Sindicalistas lançam movimento e abaixo-assinado pela prorrogação do auxílio emergencial sem redução de valor. Entidades explicam que os R$ 600 foram possíveis não pelo governo, mas apesar dele. E apontam as graves consequências econômicas e sociais da redução deste valor

[Da Rede Brasil Atual]

Enquanto o governo fala em reduzir pela metade o valor do auxílio emergencial, as centrais sindicais lançaram campanha pela prorrogação, pelo menos até dezembro, sem cortes. Alertam para consequências econômicas e sociais graves. Além disso, as entidades pretendem demonstrar que a criação do auxílio ocorreu não por causa de Jair Bolsonaro, mas apesar dele.

Ao divulgarem a campanha, nesta quinta-feira (17), as centrais lançaram ainda um abaixo-assinado pela manutenção do auxílio de R$ 600 – e de R$ 1.200 para mães chefes de família. A mobilização deverá se concentrar no Congresso. No último dia 2, o governo editou a Medida Provisória (MP) 1.000, que prevê quatro parcelas “residuais” de apenas R$ 300.

Efeito no consumo

Um dos slogans da campanha é “Bota pra votar já, Maia!”, referência ao presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Os dirigentes sindicais também pediram audiência com o parlamentar. Mas isso terá de esperar: ontem (16), Maia testou positivo para covid-19. Segundo sua assessoria, “ele manifestou sintomas brandos da doença e está se tratando na residência oficial, onde seguirá em isolamento, respeitando as recomendações médicas”.

Em notas, as centrais afirmam que a redução do auxílio “compromete gravemente a capacidade das famílias adquirem a alimentação, moradia, transporte e outros bens de consumo básicos, além de todas as outras necessidades”. E lembram que o benefício “garantiu o consumo básico de mais de 50 milhões de pessoas”. Inicialmente, o governo falava em R$ 200, mas a pressão no Congresso elevou o valor para R$ 600.

Redução é “crime”

“No início da pandemia, em março, o auxílio emergencial foi uma conquista do movimento sindical. O governo dizia que não tinha orçamento”, lembrou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, durante entrevista coletiva para veículos alternativos. Para ele, “é um crime” propor a redução. “E agora, com a inflação de alimentos, 300 reais não compra sequer a cesta básica.”

A consequência, acrescentou o dirigente, seria “uma crise social sem precedentes”. Ele criticou a equipe econômica: “Não podemos trabalhar com a lógica Paulo Guedes, cabeça de planilha”. O presidente da CUT observou que as centrais também pretendem discutir um programa de renda básica permanente.

Emendas à MP

O presidente da Força Sindical, Miguel Torres, lembrou também do aumento de preços de gêneros de primeira necessidade, o que prejudica, principalmente, os mais vulneráveis. Ele lembrou que vários parlamentares já apresentaram emendas à MP.

“A ideia do abaixo-assinado é envolver a maioria dos municípios do país. As pequenas prefeituras sabem o efeito desses 600 reais. Isso é bom pra os trabalhadores, para a economia, para o Brasil”, acrescentou Miguel.

Já o presidente da UGT, Ricardo Patah, lembrou que a central tem forte representação no comércio e nos serviços, setores em que o auxílio ajudou a manter certo equilíbrio de atividade e emprego. Mas ele lembrou que são necessárias “medidas econômicas de impacto”, com retomada de obras de infra-estrutura. Os sindicatos também precisam reagir, emendou, apontando para o risco de uma “situação insustentável.”

“Desmascarar o Bolsonaro”

Para o presidente da CTB, Adilson Araújo, a campanha pela manutenção do auxílio será importante também para mostrar que o presidente da República – que se beneficiou do auxílio em termos de popularidade – é, na verdade, empecilho em temas sociais. “Precisamos desmascarar o Bolsonaro”, afirmou.

“Ele foi contra o auxílio emergencial, a ajuda aos estados e municípios, à micro e pequena empresa, contra o Fundeb, contra tudo. Índios, LGTB, movimentos sociais, é contra o sindicalismo”, disse Adilson. Além disso, segundo ele, Paulo Guedes quer acabar com o Estado no momento em que “tudo que nós deveríamos estar discutindo era a universalização dos serviços públicos”.

