Congresso dos petroleiros de SP, PB e PE define bandeiras de lutas para o Confup

Segunda, 29 Junho 2020 14:55

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP]

Após três dias de debates, o 1º Congresso Unificado de Sindicatos de Petroleiros de São Paulo e de Pernambuco e Paraíba terminou na tarde deste sábado (27) com a definição das delegações que irão defender no Confup (Congresso Nacional da FUP – Federação Única dos Petroleiros), a pauta de luta indicada durante o encontro.

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As bandeiras aprovadas por aclamação durante o evento que ocorreu por meio digital devido à pandemia de covid-19, foram a anistia dos trabalhadores punidos na greve de 2019 e na de 2020, a luta contra a privatização do sistema Petrobrás e da AMS, a manutenção de uma mesa única para todo o sistema Petrobrás (incluindo subsidiárias, aposentados e pensionistas), o apoio à resolução do Encontro Nacional de Petroleiras da FUP e a garantia de liberdade e autonomia sindical. Nesse último item está incluída o respeito à escolha dos trabalhadores em relação à representação sindical de cada base.

A preocupação com a venda de Petrobrás norteou muitas das discussões. O debate que tratou da AMS (Assistência Multidisciplinar de Saúde) apresentou uma prévia de qual estratégia a companhia utilizará.

“A ideia é criar uma associação e transformar a AMS num plano de saúde muito parecido com o do mercado, acabar com benefícios indiretos para preparar para processo de venda, para que quem compre não tenha de arcar com esse direito e a companhia, assim, se torne mais atrativa”, disse o diretor aposentado do Unificado Carlos Cotia.

O último dia de congresso discutiu ainda pontos da campanha reivindicatória como reajuste salarial e dos benefícios, atualização, subtração e inserção de cláusulas, banco de horas, efetivo e HETT. Além do tele trabalho, tema que ganhou destaque com o crescimento do home office por conta do coronavírus.

Para o coordenador do Sindicato Unificado dos Petroleiros de São Paulo, Juliano Deptula, a categoria mostrou grande consciência ao compreender as limitações que serão enfrentadas na discussão do ACT (Acordo Coletivo de Trabalho) deste ano.

“Percebemos o esclarecimento que a categoria tem em relação às dificuldades de enfrentamento do acordo coletivo, não só pelo momento desfavorável para avançar, mas também para resistir e forma uma frente que se fortaleça diante dos ataques que estão por vir”, avaliou.

Coordenador do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria do Petróleo de Pernambuco e Paraíba, Rogério Almeida, destacou que a troca de experiências entre petroleiros de duas regiões tão distantes enriqueceu a luta de toda a categoria.

“Foi uma boa troca de experiência com os petroleiros de São Paulo e também uma oportunidade para que conheçam a situação que bate à nossa porta, com a venda da refinaria de Abreu e Lima e o Porto de Suape. Porque não é algo isolado de Pernambuco, mas uma estratégia de ataque deste governo que virá em grande escala, mas que começa comendo pelas beiradas”, alertou.

Última modificação em Quarta, 01 Julho 2020 18:55

Mídia

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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