Um trabalhador da Petrobrás morreu e outros cinco terceirizados estão internados em consequência de um acidente ocorrido a bordo do navio holandês que está transportando a P-70, que foi construída na China e está a caminho do Brasil desde o início de dezembro. A direção da empresa não deu maiores detalhes sobre o ocorrido. Segundo informações preliminares, os trabalhadores teriam sido vítimas de uma intoxicação por etanol.

No comunicado divulgado à imprensa, os gestores da Petrobrás confirmaram o fato, lamentando a morte do trabalhador, mas priorizaram informar ao mercado que o acidente não causaria prejuízos à empresa e nem atrasaria o cronograma de instalação da P-70.

A FUP lamenta a morte do petroleiro e está buscando maiores informações. As outras cinco vítimas da suposta intoxicação foram internadas em um hospital da África da Sul, onde o navio atracou para que os trabalhadores pudessem ser socorridos.

Este foi o segundo acidente fatal envolvendo petroleiros brasileiros nesse início de ano. Na madrugada do dia 09, o mergulhador Graciano Elvyis Silva, de 41 anos, contratado pela Petrobrás, morreu a bordo de uma embarcação na Bacia de Campos, que prestava serviços para a plataforma P-33.

Segundo relatos obtidos pelo Sindipetro-NF, ele teria jantado por volta das 19h e fez um mergulho aproximadamente à meia-noite. Ao retornar, avisou que estava se sentindo mal e desmaiou. O mergulhador chegou a ser socorrido, inclusive com massagem cardíaca e desfibrilador, mas não resistiu. O sindicato participará da comissão de apuração do acidente.

P-70 deveria ter sido construída no Brasil

O acidente no transporte da P-70 é uma tragédia em diversos sentidos. Além de uma vida perdida e da saúde de vários trabalhadores comprometida, o fato traz à tona a dramática situação que vive o Brasil em função dos desmandos e irresponsabilidades da operação Lava Jato.  Empregos e renda que poderiam ser gerados no país foram exportados para a Ásia, onde passou a ser construída a maior parte das plataformas encomendadas pela Petrobrás e por outras operadoras do Pré-Sal.

A P-70 é o penúltimo dos seis FPSOs replicantes encomendados no Brasil, mas cujas obras foram transferidas para estaleiros do Japão, Tailândia e China. A construção da embarcação, já estava em andamento no Brasil, no Porto do Açu, no Norte Fluminense, quando foi desmobilizada em 2015, no rastro da destruição que a Lava Jato causou ao setor naval.  Junto com a P-67, que também estava sendo construída no local, a P-70 migrou para a cidade chinesa de Qingdao e as obras passaram a ser tocadas pelo estaleiro China Offshore Oil Engineering Corporation (COOEC).

A história da P-70, assim como a da P-67 e dos outros FPSOs encomendados para o Pré-Sal, é uma tragédia anunciada. A Lava Jato levou ao colapso vários setores da economia brasileira que integram a cadeia produtiva de óleo e gás. A indústria naval e a engenharia nacional foram as mais prejudicadas. Mais de 60 mil postos de trabalho diretos e milhares de indiretos foram destruídos, em função do fechamento de estaleiros e da redução drástica dos contratos da Petrobrás.

A Lava Jato impactou também os setores metalomecânico, a construção civil e a engenharia pesada, cujas perdas beiram R$ 140 bilhões e mais de 900 mil empregos perdidos, segundo o “Balanço Econômico da Lava Jato”, estudo publicado em agosto de 2019 pelo Jornal dos Economistas.

Os abusos da Lava Jato, já há muito tempo condenados por empresários e especialistas, foram também alvo de crítica recente por parte do presidente do STF, ministro Dias Toffoli. Já o presidente da Petrobrás, Roberto Castello Branco, e a quadrilha bolsonarista que está destruindo a estatal, insistem em usar a corrupção como desculpa para acabar com o que ainda resta de empregos no país, amaldiçoando a política de conteúdo local e entregando as nossas riquezas às multinacionais.

[FUP]

Publicado em Petróleo
Quinta, 09 Janeiro 2020 17:06

Mergulhador morre na P-33

O mergulhador, Graciano Elvyis Silva, de 41 anos, morreu na madrugada desta quinta-feira (09), na plataforma P-33.