Destruição do Estado

O presidente da CGTB, Ubiraci Dantas de Oliveira, o Bira, afirmou que não apenas os trabalhadores, mas todo o país será prejudicado com a redução. Ele lembrou que o governo, no início, dificultou o acesso ao crédito e o pagamento efetivo do auxílio. O objetivo, diz, é a “destruição” do Estado. “A reforma administrativa tem o objetivo central de destruir o Estado brasileiro, o serviço público. Com esse governo, a gente não vê perspectiva”, afirmou Bira.

Integrante da executiva da CSP-Conlutas, Atnágoras Lopes chamou a atenção para dados divulgados pelo IBGE que mostram um quadro “catastrófico” de insegurança alimentar, atingindo principalmente mulhers e negros. O “novo normal” da pandemia, com 800 a mil mortos por dia, também tem “corte de raça e classe”, acrescentou.

Também participaram da entrevista o presidente da Nova Central, José Calixto, e o presidente interino da CSB, Álvaro Egea.

Confira nota das centrais

Campanha Nacional

Pela manutenção do auxílio emergencial de 600 reais até dezembro

É bom para o povo, para a economia e para o Brasil

As Centrais Sindicais CUT, Força Sindical, UGT, CTB, CSB, NCST, CGTB, Intersindical, CSP-Conlutas, Intersindical e Pública, seus sindicatos e entidades, iniciam de forma unitária nesta quinta-feira (17) uma mobilização nacional para conclamar ao Congresso Nacional para votar a MP 1000 e restituir o valor de R$ 600 para o Auxílio Emergencial (R# 1.200 para mãe chefe de família). Essa iniciativa fundamental depende inicialmente da decisão do presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia, de encaminhar o processo legislativo e pautar a votação na Câmara dos Deputados.

Nosso o objetivo é impedir que o governo federal cometa mais uma injustiça contra a classe trabalhadora e, principalmente, contra a população vulnerável, as mais atingidas pela pandemia de Covid-19 e a recessão.

A Medida Provisória 1000 corta o Auxílio Emergencial pela metade, reduzindo-o a R$ 300,00, restringindo ainda mais a capacidade de milhões de famílias brasileiras enfrentarem as consequências da crise sanitária causada pela pandemia do coronovírus, em especial o desemprego e a perda de renda do trabalho. A redução do Auxílio compromete gravemente a capacidade das famílias adquirem a alimentação, moradia, transporte e outros bens de consumo básicos, além de todas as outras necessidades.

O Auxílio Emergencial de R$ 600,00 garantiu o consumo básico de mais de 50 milhões de pessoas, fomentou a atividade nas empresas e protegeu milhões de empregos, fazendo a roda da economia girar, impedindo, assim, que uma crise econômica ainda maior se instalasse no país. Estudos estimam que os mais de R$ 320 bilhões mobilizados para financiar esse Auxílio teve um impacto positivo na massa de rendimentos das famílias que, transformada em consumo, foi capaz de sustentar mais de 2% do PIB brasileiro em 2020.

Sairemos dessa grave crise sanitária e econômica se formos ousados e tivermos capacidade efetiva de cooperação. Cabe ao governo federal articular e coordenar os esforços de enfrentamento da crise sanitária, contudo o governo atua no sentido contrário, o que significa milhares de vidas perdidas que seriam evitáveis.

Cabe ao governo mobilizar os recursos públicos, com impostos progressivos e taxando os ricos, para garantir renda básica para todos que necessitem, bem como mobilizar investimentos para a retomada das milhares de obras paradas, para a expansão da nossa infraestrutura econômica e social, orientando para um desenvolvimento produtivo ambientalmente sustentável, justo e cooperado.

Convidamos as organizações, entidades e movimentos para que façamos um grande esforço de articulação das nossas iniciativas. Conclamamos parlamentares e partidos para um amplo diálogo social compromissado com a nação brasileira, com o desenvolvimento econômico sustentável, com a justiça social, diálogo esse que deve agora materializar-se na manutenção do Auxílio Emergencial de R$ 600 até dezembro.

Sérgio Nobre

Presidente da CUT – Central Única dos Trabalhadores

Publicado em Movimentos Sociais

Em reunião realizada no dia 9 de setembro, a Fup pressionou mais uma vez os representantes do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) da Petrobrás sobre a situação dos trabalhadores e trabalhadores contaminados pela COVID-19, mas sem atestado,  que estão com problemas em suas escalas.

