Um técnico de operações da Petrobrás da UO-BA, lotado na unidade de Araças, na Bahia, testou positivo para covid-19. Ele trabalhou normalmente até a quarta-feira (13), quando saiu de folga e também recebeu o resultado do exame para o novo coronavírus.

De acordo com informações que chegaram aos diretores do Sindipetro Bahia, ele já vinha apresentando sintomas, mas a gerência da UO-BA decidiu por mantê-lo trabalhando, enquanto aguardava o resultado do teste.

Esse é o terceiro caso em Araças e o quinto de trabalhadores próprios da UO-BA. Há ainda o caso de um trabalhador da RLAM, lotado no Torre Pituba que testou positivo.

Na Transpetro de Itabuna um motorista terceirizado também testou positivo para o vírus. Houve também a morte do trabalhador Jonas da Halliburton, proveniente do Rio de Janeiro, que prestava serviços à empresa na Bahia. O rapaz que tinha por volta de 35 anos, chegou a ficar internado no Hospital Aeroporto, mas não resistiu.

No dia 9 de maio a imprensa veiculou informação de que, nacionalmente, já havia mais de 800 petroleiros próprios e terceirizados contaminados pela covid-19 de acordo com o Ministério de Minas e Energia, que recebeu os dados da própria Petrobrás. Os casos de contaminação no ambiente de trabalho da estatal viraram alvo de investigações do Ministério Público do Trabalho (MPT) que aventou a possibilidade de numa eventual ação judiciária, responsabilizar a Petrobrás pelas contaminações, a maior parte delas de trabalhadores terceirizados. 

Desleixo

O grande problema é que a atual gestão da Petrobrás vem negligenciando os procedimentos de prevenção contra o vírus e não fiscaliza as empresas terceirizadas que prestam serviço em suas unidades. A FUP e seus sindipetros têm feito reiteradas denúncias e solicitações para que a Petrobrás trate com mais responsabilidade as questões relacionadas à pandemia da covid-19. Em muitos casos, os gerentes sequer atendem os diretores sindicais. O caso de contaminação do trabalhador de Araças na quarta (13) é um exemplo disso. Se o trabalhador já estava apresentando os sintomas da doença, o protocolo a seguir seria o de afastá-lo até o resultado do teste. Mas a Petrobrás preferiu pagar para ver: não afastou o trabalhador, colocando em risco a vida dele e de seus colegas de trabalho.

Na Bahia, há problemas em todas as unidades da empresa, mas os mais graves se concentram na RLAM e na UO-BA. Na refinaria houve vários relatos de trabalhadores terceirizados sobre refeitórios lotados, ônibus cheios, falta de álcool gel, de sabonetes e até de toalha de papel, além de aglomeração nos relógios de ponto. Na UO-BA foram relatados também problemas de falta de higienização, inclusive nos transportes, e dormitórios inapropriados para os trabalhadores que estão de sobreaviso. Após as denúncias do Sindipetro houve algumas melhoras, mas ainda há muito a fazer para melhorar a proteção aos trabalhadores.

O Sindipetro Bahia continua atento e mesmo com o isolamento social imposto pela pandemia vem conseguindo resolver muitos dos problemas denunciados pela categoria. Se você está se sentindo inseguro no ambiente de trabalho, se acha que os procedimentos adotados pela empresa para prevenção contra o coronavírus são insuficientes, denuncie. Você pode entrar em contato com algum diretor do Sindipetro, enviar uma mensagem via whatsApp para (71) 99924-2999 ou para o e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Via Sindipetro Bahia]

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Segundo levantamento do INEEP, interrupção das atividades pode extinguir mais de 5 mil empregos, além de provocar perdas de quase R$ 400 milhões a cofres públicos do estado da Bahia e de 16 municípios baianos

Com apoio da Federação Única dos Petroleiros (FUP) e do Sindipetro-Bahia, o deputado federal Joseildo Ramos (PT) ingressou, na noite de domingo (10/4), com pedido de liminar na Justiça Federal da Bahia (3ª Vara Cível da Seção Judiciária da Bahia) para suspender a hibernação dos campos terrestres de petróleo e gás natural no estado, iniciada pela Petrobrás em abril, com a demissão de 350 trabalhadores do campo terrestre de Dom João, em São Francisco do Conde. Segundo levantamento feito pelo Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (INEEP), a interrupção das atividades no estado pode extinguir mais de 5 mil empregos.