Segundo relatos, ele teria jantado por volta das 19h e fez um mergulho aproximadamente à meia-noite. Ao retornar Elvys relatou, que estava se sentindo mal e acabou desmaiando. O mesmo foi socorrido, inclusive com massagem cardíaca e desfibrilador, mas já estava em óbito.

Elvys estava no barco Pardela, e fazia serviço na P-33. O Sindipetro-NF presta solidariedade a família e informa que participará da Comissão de Investigação do Acidente.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

Durante ato em defesa da vida, realizado na manhã desta quinta-feira (19), na entrada da Replan, em Paulínia, a direção do Sindipetro Unificado-SP propôs a criação de um Fórum de Segurança Operacional. Esse grupo seria responsável pelas discussões sobre segurança e implementação de procedimentos de intervenção, operação e manutenção, com o objetivo de reduzir os riscos de acidentes na refinaria.

A proposta é que o fórum reúna trabalhadores de diferentes setores e representantes da gestão da refinaria, além de dirigentes dos sindicatos dos petroleiros, da construção civil e dos metalúrgicos (esses dois últimos representam os terceirizados). “A ideia é criarmos um espaço multisetorial, com caráter deliberativo, e trabalhadores escolhidos pela categoria, no mesmo modelo da eleição da Cipa”, afirmou o diretor do Unificado Arthur Bob Ragusa.

O fórum será construído em conjunto com os petroleiros. “Vamos pensar juntos na operacionalização desse espaço e, em janeiro, queremos encaminhar essa proposta para a gestão da Replan”, destacou o dirigente.

A ideia do fórum foi aprovada pelos trabalhadores do turno e administrativo, que participaram da manifestação por mais segurança, promovida hoje de manhã pelo Sindicato. O ato terminou por volta das 9h30, quando o grupo entrou na refinaria para iniciar a jornada de trabalho.

Cinco ocorrências em um dia

A sugestão de se criar o fórum surgiu em agosto de 2018, após a explosão do tanque de águas ácidas, no Craqueamento. O tanque foi lançado pelo ar e atingiu uma das áreas de destilação. Sete minutos antes do acidente, uma petroleira fazia a ronda naquele local. A proposta não foi levada adiante pela gestão da Replan e acabou não saindo do papel.

Em decorrência do grande número de acidentes de processo que vêm ocorrendo na Replan, especialmente neste ano de 2019, a direção sindical decidiu retomar essa ideia. A situação tornou-se ainda mais preocupante nessa terça-feira (17), quando os trabalhadores contabilizaram cinco ocorrências no dia, em diferentes unidades.

O acidente mais grave foi o incêndio no tanque de óleo combustível da Transferência e Estocagem, que foi controlado rapidamente pela brigada da refinaria. Em nenhum dos casos houve vítimas, mas as ocorrências demonstram a fragilidade da refinaria e alertam para os riscos de segurança. “Teorias de segurança afirmam que quanto mais acidentes pequenos ocorrem na base, haverá uma ponta dessa pirâmide com acidentes de alta gravidade”, argumenta o diretor Gustavo Marsaioli.

Evitar tragédia

Segundo Marsaioli, é fundamental que a empresa dialogue com o Sindicato sobre o assunto. “Dado o número de ocorrências que têm acontecido e a proporção que elas podem tomar, exigimos que a Petrobrás, o gerente geral e o corpo gerencial nos ouçam, para evitarmos uma tragédia, evitarmos de dizer presente aqui na frente ou de visitar alguém no hospital. A empresa precisa nos ouvir”, ressaltou.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Trabalhadores da Replan, em Paulínia, realizam na manhã desta quinta-feira (19/12), na entrada da refinaria, um ato em defesa da vida. A manifestação é organizada pelo Sindipetro Unificado-SP para alertar sobre os acidentes que vêm ocorrendo com frequência na refinaria, colocando em risco petroleiros e a comunidade, e reivindicar mais segurança aos trabalhadores.

