O ministro Ives Gandra se comprometeu a fazer uma nova mediação ainda esta semana. Medida é mais um esforço para que a gestão da Petrobrás cumpra o compromisso acordado no final da greve de fevereiro de 2020, de pactuar com os trabalhadores tabelas de turno aprovadas nas assembleias

[Da imprensa da FUP | Foto: Agência Petrobras]

A FUP retoma esta semana a mediação com o Ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, como mais uma tentativa de resolver o impasse criado pela gestão da Petrobrás em torno da tabela de turno nas refinarias. A nova mediação foi definida pelos sindicatos, no último dia 21, durante reunião do Conselho Deliberativo da FUP, em resposta ao descumprimento sistemático por parte da Petrobrás do acordo mediado com o TST no final da greve de fevereiro de 2020, que garantiu o compromisso da empresa em pactuar com os trabalhadores tabelas de turno que fossem negociadas e aprovadas pela categoria em assembleias.

À revelia do que foi acordado na mediação, a gestão bolsonarista da Petrobrás está implantando, de forma unilateral, a tabela 3x2 (três dias de trabalho e dois dias de descanso), que foi rejeitada pelos trabalhadores. Em assembleias realizadas em setembro, a categoria voltou a afirmar que não aceita a imposição de tabelas de turno que não foram escolhidas pelos trabalhadores e aprovou mobilizações para se contrapor à medida da empresa, paralelamente às ações jurídicas dos sindicatos para fazer valer o acordo mediado com o TST.

Gestão mente sobre acordos assinados

A gestão da Petrobrás segue desrespeitando os trabalhadores, as entidades sindicais e o próprio judiciário, recorrendo, inclusive, a mentiras para tentar pressionar a categoria a aceitar goela abaixo a tabela de turno que melhor convém à empresa.

Uma das táticas utilizadas são informes mentirosos, onde os gestores da Petrobras alegam que poucos sindicatos ainda não assinaram o acordo, o que não é verdade. Das 14 refinarias que a empresa anuncia em seus informes, apenas na REPLAN, o acordo foi assinado, após aprovação dos trabalhadores. Além dessa base, somente a RPBC já tinha acordo pactuado no âmbito da mediação, e a REFAP e a SIX têm acordos judiciais, com tabelas de 8 horas. Veja abaixo.

Terminais da Transpetro e PBio

O diretor da Secretaria de Assuntos Jurídicos da FUP, Arthur Ragusa (Bob), chama atenção para o fato de que, diferentemente das refinarias, a negociação de tabela de turno com a Transpetro e a PBio ocorreu de forma tranquila e transparente, com cláusulas que representaram fielmente o que foi tratado com as entidades sindicais. “Quase todos os terminais já fecharam acordo com a Transpetro, a maioria com regimes de 12h. As minutas do acordo de fato representam o que foi pactuado no TST. Nas usinas da PBio também foi assinado acordo para o turno de 12h, sem cláusulas controversas. Nestas duas subsidiárias integrais da Petrobrás, a negociação ocorreu de forma muito mais tranquila e transparente. Qual a dificuldade da controladora então?”, questiona. 

Nas bases de apoio às plataformas e na Refinaria Clara Camarão (RN), que foi incorporada à área de E&P em 2017, o regime de turno de 12h foi mantido.

Refinarias SEM acordo de tabela de turno:

 

REPAR (PR)

RECAP (SP)

REVAP (SP)

REDUC (RJ)

REGAP (MG)

RLAM (BA)

Abreu e Lima (PE)

REMAN (AM)

LUBNOR (CE)

Em todas essas bases, os sindicatos recorreram à justiça para evitar o retorno da tabela 3x2

 
Refinarias COM acordo pactuado:

 

REPLAN (SP) - 12h - minuta da Petrobrás

RPBC (SP) - 08h - minuta da mediação de greve

 
Refinarias com acordos judiciais:

 

SIX (PR) - tabela definida judicialmente após greve

REFAP (RS) - tabela definida por ação do MPT

Ambas as bases estão em regime de 8h, sendo que na REFAP, a tabela foi referendada em assembleia

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Os petroleiros e petroleiras reafirmaram nas assembleias que não aceitarão passivamente a imposição de uma tabela de turno contrária a que foi escolhida pela categoria. Seguindo o indicativo da FUP, os trabalhadores rejeitaram a tabela 3x2 (três dias de trabalho e dois dias de descanso), que a gestão da Petrobrás está ameaçando implementar nas refinarias, contrariando o acordo mediado pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST), no final da greve de fevereiro de 2020.

