Quinta, 08 Outubro 2020 18:05

Helicóptero tem pane em P-43

Na quarta, 7, um helicóptero S-92 matrícula PR OHF teve uma pane na P-43, a denúncia chegou ao Sindipetro-NF hoje. Trabalhadores contam que uma aleta direcionadora da exaustão da turbina soltou durante o pouso no helideck da plataforma, mas não atingiu ninguém. A aeronave ficou na plataforma até que a chegada da equipe de manutenção vinda de P-48.

Segundo relatos, a equipe fez o reparo e aguardava para dar uma nova partida no motor. Com a aeronave em condições de voo, só a tripulação voltará a bordo desse helicóptero e nova aeronave irá buscar a tripulação que está para desembarcar.

O Sindipetro-NF entrou em contato com a empresa que informou estar em reunião com o fabricante e a empresa aérea para entender as causas e que uma equipe subiu a bordo da P-43 para analisar o problema in loco. Segundo a Petrobras, antes de todas as outras aeronaves de mesmo modelo decolarem pós esse acontecimento, foram verificadas a mesma peça que se soltou e, como não encontraram problemas, liberaram para operar.

Por volta das 13 h, a Petrobrás informou também que a aeronave que teve o problema passou por manutenção e já retornou para o aeroporto somente com a tripulação. O fabricante informou que não houve outros casos correlatos, mas que vai avaliar a revisão da periodicidade de checagem da peça

O NF  cobrou a necessidade de manutenção das aeronaves que fazem o transporte de passageiros na Bacia de Campos no sentido de preservar vidas.

[Via Sindipetro-NF]

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A diretoria do Sindipetro-NF está participando hoje, 31, de uma auditoria da Operação Ouro Negro da plataforma de P-20 com foco na pandemia de COVID-19 a bordo. Durante a apresentação da auditoria, o diretor do sindicato Alexandre Vieira no início da reunião contextualizou a situação da COVID nas plataformas, o que o Sindipetro-NF tem feito e as conquistas da classe trabalhadora em relação às Normas Regulamentadoras e à emissão das Comunicações de Trabalho.

Para Vieira, a contaminação por COVID-19 nas plataformas pode ser considerado como o maior acidente de trabalho já ocorrido e que nada tem sido feito para investigar. Ele lembra que o sindicato é chamado para participar de comissão de investigação de um problema elétrico, mas que no caso dessas contaminações que chegam a quase 4 mil pessoas e que causam mortes, a empresa não investiga, nem para acabar com a contaminação.  Também denunciou a falta de transparência por parte  da Petrobras.

Na reunião foi tratado um caso de um trabalhador que embarcou num determinado dia e no dia seguinte sua esposa testou positivo para a COVID-19, tendo que desembarcar imediatamente. Vieira alertou que o fato de alguns trabalhadores não informarem no embarque a suspeita de estar contaminados e com isso colocar em risco todos os trabalhadores e trabalhadoras a bordo, está associado ao medo do empregado em perder o emprego.

Operação Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

Denuncie

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Contaminação mostra falhas nos protocolos de saúde e segurança que vêm sendo denunciadas pela FUP e seus sindicatos desde o início da pandemia e coloca em xeque proposta da Petrobrás de aumentar a população embarcada em plataformas.

Entre 30 de julho e 05 de agosto, 42 trabalhadores que estavam na plataforma P-50, no campo de Albacora Leste, na Bacia de Campos, testaram positivo para Covid-19, de acordo com informações levantadas pelo Sindipetro-Norte Fluminense. No dia do primeiro caso, havia 167 embarcados na unidade. Desde então, 33 pessoas com sintomas da doença retornaram ao continente – destas, 19 testaram positivo. Outros 23 trabalhadores foram testados a bordo após a detecção desses casos e registraram positivo para a doença.

A alta contaminação na P-50 confirma as falhas nos protocolos de saúde e segurança para a Covid-19 adotados pela Petrobrás para os trabalhadores que atuam nas plataformas marítimas e unidades terrestres da companhia, o que vêm sendo denunciado pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) e seus sindicatos desde o início da pandemia, em março. No caso das plataformas, as características do ambiente de trabalho, que dificultam o distanciamento entre as pessoas e obrigam a convivência entre trabalhadores nos camarotes, potencializam ainda mais os riscos de infecção em massa.

“Segundo informações que recebemos, na semana anterior já haviam desembarcado oito pessoas contaminadas. Já solicitamos à Petrobrás que teste toda a população de uma plataforma quando há casos na unidade, para evitar a disseminação da doença. Mas a empresa não nos atende, e isso acaba causando situações como esta da P-50 e como já ocorreram em outras plataformas”, explica Alexandre Vieira, coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF.

A infecção por Covid-19 registrada na P-50 ocorre no momento em que a gestão da Petrobrás vem convocando os sindicatos para discutir o aumento da população embarcada (POB) nas plataformas marítimas. A empresa ainda não definiu um cronograma, mas já vem aumentando a POB no campo de Búzios, na Bacia de Santos. Entretanto, em 27 de julho, a empresa suspendeu embarques e desembarques na plataforma P-77, instalada na área, por suspeitas de contaminação na unidade.