Além do desemprego, a interrupção das atividades da Petrobrás na Bahia deve gerar grandes perdas aos cofres públicos, sobretudo para municípios baianos que têm a atividade petrolífera como uma de suas principais fontes tributárias. Somente com royalties e participações especiais, as perdas podem chegar a R$ 170 milhões anuais para o governo do estado e a R$ 220 milhões para 16 cidades baianas, aponta o INEEP. Perdas financeiras que certamente vão impactar as ações de saúde pública para o combate à pandemia do novo coronavírus.

“A decisão da Petrobrás de paralisar atividades em plena pandemia de covid-19 mostra a irresponsabilidade da atual gestão da empresa não apenas com seus trabalhadores, mas também com a população brasileira. A empresa que anunciou lucro recorde em 2019 demite pessoas, abandona trabalhadores terceirizados, interrompe atividades lucrativas alegando corte de gastos, mantém a venda de ativos como gasodutos e refinarias, o que vai diminuir sua capacidade de sustentação econômica, e ignora sua função social de apoio às comunidades locais onde está instalada. O foco da atual diretoria da empresa é beneficiar somente os acionistas, sem se importar com os cidadãos e as cidadãs”, afirma Deyvid Bacelar, diretor da FUP.

A ação de tutela antecipada com pedido de liminar impetrada por Ramos solicita cobrança de multa diária de R$ 100 mil à Petrobrás, caso a empresa não cumpra a interrupção da hibernação. O texto menciona que “apenas no caso da Bahia o faturamento da Petrobrás é da ordem de R$ 2.000.000.000,00 (Dois Bilhões de Reais), além do pagamento de impostos (ICMS para o estado e ISS para os municípios produtores), além de Royalties. Caso a intempestiva e despropositada determinação se cumpra, teríamos, em pleno estado de calamidade de saúde, o agravamento do quadro de desemprego no Nordeste; ampliação das consequências nefastas na economia nordestina, além da aceleração do processo de desindustrialização da região, uma verdadeira catástrofe anunciada”.

Embora se refira à Bahia, o pedido de liminar menciona os efeitos da hibernação adotada pela gestão da Petrobrás em outros estados da Região Nordeste e no Espírito Santo. “As medidas previstas não atingem só a Bahia. Atingem também os estados de Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte, Ceará e o norte do Espírito Santo. Na cadeia produtiva nos diversos estados a paralisação progressiva das atividades operacionais da Petrobrás terá como principal consequência a destruição de cerca de 10.000 postos de trabalho direta e indiretamente”, diz o texto da ação.

“No momento em que o país assiste nas últimas 24 horas a ocorrência de mais de 700 mortes e em números totais, cerca de 10 mil óbitos em razão da pandemia da COVID-19, a Petrobrás, sendo uma empresa pública, com a responsabilidade social que lhe é inerente, em um dos piores momentos vividos pela humanidade deveria contribuir para, talvez, tentar amenizar o sofrimento do povo brasileiro, considerando o elevado lucro auferido em 2019.

A demissão dos profissionais que trabalham nos campos em questão impactará, certamente, na sustentabilidade econômica de estados e municípios, aprofundando a crise macroeconômica e sanitária que enfrentamos. Além, é claro, de impactar diretamente no sustento dos profissionais demitidos e das suas famílias.

Trata-se de uma medida absurda, sem justificativa plausível e tomada no pior momento possível”, completa o pedido de liminar.

[FUP]

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Confirmado mais um caso de coronavírus na Petrobrás, na Bahia. Dessa vez foi na Estação Vandemir Ferreira (EVF), onde um trabalhador após apresentar sintomas testou positivo para o Covid-19.