As assembleias foram concluídas esta semana nas bases da FUP. Os petroleiros reiteraram a tabela escolhida pela categoria antes da pandemia e aprovaram mobilizações, com corte de apoio operacional nas folgas, a partir de outubro, caso a empresa implante unilateralmente a tabela 3x2. Além disso, a FUP e os sindicatos tomarão as medidas legais cabíveis para denunciar mais essa arbitrariedade da Petrobrás. 

Entenda o fato

A falta de diálogo com as entidades sindicais tem sido a marca das gestões bolsonaristas da Petrobrás, o que levou o TST a mediar a negociação do Acordo Coletivo de 2019, que, mesmo assim, foi descumprido pela direção da Petrobrás, um dos motivos da greve de fevereiro de 2020. Novamente, a Petrobrás tenta atropelar o acordo mediado pelo Tribunal no encerramento da greve, que garantiu a pactuação de tabelas de turno que fossem negociadas com a empresa e aprovadas pelos trabalhadores em assembleias.

Além de descumprir o que havia acordado com as representações sindicais, via TST, os gestores da Petrobrás ainda se aproveitaram da pandemia da Covid-19 para impor uma série de medidas ilegais, novamente de forma unilateral, com o nítido propósito de atender, única e exclusivamente, os interesses da empresa. Os trabalhadores tiveram salários drasticamente reduzidos, alteração de escalas e de regimes de trabalho, descontos ilegais, entre várias outras medidas arbitrárias, contestadas pela FUP e seus sindicatos através de ações judiciais.

Com o retorno da categoria ao trabalho presencial, cujas regras estão sendo impostas sem negociação com a FUP e os sindicatos, a gestão da Petrobrás quer implantar, goela abaixo dos trabalhadores, a tabela de turno 3x2.

[Imprensa da FUP | Foto: Sindipetro SP]

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Em assembleias realizadas pelo Sindipetro Bahia de 17 a 23/09, com todas as turmas da Refinaria Landulpho Alves (RLAM), os trabalhadores rejeitaram, por ampla maioria, a tabela 3×2, que a direção da Petrobrás quer implantar na refinaria a partir de 1º de outubro.

Eles também reafirmaram a escolha, que já havia sido feita anteriormente em assembleias, da tabela de 12h, conforme mediação feita pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST). Os trabalhadores aprovaram ainda que seja feita a cobrança administrativa, judicial, ou por mobilizações e manifestações públicas, da imediata implementação do acordo firmado no TST, que garante ao Sindipetro Bahia a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho, com a tabela escolhida legitimamente pelos trabalhadores.

Foi aprovada também a realização de mobilizações com o corte do apoio operacional nas folgas, caso a gestão da Petrobrás implemente a tabela 3×2. Foi consenso, nas assembleias, que nenhum trabalhador vai compor turma na folga. Além disto, os trabalhadores aprovaram uma pauta reivindicatória local.

O resultado final das assembleias deixou claro que os trabalhadores não vão aceitar a imposição da direção da Petrobrás, que, mais uma vez, descumpre um acordo, que foi firmado, inclusive, em uma instância superior da justiça. A votação foi a seguinte: 243 trabalhadores votaram a favor das propostas do Sindipetro e contra a tabela que a Petrobrás quer impor, 2 votaram contra e 3 se abstiveram.

O Sindipetro já encaminhou a deliberação para a assessoria jurídica da entidade para as providências cabíveis, de forma a buscar judicialmente a implementação da tabela escolhida pelos empregados e contra a qual não se opôs a Petrobrás, visto que o único motivo para a recusa da empresa em assinar o acordo é a descabida exigência de renúncia de direitos referentes à tabela adotada até janeiro/2020, o que não se pode admitir. Assim que houver notícias relevantes sobre essa questão jurídica a categoria será imediatamente informada.

Fique ligado nas redes sociais do Sindipetro para acompanhar os desdobramentos da ação e das decisões do Judiciário sobre o tema.

