Comissão Nacional da Verdade, Memória e Justiça da CUT realiza sua primeira reunião

Quinta, 29 Agosto 2013 10:31

CUT

Na  terça-feira (27) ocorreu na sede da CUT a primeira reunião da Comissão Nacional da Verdade, Memória e Justiça da Central.

Composta por dirigentes das cinco regiões do País, o grupo substituirá a Comissão de acompanhamento instalada durante o 11º Congresso da CUT (2012), ocasião na qual a Central fez a entrega à Comissão Nacional da Verdade (CNV) de mais de 100 nomes de trabalhadores assassinados durante a ditadura militar.

De acordo com Expedito Solaney, secretário nacional de Políticas Sociais da CUT, a Comissão da Central tem a tarefa de contribuir no debate e no processo de investigação incidindo diretamente nos trabalhos do Grupo “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores e ao Movimento Sindical” da CNV.

Luiz Eduardo Greenhalgh, histórico militante dos direitos humanos e advogado de diversos trabalhadores presos e atingidos pela Lei de Segurança Nacional, expôs sua preocupação com o andamento dos trabalhos da Comissão da Verdade. “Com a importância que possui, esta Comissão não pode se limitar a produção de textos, sob pena de vermos desmoralizado todo nosso trabalho”, assinalou.

“O golpe militar foi prioritariamente contra a classe trabalhadora. Mais de 700 sindicatos foram fechados, dirigentes cassados, navios transformados em prisões. A Comissão da CUT, com sua estrutura abrangente, tem o desafio de apresentar um trabalho qualitativo, porque cabe a nós resgatarmos a história e buscarmos a responsabilização daqueles que torturaram, mataram e cometeram crimes de lesa-humanidade”, destacou.

Greenhalgh disse que o Brasil deve levar como exemplo o caso da África do Sul, onde há o compromisso com a verdade e àqueles que mentem ou adulteram os fatos durante as audiências públicas são encaminhados diretamente à prisão. “A Comissão deve ser um patrimônio do Estado brasileiro e não de um governo específico, pois somente assim conseguiremos alcançar o resultado que esperamos.”

A CUT divulgará posteriormente o plano de ação da sua Comissão e o calendário de audiências, oitivas e outras atividades que estarão acontecendo por todo o Brasil.

Publicado em DIREITOS HUMANOS

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