Manifesto em defesa do Sindipetro Caxias

Quarta, 17 Março 2021 12:33

Foi em 1983, com a fundação da CUT ainda na ditadura, que nasceram os primeiros projetos de combate ao assistencialismo, fazendo surgir pelo país afora grupos engajados em defender os trabalhadores. Em Caxias, a primeira vitória cutista no Sindipetro ocorre em 1992. Essa vitória acontece depois da greve da REDUC, em 1989, que durou 56 dias e que, apesar das 32 demissões na refinaria, garantiu a implantação da 5ª Turma. Em 1994, a luta dos petroleiros se unificou nacionalmente com a criação da FUP. Assim como agora, entendemos que somente a UNIDADE NACIONAL pode defender a Petrobrás da privatização. Seja de FHC, seja de Paulo Guedes. A filiação do sindicato à CUT veio em 1995, depois dos 31 dias da primeira Greve Nacional dos Petroleiros contra a privatização da Petrobrás, marco histórico da luta da classe trabalhadora. Nem mesmo a repressão do governo FHC, com as Forças Armadas ocupando as refinarias e intervindo nos sindicatos, foram capaz de deter o crescimento da luta, que culminou com a eleição de Lula para a Presidência da República, em 2002. Para esta eleição sindical, buscamos unidade com a oposição. Tentamos convergir dentro das nossas diferenças em prol da categoria petroleira. Infelizmente eles pregam uma coisa e fazem outra. O sectarismo impediu a criação de uma chapa unitária. Nós sabemos quem é o inimigo. Ele é Bolsonaro. Seguiremos com o trabalho que todos conhecem tão bem.

Sindipetro Caxias, um sindicato de luta

O Sindipetro Caxias foi pioneiro na defesa do fortalecimento do Acordo Coletivo de Trabalho, de mais direitos e benefícios para a categoria e contra a privatização. Conseguimos a Aposentadoria Especial. Muitos não acreditavam, pois o governo FHC tinha extinguido esta possibilidade. Foi o trabalho da direção do Sindipetro Caxias que permitiu a articulação administrativa junto ao INSS reformulando o PPP que conseguiu retornar a aposentadoria especial. Foi essa mesma direção que conseguiu a luta pela prevenção do benzeno na REDUC. Fruto disso, foi conquistada a reforma e a construção de um novo laboratório que atendesse às normas de segurança. Foi esta direção sindical que, em 2013, promoveu a primeira ação coletiva de reconhecimento de aposentadoria especial no Brasil, pedindo o reconhecimento da Aposentadoria Especial para todos os trabalhadores dentro dos muros da refinaria. Outras conquistas: a criação da 5ª Turma, a higienização de uniforme, a hora-extra minuto a minuto para Regime de Turno e Administrativo, Equiparação Salarial, concurso público na Petrobrás, primeirização na Transpetro, fim dos descontos do IR nas férias, revisão de aposentadoria de comum para especial, Dedução do equacionamento da PETROS no IR (ação ganha em 1ª Instância ainda no prazo do recurso da União), entre tantas mais.

Pandemia: novos desafios para a luta sindical

Durante a pandemia também obtivemos vitórias, como a que garantiu a irredutibilidade dos salários dos trabalhadores do HA e do Turno que ficassem em home ofice, o retorno da Central de Ponto ao seu local de origem, os dados da Covid e a manutenção do pagamento da AMS no contracheque, por exemplo. A mais recente vitória ocorreu dia 9 de março, onde a direção sindical conseguiu executar a tutela para implantação da tabela de turno escolhida pelos trabalhadores. O não desconto dos dias de greve nas férias, a proibição de descontar o Saldo AF e a indenização pela supressão da hora extra são ações que ainda estão em trânsito. Estas ações coletivas, que a oposição minimiza ou diz que não existem, estão na página do sindicato e podem ser acompanhadas por todos.

A oposição e o golpe contra os trabalhadores

Com o golpe dado contra a democracia em 2015, que resultou no impeachment da presidente Dilma, a prisão do ex-presidente Lula, a Reforma Trabalhista e a ascensão de um governo de extrema-direita em nosso país , vários direitos da categoria ficaram ameaçados. O sindicato sempre denunciou que o verdadeiro objetivo do impeachment era atacar os direitos dos trabalhadores e entregar o patrimônio nacional à iniciativa privada. A oposição sindical, ao contrário, naquele momento levantou a bandeira do Fora Todos!, dividindo a categoria, apoiando o golpe e fortalecendo a luta da direita contra o povo. Agora, escondem esse fato e posam de bons moços, querendo taxar a direção do sindicato de “golpista”. Mas foram eles que falavam que “não teve golpe”, que “o impeachment de Dilma era um processo democrático”, “que o lugar de Lula era na cadeia”. A toda hora insistindo em mentiras e disseminando o ódio, tentando manipular os trabalhadores.

Seguir na luta

Por tudo isso, não podemos permitir que a mentira, a manipulação e o falso discurso controle o sindicato. Queremos manter o Sindipetro Caxias na unidade nacional FUP e CUT. Queremos defender a Petrobrás como uma ESTATAL. Queremos lutar para que haja o retorno da democracia e tenhamos um governo que respeite a classe trabalhadora. Queremos que a legislação trabalhista seja reestabelecida. Para isso, precisamos do apoio da categoria. Queremos seu voto na eleição do sindicato, que ocorrerá de 28 a 31 de marco de 2021. De que lado da história você estará? Nosso histórico você conhece, fizemos e queremos continuar fazendo.

Última modificação em Quinta, 18 Março 2021 13:20
Publicado em Movimentos Sociais

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.