Nesta quinta-feira (4), atividade organizada pelo Sindipetro-SP ofereceu cinco mil litros do combustível por valor subsidiado a trabalhadores de aplicativos

[Da imprensa do Sindipetro Unificado de SP]

Em um primeiro momento, alguns trabalhadores demoraram para acreditar na “promoção” que estava sendo oferecida no Auto Posto Cidade, localizado no bairro da Sé, na região central de São Paulo (SP).

“Se você é trabalhador de aplicativo, pode chegar junto que hoje seu bolso não vai sangrar pra abastecer como tem acontecido nos últimos anos”, anuncia no microfone o diretor do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) e mecânico na Refinaria de Paulínia (Replan), Gustavo Marsaioli.

Desde o início da tarde desta quinta-feira (4), os petroleiros iniciaram a venda de cinco mil litros de gasolina “a preço justo” para trabalhadores de aplicativos – motoboys, motoristas e taxistas. Foram oferecidos 10 litros por moto e 20 litros por carro, pelo valor de R$ 3,50 para cada litro. Atualmente, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo (ANP), a gasolina tem sido comercializada no país pelo valor médio de R$ 5,17.  

“Ninguém melhor do que os petroleiros, que conhecem a Petrobrás e sabem como ela funciona, para explicar que essa política de preços, aplicada pelo [presidente Jair] Bolsonaro [sem partido] e pelo [ministro da Economia] Paulo Guedes, não é benéfica nem para a Petrobrás, e muito menos para a povo brasileiro”, afirma o diretor do Sindipetro-SP e trabalhador da Refinaria de Capuava (Recap), Auzélio Alves.

Motoristas de app relataram as dificuldades em continuar trabalhando com os reajustes constantes da gasolina (Foto Eric Gonçalves/Sindipetro-SP)

No dia de hoje, em todo o Brasil, diversas ações semelhantes têm ocorrido com o objetivo de denunciar a atual política de preços da Petrobrás. Desde 2016, durante a gestão de Pedro Parente no comando da estatal, foi instaurado o preço de paridade de importação (PPI), que vincula os reajustes de combustíveis nas refinarias às variações do dólar e do barril no mercado internacional.

“Bom, pelo pouco que eu entendo, o combustível é produzido no Brasil. Ele vai para fora, e volta mais caro. Por que não deixar o combustível aqui e oferecer por um preço mais justo para gente? Por que não oferecer combustível mais barato para gente poder viver um pouco melhor?”, questiona o taxista Elvis Freitas.

Com atuação na área de transporte de passageiros há seis anos, desde que chegou à maioridade, Freitas afirma que tem ficado cada vez mais difícil sobreviver aos aumentos constantes dos combustíveis. “Normalmente, a gente tem pagado para trabalhar. Eu costumo colocar R$ 100, que dá 20 litros hoje em dia. Com isso, eu tenho tido um lucro de aproximadamente R$ 30. Se meu pneu furar, por exemplo, eu não consigo tirar praticamente nada para mim e para a minha família, que hoje é minha esposa e meu filho”, relata.

Uberização

Quem também esteve presente na atividade foi o entregador Paulo Lima, mais conhecido como Galo, que tem liderado os “breques dos apps” em busca de mais direitos para a categoria. “Se deixar o mercado se autorregular, ele vai se autorregular nas minhas costas. Então se o combustível aumentou, como o aplicativo vai lidar com isso? Ele vai tirar do bolso dele? Não, ele vai tirar do coro do entregador. Ele vai tirar do coro do ‘uber’, do entregador, do caminhoneiro, sempre vai tirar do coro do trabalhador”, opina.

Paulo Lima, mais conhecido como Galo, denunciou que os aumentos dos combustíveis recaem todos nas costas dos entregadores (Foto Eric Gonçalves/Sindipetro-SP)

Diante desse cenário, Galo reforça a importância da luta pela manutenção dos direitos historicamente conquistados pelos trabalhadores. “Nós estamos em um processo de uberização, de perder direitos. E nós não temos um Estado para chegar lá e bancar. O próprio sindicato vai depender de algumas coisas do Estado para conseguir atuar. O Estado não cortou a contribuição obrigatória?  Tudo que nós temos nós conquistamos”, aponta.

Além disso, o entregador saudou a união entre categorias na atual conjuntura de precarização do trabalho. “Nós conquistamos férias, décimo terceiro, salário-mínimo, mas eles estão tomando tudo de volta. Por isso, temos que juntar entregadores, petroleiros, bancários, metroviários, para impedir que eles tomem os direitos que nós conquistamos historicamente”, reforça Galo.

Mobilização nacional

O ex-deputado estadual e atual diretor do Sindicato dos Bancários e Financiários de São Paulo, Osasco e Região, Luiz Cláudio Marcolino, reforçou a necessidade de envolver toda a população na defesa das estatais.

Atividade fez parte de uma mobilização nacional em defesa das estatais (Foto Eric Gonçalves/Sindipetro-SP)

“Nós estamos realizando mobilizações em todos os estados em defesa das estatais, que tem contado com uma grande receptividade da população. A Caixa Econômica, o Banco do Brasil, os Correios e a Petrobrás são empresas públicas fundamentais para o nosso país. O desenvolvimento do nosso país depende muito delas, e é por isso que estamos na rua”, explica Marcolino.

Pela manhã, também na região central de São Paulo, o Sindicato dos Bancários distribuiu alimentos produzidos pelo Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), além de realizar atos simbólicos em frente a agências do Banco do Brasil que estão na lista do governo para serem fechadas. 