Veja outros pontos aprovados pelos trabalhadores nas assembleias, que farão parte de uma pauta reivindicatória local

  •  Reposição do efetivo mínimo de trabalhadores nas unidades de processo, com a realização de concurso público – nos últimos anos, a gestão da refinaria não tem respeitado o contingente mínimo de trabalhadores para a unidade operar em segurança gerando muitas horas extras através de dobras de 24h e convocações ilegais nas folgas o que evidência a necessidade de reposição do efetivo nas turmas de turno. Por isso, até que a reposição aconteça exigimos que os setores só operem com o número mínimo do efetivo, em cada unidade de processo, utilizado antes da aplicação do judicializado O&M.
  • Pagamento correto das homologações das rescisões contratuais que estão ocorrendo com descontos ilegais e complessivos.
  • Extinção do saldo AF que promove descontos ilegais em dias que seriam de folga na tabela dos trabalhadores
  • Definição de critérios objetivos para mudança de ênfase e transferências.
  • Restituição integral dos valores cobrados e fim dos descontos da AMS até o encerramento das negociações.
  • Manutenção das atividades executadas por trabalhadores próprios e fim da terceirização das atividades fins
  • Elaboração de um plano sobre segurança operacional com a participação do Sindipetro BA.
  • Correção dos valores dos PDVs das pessoas que tiveram prorrogação da saída por interesse da gestão da empresa, com base no reajuste garantido pelo ACT.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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Na noite desta quinta-feira, 30, a FUP realiza uma setorial nacional, através de videoconferência, para atualizar as petroleiras e os petroleiros sobre as discussões que estão sendo travadas com a Petrobrás no GT de Teletrabalho, que voltou a se reunir no dia 15 de setembro. Conquistado no ACT, o GT é um fórum paritário, onde a FUP tem cobrado desde o ano passado o atendimento das reivindicações aprovadas pela categoria para o regramento do teletrabalho e que foram apresentadas à Petrobrás no dia 23 de julho de 2020, durante a campanha reivindicatória.

A empresa, no entanto, ignora a proposta de regramento apresentada pelos trabalhadores e insiste em impor o retorno ao trabalho presencial, sem qualquer negociação com a FUP e seus sindicatos. Mesmo reconhecendo no GT a qualidade da pesquisa que a Federação realizou com os trabalhadores sobre o teletrabalho, a gestão da Petrobrás atropela as necessidades e reivindicações expressas pela categoria.

Com participação de 1.242 petroleiros e petroleiras, a pesquisa identificou que 92% dos entrevistados querem que o regramento seja negociado com os sindicatos, 87% entendem que é preciso uma regra mais transparente sobre os critérios de quem pode ou não estar em teletrabalho e 81% querem previsibilidade sobre o tempo de permanência.

A Petrobrás, no entanto, está impondo critérios unilaterais para retorno às atividades presenciais e um modelo híbrido para os empregados que tiverem feito a adesão ao teletrabalho permanente, sem negociar um regramento que atenda minimamente as reivindicações dos trabalhadores.

“Precisamos que a categoria participe da setorial desta quinta, não só para discutir o andamento do GT, como para sabermos como está acontecendo na prática as convocações e definições de quem vai retornar ao trabalho e da escala dos dias presenciais e de teletrabalho”, afirma a diretora da FUP, Cibele Vieira. 

A setorial será feita pela plataforma de videoconferência Google Meet, às 19h. 

Para participar, acesse o link através do seu aplicativo do Google Meet no celular ou computador:

https://meet.google.com/zww-vchf-uiq

 Ou disque: ‪(BR) +55 11 4935-2510‬ PIN: ‪486 014 509‬#

Outros números de telefone: https://tel.meet/zww-vchf-uiq?pin=4226412916544

[Imprensa da FUP]

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Uma semana inteira de diálogo e escuta em todos os turnos para o encaminhamento coletivo sobre uma prática abusiva que a direção da Petrobrás quer impor, descumprindo o Acordo Coletivo de Trabalho (ACT) firmado junto à categoria petroleira no Tribunal Superior do Trabalho e que define a legitimidade dos trabalhadores pela escolha da tabela de turnos através de espaços deliberativos da própria categoria.

