Mais uma vez, a direção da Petrobrás descumpre o Acordo Coletivo e sacrifica os trabalhadores com medidas desumanas no momento em que mais precisam da proteção da empresa. Os gestores negam-se a ouvir as entidades sindicais, mas querem resiliência da categoria diante de demissões, punições e cortes de direitos, enquanto a diretoria protege seus interesses, encaminhando, na surdina, para a Assembleia dos Acionistas proposta que triplica o teto de seus bônus.

As medidas que a Petrobrás anunciou ao mercado nesta quinta-feira, 26, foram comunicadas às federações de petroleiros pela manhã, em reunião por videoconferência, convocada às pressas na noite anterior. Um desrespeito às organizações sindicais, que, desde o início da pandemia do coronavírus, vêm tentando negociar com a empresa propostas para proteger os trabalhadores dos efeitos da crise.

A FUP deixou claro que não aceitará participar de reuniões em que a Petrobrás comunica fatos consumados, decididos unilateralmente, sem qualquer diálogo social com os trabalhadores e à revelia dos fóruns de negociação assegurados pelo Acordo Coletivo.  É, no mínimo, leviano, a gestão cobrar dos petroleiros resiliência, quando a empresa impõe demissões e punições arbitrárias e se esquiva de qualquer responsabilidade com os trabalhadores terceirizados, entregues à própria sorte.

Para a sociedade, a Petrobrás faz um discurso de responsabilidade social, doa testes para o coronavírus, mas age de forma inversa com os trabalhadores, que continuam desprotegidos da pandemia e submetidos a situações absurdas, como clausuras de uma semana em quartos de hotéis antes dos embarques para as plataformas. Nas áreas industriais, os turneiros seguem expostos à contaminação e trabalhando em jornadas extenuantes.

Nós que lutemos?

Não bastassem esses absurdos, a gestão agora quer postergar o recolhimento do FGTS, o pagamento da gratificação de férias e das horas extras, além do cancelamento do avanço de nível e promoção dos trabalhadores que aderiram ao PCR, entre outras ações anunciadas em um pacote que inclui novos cortes de investimentos e hibernação de unidades.    

Quando o Brasil mais precisa de recursos e investimentos estatais, a gestão Castello Branco segue novamente na contramão, agindo da mesma forma insana que o governo Bolsonaro. Quer que os trabalhadores e a sociedade paguem pelos erros de uma gestão que reduziu a empresa mais robusta e estratégica do país a uma mera exportadora de óleo cru.

As privatizações e os cortes drásticos que as últimas gestões da Petrobrás realizaram comprometeram consideravelmente a capacidade da empresa e da indústria nacional para resistir às crises econômicas e às oscilações do preço do barril do petróleo.

Segundo levantamento feito pela Subseção do Dieese da FUP, entre 2003 e 2015, a Petrobrás investiu, em média, 28 bilhões de dólares por ano no Brasil. Entre 2016 e 2020, esses valores despencaram para uma média anual de 12,6 bilhões de dólares. Nas áreas sociais, os investimentos da empresa também foram reduzidos a mais da metade, despencando de uma média anual de R$ 498 milhões, entre 2003 e 2015, para R$ 203 milhões nos governos Temer e Bolsonaro.

A conta agora está batendo à porta da Petrobrás e do Brasil, quando o país mais precisa de estatais fortes para proteger a economia, os empregos e as áreas sociais.

É o Estado, estúpido!

 “É em momentos como este, que fica evidente a importância de um uma empresa integrada e de um Estado forte. Na crise de 2008, a Petrobrás contou com uma linha de crédito especial articulada pelo governo junto ao Banco do Brasil e à Caixa Econômica Federal. Por que a empresa não bate lá agora e pede dinheiro? O governo não deixa, né?”, questionou o coordenador da FUP, José Maria Rangel, ao gerente executivo da Petrobrás, Ricardo Besada Filho, que tentou justificar as medidas da empresa, usando como argumentos a atual crise do petróleo e a queda da demanda. 