Publicado em Sistema Petrobrás

CUT, MAB, MST e outras entidades fortaleceram as ações solidárias da FUP e de seus sindicatos para levar combustíveis a preço justo para a população em 11 cidades do país. Mobilização integrou o dia nacional de luta em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já

[Da imprensa da FUP, com informações dos sindicatos |Foto: Pedro Henrique Caldas]

Em mais uma mobilização nacional contra a política de Preços de Paridade de Importação (PPI) praticada pela gestão da Petrobrás, a FUP e seus sindicatos distribuíram nesta quinta-feira, 04, cerca de 22 mil litros de gasolina, 10 mil litros de óleo diesel e 450 botijões de gás a preços justos. A ação foi realizada em 10 cidades, em oito estados do país.

Os combustíveis foram subsidiados e vendidos a R$ 3,50 o litro da gasolina, a R$ 3,09, o litro do diesel e a R$ 40,00, o botijão de gás de 13 kg, ou seja, quase metade do preço praticado no mercado. Esses valores foram definidos a partir de estudos elaborados por técnicos e economistas, levando em consideração os preços e custos da Petrobrás e a garantia de lucratividade de empresas produtoras, distribuidoras e revendedores.

As ações de gasolina e diesel a preços justos priorizaram motoristas de aplicativos, entregadores, taxistas, motoboys e caminhoneiros. Já a venda de botijão de gás pela metade do preço foi realizada em comunidades da periferia, como Padre Miguel, no Rio de Janeiro, e os bairros da Pedreira, Águas Linda, Marambaia e Guamá, em Belém, no Pará, onde a ação foi feita exclusivamente para mulheres chefes de família.

As mobilizações integraram o Dia Nacional de Luta convocado pelas centais sindicais em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já. As ações pelo preço justo para os combustíveis têm sido realizadas pela FUP e seus sindicatos desde novembro de 2019 e pela primeira vez contaram com a participação da CUT e de movimentos sociais, como o MAB e MST. 

Em Recife, por exemplo, a ação do Sindipetro-PE/PB, em parceria com o MST, doou 50 botijões de gás e uma tonelada e meia de produtos agroecológicos para famílias em situação de vulnerabilidade. Em Belém, a ação foi realizada também em parceria com a CUT e o MAB.


Leia também: Mulheres da periferia de Belém compram gás pela metade do preço, em ação solidária da FUP, MAB e CUT


Além de protestar contra os preços abusivos dos combustíveis, os trabalhadores irão denunciar o impacto das privatizações para a população. No caso do Sistema Petrobrás, o desmonte da empresa está diretamente relacionado à política de preços dos derivados de petróleo, implantada pelo governo Temer, em 2016, quando a gestão da petrolífera passou a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

Desde então, a FUP e seus sindicatos vêm mobilizando os trabalhadores e dialogando com a sociedade, mostrando que é possível a Petrobrás voltar a cumprir o seu papel social, não só em relação a garantir o abastecimento nacional com preços justos para a população, como também através de investimentos no país e da integração da empresa. O governo Bolsonaro, no entanto, intensificou o desmonte e as privatizações iniciadas no governo Temer, colocando à venda oito refinarias, terminais, redes de gasodutos e subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Liquigás, que já foram privatizadas. 

O resultado desta política é o aumento do desemprego, avanço da desindustrialização e desnacionalização, além de preços abusivos para o consumidor. Somente neste ano de 2021, os reajustes dos derivados nas refinarias da Petrobrás chegam a 41,5% para a gasolina; 34,1% para o diesel; e a 17,1% no gás de cozinha. Só a gasolina já aumentou cinco vezes em dois meses. 

A ação solidária dos petroleiros por preços justos para os combustíveis continua na próxima semana, com venda subsidiada de mais 2 mil litros de gasolina em Mossoró, no Rio Grande do Norte, promovida pelo Sindipetro-RN: de 3 mil litros de gasolina em Vitória, no Espírito Santo, e de 50 botijões de gás no próximo dia 15, em Porto Alegre, numa ação conjunta do Sindipetro-RS e do MAB.

Veja como foram as ações desta semana 

Manaus – foram vendidos 2 mil litros de gasolina a R$ 3,50 o litro para os taxistas

Belém – foram vendidos 100 botijões de gás a R$ 40,00 para mulheres da periferia

Recife – foram doados 50 botijões de gás e 1,5 tonelada de alimentos

Simões Filho (BA) – foram vendidos 10 mil litros de diesel a R$ 3,09 para caminhoneiros

Feira de Santana (BA) – foram vendidos 2.800 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro

Linhares (ES) – foram vendidos 3.000 litros de gasolina, com R$ 2,00 de desconto por litro [ação aconteceu na quarta, 03/03]

São Mateus (ES) - foram vendidos 3.000 litros de gasolina, com R$ 2,00 de desconto por litro [ação aconteceu na terça, 02/03]

Belo Horizonte – foram vendidos 6.000 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro exclusivamente para entregadores e motoristas de aplicativo

Rio de Janeiro – foram vendidos 300 botijões de gás a R$ 40,00

São Paulo – foram vendidos 5.000 litros de gasolina a R$ 3,50 o litro exclusivamente para motoristas de aplicativo e entregadores

* Fortaleza - a venda de 1.700 litros de gasolina que estava prevista para acontecer hoje foi cancelada devido ao lockdown decretado pela prefeitura

Próximas ações

Mossoró (RN) – serão vendidos 2.000 litros de gasolina entre os dias 08 e 12/03

Vitória (ES) – serão vendidos 3.000 litros de gasolina no dia 17/03

Porto Alegre (RS) – serão vendidos 50 botijões de gás no dia 15/03

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Publicado em Sistema Petrobrás

A ação fez parte da campanha em defesa da Petrobrás pública e integra a programação do Dia Nacional dos Combustíveis a Preços Justos, organizado pela FUP e seus sindicatos, em parceria com a CUT e o MAB

[Da redação do MAB]

Nesta quinta-feira (04/03), o Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a Central Única dos Trabalhadores (CUT) entregaram gás a preço justo a famílias chefiadas por mulheres na periferia de Belém (PA).