Há tempos, os funcionários da Replan trabalham sob ameaça constante. A política de sucateamento da empresa, aliada ao descaso da atual gestão da Petrobrás, transformou a refinaria em um barril de pólvora, que pode explodir a qualquer momento. E este ano, especialmente, o número de ocorrências na Replan assustou os petroleiros. Foram muitos casos registrados e vários deles em um mesmo dia.

Só na terça-feira (17) ocorreram cinco situações: um tanque de óleo combustível pegou fogo na Unidade de Transferência e Estocagem, houve um princípio de incêndio em um compressor do Craqueamento, uma parada acidental de um forno na Unidade de Geração de Hidrogênio e a queda de um turbo gerador e de uma caldeira, ambos na Casa de Força (Cafor).

Nenhum dos casos teve vítimas, mas demonstra a precarização das condições de trabalho. A empresa direcionou seus objetivos para metas individuais, atreladas a índices de produção. Com isso, para alcançar o resultado esperado, muitas vezes, a gerência acaba negligenciando as questões de segurança.

Outro fator apontado pelo Sindicato como consequência do aumento de acidentes na refinaria é falta de substituição da mão de obra. “Houve uma saída em massa de trabalhadores mais antigos e experientes, por conta do PIDV (Programa de Incentivo ao Desligamento Voluntário), e a empresa não está recompondo o efetivo”, afirma o diretor do Unificado Gustavo Marsaioli.

O Sindicato defende que a Replan invista, de forma maciça, em manutenção e segurança e que a Petrobrás se disponha a conversar com a direção da entidade. “É muito importante que a empresa e o Sindicato conversem, a fim de buscarmos juntos alternativas para evitar novos acidentes e garantir mais segurança aos petroleiros”, declara Marsaioli.

[Via Sindipetro Unificado SP]

Publicado em Sistema Petrobrás

Um tanque de óleo combustível da Replan, em Paulínia, pegou fogo na manhã desta terça-feira (17), lançando na atmosfera uma densa fumaça preta. A empresa disparou o alarme e o incêndio foi controlado em poucos minutos pelas brigadas de combate da refinaria.

Não houve feridos, mas, segundo apuração do Sindipetro Unificado-SP, alguns trabalhadores chegaram a inalar a fumaça e foram encaminhados ao departamento médico.

O incêndio ocorreu em um tanque que estava em manutenção, na unidade de Transferência e Estocagem (TE). O setor opera os tanques e dutos que abastecem e interligam as unidades da refinaria. A unidade também é responsável pelos dutos que trazem petróleo para refinar e levam produtos para terminais, fora da Replan.

O Sindicato está buscando informações junto aos trabalhadores e à empresa sobre as possíveis causas do incêndio.

[Via Sindipetro Unificado SP]

O Sindipetro-NF recebeu denúncias graves sobre falta de comida e problemas de habitabilidade e segurança na plataforma de Pampo, na Bacia de Campos. São casos de vazamento da tubulação do triturador de alimentos dentro da plataforma, pisos amarrados com arames, banheiros em péssimas condições e sanitários interditados. Também há problemas com a limitação de espaço nos camarotes e condições dos boxes. Há ainda vazamentos, tamponamentos e gambiarras para manter camarotes em uso.

O sindicato cobra a solução imediata destas pendências e solicita aos trabalhadores que continuem a enviar informações sobre as condições de segurança e habitabilidade. O caso será informado aos órgãos fiscalizadores.

  

Desimplantados de Pargo

A entidade também continua a acompanhar a situação dos petroleiros desimplantados do polo de Pargo. Até mesmo relatos de gerentes têm chegado ao sindicato para atestar deficiências no efetivo. No último dia 14, diretores do NF estiveram reunidos com gerências da empresa para cobrar, entre outros pontos, a apresentação dos critérios e cálculos do pagamento dos desimplantes, além de informações sobre todas as transferências.

Um representante da empresa havia se comprometido a fazer encontro de gerentes para discutir o assunto, mas o problema continua. Há ainda vários casos de problemas no processo de desimplante, como o de trabalhadores que moram em Santos e foram enviados para Vitória — assim como o contrário: trabalhadores que moram em Vitória e foram enviados para Santos.

