Os petroleiros e petroleiras presentes à 8ª Plenária Nacional da FUP, em Belo Horizonte, aprovaram por unanimidade um amplo calendário de lutas em defesa da soberania nacional e a construção de uma greve forte e unitária em todo o Sistema Petrobrás contra as privatizações, por preços justos para os combustíveis, em defesa da liberdade e autonomia sindical e por nenhum direito a menos.

A plenária endossou o indicativo da FUP e da FNP de rejeição da proposta de Acordo Coletivo apresentada pela Petrobrás no último dia 22 e uma série de mobilizações para barrar a venda das refinarias e demais unidades em processo de privatização e evitar o desmonte dos direitos da categoria. Os petroleiros também reafirmaram o enfrentamento ao projeto ultraliberal do governo Bolsonaro de destruição de direitos e conquistas sociais do povo e desnacionalização dos recursos estratégicos da nação.

A participação na greve geral do dia 14 de junho foi aprovada por unanimidade, com indicativo para que os trabalhadores realizem paralisações de 24 horas em todo o Sistema Petrobrás. Será o esquenta para a grande greve nacional da categoria. “Muitos são os nossos desafios. Enfrentamos o golpe e agora um governo fascista que está acabando com o país, quer entregar a Petrobrás e o pré-sal e aniquilar as organizações sindicais. Sabemos que a nossa luta não será fácil, como nunca foi. Mas não estamos sozinhos e saímos dessa plenária de cabeça erguida, com a certeza de que venceremos esse desafio, pois a resistência está no DNA dos petroleiros”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

A 8ª Plenafup também aprovou por unanimidade moções pela liberdade Luís Inácio Lula da Silva e da secretária-geral do Partido dos Trabalhadores da Argélia, Louisa Hanoune, que, assim como o ex-presidente brasileiro, foi presa arbitrariamente para ser impedida de concorrer às eleições em seu país.

Petroleiros e petroleiras, luta e resistência!

Em defesa da soberania nacional

Contra as privatizações

Por preços justos para os combustíveis

Nenhum direito a menos

Imprensa da FUP | Foto: Luciana Fonseca (Sindipetro-NF)

Publicado em VIII Plena FUP

“A privatização e a política de preços da Petrobrás: A farsa do Lava-Jato” foi tema do segundo painel realizado na manhã de sábado, 25, na VIII Plenafup. Participaram da mesa os técnicos do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), Rodrigo Leão e William Nozaki, o representante dos trabalhadores no Conselho de Administração da Petrobrás, Danilo Silva, e Ester Hoffman, da Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST).

A dirigente do MST lembrou aos petroleiros que todos os encontros dos movimentos sociais nos últimos anos são pautados pela resistência ao projeto de privatizações e retirada de direitos dos trabalhadores, que afetam a população desde o golpe de 2016. Ela destacou que as medidas ultraliberais que o governo vem implementando está jogando nos ombros dos trabalhadores a conta da crise gerada pelo capitalismo.

 “O que estão fazendo é uma tentativa de salvação do projeto dos capitalistas para essa crise, através da retirada de direitos, que teve início com a Reforma Trabalhista e agora ganha força com a Reforma da Previdência. O que eles querem é implantar a financeirização da previdência, além da apropriação do capital dos nossos bens naturais”, disse Ester.

Na visão do MST, a luta tem que ser pela soberania nacional e popular, que visa também resolver os problemas de desigualdade, um tema muito central nesse período. “Esse é o nosso desafio:  como a classe trabalhadora vai construir uma forma de dialogar, que mostre todo o risco que esse governo representa”, pontuou, reforçando a importância dos atos que estão por vir no dia 30 de maio e da greve geral convocada para 14 de junho.

A estreita relação entre a Lava Jato, o aumento dos combustíveis e a eleição de Bolsonaro foi enfatizada pelos pesquisadores do Ineep. William Nozaki explicou como o projeto de desnacionalização e desmonte do setor petróleo no Brasil está diretamente relacionado à operação Lava Jato e ao caos que o país vive em função da instabilidade política. “A Lava Jato construiu o cenário e a narrativa que deram legitimidade para um impeachment ilegítimo, uma prisão ilegal, o desmonte do sistema político e do parque produtivo nacional, abrindo as portas para a privatização da Petrobrás e desnacionalização do setor petróleo”, afirmou.