A atividade ocorreu em Águas Lindas, no canal do Água Cristal, no bairro da Marambaia e na Pedreira. Também serão feitas ações nos bairros do Guamá, Castanheira, Canudos. Ao todo, serão entregues 100 unidades de botijões a R$ 40,00, menos da metade do valor cobrado atualmente em Belém.

“As famílias chefiadas por mulheres são as que mais vem sofrendo com o desmonte de políticas públicas e as medidas de austeridade no nosso país. Além disso, somos nós mulheres que estamos na linha de frente no enfrentamento à pandemia. Por isso, é fundamental que as ações de solidariedade e organização priorizem esse público”, afirma Cleidiane Vieira, da coordenação do MAB em Belém.

A ação faz parte da campanha em defesa da Petrobrás pública e a serviço do desenvolvimento com soberania e integra a programação do Dia Nacional dos Combustíveis a Preços Justos. Também pretende dialogar com população sobre o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e os prejuízos que o povo brasileiro vem tendo com as privatizações e o desmonte do Estado e dos serviços públicos.

Publicado em Sistema Petrobrás

Categoria discutiu também pautas locais sobre efetivo e segurança no trabalho

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

As más condições de trabalho impostas pela direção da Petrobrás, a redução do efetivo com a saída de trabalhadores por aposentadoria ou programas de incentivo à demissão voluntária e a falta de diálogo da direção nas unidades da empresa resultaram na aprovação pela categoria de greve por tempo indeterminado.

A proposta de paralisação ainda sem data definida foi referendada em assembleias que ocorreram entre os dias 22 e 27 de fevereiro em todas as regionais do Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Unificado-SP).

Os encontros discutiram com as bases uma pauta que incluía itens comuns como o número mínimo e efetivo, o pagamento pendente das homologações e o fim dos descontos da Assistência Médica de Saúde (AMS), além de questões locais.

Preparados para a luta

Para o coordenador do Unificado-SP, Juliano Deptula, petroleiro da Refinaria Capuava (Recap), os anúncios de privatização feitos pelo governo de Jair Bolsonaro (sem partido) geraram um cenário de grande apreensão, porque apontam para um caminho de precarização e não de melhora das estruturas.

“Na nossa unidade, como em outras, há uma enorme sobrecarga de trabalho, há uma saída muito grande de pessoal sem que seja feita a recomposição”, explica.

A assinatura da minuta da Federação Única dos Petroleiros (FUP) para a tabela de turno de 12 horas aprovada na Recap, que a Petrobrás não realizou até agora, e o aumento abusivo na AMS são outros fatores que, segundo Deptula, têm resultado em grande insatisfação entre os petroleiros de Mauá.

Mobilização total

Na Refinaria Paulínia (Replan), a aprovação da pauta de maneira unânime, com a greve referendada por ampla maioria, demonstra a disposição da categoria em lutar para mudar os rumos da companhia, avalia o coordenador da regional Campinas, Gustavo Marsaioli.

“Ficou claro que a categoria avalia a necessidade de começar a mobilizar para construir a crescente de um movimento capaz de enfrentar as tentativas de precarização em Paulínia e em todo o país”, apontou.

Na Transpetro, subsidiária responsável pelo transporte e logística de combustíveis, um dos pontos de maior preocupação também é a reposição do efetivo, conforme explica o coordenador da regional da capital paulista do sindicato, Felipe Grubba.

“Queremos saber como ficará a operação com número reduzido, já que não há a contratação e a empresa está forçando quem está na ativa a se aposentar. Além disso, na manutenção houve redução da empresa terceirizada por meio do enxugamento do contrato”, aponta o dirigente da unidade onde a pauta de reivindicações aprovada incluiu o treinamento para emitentes de permissão de trabalho.

Transporte

Na Usina Termelétrica Três Lagoas (UTE), em Mato Grosso do Sul, também base do Unificado-SP, o principal item entre as pautas locais aprovadas foi a melhoria da segurança operacional por conta das precárias condições no transporte dos trabalhadores de turno e do administrativo.

“Com a mudança de contrato, o efetivo caiu de 12 para quatro motoristas que atuam durante praticamente 24 horas. Existem viagens de até 60 km de distância e o risco a todos os petroleiros é imenso”, preocupa-se o técnico de operação da UTE e diretor de base do Unificado-SP, Alberico Santos Filho.

Publicado em Sistema Petrobrás

Após série de assembleias, os petroleiros da SIX, em São Mateus do Sul, confirmaram greve por tempo indeterminado caso não haja avanço nas negociações

 [Da imprensa do Sindipetro PR/SC]

Diante do descaso com os trabalhadores da Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul, os petroleiros aprovaram greve por tempo indeterminado na unidade, caso a pauta de reivindicação não seja atendida, e assembleias em caráter permanente. 

A categoria exige abertura de negociações com a administração local, pois há uma série de assuntos relacionados às condições de trabalho, segurança dos trabalhadores e garantia de direitos que precisam ser atendidos. 

Neste momento os trabalhadores da SIX estão em condições precárias e de insegurança na unidade. Não há qualquer explicação sobre o destino dos petroleiros em caso de confirmação de venda do Xisto ou informação sobre remanejamento ou transferência. 