“A gestão da Petrobrás vem alegando que o aumento da população a bordo é necessário para garantir a segurança e a integridade das instalações. Mas o que os casos recentes da P-50 e da P-77 e de tantas outras plataformas que estamos denunciando desde o início da pandemia mostram é que o que está em risco é a saúde, segurança e a integridade dos trabalhadores e trabalhadoras dessas unidades e de suas famílias, e isso não está na lista de preocupações da companhia. O aumento de pessoas a bordo visa apenas o aumento da produção, que, devido à retração do mercado interno, está sendo exportada”, avalia Tadeu Porto, diretor da FUP.

 

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O caso da plataforma P-77, no campo de Búzios, que está entre as que retornaram a uma escala normal mesmo em meio à pandemia do coronavírus e voltaram a ter trabalhadores com teste positivo para covid-19, mostra como a Petrobrás continua a colocar os petroleiros e petroleiras em risco.

A empresa impôs o retorno a uma escala normal de trabalho no último dia 27 e, ao fazerem os testes, muitos trabalhadores acusaram positivo. Como tem sido sua prática, a gestão da companhia não divulgou os números de modo transparente.

Para a diretora do Sindipetro-NF, Jancileide Morgado, que atua no Departamento do Setor Privado, a situação é ainda mais preocupante para os trabalhadores das empresas privadas contratadas pela Petrobrás.

Na P-77, a sindicalista estima que aproximadamente 70% dos cerca de 100 trabalhadores que se revezam à bordo são empregados de empresas privadas. Assim como acontece em outras unidades, estes estão ainda mais vulneráveis.

“Regime horrível”

“Esse regime é horrível, onde nós terceirizados temos somente 14 dias de folga, sendo que temos que ir três dias antes e ficar em hotel, em muitos casos trabalhadorxs gastam um dia de viagem até ir para hotel no Rio, ficando somente nove dias em casa em isolamento”, relata Jancileide, que também é trabalhadora de uma empresa privada do setor petróleo, a Falcão Bauer.

“Essa gestão da Petrobrás vem deste o isolamento desrespeitado os trabalhadorxs, e no setor privado há a imposição da escala 21×21 sem pagamento de extras, depois a de 14×14, parecendo que tudo já voltou ao normal, não tem pandemia e nem mais de 90 mil mortos”, protesta a diretora.

Ela lembra ainda que o risco de contaminação cresce com as plataformas em atuação com o número normal de trabalhadores: “Sabemos que o risco de contaminação fica muito maior e as plataformas vem com POB [people on board] normal, colocando mais trabalhadorxs na linha de contaminação. Nós do sindicato deste começo estamos preocupados com as vidas destes que estão na linha de frente. A produção não pode valer mais que a vida”.

 

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A gestão bolsonarista da Petrobrás vendeu em um leilão online, na última sexta, 24, três plataformas da Bacia de Campos: P-07, P-12 e P-15, que haviam sido “descomissionadas” pela empresa. O plano de desmonte foi acentuado durante a pandemia do coronavírus e o governo nem mais disfarça a intenção de vender a companhia por completo, como demonstram falas cada vez mais à vontade do ministro da Economia, Paulo Guedes.

Um site de leilões — que tem entre as suas ofertas carros e imóveis — entregou as plataformas a um comprador identificado como “Marboteni”, de acordo com a imprensa, por US$ 1,45 milhão: US$ 750 mil pela  P-15; US$ 370 mil pela P-07; e US$ 330 mil pela P-12. O montante equivale a apenas R$ 7,5 milhões, na cotação de hoje, um valor irrisório para os bens adquiridos — para que se tenha uma ideia, com este valor seria possível comprar não mais do que três apartamentos de alto padrão na zona sul do Rio de Janeiro, com menos de 100 metros quadrados.

Para o Sindipetro-NF, a FUP e demais sindicatos, a venda é um crime contra o povo brasileiro, assim como todo o conjunto de entregas do patrimônio do País que estão sendo realizadas. Como tem advertido partidos progressistas e movimentos sociais, todo este desmonte precisa ser interrompido e, no futuro, quem comprou estes ativos nestas condições ilegítimas correrá o risco de ter que devolver ao Brasil.

Como apontam inúmeros estudos, do Ineep e de centros de pesquisa universitários, a Petrobrás está caminhando no sentido oposto ao das grandes petroleiras do mundo, inclusive privadas, que buscam se fortalecer em todas as partes da cadeia produtiva, não desprezando nenhuma possibilidade de lucro.

As plataformas que estão sendo entregues a preço de banana pela Petrobrás na Bacia de Campos, mesmo com produções menores e em águas “rasas”, poderiam continuar em operação, sem prejuízo algum, e gerariam empregos, renda para a região e lucro para o País.

Antes de terem suas operações paradas para que fossem vendidas, as plataformas entregues na semana passada produziam cerca de 25 mil barris diários de óleo (15 mil na P-07; 7 mil na P-12; e 3 mil na P-15.

Mas o plano deste governo e desta gestão da companhia é entregar cada vez mais ativos, até sobrar apenas uma sala no Edise com uma placa escrito “Petrobras” na porta. Ou talvez nem isso.