O coordenador técnico do Ineep, Rodrigo Leão, analisou os componentes dos preços dos combustíveis no Brasil, os impactos no mercado nacional e a política de desnacionalização imposta à Petrobrás, cujas 13 refinarias representam 98% da capacidade de refino do país. Ele alertou para o risco que a venda das oito refinarias anunciadas pela gestão da empresa representa para o consumidor, em função dos monopólios privados que dominarão o mercado nacional de derivados, o que fará com que os preços dos combustíveis fiquem totalmente fora de controle do Estado.

Danilo Silva, conselheiro eleito da Petrobrás, enfatizou a importância do mandato dos trabalhadores no Conselho de Administração da empresa e ressaltou os riscos que o governo Bolsonaro representa para a soberania nacional. “Paulo Guedes e sua turma são muito piores do que qualquer outra equipe econômica que já governou o país”, afirmou. “Não existe espaço de diálogo institucional com essa turma. Para entregar o patrimônio público, desrespeitam frontalmente legislações e decisões de ministro do STF”, declarou, referindo-se aos anúncios de venda das refinarias e mais recentemente da BR Distribuidora.

“Quando esse governo acabar, vamos ter um passivo tão grande na Petrobrás, que corre o risco de inviabilizarem a empresa”, alertou Danilo.  


Leia também:

Ineep explica como a Lava Jato quebrou o Brasil

Monopólios privados podem controlar os preços dos combustíveis no Brasil

Imprensa da FUP e do Sindipetro-NF | Foto: Alessandra Murteira (FUP)

Publicado em VIII Plena FUP

A venda de oito refinarias anunciadas pela gestão da Petrobrás irá gerar monopólios privados que dominarão o mercado nacional de derivados, o que fará com que os preços dos combustíveis fiquem totalmente fora de controle do Estado. Com isso, os já elevados preços da gasolina, diesel e gás de cozinha tendem a disparar. O alerta foi feito pelo coordenador técnico do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), Rodrigo Leão, durante a palestra “A privatização e a política de preços da Petrobrás - A farsa da Lava-Jato”, que fechou os painéis de debates da 8ª Plenária Nacional da FUP, na tarde deste sábado, 25.

Em sua exposição, ele analisou os componentes dos preços dos combustíveis no Brasil, os impactos no mercado nacional e a política de desnacionalização imposta à Petrobrás, cujas 13 refinarias representam 98% da capacidade de refino do país. Segundo estudos e análises feitas pelo Ineep, a política de subutilização das refinarias da Petrobrás, adotada nas gestões Pedro Parente e mantida pelo atual presidente Castello Branco, foi deliberadamente pensada para gerar uma ociosidade no setor. Com isso, a importação de derivados passou a ter um peso cada vez maior na formação dos preços dos combustíveis.

“A política de preços da Petrobrás é para dar previsibilidade às empresas estrangeiras, criando ociosidade nas refinarias, estimulando as importações e abrindo o mercado brasileiro”, explicou Rodrigo, lembrando que as multinacionais estão de olho no Brasil, que é hoje um dos maiores mercados consumidores de derivados do mundo, ocupando a 6ª posição.

Ele destacou que é possível construir uma política pública de preços de combustíveis, através da articulação de um conjunto de medidas que envolvam a Petrobrás, impostos e programas de subvenção. “Uma das primeiras coisas a se discutir é o cartel da revenda”, afirmou Rodrigo, ressaltando que a população precisa entender como os postos de combustíveis podem ter o mesmo retorno financeiro por litro de gasolina que tem a Petrobrás, que investiu para extrair e refinar petróleo e transportar os derivados.

Imprensa da FUP | Foto: Arthur Varela (Sindipetro-RN)

Publicado em VIII Plena FUP

A estreita relação entre a Lava Jato, o aumento dos combustíveis e a eleição de Bolsonaro foi enfatizada pelos pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep), durante a palestra “A privatização e a política de preços da Petrobrás - A farsa da Lava-Jato”, que fechou os painéis de debates da 8ª Plenária Nacional da FUP, na tarde deste sábado, 25.  

