Após denúncia da FUP, Petrobrás recua em descontar licença maternidade do PRVE

Segunda, 24 Junho 2019 18:00

O Programa de Remuneração Variável do Empregado (PRVE), lançado pela Petrobrás à revelia da FUP e dos sindicatos, traz em seu conceito uma série de distorções, em relação à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).

Ao contrário do PRVE, o provisionamento e distribuição da PLR respeitam regras e metas acordadas com a FUP e seus sindicatos e aprovados pela categoria em assembleias. 

Uma dessas regras é que a maior remuneração não pode ultrapassar a 2,5 vezes o valor da menor, medida adotada para não gerar grandes distorções. O PRVE não possui esse teto, assim, não é incomum alguns bônus serem quase 20 vezes maior do que outros.

Regras e metas atreladas a avaliações subjetivas de gerentes criam muito mais distorções do que justiça.

A Petrobras, por exemplo, tentou discriminar no PRVE os trabalhadores em licenças maternidade e paternidade.

A coordenadora do Coletivo de Mulheres Petroleiras da FUP, Andressa Delbons, divulgou um vídeo nas redes sociais e grupos de WhatsApp, reagindo à essa arbitrariedade: 

Após a repercussão do vídeo, a gestão da Petrobrás recuou e voltou atrás, informando que irá rever os cálculos:

 

[FUP com informações do Sindipetro Unificado-SP]

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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