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A gestão bolsonarista da Petrobrás não é diferente em nada do governo que lhe serve de inspiração. Nem nos projetos fascistas de cerceamento do direito de comunicação e organização sindical. Nesta semana, o Sindipetro-NF obteve provas de que a companhia está bloqueando, pelo menos desde o mês de abril deste ano, os e-mails enviados pela entidade aos trabalhadores que se cadastraram para receber informes do sindicato utilizando endereço com @petrobras.

O sindicato vinha desconfiando da ausência de interações da categoria por meio deste canal de comunicação. Mas, como os e-mails não voltavam com acusação de algum problema de recebimento, a entidade não tinha certeza de que estavam sendo recebidos. Muitos trabalhadores, no entanto, confirmaram que não estavam recebendo as mensagens.

O NF solicitou à empresa que dá suporte ao site da entidade, e faz o envio das newsletters para os e-mails dos trabalhadores, que fizesse uma investigação sobre o que estava acontecendo. A empresa descobriu o bloqueio e enviou as provas para o sindicato.

“Enviamos um ofício para a Petrobrás e o nosso Jurídico está preparando a ação para garantirmos que todos aqueles que se cadastraram para receber os nossos informes tenham acesso de modo transparente e livre”, informa o coordenador do Departamento de Comunicação da entidade, Rafael Crespo.

A censura da empresa, além de ilegal, contraria documentos da própria companhia lançados no mês passado, como o Código de Conduta Ética e as Diretrizes de Direitos Humanos.

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[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O coordenador geral do Sindipetro-NF (Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense), Tezeu Bezerra, ajuizou nesta quinta, 25/06, ação popular em face da Petrobrás e da União Federal por meio da qual pretende a imediata suspensão dos processos de hibernação de unidades na Bacia de Campos.

Passam por este processo as plataformas Cherne 1 e 2, no campo de Cherne; Namorado 1 e 2, no campo de Namorado; Petrobras-09, nos campos de Congro e Corbina; e Garoupa, no campo de Garoupa.

As hibernações são, na verdade, parte de uma estratégia da Petrobrás para, aproveitando-se da atual fragilidade das instituições em decorrência da grave crise sanitária causada pela pandemia da Covid-19, acelerar e aprofundar o desmonte da empresa.

“Em vez de mera medida de sobrevivência à crise, as hibernações representam efetivamente uma tentativa de desmobilização definitiva das unidades. Além disso, é preocupante a situação dos trabalhadores das unidades em processo de hibernação”, afirma Tezeu.

O sindicalista explica que estes empregados serão realocados para outros ativos – o que já importa, na maioria dos casos, em dificuldades logísticas e na organização familiar – sem qualquer garantia de retorno. Outros empregados, ainda, farão a escolha pelo desligamento voluntário, deixando a empresa. Estas medidas configuram claro atentado à capacidade de mobilização dos trabalhadores, justamente num momento de tão graves mudanças em suas condições de trabalho.

Aos trabalhadores terceirizados, por sua vez, restará apenas uma possibilidade: o desemprego. O aumento do desemprego na região da Bacia de Campos, preocupante por si só, entretanto, não é um problema social isolado.

“A hibernação pretendida pela Petrobrás resultará, também, em enormes perdas na arrecadação de royalties e impostos; no setor hoteleiro, no comércio e afins; e na aceleração do processo de desindustrialização da região. A política da Petrobrás, neste contexto das hibernações, serve apenas à desvalorização do patrimônio público, a fim de torna-lo mais atrativo ao predatório investimento privado”, denuncia o sindicalista.

Tezeu afirma ainda que “antes mesmo de levar a cabo as privatizações que estão na linha de frente de sua atual gestão para a Bacia de Campos, a Petrobrás já dá o tom da irresponsabilidade social a elas intrínseca, ao virar-se contra o direito mais básico de seus trabalhadores – o emprego – em meio a uma crise histórica como a atual”.

 

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A atual direção da companhia consegue se superar a cada dia na forma de desmonte. A última é o leilão das plataformas P-VII, P-XII e P-XV, ancoradas na Bacia de Campos, no estado do Rio de Janeiro, como sucata.

O anúncio encontra-se em um site de leilão de carros, motos e sucatas, o João Emílio Leiloeiro (https://www.joaoemilio.com.br/lotes/lista_lotes/2162). Parece até piada, mas não é. Esta é a atual política da empresa, sucatear toda sua estrutura para vender barato e rápido. Assim, conseguir acabar aos poucos com a maior empresa do país.

As plataformas P-VII, P-XII e P-XV possuem as bandeiras do Panamá e Ilhas Marshall e serão entregues pela PETROBRAS e PNBV às Licitantes vencedoras no estado de conservação que se encontram. Esta é uma observação que consta no site alertando o comprador.

A Federação Única dos Petroleiros despreza este tipo de ação por parte da gestão do Castello Branco. A Petrobrás é um patrimônio do povo brasileiro e deve ser conservado e utilizado em prol do país, visando o crescimento econômico, a geração de empregos e não jogado no ferro velho. 

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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