Ao reduzir e abandonar setores estratégicos como refino, distribuição, fertilizantes, petroquímica e investimentos em fontes alternativas de energia, a Petrobrás deixou de ser uma empresa integrada. Os gestores desconsideraram o impacto da volatilidade dos preços do petróleo, deixando a empresa desprotegida em situações de crises.

A cada oscilação acentuada do mercado internacional, se confirmam os alertas feitos pela FUP e pelos pesquisadores do INEEP sobre os prejuízos a médio e a longo prazos que a Petrobrás amargaria com as escolhas que tomou. Se antes já estavam evidentes esses riscos, a crise atual comprova que vender refinarias, terminais, fábricas de fertilizantes, quebrando a sua integração, é um passo sem volta para a destruição da empresa.

A hora é dos petroleiros manterem a resiliência, sim, mas resistindo aos ataques do governo e da gestão da Petrobrás, que seguem na direção contrária das medidas que estão sendo tomadas no mundo. A crise vai ser longa e exigirá que a categoria continue mobilizada para não aceitar imposições de uma gestão, cujos interesses já conhecemos de cor.

“Durante a campanha sórdida que a empresa fez para implantar o PCR, a FUP e seus sindicatos alertaram para o que estaria por vir, se os trabalhadores aceitassem abrir mão de um plano de cargos construído coletivamente. Ficou provado que o individualismo só interessa à gestão da empresa”, afirma José Maria Rangel.  

A FUP continua aberta ao diálogo e orienta os trabalhadores a seguirem as recomendações dos sindicatos, em relação à pandemia do coronavírus e às medidas unilaterais anunciadas pela Petrobrás.

FUP

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Na última sexta-feira (20), a diretoria da Petrobrás protocolou documento no qual propõe aumentar o orçamento destinado à “premiação” de seus executivos. A proposta, que ainda será votada em assembleia prevista para o dia 22 de abril, quadruplica o teto reservado aos bônus de seus diretores, que passará de R$ 3,3 milhões para R$ 12,5 milhões.

No mesmo dia, a estatal também anunciou o saque de U$S 40 bilhões em linhas de créditos contratadas nos últimos anos com bancos. O modelo será de linhas de créditos compromissadas, que garante a companhia saques quando for necessário. A medida, de acordo com a direção da empresa, é uma estratégia para reforçar a liquidez dentro desse contexto de crise provocada pelo coronavírus.

Para o petroleiro aposentado da Refinaria de Paulínia (Replan), Antônio Carlos Spis, estas escolhas refletem a ideologia neoliberal da atual diretoria. “É absurdo e imoral este aumento aos executivos no momento que toda a população está enfrentando uma das maiores crises da história causada pelo coronavírus; demonstra que estão pensando apenas em si mesmos”, afirma.

Spis, que liderou a maior greve da categoria petroleira em 1995, ainda aponta a contradição do aumento dos bônus aos executivos justamente no período em que a Petrobrás está punindo ilegalmente diversos petroleiros que participaram da greve. “Como esses diretores podem aumentar seus próprios salários ao mesmo tempo que suspendem e demitem trabalhadores ilegalmente por terem participado da greve?”, questiona.

Apenas nas bases do Sindipetro Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado), a Petrobrás já notificou sete petroleiros em decorrência da greve que aconteceu nos 20 primeiros dias de março deste ano. Estas ações ferem o acordo, mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), entre a Federação Única dos Petroleiros (FUP) e a direção da Petrobrás, de que não haveria nenhum tipo de punição em decorrência da paralisação.

Bonificações

Esses bônus milionários se consolidaram na Petrobrás a partir da aprovação de um novo modelo de remuneração, o Prêmio por Performance, em abril de 2019. A partir de então, o presidente da companhia pode ganhar até 13 vezes o valor do seu salário mensal em bônus no final do ano.

Considerado injusto por todos os sindicatos da categoria, o atual modelo substituiu a Participação nos Lucros e Rendimentos (PLR), que distribuía a todos trabalhadores entre 4,25% e 7,25% do lucro líquido da Petrobrás no ano.