Ao final da série de assembleias realizadas na Refinaria Abreu e Lima (Rnest), o conjunto dos trabalhadores aprovaram o indicativo à Federação Única dos Petroleiros (FUP) pela realização de atividades de mobilização, pela implementação do acordo firmado e rejeitando a imposição da tabela de turnos 3×2 apresentada pela Petrobrás.

registrar que no processo de ampla margem em favor dos indicativos da FUP, os petroleiros contaram com o apoio e a solidariedade de classe de entidades parceiras.

[Da imprensa do Sindipetro PE/PB]

Publicado em SINDIPETRO-PE/PB

Em setorial realizada nesta tarde, em conjunto pelo Sindipetro-NF e pelo Sindipetro-ES, as direções sindicais orientaram a categoria petroleira que atua em turnos a pressionarem a gerência de Relações Sindicais da Petrobrás a abrir negociações com as entidades sobre a alteração nas escalas de turno de 12 horas. O indicativo é de mobilização digital pela abertura de negociações.

Os petroleiros e petroleiras devem enviar e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., solicitando a postergação das mudanças para 1º de novembro de 2021 e a reabertura de mesa de negociação com Sindipetro-NF e Sindipetro-ES sobre o tema.

“O sindicato tem interesse de assinar os acordos, mas tem que ver os detalhes de cada realidade de trabalho para cada gerencia. Participaram mais de 250 trabalhadores e trouxeram relatos que a empresa está fazendo terror de que vai implementar a escala 3×2 em turnos de 8h, caso o acordo não seja assinado até o final de setembro”, relata o coordenador do NF, Tezeu Bezerra.

Os sindicatos têm denunciado que a Petrobras se mantém intransigente na alteração das escalas de turno de 12 horas, negando solicitação era que as entidades ampliem os debates com as bases.

O NF reforça que essa falta de diálogo é inadmissível e a categoria não pode aceitar essa decisão arbitrária por parte da empresa. Os diretores Tezeu Bezerra (NF), Claudio Nunes (FUP) e Valnisio Hoffmann (ES) estiveram entre os que deram informes sobre o tema à categoria durante a setorial de hoje.

Sugestão de texto para o e-mail

“Nós, trabalhadores do turno, solicitamos ao RH da Petrobrás que abra mesa de negociações com os Sindipetros NF e ES e postergue qualquer mudança nas escalas de trabalho para 1º de novembro de 2021, para que as nossas entidades representativas possam dialogar com a empresa acerca do tema”.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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Os petroleiros e as petroleiras que participaram da assembleia virtual, realizada nessa terça-feira (21), definiram pelo regime de turno de 08 horas. No total, 264 trabalhadores participaram do pleito, onde 135 optaram pelo turno de 08h e 129 preferiam a jornada de 12h. O Sindicato comunicará a empresa sobre a decisão, levando em conta as demandas já apresentadas pela categoria e reforçando que esta jornada não poderá ter dobras e que seja implementada de forma bem organizada.

O Sindipetro-RS realizou rodadas de setoriais com os trabalhadores de todos os grupos de turno, da REFAP, debatendo as questões da tabela de turno, regime de trabalho e sentença judicial da Ação Civil Pública, uma situação delicada, especialmente levando em conta as características diferentes de cada área.

Durante os encontros, foi explicado como se daria o processo de votação e a exigência de uma inscrição prévia para participar da assembleia. Além das setoriais, as orientações foram divulgadas no Papo Direto Online, Papo Direto impresso, grupos de WhatsAPP, lista de transmissão do Sindipetro, site, e-mail e publicação legal, no Correio do Povo, dia 16/09.

A apuração dos resultados foi transmitida pela plataforma virtual Zoom.

[Da imprensa do Sindipetro RS| Foto: Divulgação]

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A FUP orientou os sindicatos a realizar assembleias até o dia 28 de setembro, com indicativos de rejeição da tabela de 12 horas imposta unilateralmente pela Petrobrás e de aprovação de mobilizações para garantir o cumprimento do acordo mediado pelo TST

[Da imprensa do Sindipetro PR e SC]

Na próxima quinta-feira (23) começam as sessões de assembleias no Paraná para decidir sobre o modelo de tabela de turno ininterrupto de revezamento da Repar com 12 horas de jornada. Trata-se de mais uma etapa dentro do processo para a definição da escala de trabalho em turno. 


