, nem de empregos.

Só nas refinarias colocadas à venda, são quatro mil trabalhadores próprios que estão com seus empregos em risco. Somam-se a estes os trabalhadores da Transpetro, cujos terminais e dutos também estão sendo vendidos, bem como os terceirizados e o pessoal de escritório e logística.

 O Acordo Coletivo, que vem sendo renovado na luta pela categoria desde 2013, tornou-se peça fundamental na disputa ideológica que a gestão está travando com os trabalhadores. O recado foi dado quando a empresa tenta dizimar capítulos inteiros, como os de segurança no emprego e de relações sindicais.

“A contraproposta da Petrobrás vem no sentido de criminalização dos movimentos sociais que hoje impera no país. O acionista majoritário (governo Bolsonaro) tem sede por criminalizar os movimentos sociais e os gestores da empresa vão pelo mesmo caminho”, apontou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, ao questionar ações antissindicais, como a suspensão das mensalidades sindicais e a orientação gerencial para que os trabalhadores se desfiliem dos sindicatos. Ataques que ferem o próprio Código de Ética da Petrobrás e as Convenções da OIT que asseguram liberdade e autonomia sindical.

A FUP e a FNP reiteraram que os petroleiros e petroleiras não aceitam nenhum direito a menos, nem a fragmentação da categoria, como tentam os gestores que defendem o individualismo e atacam a representação sindical.

“Nesse processo de desmonte do Sistema Petrobrás, não tem saída individual, quem acha isso está terrivelmente enganado. Nossas conquistas foram garantidas de forma coletiva e na luta e é assim que resistiremos a estes tempos sombrios. A saída não é individual, a saída é coletiva”, avisaram.    

[FUP]

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Em nova reunião com a Petrobrás nesta segunda-feira, 01, a FUP e a FNP cobraram a suspensão imediata do Programa de Remuneração Variável dos Empregados (PRVE), que viola o Acordo Coletivo de Trabalho e está sendo utilizado pela gestão Castello Branco para "alavancar" a privatização da empresa.

A Cláusula 77, no Parágrafo 9º, do ACT 2017/19, é clara: “A Companhia compromete-se a não vincular concessão de vantagens à redução de acidentes, bem como a não incluir meta de acidentes no GD dos empregados”. O PRVE, portanto, descumpre o Acordo Coletivo, ao vincular o bônus a indicadores de SMS.

Para cumprir as metas da gestão, vale tudo, inclusive atropelar normas de segurança e trabalhar doente e com dor. “O objetivo do PRVE é premiar os que contribuem para o desmonte da Petrobrás e tentar calar a boca dos que ousam resistir à privataria”, denunciaram a FUP e a FNP.

Os sindicalistas deixaram claro que o modelo de empresa que os trabalhadores defendem e o Brasil precisa não é o que o está em curso na companhia. “Alguém aqui nessa mesa acredita que Castello Branco veio pra fortalecer a Petrobrás?”, questionaram. “É só olhar o histórico de vida dele. Ele não acredita no Estado como indutor do desenvolvimento nacional”, ressaltaram.

Roberto Castello Branco é cria da Escola de Economia da Universidade de Chicago, famosa por sua linha ultraliberal. A ideologia do Estado Mínimo difundida pelos “Chicago Boys” embasou a política econômica de governos conservadores das décadas de 70 e 80, como Margaret Thatcher, na Inglaterra, Ronald Reagan, nos Estados Unidos, além da ditadura de Augusto Pinochet, no Chile.

Castello Branco vem aplicando esse pensamento por onde passa: empresas do setor de mineração (inclusive a Vale), mercado de capitais, comércio internacional e investimentos estrangeiros. Não por acaso tem como mentor Roberto Campos, o papa do liberalismo no Brasil, que se referia à Petrobrás como “petrossauro”, por considerar a estatal uma “aberração”.