Apesar dos inúmeros alertas que têm sido feitos pelo Sindipetro Bahia às gerências da Petrobrás das diversas unidades da Bahia, a direção da estatal não tem dado a devida importância sobre a necessidade de adotar medidas preventivas contra o vírus.

Os trabalhadores têm questionado a qualidade e a quantidade das máscaras fornecidas pela Petrobrás. Esse mesmo questionamento tem sido feito em relação às empresas terceirizadas. É importante que haja critério no fornecimento desse novo EPI para os trabalhadores e que se fiscalize as empresas terceiras. Além do problema com as máscaras, continuamos a receber relatos de falta de álcool gel, de sabonetes e toalha de papel. Outro grande problema são as aglomerações nos refeitórios, nos ônibus e relógios de ponto.

A Petrobrás e as empresas terceirizadas devem ficar atentas porque o Supremo Tribunal Federal decidiu, em liminar julgada na quarta-feira, 28/04,, que a contaminação de um trabalhador ou trabalhadora pela Covid-19 será considerada doença ocupacional, ou seja, equipara-se a um acidente de trabalho.

A decisão foi tomada em uma sessão virtual que julgou sete ADIs (Ações Diretas de Inconstitucionalidade) protocoladas contra a Medida Provisória 927/2020, e suspendeu os artigos 29 e 31 da medida. (leia a matéria do Sindipetro Bahia sobre a MP927 aqui.

Acreditamos que agora a Petrobrás e terceirizadas passem a ser mais cuidadosas com os seus trabalhadores. Se não se importam com a saúde dos seus funcionários, como tudo leva a crer, com certeza se importam com seus próprios bolsos.


Leia também: Dois petroleiros testam positivo para Covid-19 em unidade da Petrobrás na Bahia


[Via Sindipetro Bahia]

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A Petrobrás anunciou na noite dessa quinta-feira (23) a paralisação de cinco sondas de petróleo que funcionam na UO-BA, Unidade Operacional da estatal na Bahia. São quatro sondas (SPTS) da empresa Braserv (SPTS 143, 145, 153 e 154) e uma da Perbras (SPT 19) que deixam de funcionar a partir dessa sexta-feira (24), provocando, inicialmente, a demissão de cerca de 350 trabalhadores diretos e indiretos.

Com isso, oficialmente, a direção da Petrobrás dá inicio à paralisação das atividades da UO-BA, como o Sindipetro Bahia já havia antecipado. De acordo com a própria empresa essa (a paralisação de cinco das 20 sondas em operação no estado) é uma medida inicial que será aprofundada atingindo, em primeiro plano, os campos terrestres de Água Grande, Dom João, Candeias e Rio Pojuca.

Por força contratual, a Petrobrás tem o direito de paralisar as sondas de petróleo a qualquer momento desde que comunique à empresa com 30 dias de antecedência, o que não aconteceu, uma vez que o aviso não foi nem de 24 horas.

A estatal também encerrou as atividades de quatro sondas da Braserv em Sergipe, ocasionando a demissão de 200 trabalhadores.

Ao paralisar as atividades das sondas, a direção da Petrobrás deixou de cumprir o contrato elaborado pela própria estatal e, de forma autoritária e unilateral, se recusou a negociar com o Sindipetro Bahia, que fez diversas tentativas de abertura de diálogo para apresentar propostas que pudessem minimizar os impactos causados pela paralisação dessas sondas, principalmente no que diz respeito às demissões.

Para o diretor de comunicação do Sindipetro, Radiovaldo Costa, a direção da Petrobrás age de forma irresponsável. “Em meio à pandemia de covid-19, a estatal que poderia ajudar, agir com responsabilidade social, está aprofundando a crise econômica e sanitária no Nordeste, região que já vinha sendo afetada pelas políticas do governo Bolsonaro como a redução da concessão do benefício do Bolsa Família. Infelizmente, o que estamos vendo é que a gestão da Petrobrás age como espelho do governo federal”

A direção do Sindipetro vai continuar lutando para reverter essa decisão, cobrando dos parlamentares ações políticas que possam mudar esse quadro, principalmente daqueles parlamentares que fazem parte da base do governo Bolsonaro para que abram um canal de negociação com o governo e com o presidente da Petrobrás, Castello Branco. Afinal, esse é o momento para que esses políticos provem que de fato representam o povo baiano.