O cientista político, William Nozaki, explicou como o projeto de desnacionalização e desmonte do setor petróleo no Brasil está diretamente relacionado à operação Lava Jato e ao caos que o país vive em função da instabilidade política. “A crise e a instabilidade política que o Brasil vive hoje não foram causadas pelo governo Bolsonaro. A eleição dele é a pior, a mais nefasta e dramática consequência da operação Lava Jato”, afirmou.

Para ele, a instabilidade permanente, que é a lógica de funcionamento do governo Bolsonaro, é um efeito colateral da desorganização institucional gerada pela Lava Jato. “Ao negligenciar o papel do mercado, dos interesses estrangeiros, da complexidade das variáveis que estão por trás do problema da corrupção, a Lava Jato criou uma narrativa que promoveu uma grande confusão entre o que é a negociação e o que é a negociata e entre o que é a concessão no diálogo político e o que é a corrupção”, afirmou.

Nosaki explicou que isso criou o “’cenário necessário para deslegitimação da dinâmica institucional brasileira”, provocando uma crise do presidencialismo de coalisão, que se reflete no modus operandi do governo Bolsonaro, de governar via decretos e medidas provisórias, sem ter bases de sustentação no legislativo, criando um estado permanente de instabilidade.

 “É a mesma lógica da operação Lava Jato, desde que foi criada em 2014, através do uso abusivo de delações premiadas, de vazamentos seletivos, prisões preventivas, levando os três poderes a agirem fora do espectro que estava previsto dentro do presidencialismo de coalisão. Isso instaurou o caos institucional no Brasil e abriu as portas para o surgimento do governo Bolsonaro. O bolsonarismo é o filho mais nefasto do lavajatismo”, afirmou.

O pesquisador do Ineep revelou que, além da criminalização do sistema político, a Lava Jato desmontou a indústria nacional e abriu espaço para os interesses estrangeiros que miravam justamente os recursos estratégicos do Brasil. Além das operadoras multinacionais de petróleo que já vêm se apropriando do pré-sal, as fornecedoras estrangeiras do setor também estão sendo beneficiadas por essa rede de interesses privados.

“A Lava Jato construiu o cenário e a narrativa que deram legitimidade para um impeachment ilegítimo, uma prisão ilegal, o desmonte do sistema político e do parque produtivo nacional, abrindo as portas para a privatização da Petrobrás e desnacionalização do setor petróleo”, afirmou William.

Imprensa da FUP 

Publicado em VIII Plena FUP

Passado um ano da Reforma Trabalhista do governo Temer, a promessa de aumento do número de empregos e da renda dos trabalhadores não se confirmou. Ao contrário: houve elevação da informalidade, precarização dos contratos de trabalho e redução de 90% nos acordos coletivos renovados com aumento salarial em maio de 2019.

Este diagnóstico resume a mesa de debate “Efeitos da Reforma Trabalhista e Liberdade Sindical, por quê querem acabar com os sindicatos?”, com o economista Cloviomar Cararine, técnico da FUP/Dieese, e o líder sindical Adilson Araújo, presidente da CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil), que acontece nesta manhã na VIII Plenafup (Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros), em Belo Horizonte.

Cloviomar fez um histórico das mudanças trabalhistas, que tiveram como finalidades reduzir o custo do trabalho,  criar uma máxima flexibilidade para alocação de mão de obra por meio da introdução de contratos vulneráveis, facilitar a demissão, impedir a criação de passivos trabalhistas, restringir as negociações e incentivar a negociação individual entre empresa e trabalhador e inviabilizar a ação dos sindicatos.

O economista afirma que esta investida brasileira se insere em um cenário global de ataques do capital contra o trabalho. Levantamento do próprio Dieese mostra que de 2008 a 2014 houve 642 mudanças nas legislações trabalhistas de 110 países de 2008 a 2014. Em 55% destes casos, o objetivo foi diminuir a proteção ao emprego.

No Brasil, as promessas básicas de “gerar emprego”,” melhorar o ambiente de negócios”, “modernizar as relações de trabalho” e “melhorar a vida dos trabalhadores”, se converteram em crescimento na taxa de desocupados (de 10% para 13% em um ano),  aumento na taxa de desalento, quando o trabalhador desiste de procurar emprego (16%), aumento da informalidade, do trabalho intermitente, do trabalho em tempo parcial e do trabalho temporário.