[Via Sindipetro Unificado de São Paulo/Por Guilherme Weimann]

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A sociedade, no geral, está em casa, de quarentena, mas os petroleiros têm que trabalhar e entregar combustível para o Brasil não parar; e o mínimo que a Petrobrás pode fazer é ter responsabilidade sanitária e mais respeito

Na manhã da última terça-feira (24), funcionários e contratados da Petrobrás não tinham muitas informações sobre seu “Plano de Isolamento”. Os empregados inicialmente tiveram transporte por táxi de suas residências para o hotel às 10h. Enquanto outros da força de trabalho chegavam ao Hotel Holiday Inn, no Meireles, um dos bairros de maior foco de registros da capital cearensereceberam a informação de que o hotel não os aceitaria.

Quem chegava sequer eram autorizados a entrar no saguão pela segurança do hotel, que repetidamente informavam que a ordem era somente saídas, sem entradas naquele estabelecimento. Com isso, quem ainda estava em casa negou os taxis que foram remarcados para dois outros horários. Mais de 15 pessoas ficaram à sorte na frente do hotel até que a Petrobras resolvesse.

A notícia da mudança de hotel somente veio ocorrer após 11h da manhã, e os transportes mais uma vez reprogramados para a tarde. Alguns empregados, portanto, ainda voltaram para suas residências, aumentando a exposição. Os funcionários das contratadas vindos de Paracuru seguiram em van para o hotel Vila Galé, na Praia do Futuro.

Sem muitas informações, além de que a hospedagem incluía somente as refeições, o que assistiu por diante foram mais “desencontros”.

  1. Às 16h30 o hotel disse que não tinha autorização para destinar as roupas a lavanderia. Como se sabe, a orientação sanitária é de que se deva recolher roupas vindas dos espaços públicos e lavar, o que não foi possível, embora a Petrobras informe que inclui esse serviço.
  2. Das às 16h às 18h quatro pessoas ficaram na recepção do hotel, ainda sem autorização da Petrobras para a hospedagem. O hotel informava que a reserva era para 30 pessoas e já estavam ocupadas. Levou duas horas para a solução do problema, em que se mantiveram expostos.
  3. Nenhum representante da empresa compareceu ao hotel para falar com a força de trabalho, emitir orientações e eliminar dúvidas. Ao final da tarde a informação era que somente no dia seguinte o representante iria ao hotel.
  4. Com a falta de informações, a orientação de distanciamento não foi observada no refeitório durante o almoço. Há de se entender que se as pessoas já chegavam expostas em van e ficaram nas portas de hotel, assim ficaram na mesa sem a individualização, compartilhando mesas.

A cada situação aumentava ainda mais a ansiedade das pessoas com esse sentimento de desrespeito quanto à sua real segurança. A pergunta se repetia: onde estavam mais seguros, se em seus lares isolados com seus núcleos familiares, ou tendo que se deslocarem e ficarem expostos à várias situações e desinformações?

Os empregados continuam discordando da atuação da Petrobras, cuja testagem sem ter que os impor ao acréscimo de sete dias de seus embarques confinados e sete de isolamento em hotel, se mostraria mais seguro.

Esse início já demonstra que os argumentos de promover a segurança e garantir o isolamento não é eficaz nem nada saudável. Estamos acompanhando e cobrando que a empresa negocie adequadamente as ações junto aos Sindicatos e Federações.

[Via Sindipetro-CE/PI]

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A crise mundial do COVID-19 escancara a vulnerabilidade e a psicopatia do mercado financeiro. Esse “monstro supremo e onipotente” tem se ajoelhado diante das ameaças de paralisação geral da classe trabalhadora. Afinal, os engravatados estão longe de ser os heróis nesse cenário de distopia. Diferente do servidor público da saúde ou do petroleiro nas refinarias, usinas, terminais e plataformas, além de outras categorias essenciais para a sociedade, os acionistas da Petrobrás agem como parasitas e pretendem saciar suas respectivas necessidades com muito dinheiro. 