O grupo de EOR não soube responder e chamou um representante do Recursos Humanos, que também não apresentou solução.

Por conta disso, o Departamento de Saúde pretende elaborar um relatório com a situação da categoria e apresentar na próxima reunião que acontece semanalmente. O objetivo do departamento é passar um pente fino nos apontamentos e nas possíveis irregularidades que devem ser corrigidas.

Para montar esse relatório é importante que os trabalhadores encaminhem evidências para o e-mail: Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. São exemplos de evidências,  o trabalhador ser afastado com código referente a doença, sem ter o devido atestado médico ou o trabalhador afastado do trabalho receber um código como se estivesse trabalhando.

O trabalhador também pode mandar como evidência:

  • Um relato do acontecido com o STIF (apontamento dos dias), indicando se há alguma divergência entre o que aconteceu com a pessoa e o apontado na escala;
  • Atestados ou se foi afastado sem ter recebido atestado;
  • Um resumo desde que foi identificado como suspeito até a confirmação, informando se a pessoa ficou em isolamento ou foi para a casa, que tipo de  transporte fez uso e se foi por conta própria ou fornecido pela empresa.

“Por essa situação e outras, que se faz essencial que os trabalhadores enviem as evidencias para que possamos pedir a correção” – explica o Coordenador do Departamento de Saúde, Alexandre Vieira.

O prazo para envio desse material é até o dia 14 de setembro, para que a direção tenha tempo de montar esse relatório. Vale lembrar que a identificação dos envolvidos será resguardada.

[Via Sindipetro-NF]

 

Publicado em Sistema Petrobrás

Governo diminui de R$ 1.079 para R$ 1.067 o valor do salário mínimo de 2021. Já são dois anos sem aumento real. Ao contrário de Lula que em seus mandatos reajustou em 77%, Bolsonaro aprofunda a desigualdade

[Do portal da CUT]

Desde que a Política de Valorização do Salário Mínimo criada no governo Lula (PT) com apoio da CUT e demais centrais terminou no ano passado, Jair Bolsonaro (ex-PSL) e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, não mexeram uma palha para retomar os ganhos reais dos trabalhadores e trabalhadoras, aposentados e pensionistas que têm seus benefícios reajustados de acordo com o valor do piso nacional.

A dupla Bolsonaro/Guedes está destruindo todos os ganhos da política, que garantiu aumento 77% no valor do salário mínimo e beneficiou negociações salariais, com 84,5% de mais de 300 categorias profissionais conquistando reajuste acima da inflação, ganho real de 42,9% no salário médio de admissão, que passou de R$ 772,58, em 2003, para R$ 1.104,12 em 2013, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

Na lei orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), o governo propôs salário mínimo de R$ 1.067 a partir de janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro. A projeção inicial para 2021 era aumentar o mínimo dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.079, mas o governo baixou o valor tirando R$ 12 por mês do bolso do trabalhador. O novo valor apenas repõe a inflação projetada para 2020, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 2,09%, ou seja, sem aumento real.

Em apenas dois anos de governo, Bolsonaro retirou R$ 18 mensais do bolso de cada trabalhador e de cada aposentado que ganha o salário mínimo, sendo R$ 6 no primeiro ano, quando também derrubou o valor, e agora mais R$ 12.

O que pode parecer pouco para alguns significa o aumento do abismo social, com a base da pirâmide ganhando muito pouco, critica a técnica da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da CUT Nacional, Adriana Marcolino.

No total, 48,9 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo: 23,6 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 10,9 milhões de trabalhadores formais, outros 10,2 milhões de trabalhadores por conta própria e 3,8 milhões de empregados domésticos e outros 255 mil empregadores.

“A valorização do salário mínimo é importante porque reduz a distância salarial que no Brasil é muito grande e, consequentemente, diminuiu a desigualdade social”, afirma Adriana.

Para ela, há falta de interesse do governo em renegociar a política de valorização, o que teria um importante papel para o país sair da crise e estancar o aumento da pobreza que deve aumentar muito neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A técnica do Dieese defende que mesmo com o Produto Interno Bruto (PIB) com índice negativo de -9,7% neste segundo semestre, o que impediria um reajuste acima da inflação, já que o cálculo da política de valorização do salário mínimo levava em conta a inflação do ano anterior, medida pelo INPC, mais o resultado do PIB de dois anos antes, bastava Bolsonaro entender que sem dinheiro girando na economia a crise vai demorar a terminar.