Petroleiros

Na categoria petroleira, além dos impactos gerais que atingem a todos os trabalhadores, houve mudanças específicas no comportamento da Petrobrás em relação à força de trabalho, como também mostra Cararine. Ele destaca que houve um movimento de a empresa querer apresentar a sua pauta antes dos trabalhadores, busca dos trabalhadores pela manutenção dos acordos coletivos, atuação de profissionais de Recursos Humanos externos à Petrobrás nas negociações com os sindicatos, tentativa da empresa de não negociar mais a PLR, mudança pela companhia no plano de cargos (PCR), impactos na Petros, redução de jornada com redução de salários, aumento do teletrabalho e disputa cultural dos trabalhadores.

Fusão das centrais sindicais

Presidente da CTB, Araújo também fez um diagnóstico dos impactos nocivos da Reforma Trabalhista, mas centrou mais a sua intervenção nos aspectos políticos e de reorganização do movimento sindical para enfrentar o atual cenário. Ele defendeu a fusão de centrais e sindicatos, para que se tornem mais fortes para enfrentar a reestruturação do capital. A própria CTB, afirmou, está em diálogo com a CGT (Central Geral dos Trabalhadores) para que haja uma possível fusão.

“Precisamos  ter um olhar para com a organização social dos trabalhadores a partir do chão da fábrica, levando em conta as subjetividades. Precisamos reforçar a nossa representatividade entre terceirizados e até desempregados”, disse, defendendo que um dos caminhos para isso é “reestruturar também os sindicatos. fundir para ficarmos mais fortes”.

“Estamos diante da mais feroz ofensiva do capital contra o trabalho, algo que não encontra paralelo sequer no regime militar de 1964”, advertiu. Para ele, é necessário, empreender uma “luta sem trégua”, politizar a população, criar um fórum das centrais e fazer a disputa da comunicação com a grande mídia.

Ouça a reportagem da Rádio NF

Imprensa do Sindipetro-NF | Foto: Alessandra Murteira (FUP)

 

 

Publicado em VIII Plena FUP

Os petroleiros e petroleiras presentes na VIII Plenafup debateram na tarde de hoje, 24, a “Reforma da Previdência ou ajuste fiscal para os pobres” com o sindicalista e ex-ministro do governo Lula, Ricardo Berzoini e a assessora jurídica do Sindipetro Caxias,Danielle Motta.

Berzoini alertou que o projeto de Reforma Previdência do Governo Bolsonaro é contra o povo, porque acaba com direitos e tudo que foi feito em relação à seguridade social no país

“Os trabalhadores têm como tarefa lutar para impedir essa tragédia. Não há nenhuma razão para o Brasil abrir mão desse sistema que foi construído ao longo de décadas pelo sistema de repartição onde quem trabalha, paga para quem está aposentado, é pensionista ou em auxílio doença, maternidade ou reclusão” disse. Segundo Berzoini o sistema funciona adequadamente, desde que tenha uma estratégia de financiamento, que passa pela Reforma Tributária.

Para ele é necessário definir uma nova estratégia tributária para financiar o compromisso da sociedade brasileira incluindo trabalhadores ativos, empresários e União. Para que haja proteção social e fortalecimento do mercado interno.

O governo e a grande mídia estão mentindo para o país. Se vc tirar 1 trilhão e duzentos milhões de reais da economia, significa enfraquecer essa economia que é baseada no mercado interno. A imensa maioria do povo recebe de aposentadoria 3 mil reais, que financiam a economia familiar ou o mercado de uma cidade que ajudam a girar a roda da economia.

A aposentadoria ficará mais difícil para quem é mais pobre. Porque quanto mais pobre, mais difícil de chegar numa idade mais avançada. A expectativa de vida de quem é mais rico pode chegar a mais de 85 anos, normalmente são esses que recebem os  maiores benefícios.

“A previdência brasileira não tem déficit nem superávit porque nós podemos calibrar as formas de financiamento com cuidado, para financiar e reduzir equilíbrios. Ele não querem adequar as regras da previdência, querem fazer um ajuste fiscal entregando a conta para os pobres” – concluiu Berzoini.

