Disputa ideológica e eleições estão no centro da luta contra as privatizações

Sábado, 14 Agosto 2021 12:58

O terceiro dia da IX Plenafup foi aberto por uma mesa temática estruturante para a categoria petroleira: a luta contra as privatizações. O debate terá continuidade na parte da tarde, com o painel "Energia para reconstruir o Brasil e a proposta dos petroleiros e petroleiras"

[Por André Quintão e Joana Tavares, da imprensa do Sindipetro MG | Edição da FUP] 

A importância de divulgar para toda a população o papel das empresas estatais para o país foi um assunto frequente na mesa “A luta contra as privatizações”, realizada na IX Plenária da FUP neste sábado (14). Com presença de mais de 130 petroleiros e petroleiras, a atividade contou com a mediação de Mário Dal Zot, presidente da Associação Nacional dos Petroleiros Acionistas Minoritários da Petrobras (Anapetro) e diretor da FUP. A temática terá continuidade na parte da tarde, com o painel "Energia para reconstruir o Brasil e a proposta dos petroleiros e petroleiras", que começa às 14h30, com participação do ex-presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli.

As saudações iniciais à quarta mesa da IX Plenafup - feitas por Soniamara Maranho, do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), Selene Michielin, da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Educação (CNTE) e Nailor Guimarães Gato, da Federação Nacional dos Urbanitários (FNU) – já deram o tom da importância da mobilização conjunta em defesa da soberania e contra a retirada de direitos. 

O primeiro a falar foi o senador Jean Paul Prates (PT/RN), presidente da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras e Líder da Minoria no Senado. “Setores estratégicos não são apenas educação, saúde e segurança. Isso todo liberal também defende. Todo liberal fala ´vamos vender tudo pra investir em saúde e educação´. Como se fosse só isso, o que não é pouca coisa, mas como se fosse só isso estratégico para o país. Não é verdade!”, afirmou. 

O senador lembrou que em países em desenvolvimento com o Brasil, é preciso também priorizar os recursos naturais e o meio ambiente, além da infraestrutura. Ele destacou a importância de buscar todos os parlamentares, mesmo aqueles ditos liberais, para apresentar os argumentos e tentar impedir a venda do patrimônio, quanto mais sem regulação. “Uma coisa é admitir investimento em refino no Brasil. Outra coisa é vender as nossas refinarias arrumadas, bonitinhas, eficientes, tocadas pela Petrobrás em complementaridade com as outras com conjunto de engrenagens perfeitamente configurado para abastecer todas as pontas do mercado brasileiro. É muito diferente”, explicou.

Rita Serrano, coordenadora do Comitê Nacional em Defesa das Empresas Públicas, observou como as diversas lutas são parecidas, é uma luta em defesa do Brasil. “Não é a Caixa Federal, Petrobrás, Eletrobrás que estão em risco. Na realidade o que está em risco é conceito daquilo que é público, o conceito do que é o Estado. É preciso disputar com a sociedade as narrativas.”