Essa é a lógica da atual gestão da Petrobrás. Por isso, enquanto se busca soluções para lidar com a pandemia do novo coronavírus, os engravatados propuseram aos seus acionistas triplicar o teto para pagamento de bônus à diretoria (Leia mais AQUI). Significa dizer que a empresa propõe aumentar em 26,6% a projeção de gastos com salários e benefícios dos executivos. 

No documento da Petrobrás aos seus acionistas está sinalizado o desembolso de R$ 43,3 milhões para pagar salários, benefício por desempenho e encargos a seus administradores no período entre abril de 2020 e março de 2021. No mesmo período do ano anterior, foram R$ 34,2 milhões.  

Realidade 

Voltando ao chão de fábrica, os gerentes da atual gestão da Petrobrás, interessados nos planos e metas para receber bônus, pedem aos trabalhadores que tenham compreensão neste momento de pandemia. Dizem também que nessa situação é preciso que todos sejam “voluntários” em casos de jornada de trabalho aumentadas, sobreaviso e horas extras. 

O que acontece hoje na Petrobrás é uma contradição. Quem se expõe para manter os serviços essenciais à sociedade está tendo que trabalhar “excessivamente e de forma voluntária” enquanto acionistas em quarentena monopolizam os resultados? Se nada mudar a greve sanitária será inevitável. 

Os petroleiros estão mantendo a produção, mas tudo tem limite. Nas áreas offshore, por exemplo, a FUP informou que os trabalhadores estão confinados por sete dias em um quarto de hotel, afastados da família, antes de embarcar para as plataformas, onde são obrigados a permanecer por 21 dias. 

Além disso, a gestão corporativa da Petrobrás tem se recusado a discutir com a FUP e seus sindicatos propostas para garantir a segurança dos trabalhadores. 

Para o Sindipetro PR e SC a Petrobrás subestima o coronavírus ao:  

:: Demitir ou punir trabalhadores que participaram da greve nacional do petroleiros com alegações falsas e sem provas.

:: Impor jornadas de trabalho que os levarão à exaustão física e ao esgotamento emocional justamente quando a pandemia estiver próximo do pico no país. 

:: Agir da mesma forma que o Governo Federal ao menosprezar os efeitos devastadores da pandemia. 

:: Sacrificar os trabalhadores para proteger os setores econômicos que ainda lhe dão sustentação política. 

:: Submeter, nas refinarias e terminais, os trabalhadores aos turnos ininterruptos de 12 horas, à revelia de discussão prévia e das medidas de controle sanitário que as entidades sindicais vêm cobrando. 

:: Desconsiderar a situação dos terceirizados, cujas condições precárias de trabalho são ignoradas pelas gerências. Além de não ser dada qualquer garantia de emprego e tratamento igualitário nas condutas de prevenção para esses trabalhadores 

:: Ter nas gerências alguns aproveitadores que, como vírus, em situação de vulnerabilidade dos trabalhadores tentam intimidá-los com anúncios de demissões e punições dos grevistas. 

:: Descumprir o acordo que foi chancelado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) há menos de um mês. 

O Sindipetro PR e SC deixa claro que quer participar das discussões e da defesa dos trabalhadores no combate a pandemia do novo coronavírus. As próximas semanas poderão ser mais críticas e o sindicato não vai permitir que a categoria trabalhe em local que não garante condições adequadas.

[Via Sindipetro-PR/SC]

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Considerando o atual momento, em que há propagação do COVID-19 no Brasil, o Sindipetro PR e SC busca de todas as formas orientar e proteger os petroleiros. É um momento novo na sociedade, um desafio incerto e que exige ações imediatas. “O sindicato entrou em contato com a gestão da Repar pois devemos trabalhar unidos nesse processo que não vai ser curto. Sabemos que vai piorar no futuro e temos que fazer todas as ações possíveis para que lá na frente evitemos algo mais grave”, explicou o dirigente Alex Jorge. 

Diante desse cenário, o Sindipetro PR e SC solicitou providências a serem implementadas pela REPAR. Alex Jorge completa explicando que “a empresa tem que dialogar com o sindicato o tempo todo nesse momento. É preciso ficar claro que mesmo se tratando de serviços essenciais à sociedade, priorizaremos a integridade de quem está mobilizado no trabalho”. 