Clique nos links abaixo para mais informações sobre o assunto:

Com a decisão de hibernar campos terrestres da UO-BA, direção da Petrobrás aprofunda crise sanitária no Nordeste

Prefeitos e parlamentares da Bahia entram na briga para impedir que direção da Petrobrás feche seus campos terrestres de petróleo

[Via Sindipetro Bahia]

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Prefeitos e parlamentares da Bahia participaram de reunião virtual com representantes da FUP, Sindipetro-BA e CUT-BA, realizada no último dia 21, em caráter de urgência, para discutir a decisão da direção da Petrobrás de fechar vários campos terrestres de petróleo no Nordeste e norte do Espirito Santo.

A pauta girou em torno dos prejuízos que essa ação trará para esses estados, particularmente para a Bahia, onde devem ser fechados inicialmente, a partir do inicio de maio, os campos de petróleo de Candeias, Dom João, Água Grande, Rio Pojuca e Miranga, localizados na UO-BA (Unidade Operacional da Petrobrás).

O Sindipetro Bahia fez uma explanação sobre a decisão da atual gestão da Petrobrás, explicando as suas consequências como a perda de receita para os municípios e estado e também de empregos – são cerca de 4 mil trabalhadores terceirizados que vão perder seus empregos e 900 trabalhadores diretos que serão transferidos para as refinarias da estatal em diversos estados.

Os prefeitos e parlamentares demonstraram grande preocupação e insatisfação, se posicionando contra a decisão da direção da Petrobrás e se colocando à disposição para tentar barrar essa medida. Nesse contexto, foram feitas várias proposições que serão colocadas em prática de forma imediata (veja no final da matéria).

Participaram da reunião as prefeitas de Cardeal da Silva, Mariane Mercuri (PTN), de Itanagra, Dania Maria (PSL), de Araças, Maria das Graças Trindade Leal (PT), o prefeito de Catu, Geranilson Requião (PT), o secretário de finanças de Candeias, representando o prefeito de Candeias, Pitágoras Alves da Silva, a deputada estadual Fátima Nunes (PT), os deputados estaduais, Alex Lima (PSB), Rosemberg Pinto (PT), os deputados federais da Bahia Joseildo Ramos (PT), João Carlos Bacelar (Podemos). Além do coordenador do Sindipetro Bahia, Jairo Batista e dos diretores Radiovaldo Costa, Paulo César Martin e Adson. A Federação Única dos Petroleiros (FUP) estava representada pelo seu diretor Deyvid Bacelar e a CUT Bahia pelo seu vice-presidente, Leonardo Urpia. Muitos prefeitos e parlamentares não puderam participar da reunião, mas já se colocaram à disposição para fazer parte dessa luta.

Na avaliação do Sindipetro a reunião foi muito positiva, revelando o grande envolvimento dessas lideranças políticas, o que leva a diretoria da entidade sindical a crer que há grandes chances de reverter essa decisão e incorporar vários segmentos na luta em defesa dos empregos e da manutenção das atividades da Petrobrás na Bahia, estado em que a estatal nasceu 66 anos atrás.

Conheça as propostas e encaminhamentos tirados na reunião:

– Elaboração e encaminhamento ao governador do estado da Bahia, Rui Costa (PT) e ao presidente da Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), Nelson Leal (PP) de uma carta conjunta assinada por prefeitos, parlamentares, CUT, FUP e Sindipetro Bahia relatando a posição da direção da Petrobras em relação aos campos de petróleo e os prejuízos que trará para a Bahia

– Solicitação de reunião com o governador Rui Costa e o presidente da ALBA

– Reivindicação para que o governador Rui Costa leve o problema para ser discutido no Fórum de Governadores do Nordeste, pois a ação da direção da Petrobrás impacta vários estados do Nordeste como Bahia, Sergipe, Alagoas, Rio Grande do Norte e Ceará.