Leia também:

FUP convoca trabalhadores a se mobilizarem contra tabela de turno imposta unilateralmente pela Petrobrás


O Sindipetro PR e SC traz abaixo alguns pontos com informações importantes para esclarecer e auxiliar na tomada de decisão. Confira: 

1. Em 01 de fevereiro de 2020, a direção da Petrobrás implantou, de forma unilateral, uma tabela de turno de revezamento nos moldes de 3x2 – três dias de trabalho para dois de folga. Naquele mesmo mês, a categoria fez uma greve em âmbito nacional para tentar impedir o fechamento da Fafen-PR e a contrariedade à modificação da tabela também virou alvo de reivindicação dos petroleiros. 

2. Em 21 de fevereiro de 2020, uma mesa de negociação entre FUP/Sindicatos e a Petrobrás, mediada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST/DCG 1000087-16.2020.5.00.0000), resultou em um acordo para que os trabalhadores de cada refinaria da Petrobrás decidissem sobre a escolha das tabelas de turno, desde que atendam aos ditames legais, em substituição à tabela de 3x2 imposta pela Petrobrás. 

3. Alegando medida sanitária para conter o avanço do novo coronavírus, a Petrobrás implementa em março de 2020, novamente sem nenhuma negociação com os Sindicatos, um regime de trabalho de 12 horas diárias com tabela única para todo o refino. 

4. O Sindipetro PR e SC montou um Grupo de Trabalho com a participação de petroleiros da Repar para iniciar o processo de escolha da tabela de turno. Definiu-se por abrir prazo para a categoria enviar sugestões de tabelas com jornadas de 8h e 12h. O GT elencou algumas opções de tabela, após análise de critérios e consulta aos setores e grupos de turno, para apreciação e deliberação em assembleias. Também selecionou alguns critérios de análise para orientar a tomada de decisão, com informações sobre o ciclo, número máximo de zero horas seguidas e de folgas consecutivas, folgas aos finais de semana, sequência progressiva e jornada semanal máxima e mínima, por exemplo. 

5. Nos dias 4 e 7 de agosto de 2020, o Sindicato realizou assembleias nas quais os petroleiros da Repar avaliaram as opções elencadas pelo GT para as tabelas com jornadas de 08h e escolheram um dos modelos (vide tabela escolhida nos anexos abaixo). 

6. No início de junho deste ano foi retomado o processo de escolha de tabela e jornada do regime de turno. O GT recebeu dez modelos de tabelas de turno com jornadas de 12h. Foram selecionadas quatro opções que serão avaliadas nas próximas assembleias, que acontecem nos dias 23 e 27 deste mês (veja aqui!). Os modelos estão disponíveis nos anexos abaixo. Também estará em pauta a mobilização da categoria com recusa em trabalhar fora do horário estabelecido na escala, em caso de a empresa aplicar a tabela 3x2, conforme anunciado recentemente. 

7. A última etapa do processo será a realização de novas assembleias para decidir sobre a tabela com jornada de 8h ou 12h.

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A direção da Petrobrás continua descumprindo o acordo firmado com o Tribunal Superior do Trabalho (TST) e segue com a intenção de implantar, unilateralmente, a tabela de turno de 8h na escala 3×2, nas refinarias da estatal. O acordo pactuado no TST garante aos sindicatos a assinatura de Termo Aditivo ao Acordo Coletivo de Trabalho, com as tabelas escolhidas legitimamente pelos trabalhadores nas suas respectivas assembleias.

Diante da ilegalidade e da atitude antissindical da gestão da estatal e também levando em conta os prejuízos que a tabela imposta pela Petrobrás vai gerar para os trabalhadores, a FUP orientou os seus sindicatos a realizar assembleias com a categoria, deixando claro a posição contrária da Federação em relação a implantação desta tabela.

Na Bahia, as assembleias abrangendo todas as turmas da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) acontecem de 17 a 23/09. Veja abaixo: 

Calendário de assembleias na RLAM

Sexta (17) – Turma C – 20h

Domingo (19) – Turma E – 8h

Segunda (20) – Turma A – 20h

Quarta (22) – Turma D – 8h

Quinta (23) – Turma B – 20h 

A FUP e o Sindipetro Bahia querem a implantação imediata do acordo firmado no TST, respeitando a vontade soberana dos trabalhadores em assembleias e atendendo aos anseios da categoria.