Os petroleiros cobram respostas também na questão da redução no efetivo dos Técnicos de Segurança (TS). Hoje a gestão da SIX é irresponsável ao assumir potenciais riscos à saúde e segurança dos trabalhadores ao diminuir o número de TSs próprios, além de terceirizar a atividade aos Bombeiros Civis, que não apresentam o devido treinamento e habilitação técnica necessária. 

Outra questão é a Brigada de Emergência que se encontra com número reduzido de profissionais e treinamentos. Os trabalhadores querem que o quadro de brigadistas e de líderes de abandono seja atualizado. 

Quem está no dia a dia na SIX sabe o que significa um local de trabalho arriscado. Os equipamentos da Segurança, Meio ambiente e Saúde (SMS) estão sem manutenção e é necessária imediata manutenção de todos os equipamentos. 

No documento protocolado pelos petroleiros é exigida a manutenção da rede credenciada à Assistência Multidisciplinar de Saúde (AMS) na região de São Mateus do Sul em um cenário de venda da unidade, já que muitos aposentados da Petrobrás residem no município. 

O Sindipetro Paraná e Santa Catarina sempre esteve a disposição e procurou dialogar com a SIX em relação aos temas expostos e nunca houve negociação. A entidade espera que agora a empresa trate das reivindicações.  

A pauta dos trabalhadores foi construída após uma série de assembleias e setorizadas durante os últimos meses. Confira AQUI o Comunicado Sindical, (CS) Nº 19/2021, protocolado na Gerência Geral da SIX em 18 de fevereiro com a Pauta de Reivindicação. 

É greve por melhores condições de trabalho e por mais respeito a todos petroleiros da SIX.

Publicado em Sistema Petrobrás

Greve recomeça na Bahia, com movimentos regionais no Amazonas, Espírito Santo e São Paulo. Petroleiros de Pernambuco, Minas Gerais e da Six (PR) também aprovaram a greve. Nas demais bases, assembleias continuam

[Do Informe FUP]

Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros ainda são obrigados a enfrentar graves ataques no ambiente de trabalho. Diversos companheiros e companheiras estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. Tudo isso à base de ameaças. O assédio moral é hoje uma ferramenta de gestão utilizada em larga escala por essa administração, que, covardemente,  se aproveita do cenário caótico em que a Petrobrás se encontra para pressionar os trabalhadores, já fragilizados pela pandemia da Covid-19 e pela falta de perspectivas em relação ao futuro.   

Em resposta a esses e a tantos outros ataques, os petroleiros aprovaram o indicativo de greve que a FUP e seus sindicatos encaminharam às assembleias. Nesta sexta-feira, 05, os sindicatos da Bahia, Espírito Santo, Amazonas e Unificado de São Paulo iniciam o movimento, cada um com suas pautas e especificidades regionais. Na Rlam, a greve será retomada, após duas rodadas de negociação com a Petrobrás, em que o Sindipetro buscou de todas as formas que o RH avançasse no atendimento da pauta dos trabalhadores da refinaria e da Pbio, que estão sendo privatizadas. Não houve acordo com a empresa, que insiste no impasse.  

A greve também foi aprovada em Minas Gerais, em Pernambuco e na Usina de Xisto do Paraná (SIX), cujos trabalhadores devem iniciar o movimento nos próximos dias. Nas demais bases dos Sindipetros PR/SC, as assembleias ainda estão em andamento. No Norte Fluminense, a consulta aos trabalhadores está sendo feita virtualmente. Em Duque de Caxias, no Rio Grande do Norte, no Ceará e no Rio Grande do Sul, as assembleias ainda não foram iniciadas.

Chamado à FNP

Em reunião na terça-feira, 02, com os sindicatos que integram a FNP, os dirigentes da FUP fizeram um chamado aos companheiros para que se somem à luta que estamos travando contra as privatizações e o desmonte do Sistema Petrobrás, cujos efeitos são catastróficos não só para a categoria petroleira, como para toda a classe trabalhadora. A população está sendo prejudicada pela desindustrialização, desemprego e empobrecimento de diversas regiões do país, além dos preços abusivos dos combustíveis.

Defesa da vida

A greve que começa nesta sexta-feira, 05, tem por foco a defesa da vida, dos empregos e dos direitos. Não podemos admitir que milhares de trabalhadores tenham suas vidas viradas de ponta cabeça, sem que a direção da Petrobrás aceite sequer negociar alternativas propostas pela categoria. Tudo isso em meio à pandemia da Covid-19, que avança sobre os petroleiros, com centenas de trabalhadores contaminados semanalmente devido à incompetência e a negligência da gestão Castello Branco. Sob o seu comando, os gerentes da empresa insistem em desrespeitar normas de segurança e protocolos estabelecidos por órgãos de saúde. É a política da negação, a mesma tática criminosa do governo Bolsonaro.

E como se não bastasse, os petroleiros ainda são submetidos diariamente ao risco de um grande acidente industrial nas unidades operacionais, que tiveram os efetivos drasticamente reduzidos por esses mesmos gestores. A direção da Petrobrás abriu um número recorde de planos de demissão, sem reposição de vagas, expondo os trabalhadores a acúmulo de função e a dobras rotineiras. E se a situação já era desesperadora, ficou ainda pior com a reestruturação das tabelas de turno, feita goela abaixo da categoria, transformando as refinarias e terminais em bombas relógio.

Soma-se a isso o ataque sistemático a benefícios históricos que os petroleiros conquistaram a duras penas, como a AMS e a Petros.

Tudo isso que estamos passando é parte de um único projeto: a desintegração do Sistema Petrobrás e o redirecionamento da empresa para atender exclusivamente aos interesses do mercado e dos acionistas privados.