:: Confira AQUI Carta Aberta da FUP e sindicato à atual gestão da Petrobrás. 

:: Confira AQUI orientações do Sindipetro PR e SC aos trabalhadores em grupos de riscos. 

:: Confira no anexo abaixo o documento na integra enviado pelo Sindipetro PR e SC aos gestores da Repar.

[Via Sindipetro-PR/SC]

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

É de conhecimento de todos que a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou a pandemia mundial do Coronavírus (COVID-19). No Brasil centenas de casos já foram confirmados e a projeção é que os números de contaminação cresçam exponencialmente nos próximos dias.

Diante da situação, o Sindicato dos Petroleiros e Petroleiras do Rio Grande do Norte  - SINDIPETRO-RN está entrando em contato com a Petrobrás e terceirizadas para cobrar medidas rígidas a fim de evitar a proliferação do vírus na categoria.

São 11 medidas a serem adotadas nos ambientes de trabalho, que já foram protocoladas e enviada via ofício para a Petrobrás:

1. Medição da temperatura corporal e triagem no início dos trabalhos diários;

2. Fornecimento de máscaras cirúrgicas e lenços;

3. Disponibilizar 3 fardamentos por trabalhador;

4. Disponibilizar material de higiene pessoal e limpeza no local de trabalho;

5. Higienização periódica do ponto eletrônico e controle para evitar aglomeração;

6. Reforçar limpeza do local e material de trabalho, em especial do coletivo;

7. Aumentar a distância entre as equipes no local de trabalho;

8. Plano de férias e horário de almoço alternado, visando reduzir aglomerações;

9. Fornecer instrução aos trabalhadores e suas famílias sobre os riscos de contaminação e como se proteger;

10. Dispensar os trabalhadores do grupo de risco, mantendo os salários;

11. Suspender local e temporariamente todas as atividades caso seja constatado estado de transmissão comunitária em alguma cidade no Rio Grande do Norte.

Além dessas medidas a serem adotadas pelas empresas, a direção do SINDIPETRO-RN também se preocupa com possíveis infecções no âmbito familiar dos trabalhadores e trabalhadoras. Partindo deste princípio, o Sindicato elaborou uma série de orientações para serem adotadas ao chegar em casa, confira:

Nos colocamos à disposição para trabalharmos juntos no combate ao avanço da doença, colocando sempre em primeiro lugar a vida, a segurança e a saúde dos trabalhadores e da comunidade.

[Via Sindipetro-RN]

Publicado em SINDIPETRO-RN

Existem hoje em operação na Bahia 21 CPT´s com o contingente de mais de mil trabalhadores que estão muito apreensivos e preocupados diante de todo esse cenário do coronavírus.

As empresas EBS, Conterp, Perbras e Braserv, apesar de terem feito alguns investimentos para proteção aos trabalhadores, precisam ampliar mais essas medidas, pois ainda falta álcool gel em muitas sondas e os trabalhadores reivindicam uma melhor higienização no local de trabalho, nos alojamentos e no transporte, inclusive no de carga.

Mas diante do perigo de contágio pelo Covid- 19 (coronavírus), o sindicato acredita que é preciso ir além e, por isso,  fez contato com a gerência da CPT, que é o órgão responsável pela sondagem na Bahia, solicitando que as atividades nas sondas fossem totalmente paralisadas por pelo menos 15 dias sem prejuízo dos salários ou empregos dos trabalhadores.

A proposta do Sindipetro é que a Petrobrás arque com parte desse custo. Até o momento a gerência não sinalizou nenhuma ação concreta nesse sentido.

O sindicato procurou também a gerência da UO-BA, que contrata os serviços de sondagem, alertando para o alto grau de periculosidade dessa atividade, com extenso histórico de acidentes, muitos dos quais que levaram à morte de trabalhadores.

A tensão devido ao coronavírus aumenta os riscos de acidentes, pois os trabalhadores estão com medo de serem contaminados.