– Os deputados federais, Joseildo Ramos (PT) e João Carlos Bacelar (Podemos) se comprometeram a mobilizar as bancadas de deputados federais de todos os estados afetados com a decisão, inclusive com possibilidade de convocação do presidente da Petrobrás para prestar esclarecimentos sobre a problemática.

– Os deputados estaduais, Rosemberg Pinto (PT) e Alex Lima (PSB) vão buscar a abertura de diálogo com o governador do estado e mobilizar os demais deputados estaduais da Bahia e dos outros estados, assim como o presidente da ALBA para que se incorporem à luta.

– A CUT e o Sindipetro Bahia vão dar continuidade ao trabalho de mobilização social buscando envolver as demais centrais sindicais, sindicatos e movimentos sociais, para que lutem em defesa dos empregos que serão perdidos. O Sindipetro irá também, através da FUP, dialogar com os demais sindicatos de petroleiros, cujos estados serão impactados.

– Realização de campanha de mídia contra a paralisação dos campos terrestres e em defesa dos empregos, nas redes sociais, sites, jornais, rádios e tvs, buscando dar repercussão para a sociedade baiana dos problemas que serão provocados por essa medida.

– Foi criada uma coordenação para acompanhar a realização dos encaminhamentos propostos na reunião. Pelo Sindipetro estarão à frente, o coordenador Jairo Batista e o diretor Radiovaldo Costa. Pela CUT Bahia, o papel de acompanhar as ações será feito pelo seu vice-presidente, Leonardo Urpia (CUT Bahia). Foi montada também uma outra coordenação, composta por prefeitos e deputados. As duas coordenações vão se reunir periodicamente para analisar e implementar as ações necessárias para impedir o fechamento desses campos.

 [Via Sindipetro Bahia]

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Um grande ato em frente ao edifício Torre Pituba, sede administrativa da Petrobrás na Bahia, marcou o 19º dia de greve nacional dos petroleiros.

Tão representativo quanto o movimento paredista da categoria, o ato em apoio à greve dos petroleiros e contra a sua criminalização reuniu muitos parlamentares e representantes de entidades sindicais, da juventude, das universidades, centrais sindicais e sociedade organizada. Além de petroleiros aposentados que vieram de várias cidades do interior da Bahia a exemplo de Feira de Santana, Serrinha, Catu, Alagoinhas, São Sebastião do Passé e São Francisco do Conde.

Todos queriam deixar claro o apoio aos petroleiros. “Vocês não podem ficar sozinhos em um momento tão importante como esse. Essa é uma greve estratégica para o destino da nação” afirmou a deputada estadual Olivia Santana (PCdoB) que comparou a greve dos petroleiros às grandes manifestações da década de 70 que já afirmavam que “o petróleo é nosso”.

A deputada Fátima Nunes (PT) conclamou: “vamos dizer sim a essa greve justa e necessária, vamos dizer sim à democracia e não ao fascismo”.

Para o deputado Hilton Coelho (PSOL) a greve dos petroleiros “é um raio de esperança na atual conjuntura. Parabéns pela coragem”, afirmou.

Já a Deputada Neusa Cadore (PT) definiu a movimento paredista como uma luta legitima que representa muito do enfrentamento que precisamos fazer. “O que a gente mais precisa nesse momento é dessa coragem, desse posicionamento, é ir para a luta”.

O também deputado Jacó (PT) parabenizou os petroleiros pela resistência. “Essa categoria tem todo o nosso apoio. Essa luta não é só de vocês, mas de toda a sociedade brasileira”.

“A greve dos petroleiros está crescendo, incomodando e ganhando cada vez mais solidariedade, apesar da imprensa tradicional só agora, depois de quase 20 dias, ter acordado para esse importante movimento”, ressaltou o Secretário de Desenvolvimento Urbano da Bahia, o deputado federal licenciado, Nelson Pelegrino, que lembrou outras grandes lutas da categoria petroleira como as greves de 1983 e 1995.