No final de setembro o sindicato noticiou que sete plataformas que integram os campos de Vermelho, Carapeba e Pargo foram vendidas para a  empresa privada franco-britânica Perenco.  Essas plataformas contam atualmente com cerca de 700 trabalhadores (aproximadamente 170 empregados da Petrobrás e 530 empregados de empresas terceirizadas). Segundo informações obtidas pelo NF, a Perenco pretende operar as unidades com 160 empregados (22,8% do contingente atual). Algumas plataformas ficariam até desabitadas.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Os petroleiros seguem mobilizados nesta terça-feira, 26, em várias unidades do Sistema Petrobrás, denunciando as demissões e transferências em massa de trabalhadores, sem negociação com a FUP e os sindicatos, o que fere o Acordo Coletivo de Trabalho e aumenta os riscos de acidentes.

A greve por tempo determinado prossegue até sexta, 29, sem impactos no abastecimento de combustíveis. Ou seja, não afeta a população. Mesmo assim, o Tribunal Superior do Trabalho (TST) bloqueou as contas da FUP e dos sindicatos e suspendeu o repasse às entidades das mensalidades dos trabalhadores associados. Uma arbitrariedade que fere o direito constitucional de greve e a liberdade de organização sindical.

Os petroleiros, no entanto, não se intimidaram e seguem mobilizados, em diversas unidades. Nesta terça, houve atrasos e paralisações nas seguintes bases: Refinaria Landulpho Alves (Rlam/BA), Refinaria Abreu e Lima (Rnest/PE), Terminal Aquaviário de Suape (PE), Refinaria de Manaus (Reman/AM), Araucária Nitrogenados (Fafen/PR), Refinaria de Paulínia (Replan/SP), Terminal de Guararema (SP). Transpetro (BA), Campos Terrestres da Bahia (Taquipe, Araças, Candeias, Bálsamo, Buracica), Sede Administrativa da Petrobrás em Salvador (Torre Pituba\EDIBA), Heliporto Farol de São Tomé, em Campos (NF), onde são feitos embarques para plataformas da Bacia de Campos.

Paralelamente à greve, os sindicatos estão realizando audiências públicas denunciando os impactos das privatizações na Petrobrás e participando de diversas ações solidárias, como o fortalecimento da campanha nacional de doação de sangue que ocorre esta semana em todo o país. Nesta terça, foi a vez dos petroleiros do Norte Fluminense, Espirito Santo e Pernambuco intensificarem a doação.

Na Refinaria Duque de Caxias (REDUC), na Baixada Fluminense, os petroleiros distribuíram cestas básicas para os trabalhadores que perderam o emprego nos últimos anos, em função das privatizações e cortes de investimentos da Petrobrás.

O número de trabalhadores próprios da empresa caiu de 86 mil, em 2013, para 63 mil, em 2018. Com os atuais planos de desligamentos que foram lançados unilateralmente pela atual gestão, sem qualquer discussão com a FUP e os sindicatos, mais 10 mil postos de trabalho devem ser extintos (levando em conta as vagas das unidades que estão sendo vendidas e fechadas e dos trabalhadores que estão se aposentando).

Somam-se a estes, os trabalhadores terceirizados das refinarias, fábricas de fertilizantes, sedes administrativas e outras unidades que estão sendo vendidas ou desativadas. Em 2013, a Petrobrás empregava cerca de 360 mil trabalhadores terceirizados. No primeiro trimestre de 2019, esse número já havia caído para 112 mil.


Leia também:

> Sobre direito de greve e os trabalhadores da Petrobrás

> Petroleiros decidem manter mobilização mesmo com nova decisão do TST


[FUP]

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Publicado em Sistema Petrobrás

Mesmo com a garantia da FUP de manter produção de petróleo e abastecimento de combustíveis, Tribunal Superior do Trabalho (TST) deu novo parecer desfavorável à categoria

Os petroleiros decidiram manter a mobilização por tempo determinado (até sexta, 29/11) definida pela categoria na última semana. O movimento está sendo marcado por ações solidárias, com a participação de trabalhadores na Semana Nacional de Doação de Sangue, para alertar a sociedade sobre os riscos das demissões e transferências em massa promovidas pela atual diretoria da Petrobrás, além da venda de ativos que pode impactar negativamente os preços dos combustíveis, já sujeitos a uma política de alinhamento ao mercado internacional que promove constantes reajustes na gasolina e no óleo diesel.