A segunda palestrante Danielle Motta alertou que a Previdência Social é garantida na Constituição, um direito social com um capítulo próprio, e essa reforma acaba com isso. Comentou que em 2016, o governo Temer através de uma emenda constitucional permitiu que o governo utilizasse de 20% a 30% do dinheiro da Previdência para outros investimentos. “Ora, se a Previdência é deficitária, como tiro dinheiro dela?” – alerta.

Depois veio o teto dos gastos que desmontou a saúde, a Lei da terceirização que libera salários menores e com isso uma arrecadação menor, a reforma trabalhista alterando mais de 200 artigos se a pessoa trabalhar num ritmo intermitente não terá como ser assegurada pela previdência. Foram diversos ataques à classe trabalhadora e aos direitos sociais.

“Todo trabalhador aguarda pela sua aposentadoria. É um bem muito precioso para o trabalhador” – comentou.

Segundo Motta, “o regime atual da previdência é um compromisso assumido socialmente na Constituição com as gerações futuras. Trabalhamos para que o outro tenha sua aposentadoria e assim as novas gerações vão assumindo de forma sequencial” .

Imprensa do Sindipetro-NF

Publicado em VIII Plena FUP

Nesta sexta-feira, 24, pesquisadores do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis Zé Eduardo Dutra (Ineep) lançaram na VIII Plenária Nacional da FUP o segundo livro da série “Geopolítica, Estratégia e Petróleo: Transformações Internacionais e Nacionais”. O livro reúne artigos que o Instituto produziu ao logo do último ano, fruto de estudos e análise dos pesquisadores sobre o setor petróleo. “Esse livro tem um viés mais interessante em relação ao outro, ao tratar também de questões conjunturais da Petrobrás”, destaca Rodrigo Leão, coordenador técnico do Ineep.

“Nesse segundo livro, trazemos um conjunto de reflexões, como, por exemplo, análises de experiências internacionais das grandes petrolíferas para poder avaliar se a Petrobrás caminha na contramão ou em convergência com o que está acontecendo no mundo. Além disso, temos artigos  problematizando com o que está acontecendo no Brasil no setor de óleo e gás”, explica William Nozaki, um dos pesquisadores do Ineep. Ele revela que os estudos feitos pelo Instituto demonstram que a atual gestão da Petrobrás ao vender ativos e quebrar a verticalidade da empresa está abrindo o mercado para a construção de monopólios estrangeiros no Brasil.

Acesse aqui o livro do Ineep.

[FUP]

Publicado em VIII Plena FUP

Petroleiros de todo o país que estão em Belo Horizonte para a 8ª Plenária Nacional da FUP mandaram um recado para a gestão da Petrobrás: a categoria vai lutar até a última gota para defender a empresa e os direitos conquistados a duras penas. Esse foi o tom que marcou as falas das lideranças sindicais no ato da manhã desta sexta-feira, 24, em frente à Refinaria Gabriel Passos, uma das oito unidades que estão na lista de privatização anunciada pela direção da empresa. Ao final da mobilização, os petroleiros da Regap realizaram uma assembleia que aprovou por unanimidade a participação na greve geral do dia 14 de junho.

É a resposta da categoria aos gestores da Petrobrás, que apresentaram na quarta-feira, 22, uma proposta de desmonte do Acordo Coletivo de Trabalho, que aniquila direitos e benefícios sociais e ataca frontalmente as organizações sindicais.

“Não há saída individual. A luta é coletiva”

“Essa proposta de acordo coletivo é para pavimentar o caminho para a privatização. Só vamos mudar este quadro, se os trabalhadores entenderem que não há saída individual. A luta é coletiva”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Também presente ao ato na Regap, o coordenador da FNP, Adaedson Costa, ressaltou a importância do engajamento de cada trabalhador e trabalhadora na luta em defesa da Petrobrás. “Nós aqui na linha de frente já estamos dia a dia, de norte a sul deste país, defendendo a Petrobrás, mas é com a participação ativa de cada petroleiro que vamos fazer a diferença da classe trabalhadora e reverter todas as mazelas que estão sendo impostas à categoria e à população”, declarou.

Construir a greve geral

As lideranças sindicais petroleiras enfatizaram que é fundamental que a categoria esteja junto novamente com os estudantes e profissionais da educação na mobilização do dia 30 e na greve geral do dia 14 de junho. “É na luta, como outras gerações fizeram, que iremos defender a nossa empresa, porque defender a Petrobrás não é defender o meu, o seu emprego. Defender a Petrobrás é defender um Brasil soberano”, afirmou o coordenador da FUP, José Maria Rangel.