Ele segue à risca os passos do mestre. “Ninguém destrói mais valores da Petrobrás do que a atual alta gestão da empresa. Todas as declarações de Castello Branco são para acabar com a empresa, vendendo tudo que puder”, ressaltaram as federações, avisando que as direções sindicais não vão abrir mão do que defendem (uma empresa integrada, forte e desenvolvimentista) e que continuarão disputando os rumos da Petrobrás.

“É preciso, é urgente a reação de todos os petroleiros e petroleiras para evitar o desmonte da nossa companhia”, convocam a FUP e a FNP.

[FUP]

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Em reunião com a Petrobrás e subsidiárias nesta quinta-feira, 27, a FUP e a FNP trataram dos capítulos do Acordo Coletivo de Trabalho referentes à saúde e segurança (SMS) e à AMS. Foi a primeira rodada de negociação, após a rejeição massiva da categoria à proposta apresentada pela empresa.

As federações reafirmaram que saúde e segurança não podem ser tratadas pelos gestores da Petrobrás como custo e menos ainda utilizadas como ferramentas de cooptação, punição e sonegação. 

As entidades sindicais enfatizaram que não aceitarão nenhum direito a menos e cobraram o aperfeiçoamento das cláusulas do atual Acordo Coletivo.

A Petrobrás, por sua vez, insiste na proposta rejeitada, cujo capítulo de SMS foi praticamente desmontado. Das atuais 19 cláusulas, os gestores mantiveram somete 03; retiraram 02 e alteraram 14, com reduções de direitos.

O objetivo é tirar as representações sindicais de todos os espaços de intervenção e debates, deixando o caminho livre para a empresa implementar o “novo modelo mental”, defendido recentemente pelo gerente geral do Compartilhado, em uma vídeo conferência (onde representava a Gerência Executiva), incentivando os empregados a trabalharem doentes e com dor para cumprir as metas do PRVE.

A FUP e a FNP cobraram uma resposta dura da Petrobrás às afirmações do gerente e reafirmaram que não permitirão que o SMS seja utilizado como um valor de meritocracia, enquanto centenas de trabalhadores se acidentam, adoecem e morrem pela ausência de uma politica de segurança focada nas reais necessidades da categoria.

Em relação à AMS, as entidades sindicais cobraram a manutenção do regramento do custeio 70 x 30 no Acordo Coletivo, avanços na qualidade do programa e uma auditoria externa em suas contas.

As rodadas de negociação com a Petrobrás continuam na próxima semana, com reuniões na segunda (resultados da empresa), terça (horas extras, relações sindicais e terceirização) e quarta (remuneração e vantagens).

[FUP]

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Em mais uma rodada de negociação com a FUP e a FNP, realizada nesta quarta-feira, 26, a Petrobrás concordou em manter suspensa a implantação de novas tabelas de turno ininterrupto nas refinarias. A empresa também se comprometeu a retomar o regime de trocas que era praticado antes de iniciar o processo de escolha das novas tabelas.

As entidades sindicais tornaram a defender a manutenção das tabelas atuais e sua inclusão no Acordo Coletivo de Trabalho 2019. A Gerência de Gestão de Pessoas, no entanto, insiste na necessidade de novas tabelas de turno, o que tem sido veementemente questionado pelas federações.

Diante do posicionamento da Petrobrás, a FUP e a FNP cobraram que esse debate seja retomado após as negociações do ACT, mas deixaram claro que não dá para iniciar o processo negocial com as premissas que a empresa indicou para as novas tabelas de turno.

As entidades sindicais querem incluir também na negociação questões como dobras por falta de efetivo, trocas e permutas, bem como o retorno das férias, que estão diretamente relacionadas ao Regime de Turno Ininterrupto de Revezamento.

Os representantes da Petrobrás concordaram em suspender a implantação da nova tabela e irão se posicionar sobre os demais pontos nos próximos 15 dias.

[FUP]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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