A manutenção da mobilização foi tomada pela diretoria da FUP e demais sindicatos após nova decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), proferida nesta segunda. No último sábado (23/11), acatando pedido de liminar feito pela diretoria da Petrobrás, o TST determinara a suspensão da greve por seu risco ao abastecimento nacional de combustíveis. Agora, o tribunal decidiu suspender o repasse mensal de recursos à FUP e aos sindicatos filiados à federação, bem como o bloqueio cautelar das contas das entidades e o repasse das mensalidades.

Para a FUP, a decisão do TST de bloquear as contas e os repasses à entidade e aos sindicatos é arbitrária. Afinal, a mobilização, como a entidade fez questão de ressaltar desde a semana passada, não irá afetar a produção de petróleo, ou o abastecimento de combustíveis do país e por isso não prejudicará a população.

Reforçando ainda mais o viés social da mobilização, a categoria está engajada em ações solidárias em todo o País. Nesta segunda, petroleiros de pelo menos cinco cidades – Rio de Janeiro, Salvador, São Paulo, Recife e Curitiba – participaram do Dia Nacional de Doação de Sangue. Nesta terça está prevista a distribuição de mil cestas básicas para trabalhadores demitidos do Sistema Petrobrás na Reduc (RJ), atividade que, segundo a diretoria da FUP, está ameaçada pela decisão do tribunal.

A FUP reitera que a Petrobrás está descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), que foi mediado pelo próprio TST. Além das demissões e transferências, a diretoria da empresa incluiu metas de segurança, saúde e meio ambiente (SMS) como critérios para pagamento de bônus e concessão de vantagens. Segundo o coordenador geral da FUP, José Maria Rangel, tais ações ferem as cláusulas do ACT e podem atingir diretamente interesses da sociedade, por aumentar o desemprego, colocar o meio ambiente em risco ao precarizar o trabalho, o trabalhador e as condições em que atuam. Sem falar no impacto negativo sobre a população dos constantes aumentos nos preços dos combustíveis, inclusive nas tarifas públicas, como de ônibus e de transporte de cargas.

Rio de Janeiro, 25 de novembro de 2019

Federação Única dos Petroleiros - FUP


Contatos para a imprensa:

José Maria Rangel - (22) 98123-1875

Deyvid Bacelar - (71) 99977-8405


 

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Em greve desde a 0h desta segunda-feira, os petroleiros gaúchos protestam contra as anunciadas vendas da Refinaria Alberto Pasqualini (Refap), em Canoas, e o conjunto de oleodutos e terminais que representam 90% da Petrobras no RS. A categoria teme, entre outros impactos, que mudança gere desemprego, redução de salários, insegurança ambiental, aumento de preços e perda de receita da estatal. A paralisação foi convocada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e é prevista para ocorrer em todo o Brasil.

Segundo o diretor de Finanças, Administração e Patrimônio do Sindicato dos Petroleiros do RS (Sindipetro-RS), Dary Beck Filho, a adesão foi de 85% dos 700 funcionários da Refap. “É para alertar a população porque somente a sociedade pode impedir essa venda”, frisa. Assembleias da categoria indicaram greve até as 23h59min da próxima sexta-feira, dia 29. “É um desmonte o que está ocorrendo. A Petrobras está abandonando o estado”, alerta Beck. Ele adverte que os preços da gasolina e do diesel aumentarão se a venda da Refap, prevista para fevereiro de 2020, se consumar. “Eu desafio a me provarem que o preço vai baixar”, disparou.

Integrante da direção colegiada do Sindipetro-RS, Miriam Cabreira acrescentou que os municípios que possuem ativos de refino e logística vão perder muito com o processo de privatização. “A nova proprietária da refinaria terá autonomia para importar óleo cru ao invés de utilizar o nosso. Neste caso, haverá perda de arrecadação de royalties”, prevê. Segundo ela, as cidades que mais recebem o benefício no estado, Cidreira, Imbé, Osório e Tramandaí, juntas, arrecadaram no acumulado de 2019 até o mês de agosto, mais de R$ 84 milhões, algo que deve mudar com a mudança.