Imprensa da FUP | Fotos:  Paulo Neves, Maria João Palma (FUP) e Arthur Varela (Sindipetro-RN)

 

e6440164-9c2c-4e0f-9ad3-ee934b3033d7
f786d4af-0736-4055-908c-cdd847e56d4a
e87fdc0a-7a9a-497e-9a95-39668110e7c5
d70cdae0-864b-4432-bb8e-89b9634426c5
b1cd0d76-5099-4598-a684-18551c20e654
cc49b287-84fb-4898-8bea-9e74c0c75762
495966a0-a2e5-4d08-889f-2d2dfd4308f6
31122f5f-a90d-48fa-ba0b-8cfa7e322b1b
6289b4f1-3c48-46ff-b59a-684c543fbda2
98d8c1f7-6109-4b12-aad1-490539019bb7
77f02ce7-66a2-4fb3-9f12-4d600aa2ad16
070d5771-e0b5-4115-8d0d-c525c8e1cb7b
9eb9ced5-b902-4f93-9178-4e1785e16ea0
4f375cc1-9a40-488f-b48e-07169c9a3d8d
1f71aa41-6d96-4890-a279-caf8f09a7f1f
0f37ea7d-e5c1-4a3c-b8ac-795114544718
1b59ef12-0dd8-4e73-84b5-e51ab5157fec
eb32ca14-bda3-43d2-af22-27f5c1582e86
ff364e35-622f-401b-9b6c-b33b63c3f8a9
eb7f30b2-4160-4fe3-b539-a40b76dc15ac
dec144b9-7847-43ee-9d3f-f363e31e26aa
c75a38e1-e3bf-4e83-a9f0-9abbcb8b4d0a
c36a12a5-78d9-4dbf-ace8-832eb3e034ea
bc72c306-2d14-4398-996a-8925a2377bb7
bb0f90e8-46ba-4984-be66-894903b8598b
b63598fd-2176-41e1-9c10-0b63e960182b
aaa942f6-b5c4-44a7-9ea5-ad1208eeb453
aa4f844f-3833-42d6-a537-68c28388c73e
a087199b-eaa6-4328-80bd-810e812aee7d
a5058e89-2ef0-45b6-8f9c-66f72e633bd9
a88d7840-475d-4f45-8c09-790a374512ba
09345531-0388-4a91-8be5-e3cadb0d6c96
7998845f-212f-44c0-80be-ff8a82c5b60f
860117f0-ed62-4dd1-a24a-08dbb5f59282
0308918e-9811-4cf1-9f98-496f0ddac008
860117f0-ed62-4dd1-a24a-08dbb5f59282-1
7147c9fc-e262-497c-a754-2f750763df50
9529bdb1-123b-4f0c-8b21-e2c35f86be03
781fc781-68f4-4384-99b4-51cc35b128d4
426ad6ef-9800-494e-98d9-aa5e83ee2284
583e82e4-74fc-40e0-8e43-fd3173b22deb
84dedfb1-be9a-40be-a41e-dbe69271d03d
306ac5e4-8a20-4b43-87f8-f98144985e48
63f53b4c-4ffc-4a4d-8b5b-934c2deb339f
69df636c-99e7-4561-a86b-b96475403afc
55c55822-839c-415a-a893-f98f5c7befa0
57e6ba94-beaa-46c3-872d-0e16f9f5ac8f
54ccc8d3-61b0-469e-92eb-79012f9067bb
6ba5e11f-3025-47b6-88bf-a6ca8ba49e71
6f647fb7-e1b8-4871-8aa7-23c40994b82f
4fbb40fd-35ae-4329-81de-087564dfd55b
3e084a08-84af-4300-a519-5aa753a54980
4b4aa873-4af6-4ed1-9cce-05edaf2ad0f1
3a2d6eec-f668-4639-9207-18058b4dd739
2b4f8aca-c58c-4709-909c-d90bcf03ed98
0fd247ed-c985-4779-934f-fbc4648589a0
1c5012ba-ca7d-43e8-8faa-615258ea6e13
0ac8e685-4ba4-4a9e-95a3-479947e92b6d
0ebdea84-c41b-45f9-b81a-dc98f5805d33

 

Publicado em VIII Plena FUP

Os petroleiros presentes em Belo Horizonte para a 8ª Plenária Nacional da FUP participaram no último dia 22 de Audiência Pública na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), que culminou com o lançamento da Frente Parlamentar Mineira em Defesa da Petrobrás. Na próxima quarta-feira, 29, a FUP e seus sindicatos estarão em Brasília para o lançamento da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobrás.  