O Sindipetro Bahia já enviou ofícios ao RH da Petrobrás, deixando claro que não assinará o acordo enquanto a estatal não retirar a cláusula (também imposta) que faz com que os trabalhadores abram mão de direitos passados.

Veja pauta proposta pelo Sindipetro que será analisada pela categoria nas assembleias

• Rejeição da tabela 3×2 implantada unilateralmente pela Petrobrás;

• Reiterar a tabela aprovada em assembleia da categoria e aprovar que seja cobrado administrativamente, judicialmente, ou por mobilizações e manifestações públicas, a imediata implementação do acordo firmado no TST, que garante aos sindicatos a assinatura do Acordo Coletivo de Trabalho, com as tabelas escolhidas legitimamente pelos trabalhadores nas suas respectivas assembleias

• Mobilização da categoria com o corte do apoio operacional nas folgas, a fim de garantir o cumprimento do acordado no TST pela Companhia.

[Da imprensa do Sindipetro Bahia]

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A Petrobrás enviou à FUP nesta quinta-feira, 09, o calendário de reuniões do GT de Teletrabalho, que serão realizadas quinzenalmente a partir da próxima quarta-feira, 15/09, até o dia 28 de outubro. A empresa, no entanto, insiste em retomar as atividades presenciais a partir do dia primeiro de outubro, com critérios impostos sem negociação com os sindicatos e contrariando a vontade da maioria dos trabalhadores, conforme apontou pesquisa realizada pela FUP e apresentada em julho à Petrobrás. 

Com participação de 1.242 petroleiros e petroleiras, a pesquisa identificou que 92% dos entrevistados querem que o regramento seja negociado com os sindicatos, 87% entendem que é preciso uma regra mais transparente sobre os critérios de quem pode ou não estar em teletrabalho e 81% querem previsibilidade sobre o tempo de permanência.

A Petrobrás, no entanto, está impondo critérios unilaterais para retorno às atividades presenciais e um modelo híbrido para os empregados que tiverem feito a adesão ao teletrabalho permanente, com critérios impostos pela empresa, alternando com a atividade presencial e limitado a três dias de trabalho remoto por semana. 

"Estamos discutindo o regramento do teletrabalho com a empresa há mais de um ano, mas até agora não foram atendidas as reivindicações apresentadas pelos trabalhadores. Nem mesmo após a gestão da Petrobrás ter tido acesso ao resultado da pesquisa, onde a categoria referenda a nossa pauta. Esperamos que as próximas reuniões do GT tenha algum resultado", destaca a diretora da FUP, Cibele Vieira, que coordena a representação sindical no GT de Teletrabalho, que é paritário, com participação da FUP e da Petrobrás.

Em documento enviado à FUP na primeira semana de setembro, informando sobre o retorno às atividades presenciais, o RH da empresa reiterou que a volta se dará em três etapas. A primeira contemplará 20% do efetivo administrativo de cada unidade do sistema a partir de outubro. A segunda, com a volta de 30% dos trabalhadores, está prevista para novembro e a terceira  tem previsão para dezembro, com a retomada de 40% do efetivo.

A Petrobrás informou que na primeira fase será priorizada a volta presencial dos trabalhadores que estiverem completamente imunizados com a segunda dose da vacina contra covid-19. Sem especificar quais comorbidades e critérios considerou, a empresa informou que petroleiros pertencentes aos grupos de riscos só voltarão em situações excepcionais, já as trabalhadoras gestantes permanecerão em teletrabalho.

Nenhuma dessas medidas, no entanto, foi discutida previamente com a FUP e seus sindicatos, que vêm cobrando da Petrobrás, reiteradamente, o respeito e cumprimento das normas estabelecidas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) e fundações de pesquisa brasileiras, como a Fiocruz e o Butantã. Cibele Vieira chama atenção para a falta de diálogo da empresa com a categoria sindical. “O que questionamos é a falta da participação do movimento sindical nesse planejamento de retorno da companhia. Não tivemos espaço para participar da discussão, só fomos avisados”, lamenta.

[Imprensa da FUP | Foto: Flávio Emanuel/Agência Petrobras]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.