Quanto à arrecadação do ICMS, a situação pode ser ainda pior, conforme Miriam. “O município de Canoas, onde fica a Refap, pode ter uma perda de R$ 150 milhões/ano com a venda”. Dary Beck Filho vai ainda mais longe. “Canoas vai quebrar desse jeito”. Ele esteve com o prefeito Luiz Carlos Busatto em reunião com o governador Eduardo Leite em setembro, cobrando um posicionamento sobre o tema. “Apresentamos os dados, ele se mostrou solidário e disse que formaria um grupo de trabalho para analisar o tema, mas até agora nada foi feito”, relata Beck.

Apesar de não ter ingerência sobre a decisão, em âmbito federal, a opinião de Leite é aguardada pela categoria. Por isso, o Sindipetro vai participar da mobilização de servidores estaduais, hoje à tarde, na Praça da Matriz, em Porto Alegre. “Teremos uma série de atividades esta semana, como doação coletiva de sangue na quarta-feira”, acrescenta o diretor do sindicato.

Na quinta-feira, a entidade deverá escolher um posto de combustíveis para o Ato do Preço Justo. “Pretendemos pagar para as pessoas o desconto que achamos que deveria ser o valor do combustível. Hoje, se cobra R$ 4,50, R$ 4,60. Acreditamos em R$ 3,60 como justo”, diz Beck. No início da manhã de sexta-feira, outra mobilização está prevista, em frente a Refap.

[Via Correio do Povo/RS]

Publicado em Sistema Petrobrás

A categoria petroleira no Norte Fluminense e em diversas outras bases do País entra em greve a partir de zero hora desta segunda, 25. O Sindipetro-NF orienta os petroleiros e petroleiras da região a realizarem a Operação Emprego e Segurança, com atividades durante toda a semana para levantar irregularidades praticadas pela gestão da Petrobrás.

Os trabalhadores e trabalhadoras deverão assumir o controle dos seus locais de trabalho e produzirem um levantamento acerca dos seguintes ítens: 1) Pendências de Saúde e Segurança; 2) Efetivo de cada grupo nas unidades operacionais e nas gerências de terra; 3) Descumprimentos de Normas Regulamentadoras e demais legislações nas unidades marítimas e bases de terra; 4) Relatos de Assédio Moral e Sexual; 5) Casos de pressão para realização de tarefas de forma inadequada; 6) Relação de embarque de petroleiros(as) fora das suas escalas de trabalho para compor a equipe de contingência.

A greve dos petroleiros cobra da Petrobrás o cumprimento de cláusulas do Acordo Coletivo de Trabalho, em vigência há vários anos, que prevêem garantias nas áreas de saúde, segurança e empregabilidade. A gestão da companhia vêm, sistematicamente, negligenciando essas obrigações por meio da precarização das condições de trabalho e da instabilidade provocada pela venda de ativos sem diálogo com as entidades sindicais.

Os levantamentos produzidos pelos trabalhadores e trabalhadoras devem ser enviados ao longo da semana para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. A greve foi aprovada para ser realizada no período de 25 a 29 de novembro, com avaliação diária pelas direções sindicais e da FUP. 

É muito importante que toda a categoria permaneça atenta aos informes do sindicato e em sintonia, não dando ouvidos a boatos e ameaças dos gerentes. Como é direito dos trabalhadores em uma greve, o poder de autodeterminação e de organização devem ser exercidos, estando rompidas as hierarquias internas da empresa. 

Toda comunicação sobre o movimento paredista deve ser feito entre o sindicato e a gestão da companhia, sendo considerado assédio e prática antissindical — que deve ser denunciado — qualquer abordagem direta dos gerentes sobre os trabalhadores.

Doação de sangue

Além da Operação Emprego e Segurança no interior da companhia, os trabalhadores e trabalhadoras serão chamados a participar de atos públicos e atividades de conscientização da população sobre o desmonte da Petrobrás.

Uma das orientações é da participação da categoria em campanhas de doação de sangue nos seus municípios, marcando a passagem do Dia Nacional do Doador de Sangue (25 de Novembro). Clique aqui para conferir os horários de atendimento e orientações aos doadores nos hemocentros de Macaé e de Campos dos Goytacazes. 

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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