Não queremos lamentar a morte de nenhum pai ou mãe de família e de antemão deixamos claro que qualquer acidente que ocorra em uma dessas sondas nesse período atual, a responsabilidade é da direção da Petrobrás.

Nesse momento a atividade de sondagem é secundária. Ela pode e deve ser paralisada em benefício da saúde e da vida desses trabalhadores, seus familiares e população dos municípios onde residem.

Portanto, nessa fase critica em que o mundo todo busca frear o avanço da doença, esses trabalhadores precisam ficar em casa.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

O avanço do Covid -19 em todo o mundo e as recomendações dos órgãos de saúde para que se restrinja o convívio social, possibilitando que o maior número possível de pessoas permaneçam em suas casas estão sendo ignorados pela gerência da RLAM.

Continuam chegando diariamente ao sindicato denúncias de negligência e super lotação em diversos setores da refinaria. São vestiários sem higienização, vans e ônibus lotados, banheiros sem sabonete ou papel toalha, e, em alguns setores falta álcool gel.

De acordo com os trabalhadores, em relação às terceirizadas a empresa Potencial foi a única que colocou em prática uma pequena ação ao criar turnos de trabalho. Já as outras estão fazendo pouco caso, com a conivência da Petrobrás.

Eles temem se infectar com o vírus devido à exposição sem nenhum tipo de proteção e transmiti-lo a seus familiares, muitos, com mais de 60 anos de idade.

Na segunda, 23, o Sindipetro Bahia recebeu a informação de que um trabalhador próprio da RLAM, lotado no Conjunto Pituba, foi diagnosticado com covid-19 (coronavírus). Ele havia retornado de férias e trabalhou no 18º andar, do edifício Torre Pituba, entre os dias 9 e 13 de março.

A descoberta feita pelos trabalhadores de um caso positivo de coronavírus dentro de uma das unidades da Petrobrás na Bahia, expôs a falta de transparência da atual gestão da estatal, que vem escondendo dos seus funcionários informações importantes.

No portal da intranet, a empresa destaca dois casos positivos de coronavírus entre seus funcionários, lotados no Rio de Janeiro, admitindo que no total há 4 casos, mas não diz onde são os outros dois.

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em Sistema Petrobrás

Sidnei Machado, advogado do Sindipetro PR e SC e professor da UFPR, tece comentários sobre a MP 927. “É uma espécie de nova reforma trabalhista”.

Parece jogo de canalhas, mas é apenas o modus operandi do governo Bolsonaro. Na madrugada desta segunda-feira (23) foi editada a Medida Provisória (MP) Nº 927, que trata das ações trabalhistas governamentais para o enfrentamento da crise instaurada pela pandemia do novo coronavírus.

O advogado do Sindipetro Paraná e Santa Catarina, Sidnei Machado, que também é professor do curso de direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), analisou a MP e fez comentários.

Sidnei relatou que o primeiro aspecto que chama atenção é a opção do governo brasileiro em desproteger o trabalho para enfrentar a crise. “A Medida Provisória revela que a principal resposta do governo brasileiro à grave crise no emprego e na renda dos trabalhadores é um conjunto de medidas de mais desproteção, mais desregulamentação do trabalho e mais flexibilidade. O governo oferece pela MP um cardápio de opções às empresas para reduzirem o custo do trabalho e flexibilizarem o contrato durante o período de calamidade pública”.

Um dos fatores da MP que levam à essa interpretação do advogado é o fato de as empresas poderem reduzir em até 25% os salários dos trabalhadores por “motivo de força maior”.

Para Machado, a MP tem caráter autoritário. “Ao fixar a regra geral da prevalência do acordo individual sobre a organização coletiva, o governo libera as empresas para alterarem as condições de trabalho, bloqueando a negociação coletiva e o diálogo com os sindicatos. Com isso, fica esvaziada a negociação coletiva e o poder que restava aos sindicatos para colaborar na construção de alternativas na saída da crise”.

Um fato que corrobora a visão do advogado é que a MP cria várias hipóteses nas quais as empresas podem impor, de forma unilateral, alterações nas condições de trabalho, como o teletrabalho, por exemplo.