O deputado Robinson Almeida (PT) disse  que se identifica muito com a luta da categoria petroleira, afirmando que “o que acontece hoje no Brasil faz parte de um processo que tem um contexto  mais amplo que começou desde que o governo popular democrático descobriu o pré-sal e começou a transformar o Brasil em uma grande nação autônoma e soberana”.

O diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, enalteceu os petroleiros e petroleiras da ativa que, mais uma vez, estão escrevendo a sua história com muita dignidade, resistindo a todo tipo de assédio e pressão por parte da gestão da Petrobrás, assim como s aposentados. “A empresa ligou para vários petroleiros que se aposentaram recentemente oferecendo três mil reais por dia (liquido) para que substituíssem os grevistas. Eles disseram não e muitos bateram o telefone na cara de quem ligou. Essa foi a resposta que eles deram à Petrobrás. É por essas e outras que seguimos com força e grande orgulho de quem somos. Não somos criminosos, somos trabalhadores, somos petroleiros, apesar da justiça, a  mando da Petrobrás, estar tentando criminalizar o nosso movimento”.

Representatividade

Além dos parlamentares  citados e do ex-deputado federal, Luiz Alberto, participaram do ato representantes da CUT, CTB,  MAB, Astape, Abraspet, Sindprev, UNE, APUB,  SISPEC, SASB, SINDBEBE, ADUNEB, DCE da UNEB, Levante Popular da Juventude, Sinergia, Senge, Sindpec, Andes e Fórum Popular Sindical e da Juventude.

Greve

A greve segue forte na Bahia com a adesão de petroleiros e petroleiras da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), de 07 áreas de produção terrestre da UO-BA (Taquipe, Santiago, Araças, Miranga, Buracica, Candeias e Bálsamo), do Terminal de Madre de Deus, Usina de Biocombustíveis de Candeias (PBIO), do Terminal de Camaçari, Terminal de Candeias e Terminal de Catu. 

[Sindipetro Bahia]

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A greve da categoria petroleira, que entra em seu 18º dia, com 21 mil trabalhadores mobilizados em mais de 120 unidades do Sistema Petrobrás, continua.

A FUP e seus sindicatos, entre eles o Sindipetro Bahia, irão recorrer da decisão do juiz do Tribunal Superior  do Trabalho, Ives Gandra, que decretou a ilegalidade da greve dos petroleiros utilizando como fundamento o resultado de uma medida cautelar que a Petrobras ajuizou em seu favor. 

Durante todo o dia de hoje (18), diretores da Federação Única dos Petroleiros e assessores jurídicos das entidades sindicais estarão em Brasília percorrendo os gabinetes dos deputados e senadores, e também no próprio TST buscando uma interlocução política e jurídica para que o movimento paredista da categoria seja resolvido da forma correta, dentro da legalidade, pois desde o seu inicio a greve vem sendo realizada dentro da Lei. Portanto é um movimento legítimo e constitucional.

Na quarta-feira, 19/02, durante todo o dia, acontece o Conselho Deliberativo (CD) da FUP, no Rio de Janeiro, quando representantes dos 13 sindicatos filiados à Federação estarão reunidos, representando a categoria petroleira de cada estado. No CD será feita uma avaliação da greve, da decisão do ministro Ives Gandra, analisando cada cenário. As assessorias jurídicas dos sindicatos e da FUP também darão o seu parecer. Ainda na quarta-feira, a FUP divulgará para a categoria o indicativo do Conselheiro Deliberativo.

Enquanto isso, vamos permanecer unidos e confiantes, pois desde seu inicio a greve dos petroleiros tem se pautado conforme a Lei, sendo, portanto, legal e legitima.

A FUP e os Sindipetros não concordam com a medida tomada pelo juiz Ives Gandra e não entendem o motivo pelo qual o ministro retirou de pauta o julgamento da greve que estava marcado para ser feito na segunda (17) pela turma de ministros do Tribunal, para, em seguida, emitir uma decisão monocrática em favor da Petrobrás.

A greve continua e convocamos toda a categoria – trabalhadores da ativa, aposentados, pensionistas, terceirizados – a comparecer ao ato que será realizado nessa quarta-feira (19), às 7h, em frente ao edifício Torre Pituba. Levem suas famílias e vamos mostrar a força dos petroleiros e petroleiras.

Nesse momento, a categoria deve se manter unida e calma, acompanhando as informações divulgadas pela FUP e o Sindipetro Bahia. Acesse os sites e redes sociais dessas entidades sindicais. Fique ligado e siga as orientações da FUP e Sindipetro. Não dê ouvidos à direção da Petrobrás, pois só a categoria e seus órgãos representativos podem ditar os próximos passos do movimento.

Fonte – Sindipetro Bahia (com informações da FUP)

 

Publicado em SINDIPETRO-BA
Sexta, 07 Fevereiro 2020 17:41

Adesão à greve na Bahia aumenta a cada dia

Na Bahia, a cada dia aumenta o número de petroleiros que, de forma espontânea, aderem à greve nacional da categoria. Tem sido assim na RLAM, PBIO, Temadre e nas unidades da UO-BA.

Em Taquipe, onde há o maior número de trabalhadores da UO-BA – cerca de 1.500 – vem acontecendo mobilizações na porta da unidade desde o inicio da greve, que entra hoje no 7º dia com a adesão de 70 unidades do Sistema Petrobrás mobilizadas em 13 estados.

Todos os dias, em Taquipe, os trabalhadores próprios e terceirizados participam de um bate papo com a diretoria do Sindipetro, retornando em seguida para as suas residências. Gerentes, equipe médica, segurança industrial, patrimonial e equipe ambiental, continuam entrando para trabalhar.

A greve dos petroleiros é contra o descumprindo do Acordo Coletivo de Trabalho e pela suspensão imediata do programa de demissões de 1.000 trabalhadores na FAFEN Paraná.

Direito garantido em lei

A greve é um direito garantido em lei e o movimento paredista dos petroleiros está seguindo todos os trâmites legais que são exigidos nesse caso. Portanto, a greve da categoria é legal e constitucional. Não é abusiva.

É muito importante  que todos se mantenham unidos e não aceitem pressão da gerência. Em caso de qualquer problema, como pressão ou assédio moral, procure um diretor do sindicato.

Após levantamento do quadro nacional de greve, a FUP afirmou que  “em cumprimento à liminar que o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Ives Gandra, proferiu no último dia 04, os sindicatos não estão realizando piquetes nas unidades. A participação dos trabalhadores na greve é espontânea e se dá pela indignação da categoria com as demissões na Fafen-PR e as medidas unilaterais tomadas pela gestão da Petrobrás, em descumprimento ao ACT. Por isso, a cada dia, crescem as adesões ao movimento”.

Rlam

Para aqueles trabalhadores que já  cumpriram sua jornada de trabalho, a orientação do Sindipetro Bahia é que preencha o modelo de solicitação para saída da refinaria, entregue ao seu gerente e envie cópia para  Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..  A gerência não pode colocar em risco a vida dos trabalhadores e as instalações da unidade e nem impedir  os trabalhadores de retornar para suas casas após cumprir sua jornada. Não ceda à pressão, pois sua saúde e sua vida é que estão em jogo.

[Via Sindipetro-BA] 

Fonte – Sindipetro Bahia

Publicado em Sistema Petrobrás
Terça, 28 Janeiro 2020 20:20

Petroleiros da Bahia aprovam greve

Os petroleiros da Bahia, seguindo o indicativo da FUP, aprovaram a greve por tempo indeterminado a partir de 01/02.  55,68% disseram sim ao movimento paredista, 10,41% optaram pelo não e 33,91% se abstiveram.

Durante as assembleias que aconteceram de 22 a 28/01 em todas as unidades do Sistema Petrobrás no estado, a categoria deixou claro que não aceita o descumprimento do Acordo Coletivo por parte da Petrobrás, que está levando às demissões dos trabalhadores da Fafen Paraná já anunciadas pela direção da estatal.

É consenso entre os trabalhadores que é preciso dar uma resposta dura e firme à direção da Petrobrás para barrar a onda de demissões que virá principalmente se a categoria não deixar claro que não tolerará a postura da empresa. “Hoje é a Fafen Araucária que está sofrendo com o descumprimento do ACT, amanhã pode ser qualquer unidade da empresa, inclusive na Bahia”.

A cláusula 26 do ACT é clara: “a companhia não promoverá despedida coletiva ou plúrima, motivada ou imotivada, nem rotatividade de pessoal (turnover), sem prévia discussão com o Sindicato”.

Portanto, a atual gestão da Petrobrás está agindo como se estivesse acima da lei e de forma autoritária tem usado as mesas de negociação apenas para informar as suas decisões, não há diálogo, muito menos negociação. Isso vem acontecendo em temas importantes para a categoria como a tabela de turno, a PLR e o banco de horas.

“Conseguimos fechar o ACT após uma negociação intensa. Foram mais de quatro meses, com a intermediação do TST e com todo tipo de pressão e assédio por parte da gerência e agora em menos de três meses após a assinatura do ACT, a Petrobras rasga esse acordo descumprindo um dos itens mais importantes para a categoria que diz respeito à garantia do emprego. Isso é inaceitável”, afirma o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa.

A direção do Sindipetro vai dar inicio ao processo de organização da greve para que esse movimento seja forte e consiga atender aos interesses da categoria. “É preciso compreender que a categoria petroleira é uma só, seja no Paraná, no Rio de Janeiro, em São Paulo ou na Bahia, portanto, o que afeta um vai afetar a todos”, ressalta o coordenador do Sindipetro, Jairo Batista.

Clique aqui para ver o resultado das assembleias por unidade 

[Via Sindipetro Bahia]

Publicado em SINDIPETRO-BA

A direção da Petrobrás decidiu encerrar as atividades de oito sondas de produção terrestre (SPTs), que pertencem a empresa  Perbras, que presta serviço à UO-BA. Com isso, cerca de 400 trabalhadores serão demitidos. Mas a projeção é que esse número ultrapasse 600, levando em conta que os trabalhadores subcontratados nas atividades de transporte, alimentação e hotelaria também serão impactados.

As demissões e redução das atividades de petróleo vão afetar a economia e o orçamento de diversos municípios, principalmente os de Alagoinhas, Catu, Entre Rios, Araças e Esplanada, que sofrerão com a redução da arrecadação do ISS e dos royalties.

As demissões se somam às centenas de outras que estão sendo efetuadas desde que a atual gestão da Petrobrás deu inicio ao seu projeto de desmonte da estatal na Bahia. De outubro do ano passado até agora foram demitidos cerca de 400 empregados terceirizados que prestavam serviço na FAFEN, 150 que atuavam na Sonda de perfuração 109, além de aproximadamente mil trabalhadores que deverão ser demitidos quando o edifício Torre Pituba (sede administrativa da Petrobrás) for totalmente desativado, o que deve acontecer até o mês de junho.

Para o diretor de comunicação do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, as desativações e fechamentos de unidades e sondas de petróleo “estão sendo feitas a partir  de uma  decisão política, sem amparo técnico nem econômico, tomada pelo governo federal e executada pela direção da estatal”.

Para Radiovaldo é triste e revoltante ver o que está acontecendo com a Petrobras na Bahia. “Os poços estão dando bons resultados e o seu custo de produção é cada vez menor. Esses equipamentos poderiam continuar em operação atendendo as necessidades da própria estatal e contribuindo com o desenvolvimento local, além do fortalecimento da economia baiana”.

Para o sindicalista, essas 400 demissões entram na conta do governo federal que controla a Petrobrás e optou por uma gestão que enfraquece a empresa. “Não há empatia da direção da estatal e do atual governo com o povo brasileiro. No lugar de fomentar a economia e gerar empregos, estão engrossando a fila de desempregados”.

Para ele a luta para evitar a saída da Petrobrás da Bahia não é só dos petroleiros concursados ou terceirizados, mas de toda a sociedade e do segmento político do estado, pois todos serão prejudicados.


Leia também:

Petroleiros rumo à greve


[Via Sindipetro Bahia]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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