Estamos, portanto, diante de um momento decisivo para o futuro da categoria petroleira. A luta se faz necessária e urgente.  Não há saída individual. Nossa força vem da unidade e do coletivo. Juntos, enfrentaremos de cabeça erguida mais esse desafio. Nosso DNA é de resistência e jamais nos acovardamos quando fomos chamados à luta.

Petroleiros e Petroleiras, luta e resistência! Esse é o nosso legado.

Direção Colegiada da FUP

Publicado em Sistema Petrobrás

Organizada pelo Sindipetro-SP, atividade disponibilizará combustível a R$ 3,50 o litro para carros e motos de trabalhadores de aplicativos da capital paulista

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Nesta quinta-feira (4), dia nacional de mobilização nacional em defesa das estatais, o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro-SP) realiza a venda de cinco mil litros de gasolina “a preço justo” no bairro da Sé, região central de São Paulo (SP). Cada litro custará R$ 3,50 e poderá ser comprado por trabalhadores de aplicativos, com um limite de 10 litros para motos e 20 litros para carros.

Além da solidariedade com os motoristas, que têm realizado uma série de paralisações para denunciar a precarização das condições de trabalho, a atividade denunciará a atual política de preços da Petrobrás.

“O objetivo é desmascarar a política atual de preço da Petrobrás, que está sangrando a população para aumentar os lucros dos acionistas e abrir mercado aos importadores de combustíveis”, afirma o diretor do Sindipetro-SP, Gustavo Marsaioli.

A gasolina começará a ser vendida às 14 horas no Auto Posto Cidade, localizado na Rua Frederico Alvarenga, nº 65, no bairro paulistano da Sé. Para participar, será obrigatório o uso de máscara, a comprovação do vínculo com algum aplicativo de entregas e ter curtido as redes sociais da Petróleo dos Brasileiros.

Política de preços

Desde 2016, no governo de Michel Temer (MDB), a estatal instaurou o preço de paridade de importação (PPI) como medida para calcular os valores dos combustíveis. O PPI leva em consideração a cotação internacional do barril de petróleo e do dólar, principalmente, para definir os reajustes praticados nas refinarias da Petrobrás.

Essa política tem gerado aumentos sucessivos ao longo dos últimos anos. Apenas no acumulado de 2021, a gasolina vendida pela petroleira subiu 41,6%, o diesel 33,9% e o gás de cozinha (GLP) 17,1%.

O valor cobrado pelas refinarias representa 34% do valor total da gasolina repassado ao consumidor, 53% do diesel e 48% do gás de cozinha. Além desse custo, incidem na composição de preços impostos federais (CIDE, PIS/PASEP e COFINS), estaduais (ICMS), etanol (no caso da gasolina), biodiesel (no caso do diesel), a distribuição e a revenda.

Todas essas variáveis formam os preços finais que são pagos pelo consumidor nos postos de combustíveis ou nas revendedoras de gás de cozinha. Estes valores também sofreram altas neste ano, de acordo com a Agência Nacional de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP): a gasolina aumentou 15,3%; o diesel 16%; e o gás de cozinha 8,1%.

SERVIÇO

O que: Venda subsidiada de gasolina

Quem: Podem participar entregadores de aplicativos

Quando: Quarta-feira, 4 de março

Onde: Auto Posto Cidade, Rua Frederico Alvarenga, nº 65, bairro da Sé, São Paulo (SP)

Contatos: Guilherme Weimann (11) 98241-3171/ Luiz Carvalho (11) 97397-9315

Publicado em Sistema Petrobrás

CUT, CTB, MAB e outras entidades se somam à FUP e seus sindicatos nas ações solidárias para levar combustíveis a preço justo para a população. Mobilização integra o dia nacional de luta em defesa das estatais, do serviço público, do auxílio emergencial e por Vacina Já

[Com informações da CUT e dos sindicatos de petroleiros | Imagem: Sindipetro Unificado SP]

Para provar que é possível a população comprar gás de cozinha, gasolina e óleo diesel com preços justos, a FUP e seus sindicatos terão o reforço de outras categorias de trabalhadores organizados em uma grande ação nacional de solidariedade nesta quinta-feira, 04, quando serão distribuídos cupons em diversas regiões do país, com descontos para abastecimento de combustíveis e compra de botijões de gás.

Os produtos serão subsidiados por sindicatos, movimentos sociais, CUTs estaduais e associações de moradores. Com a ação (veja abaixo a relação de locais onde será realizada), a gasolina e o diesel poderão ser adquiridos a R$ 3,50 o litro e o botijão de gás, por R$ 50,00, metade do preço praticado no mercado. Esses valores foram definidos a partir de estudos elaborados por técnicos e economistas, levando em consideração os preços e custos da Petrobrás e a garantia de lucratividade de empresas produtoras, distribuidoras e revendedores. O que prova que o consumidor não precisa e não deve pagar essa conta. O número de cupons será limitado.

Além de protestar contra os preços abusivos dos combustíveis, os trabalhadores irão denunciar o impacto das privatizações para a população. No caso do Sistema Petrobrás, o desmonte da empresa está diretamente relacionado à política de preços dos derivados de petróleo, implantada pelo governo Temer, em 2016, quando a gestão da petrolífera passou a reajustar os produtos nas refinarias, com base no Preço de Paridade de Importação (PPI)

Desde então, a FUP e seus sindicatos vêm mobilizando os trabalhadores e dialogando com a sociedade, mostrando que é possível a Petrobrás voltar a cumprir o seu papel social, não só em relação a garantir o abastecimento nacional com preços justos para a população, como também através de investimentos no país e da integração da empresa. O governo Bolsonaro, no entanto, intensificou o desmonte e as privatizações iniciadas no governo Temer, colocando à venda oito refinarias, terminais, redes de gasodutos e subsidiárias, como a BR Distribuidora e a Liquigás, que já foram privatizadas. 

O resultado desta política é o aumento do desemprego, avanço da desindustrialização e desnacionalização, além de preços abusivos para o consumidor. Somente neste ano de 2021, os reajustes dos derivados nas refinarias da Petrobrás chegam a 41,5% para a gasolina; 34,1% para o diesel; e a 17,1% no gás de cozinha. Só a gasolina já aumentou cinco vezes em dois meses.

A disparada no preço dos combustíveis reforça o que a FUP e seus sindicatos defendem há anos: a necessidade de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional, com preços justos para a população. Para que isso ocorra, o reajuste dos combustíveis deve se basear nos custos nacionais de produção de derivados de petróleo e não no preço de importação, que a gestão da Petrobrás implementou há quase cinco anos.

"Sem uma política de Estado clara, o governo federal reforça sua incompetência em lidar com a questão. Jogando a culpa da escalada dos preços dos combustíveis sobre impostos estaduais e margens das distribuidoras e dos revendedores, o presidente Jair Bolsonaro assume seu despreparo ao não atacar a grande causa do problema, que é o PPI", destacou a FUP, em comunicado recente à imprensa.  

O Dia Nacional dos Combustíveis a Preços Justos também pretende chamar a atenção da população para o descaso do governo Bolsonaro no enfrentamento à pandemia de Covid-19 e os prejuízos que o povo brasileiro vem tendo com as privatizações e o desmonte do Estado e dos serviços públicos.

A mobilização desta quinta também acontecerá nas mídias sociais (Twitter, Instagram, Facebook e outras), com as hashtags:

#NãoDeixemVenderOBrasil

#PetrobrasFica

#CombustivelaPrecoJusto

#Bolsocaro

Acompanhe as ações de venda subsidiada de combustíveis:

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Confira os locais onde estão sendo realizadas as ações solidárias:

Amazonas:

Gasolina a preço justo: serão distribuídos 2 mil litros com descontos, com prioridade para os taxistas, limitado a 20 litros por veículo. Endereço: Posto São Lucas, na Avenica Cosme Ferreira (altura do número 20) em Manaus. Contato para entrevistas: Marcus Ribeiro, Coordenador Geral do Sindipetro/AM, fone (92) 98222-3265.

Bahia

Diesel a preço justo em Salvador: serão 10 mil litros ao preço de R$ 3,09 (limite de 100 litros por caminhão). A partir das 7h, no Posto Aratu, em Salvador (sentido - Salvador/Feira de Santana), na BR 324, km 16,5. Contato para imprensa: Radiovaldo Costa, diretor de comunicação do Sindipetro Bahia (75) 99983-6142

Gasolina a preço justo em Feira de Santana: Serão 2,8 mil litros ao preço de R$3,50 (limites: 20 litros por carro e 5 litros por moto) no Posto Modelo (Av. Getúlio Vargas) em Feira de Santana, às 13h. Contato para entrevistas: Coordenador da FUP, Deyvid Bacelar (71) 99977-8405.

Brasília

CUT-DF promove debate sobre a luta contra as privatizações, contra a Reforma Administrativa e ato simbólico de entrega solidária de cestas básicas a famílias organizadas pela AMORA, às  11h, na Quadra Coberta QN 12C do Riacho Fundo II

Ceará

Gasolina a preço justo em Fortaleza. Serão 1.700 litros de gasolina ao preço de R$ 3,50 (Limites: 20 litros por carro, 5 litros por moto). Realização: Sindipetro-CE/PI. 

Minas Gerais

“Gasolina a preço justo”: Ação do Sindipetro MG e CUT/MG no Posto Rodike (Rua Niquelina 546), a partir das 10h.
Serão 6 mil litros a R$ 3,50, com limites de 20 litros por carro e 10 litros por moto. Público alvo: motoristas de aplicativo e entregadores.
Será necessário apresentar o aplicativo para participar.

Pará

Em Belém serão distribuídos 100 botijões a preço justo para as mulheres da periferia da cidade, em uma parceria FUP, MAB e CUT/PA.

Pernambuco

Atividade será na Paróquia do Coque/Pastoral das Crianças (Rua catalão, 94), Recife, às 11h30. A ação é realizada pela CUT, FUP, Sindipetro PE/PB em parceira com MST, Marcha Mundial das Mulheres, Levante Popular da Juventude, Projeto Mãos Solidárias do Armazém do Campo Serão doados 50 Botijões de gás e alimentos agroecológicos (1,5 ton), produzidos pela Agricultura Familiar. Contato para entrevistas: : Thiago Gomes, diretor do Sindipetro PE - (81) 8563-5870

Rio de Janeiro 

Serão 300 botijões subsidiados ao preço de R$ 40,00 em uma ação conjunta com o Sindipetro-NF em Caxias, na manhã do dia 4, no Conjunto Habitacional Dom Jaime Câmara em Padre Miguel. Realizadores: Sindipetros Norte Fluminense e Duque de Caxias.

São Paulo

Gasolina a preço justo em São Paulo, às 13h, no Auto Posto Cidade - Rua Frederico Alvarenga, 65 (Sé). Serão 5 mil litros destinados a motoristas de aplicativo e motoboys. Realização: Sindipetro Unificado de SP. Contato para imprensa: Guilherme Weimann (11) 98241-3171/ Luiz Carvalho (11) 97397-9315

“Caminhada pela Vida”, em defesa da educação e contra as aulas presenciais, por Vacina Já!, em defesa do SUS, do auxílio emergencial, do emprego e contra as privatizações. Concentração às 10h, na Praça do Patriarca com caminhada até a Praça da República, onde a Apeoesp também realizará um ato.

Contato para entrevistas: Rafael (11) 98927-5970 ou Vanessa (11) 93299-2305. 

Espírito Santo

Ação com motoristas de Uber ocorreu nesta quarta-feira (3), em São Matheus, no Posto Mar Negro, com venda de gasolina para os 100 veículos com desconto de R$ 2,00 por litro (limitados a 20 litros por carro e 10 litros por moto). 

Rio Grande do Norte

A “Ação gasolina a preço justo” será realizada entre os dias 8 e 12 de março, com início em Mossoró e previsão para alcançar os principais municípios do estado. Serão 2.000 litros de combustível somente em Mossoró. Público principal: motoristas de transporte autônomos.

Ato virtual a partir das 19h, no portal da CUT-RN, na página do Sinte-RN, Facebook e pelo Instagram

Rio Grande do Sul

Ação de distribuição de descontos para 50 botijões de gás será realizada no dia 15/03, junto com o Movimento Atingidos por Barragens (MAB) em comunidades de atingidos.

Paraná e Santa Catarina

Os estados estão em lockdown por conta da pandemia. O Sindipetro PR/SC e os movimentos locais realizarão ações na próxima semana.

 

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Em artigo publicado na revista Carta Capital, o coordenador geral da FUP, Deyvid Bacelar, faz um balanço da gestão de Roberto Castello Branco, que deixa um legado de destruição no Sistema Petrobrás. "Precisamos resgatar a maior empresa do Brasil das mãos do capital especulativo e retomar sua trajetória como principal mola propulsora do desenvolvimento industrial do País", convoca o petroleiro, apontando ações que ainda podem ser desenvolvidas para retomada do papel social da Petrobrás.

Confira a íntegra:

Por Deyvid Bacelar, coordenador geral da Federação Única dos Petroleiros - FUP 

O presidente Jair Bolsonaro, enfim, demitiu o presidente da Petrobras, Roberto Castello Branco, que há dois anos ocupava a direção da empresa. Quem ocupar sua cadeira deve ter as competências necessárias para a função. Tem também a obrigação de parar a política de destruição de seu antecessor.

Antes de assumir o cargo – e sem conhecer os números da empresa – Castello Branco já anunciava privatizar refinarias e concentrar atividades da Petrobras no eixo Rio-São Paulo. E desde o dia um, sua gestão agiu para destruir o patrimônio da empresa.

Eis alguns exemplos:

1 – Assinou compromissos desnecessários com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica prevendo a venda de ativos;

2 – Vendeu o controle da BR, a maior distribuidora de combustíveis da América Latina, sem cobrar o prêmio de controle;

3 – Vendeu 90% das redes de gasodutos;

4 – Vendeu a Liquigás, o principal instrumento de controle do preço do botijão de gás de cozinha;

5 – Vendeu praticamente todos os campos de produção de petróleo em terra do País;

6 – Vendeu metade das bacias de campos e de Santos (inclusive áreas no pré-sal);

7 – Extinguiu os investimentos em biocombustíveis e em energia eólica, energias limpas para o futuro;

8 – Acabou com o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro, transformando-o em uma Unidade de Processamento de Gás Natural;

9 – Acabou com a produção de fertilizantes, aumentando a dependência do agronegócio da importação desses insumos;

10 – Colocou à venda todas as atividades da empresa nas regiões Norte, Nordeste, Sul e Centro-Oeste.

O argumento de que as receitas das vendas reduziriam o endividamento e, consequentemente, os juros cobrados da empresa, desde o início questionável, não se sustentou. Com raríssimas exceções, os ativos vendidos tinham Valor Presente Líquido positivo e gerariam lucro por muitos anos.

Além disso, o custo de capital de grandes empresas, como a Petrobras, é balizado pelo Custo Soberano do Brasil. Nenhuma companhia nacional consegue baixar a taxa de juros que paga para captar recursos no mercado internacional em patamares mais baixos que os pagos pelo Brasil. E a taxa da Petrobras é praticamente igual à do País .

E mais: como a gestão Castello Branco concentrou as atividades em Exploração e Produção, onde os riscos são maiores (e os custos dos empréstimos também), acabou anulando a estratégia de redução do endividamento para redução do custo do capital. Ou seja, a Petrobras integrada, “do poço ao posto”, paga juros menores que a Petrobras que atua única e exclusivamente em E&P.

A falácia da “venda de ativos para reduzir dívida” se desnudou em definitivo com a decisão recente da empresa de mudar sua política de dividendos, permitindo que acionistas embolsem dinheiro mesmo com a Petrobras dando prejuízo, em montante equivalente à redução do endividamento. Ou seja, vender ativos para reduzir a dívida e aumentar a dívida para pagar dividendos. Os especuladores adoram!

O que temos visto nos últimos dias é a defesa de quem vem destruindo a Petrobras, mas prometeu pagar US$ 30 bilhões em dividendos nos próximos cinco anos. Sempre acompanhado de ataques à companhia, sobretudo por operadores do mercado financeiro. Não à toa, a Comissão de Valores Mobiliários abriu investigação para apurar irregularidades com a venda recente de opções da Petrobras.

A Petrobras continua gerando lucros, apesar das engenharias contábeis da gestão Castello Branco. Foi e ainda é o principal instrumento de fomento à industrialização do Brasil. Nos últimos anos, contudo, foi capturada pelo capital financeiro, que vem impondo na empresa a lógica do lucro no curto prazo. Precisamos resgatá-la.

A Petrobras precisa voltar a investir, voltar a gerar as centenas de milhares de empregos diretos e indiretos, voltar a fomentar o desenvolvimento com inclusão social.

Para isso, alguns pontos precisam ser observados:

1 – O preços dos derivados é central, e uma nova política é necessária. Desde 2016, esses preços tem subido muito acima da inflação e da renda do brasileiro, alimentando uma reação popular contrária à Petrobras e ao governo.

As refinarias não trabalham em carga máxima – em 2020, ficaram em 77% de sua capacidade. A Petrobras optou por reduzir a carga, exportar petróleo cru e importar derivados.

As refinarias podem ajudar na redução dos preços, aumentando a produção. E temos de retomar os investimentos no aumento da capacidade do refino. O segundo trem da Refinaria Abreu e Lima (RNEST) é fundamental.

Mas é preciso mudar a política de preços e considerar outros fatores além da paridade de importação, como os custos nacionais de produção. Isso é possível e não traz prejuízos à Petrobras;

2 – A Petrobras precisa voltar a investir no Brasil. Os investimentos da empresa em 2020 foram os mais baixos dos últimos 20 anos, 50% abaixo do realizado em 2016, que já era bem abaixo dos anos anteriores. Estes investimentos geram empregos e renda e dedesenvolvimento . É preciso retomar os índices de conteúdo local, que caíram de 55%, em média, para 25%.

3. A Petrobras precisa ser integrada, “do poço ao posto”, para sofrer menos com a flutuação do petróleo e do dólar. A Petrobras integrada e atuando em todas as regiões gera mais lucro para os acionistas e induz o desenvolvimento do país.

4. A gestão da empresa precisa dialogar mais com os trabalhadores e o movimento sindical. Precisa de um canal de diálogo para não voltarmos a conviver com movimentos grevistas.

Precisamos resgatar a maior empresa do Brasil das mãos do capital especulativo e retomar sua trajetória como principal mola propulsora do desenvolvimento industrial do País, marca registrada na maior parte dos seus quase 70 anos de história.

A Petrobras é do Brasil. A Petrobras é do povo brasileiro.

Publicado em Sistema Petrobrás

Em mais uma rodada de negociação com o RH Corporativo da Petrobrás na segunda-feira, o Sindipetro Bahia buscou o atendimento da pauta de reivindicações dos trabalhadores da Rlam e da PBIO, mas não houve avanços

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Na tarde da segunda-feira (1) aconteceu a segunda rodada de negociação da diretoria do Sindipetro Bahia com o RH Corporativo da Petrobrás para discutir a pauta de reivindicações dos trabalhadores da Refinaria Landulpho, a situação dos trabalhadores da PBIO e outros assuntos. Realizada através de vídeoconferência, apesar dos importantes pontos corporativos em pauta, a negociação foi marcada por sucessivas negativas por parte da Petrobrás. Não houve nenhum avanço, pois a estatal vem se recusando a atender até os mais simples dos pleitos.

PBIO

A venda da Petrobras Biocombustíveis (PBIO), já anunciada pela estatal, foi um dos pontos de discussão na mesa de negociação. A preocupação do Sindipetro é com o futuro dos trabalhadores, caso a PBIO seja realmente vendida. A entidade sindical lembrou que os empregados são concursados e reivindicou que fossem incorporados à Petrobrás, como ocorreu em outras subsidiárias que a estatal comprou no passado a exemplo da Petromisa.

O Sindipetro também pediu que os termos do contrato de negociação dessa eventual venda fossem tratados com mais transparência. A entidade quer saber, por exemplo, se nesses termos constam a estabilidade no emprego dos trabalhadores da PBIO, pois até o momento a Petrobrás não deu nenhuma garantia de continuidade dos contratos de trabalho ou estabilidade provisória que impedissem demissões em massa desses trabalhadores, logo após a venda.

A Companhia respondeu que o contrato é sigiloso, mas adiantou que a PBIO será vendida com “porteira fechada”. Isso quer dizer que os contratos dos empregados serão cedidos à empresa compradora, que ficará também com as demandas judiciais, cujos passivos já foram abatidos do preço final de venda.

Questionado a respeito dos direitos desses trabalhadores, o RH Corporativo disse que a empresa compradora seguirá o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) da categoria petroleira. “O ACT tem validade de dois anos entre as partes que assinaram, ou seja, a Petrobrás, a FUP e o Sindipetro Bahia. Quem garante que ela vai manter esse acordo que não assinou”?. Indagaram os diretores.

Apesar da intransigência da empresa, não deixando espaço para negociação, o Sindipetro deixou claro que vai continuar insistindo na incorporação dos funcionários da PBIO à Petrobrás.

Outros pontos tratados

Parada de manutenção – Apesar do surto de Covid-19 na RLAM, o RH Corporativo insiste em manter a parada de manutenção da refinaria.

Assédio moral no ambiente de trabalho – A Petrobrás se recusa a discutir esse ponto, pois nega que ocorra assédio moral em suas unidades.

Tabela de turno e locais de controle de ponto -. A Companhia alega que essa matéria já está superada e que fica mantida aquela proposta de ACT específico, cláusula expressa de quitação do passivo trabalhista da tabela anterior, cuja proposta já foi negada pela assembleia da categoria.

O Sindicato lamentou que no lugar de negociações com avanços para os trabalhadores encontrou apenas intransigência por parte da Petrobrás. Ressaltou ainda a frustração da boa fé da entidade sindical que suspendeu o início da greve do dia 18/02, para negociar.

Diante das reiteradas negativas da Petrobrás até então, o Sindipetro enviou notificação à estatal, informando que, em caso de manutenção do impasse negocial, a categoria petroleira retomará o movimento paredista que havia suspenso temporariamente, iniciando a greve a partir da zero hora e 1 minuto da próxima sexta-feira, (05/03).

Clique aqui para ler a notificação enviada à Petrobrás

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.