Iniciativa do mandato da deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), a audiência denunciou os prejuízos irreparáveis que a gestão entreguista da Petrobrás está causando à população brasileira.  Foram abordadas questões como a política de preços de derivados que fez disparar a gasolina, o díesel e o gás de cozinha; a privatização de gasodutos, refinarias, campos de petróleo e outros ativos estratégicos da empresa; os desinvestimentos impostos pelos governo Temer e Bolsonaro, além de outros ataques à soberania nacional, que desmontaram a cadeia de óleo e gás do país.

Os petroleiros Tadeu Porto e Alexandre Finamori representaram a FUP e o Sindipetro MG na audiência, que contou também com a participação do secretário-geral da Central Única dos Trabalhadores (CUT-MG), Jairo Nogueira Filho, da diretora da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE), Marilda de Abreu Araújo, e do engenheiro Paulo César Ribeiro Lima.

 

[FUP]

Publicado em VIII Plena FUP

A construção de uma grande greve petroleira deverá ser o principal resultado da VIII Plenafup (Plenária Nacional da Federação Única dos Petroleiros), que começou hoje e segue até o próximo domingo, em Belo Horizonte. Na avaliação dos sindicalistas, não haverá outra maneira de impedir o conjunto de ataques aos direitos dos trabalhadores que está sendo proposto pela Petrobrás e pelo governo do presidente Jair Bolsonaro.

“Esse governo vem com uma posição muito truculenta em relação a todos os trabalhadores e em especial aos trabalhadores da Petrobrás. Na primeira reunião de negociação a empresa já deu o cartão de visita dela, veio rasgando mais de 60% do nosso Acordo Coletivo”, afirma o coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra.

Felipe Pinheiro, coordenador de comunicação do Sindipetro-MG, o sindicato anfitrião da plenária, também destaca a preocupação da categoria com as privatizações, lembrando a venda de refinarias e, especialmente, da Regap (Refinaria Gabriel Passos), na região metropolitana de Belo Horizonte.

“Aqui em Minas estamos no olho do furacão, com o anúncio da venda da Regap sendo incluída entre as oito refinarias que a Petrobrás quer privatizar, e acabamos de passar por um processo muito doloroso que foi o crime da Vale em Brumadinho, então a gente entende que Minas Gerais é um local importante para fazer o debate e mostrar a nossa força”.

Greve a caminho

Bezerra considera inevitável que os petroleiros entrem em greve dentro de pouco tempo, admitindo que a plenária acaba, na prática, assumindo um caráter de seminário de greve.

“A gente não pode dispensar os nossos seminários regionais, mas sem dúvida esse clima mostra que a obrigatoriedade de a categoria petroleira fazer uma greve é certa. A gente vai debater isso aqui também, cada um com a sua especificidade, os seminários regionais vão acontecer também , mas esse ano vai enfrentar, sem dúvida, uma greve muito dura”, explica.

O diretor do Sindipetro-MG, concorda: “é uma coisa que a gente esperava . A entrega antecipada da pauta foi uma análise correta da FUP e seus sindicatos porque a gente já estava esperando que ia vir bomba para o acordo coletivo. O momento de estar tanta gente aqui, do Brasil inteiro, é de afinar a viola e pensar estratégias de luta nesse próximo período incluindo o ACT e para barrar a privatização da Petrobrás”, afirma Pinheiro.

A Pauta de Reivindicações da categoria petroleira foi entregue à Petrobrás na semana passada. Os trabalhadores reivindicam a prorrogação do atual acordo por mais dois anos. A empresa, por sua vez, apresentou uma lista de cortes que deseja fazer no acordo.

Imprensa do Sindipetro-NF |Foto: Arthur Varella (Sindipetro-RN)

Publicado em VIII Plena FUP
Página 1 de 2

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram