Os dirigentes do Sindipetro-BA, em outubro de 2018, por meio da Advocacia Garcez, ingressou com Ação Popular na Justiça Federal da Bahia buscando barrar a hibernação da FAFEN. Os advogados argumentaram mostrando o grave prejuízo que representaria para a região, para o Estado da Bahia e para a segurança alimentar brasileira a saída da Petrobrás do mercado de fertilizantes.

Posteriormente, o Sinpeq (Sindicato das Indústrias de Produtos Químicos) entrou com ação buscando também barrar a hibernação na Justiça Estadual de Camaçari. Por nossa ação anteriormente proposta, a Justiça Estadual da Bahia decidiu que o processo deveria ser apensado a Ação Popular proposta pelo Sindipetro na Justiça Federal.

O Juízo da 13ª Vara Federal da Bahia, no dia 30 de janeiro, deferiu o pedido liminar do Sinpeq para determinar que a Petrobrás se abstenha de praticar quaisquer atos de hibernação ou paralisação da FAFEN-BA que interrompam ou limitem o fornecimento de insumos ao Polo Petroquímico de Camaçari-BA.

Portanto, no momento, a Petrobrás está proibida de dar prosseguimento à Hibernação. Apesar da decisão não ter sido proferida na  Ação Popular do sindicato, a atuação do Sindipetro-BA foi essencial para a formação da decisão do Juízo. Os processos caminham juntos na Justiça Federal e estaremos atentos a todos andamentos e desdobramentos que possam ocorrer.

FONTE: Sindipetro Bahia

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Cerca de 2 mil trabalhadores do Polo de Camaçari, na Bahia, realizaram na manhã desta quarta-feira (30) um ato em protesto contra o fechamento da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados da Bahia (FAFEN-BA), anunciado pela direção da Petrobrás para acontecer na quinta-feira (31). Ato semelhante foi realizado também, nessa manhã, na FAFEN Sergipe.

A mobilização teve inicio por volta das 6 horas da manhã, causando engarrafamento nas vias de acesso ao Polo de Camaçari. Os manifestantes se concentraram em frente a unidade de Insumos Básicos da Braskem, de onde saíram em passeata até a porta da FAFEN Bahia, realizando uma assembleia no local.

Devido à importância da FAFEN para a cadeia produtiva do Polo de Camaçari, muitos trabalhadores do núcleo industrial, aderiram ao movimento em defesa da fábrica. Participaram do ato, trabalhadores da Oxiteno, Acrinor, Proquigel, IPC, do Nordeste, PVC, Carbonor, IPC, White Martins, entre outras.

A mobilização foi organizada por diversos sindicatos que atuam no Polo de Camaçari e querem evitar o desemprego que virá em efeito cascata após o fechamento da fábrica de fertilizantes. “Muitos trabalhadores serão demitidos porque diversas empresas do Polo, que dependem dos insumos fabricados pela FAFEN, vão ter dificuldades de se manterem, podendo levar à desindustrialização desse complexo industrial”, alertou o presidente da CUT Bahia, Cedro Silva.

Além do Sindipetro Bahia, participaram da organização do ato os seguintes sindicatos: Sindiquímica, Sindborracha, Sinditticc, Siticcan, Sindcelpa Sintercoba, Sindlimp, Sindmetropolitano, Sispec e Rodoviários de Salvador.  O Sindae também marcou presença no movimento.

Os deputados estaduais Rosemberg Pinto (petroleiro aposentado da FAFEN), Joseildo Ramos, Bira Coroa e o deputado federal Nelson Pelegrino, além dos vereadores de Camaçari Marcelino e Jackson - todos do Partido dos Trabalhadores - compareceram à manifestação e anunciaram uma articulação política conjunta, junto ao governador Rui Costa e à Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado, com o objetivo de conseguir uma reunião com o ministro da Casa Civil, do governo federal, Onyx Lorenzoni, para mostrar a importância da FAFEN para a economia da Bahia e que há viabilidade na continuidade do seu funcionamento.
 

Unidade e resistência

Na assembleia, realizada com os trabalhadores diretos e terceirizados da FAFEN, durante o ato, houve consenso de que a melhor resposta a ser dada nesse momento é  a unidade da categoria, que será externada através da resistência.

Nesse sentido, foi aprovada a instalação de um acampamento na porta da empresa, a partir dessa quinta-feira, 31. O diretor do Sindipetro Bahia, Radiovaldo Costa, explica que será uma espécie de vigília permanente. “A ação será coordenada pelo Sindipetro e o Sinditicc e vamos convocar também os trabalhadores que estão em férias e os aposentados para se juntarem a nós”, esclarece Radiovaldo, que já adianta que os trabalhadores não vão obedecer à ordem da direção da Petrobrás de parar a unidade, caso a estatal determine a hibernação imediata da planta.

Os diretores do Sindipetro e funcionários da FAFEN, Jailton Andrade e Valter Paixão, lembraram que não é a primeira vez que a fábrica de fertilizantes é ameaçada e que “da mesma forma como aconteceu no passado, temos, sim, possibilidade de reverter a decisão da Petrobrás, que além de anunciar o encerramento das atividades da fábrica para o dia 31/01, comunicou a intenção de colocar em prática um projeto de arrendamento da empresa. Não vamos esmorecer, essa luta vai continuar”, afirmaram.


Fonte: Sindipetro Bahia

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A precarização das condições de trabalho, fruto das terceirizações e privatizações tem aumentado os riscos de acidentes.

Na madrugada desta segunda, 27 de agosto, Lucian Nobre Santos, 28 anos e torrista da empresa PetroRecôncavo (onde trabalhava há mais de cinco anos) foi vítima de um acidente fatal, quando realizava a atividade de intervenção de limpeza em poço terrestre na sonda PR-02.

O acidente ocorreu na Estrada do 20 mil, onde a sonda está localizada, próximo à Estação São Roque, região metropolitana de Salvador.

A PetroRecôncavo é uma operadora privada de petróleo na Bahia.

O acidente

Segundo relatório inicial, durante movimentação da coluna de produção, houve rompimento do cabo de aço e consequente queda da catarina. O empregado da PetroRecôncavo acidentado estava na mesa do torrista, sendo resgatado na própria mesa. A princípio, não foi atingido pela catarina e a hipótese mais provável é que o mesmo tenha sido atingido pelo cabo de aço rompido.

Após o ocorrido, uma ambulância foi acionada com equipe de resgate, que constatou o óbito no local. Todas as sondas da PetroRecôncavo tiveram suas operações interrompidas preventivamente.

O Sindipetro Bahia presta suas condolências à família e afirma que acompanhará a perícia de perto para apuração mais detalhada do ocorrido. O sepultamento acontecerá amanhã, 28 de agosto, às 11h no cemitério Jardim da Saudade, capela F, em Salvador.

[Com informações do Sindipetro Bahia]

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Inúmeras tentativas estão sendo feitas para evitar o fechamento das FAFEN´s Bahia e Sergipe. A luta, de tão abrangente, se tornou suprapartidária e envolve a Federação Única dos Petroleiros, os Sindipetros dos dois estados afetados, a Federação das Indústrias da Bahia, parlamentares, prefeitos e governadores.

Mas destoando e na contramão da história permanece a atual gestão da Petrobrás. Em reunião que aconteceu no dia 30/07, entre o governador da Bahia, Rui Costa, o presidente da Petrobrás, Ivan Monteiro e secretários do estado, o governo propôs a renúncia fiscal de R$ 60 milhões por ano e o compartilhamento da operação do terminal de regaseificação na Baia de Todos-os-Santos para evitar o fechamento da FAFEN Bahia.

O presidente da Petrobrás disse não. Manteve-se irredutível, reafirmando o fechamento da empresa previsto para o dia 31/10.

Nem o grande impacto econômico que se dará através da perda de receitas para o estado e diversos municípios, a desindustrialização do Polo de Camaçari e o fechamento de centenas de postos de trabalho, foram argumentos suficientes para fazer a direção da Petrobrás mudar de ideia.

Estragos em série

Com a paralisação das atividades da FAFEN-BA, 700 postos diretos de trabalho serão fechados e haverá impactos em toda cadeia produtiva do setor, o que pode aumentar esse número. Os produtos da Fábrica são utilizados como matéria-prima em outras empresas do Polo Petroquímico de Camaçari. A amônia é necessária para a produção da Oxiteno, Acrinor, Proquigel, IPC do Nordeste e PVC; já a ureia é utilizada na Heringer, Fertpar, Yara, Masaic, Cibrafertil, Usiquímica e Adubos Araguaia; o gás carbônico, na Carbonor, IPC e White Martins.

No caso da Carbonor, o impacto será ainda maior. Única detentora de tecnologia de produção de bicarbonato de sódio para uso farmacêutico e em especial para hemodiálise no Brasil, atendendo também a outros países na América do Sul, a empresa terá sua produção seriamente afetada.

 A direção da Carbonor já alertou que o fechamento da FAFEN vai prejudicar milhares de pacientes com problemas renais e que necessitam da hemodiálise para sobreviver.

 Objetivo é o desmonte

 A Petrobrás anunciou na sexta-feira (03/08) um lucro líquido de R$ 17 bilhões no primeiro semestre deste ano. Apesar da FAFEN Bahia, segundo a Petrobrás, ter apresentado prejuízo de R$ 200 milhões, é possível concluir que parte desse lucro se deve justamente ao preço do gás natural que a Petrobrás cobra das FAFEN's, quase quatro vezes o valor do gás que é vendido pelo mercado nos EUA que foi de US$ 2,85/MMBTU (Henry Hub) na cotação da última sexta-feira (03/08/2018).

A FAFEN-BA consumiu, nos primeiros 180 dias deste ano, aproximadamente 207 milhões de metros cúbicos de gás natural para a fabricação de amônia, ureia e CO2. Cobrados da FAFEN-BA a absurdos R$ 1.469/milM3 (US$ 11/MMBTU), a Petrobras faturou, somente da FAFEN-BA no período, R$ 304 milhões.

Isso, por sí só, já justifica a suspensão da hibernação anunciada (https://bit.ly/2AWDmoa)

Não aceitar a oferta do governo de compartilhamento do gás só prova que o objetivo da atual gestão é mesmo a entrega e o desmonte do Sistema Petrobrás.

Quer saber mais sobre o assunto?

https://bit.ly/2vpp226

https://bit.ly/2KyRpQe

https://bit.ly/2nlWMZD

 [Via Sindipetro-BA]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

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