:: Golpe à Constituição

A conclusão da análise de Sidnei é contundente. “Na minha opinião, do ponto de vista jurídico, a Medida Provisória viola a Constituição Federal. A Constituição não permite, por exemplo, a redução de salário sem negociação coletiva. Em suma, o sentido geral da MP, afora a eloquente omissão em garantias do emprego, é de transferir para os trabalhadores o custo da crise por meio de uma espécie de nova reforma trabalhista, com medida de força e de exceção."  

:: Eu prefiro ser essa metamorfose ambulante!

O governo Bolsonaro, desde que tomou o poder, utiliza da prática do balão de ensaio. Lança uma medida absurda, mas se houver pressão popular, recua imediatamente. Foi o que aconteceu mais uma vez.

O governo publicou em edição extraordinária do Diário Oficial da União a MP 928/20, que revogou o polêmico artigo 18 da MP 927/20 sobre a suspensão de contratos de trabalho por quatro meses. Não abordamos esse artigo no texto, pois ainda pela manhã o governo sinalizava com o recuo.

O problema é que a nova MP, publicada agora à noite, também suspende prazos para a Lei de Acesso à Informação, sob o argumento de que serão atendidas prioritariamente demandas relativas a informações sobre a pandemia.

Como tem força de lei, a MP 928/20 já está em vigor e precisa ser aprovada pelas duas Casas do Congresso Nacional para ser convertida em lei.

Tirem as suas conclusões.

Por Sindipetro PR e SC

Publicado em SINDIPETRO-PR/SC

Um trabalhador próprio da RLAM, lotado no Conjunto Pituba, foi diagnosticado com covid-19 (coronavírus). Ele havia retornado de férias e trabalhou no 18º andar, do edifício Torre Pituba, entre os dias 9 e 13 de março.

A descoberta feita pelos trabalhadores de um caso positivo de coronavírus dentro de uma das unidades da Petrobrás na Bahia, expôs a falta de transparência da atual gestão da estatal, que vem escondendo dos seus funcionários informações importantes.

No portal da intranet, a empresa destaca dois casos positivos de coronavírus entre seus funcionários, lotados no Rio de Janeiro, admitindo que no total há 4 casos, mas não diz onde são os outros dois.

Essa falta de transparência está levando insegurança e pânico aos trabalhadores diretos e terceirizados. Soma-se a isso a falta de ações eficazes para proteger os funcionários do coronavírus.

No Torre Pituba, o pavor foi disseminado, pois ninguém sabe por onde o trabalhador passou e com quem teve contato direto.

A Petrobras informou que já avisou aos órgãos competentes e está realizando mapeamento das pessoas que tiveram contato com o trabalhador, mas diante da postura que a estatal vem tomando, como confiar?

A sala onde ele trabalha já está sendo higienizada. E os outros locais?

Desde a semana passada o Sindipetro vem denunciando uma série de irregularidades e negligências da Petrobrás no combate ao coronavírus. O Sindipetro recebeu inúmeras denúncias da falta de álcool gel e sabonetes em muitas unidades da estatal na Bahia. A maior quantidade de denúncias veio da RLAM.

O mais grave é a insistência das gerências da Petrobrás em manter um grande número de pessoas em suas áreas, contrariando as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) e do próprio Ministério da Saúde, que indicam a reclusão social e a manutenção da distância no mínimo um metro entre as pessoas, como formas mais eficazes para prevenir e combater o vírus.

Refeitório de trabalhadores terceirizados da RLAM é porta aberta para contágio

Nessa segunda-feira (23), vários dias após a OMS ter decretado pandemia do novo coronavírus e vários casos, inclusive de mortes, serem confirmados na Bahia, o refeitório dos terceirizados da RLAM (na refinaria, os refeitórios de terceirizados e próprios são separados) estava lotado na hora do café da manhã (foto) e do almoço, com trabalhadores sem proteção, sentados próximos aos colegas nas mesas. Veja fotos e vídeo aqui.

[Via Sindipetro-BA]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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