Segundo ela, o governo poderia oferecer um reajuste do mínimo acima da inflação para a retomada do crescimento, já que as famílias com menor poder aquisitivo gastam tudo o que ganham e colocam no consumo, permitindo que o dinheiro volte a circular, aquecendo a economia.

 “Pelas contas do Dieese, o ideal seria que o mínimo para o sustento de uma família de quatro pessoas, em julho deste ano, fosse de R$ 4.420,11. Valor 75% acima do que Bolsonaro quer pagar. Por isso que é tão importante o ganho real, mas, infelizmente, o governo federal vê o ganho do trabalhador como despesa para os grandes empresários e não como indutor da economia”, critica a técnica do Dieese/CUT.

Lideranças progressistas criticam fim da política de valorização do SM

No Twitter parlamentares do Partido dos Trabalhadores criticaram a decisão de Bolsonaro em não manter a Política de Valorização do Salário Mínimo. O senador Rogério Carvalho (PT/SE) questionou a decisão presidencial com perguntas que ironizam a falta de política social de Bolsonaro.

“Reduzir o preço do Gás de cozinha? Reduzir o preço da energia elétrica? Reduzir o preço dos combustíveis? Reduzir os juros do cartão? Não! Bolsonaro vai reduzir o salário mínimo, que serve pra pagar essas contas.

REPRODUÇÃOReproduçãoCarlos Veras (PT/PE) classificou como absurda a decisão de Bolsonaro em retirar R$ 12,00 mensais do trabalhador.

“É um absurdo! Governo reduz o valor do salário mínimo previsto para 2021: de R$ 1.075 para R$ 1.067”, escreveu.

REPRODUÇÃOReprodução

A Política de Valorização do SM implantada por Lula com apoio da CUT

Durante 12 anos, a Política de Valorização do Salário Mínimo criada por Lula  em 2007 e continuada no governo Dilma Rousseff previa o aumento real, acima da inflação, sempre que houvesse crescimento econômico.

Mas a luta para dar ganhos aos trabalhadores teve início três anos antes, em 2003, quando a CUT e demais centrais sindicais, em um movimento unitário, lançaram a campanha pela valorização do salário mínimo. Nesta campanha, foram realizadas três marchas conjuntas em Brasília com o objetivo de pressionar e, ao mesmo tempo, fortalecer a opinião dos poderes Executivo e Legislativo sobre a importância social e econômica da proposta de valorização do salário mínimo.

O resultado só trouxe benefícios para a economia

Nos governos petistas, a política de valorização do salário permitiu que 48,7 milhões de pessoas ascendessem às classes A, B e C.

“Se não houvesse a luta das centrais e os governos petistas provavelmente o salário mínimo, que em 2003 representava cerca de 29% do valor de julho de 1940, quando foi instituído ficaria no mesmo patamar. Hoje, o salário mínimo representa 50,85% do que valia há 80 anos”, conta Adriana Marcolino.

[Redação: Rosely RochaEdição: Marize Muniz]

Publicado em Trabalho

A diretoria do Sindipetro-NF está participando hoje, 31, de uma auditoria da Operação Ouro Negro da plataforma de P-20 com foco na pandemia de COVID-19 a bordo. Durante a apresentação da auditoria, o diretor do sindicato Alexandre Vieira no início da reunião contextualizou a situação da COVID nas plataformas, o que o Sindipetro-NF tem feito e as conquistas da classe trabalhadora em relação às Normas Regulamentadoras e à emissão das Comunicações de Trabalho.

Para Vieira, a contaminação por COVID-19 nas plataformas pode ser considerado como o maior acidente de trabalho já ocorrido e que nada tem sido feito para investigar. Ele lembra que o sindicato é chamado para participar de comissão de investigação de um problema elétrico, mas que no caso dessas contaminações que chegam a quase 4 mil pessoas e que causam mortes, a empresa não investiga, nem para acabar com a contaminação.  Também denunciou a falta de transparência por parte  da Petrobras.

Na reunião foi tratado um caso de um trabalhador que embarcou num determinado dia e no dia seguinte sua esposa testou positivo para a COVID-19, tendo que desembarcar imediatamente. Vieira alertou que o fato de alguns trabalhadores não informarem no embarque a suspeita de estar contaminados e com isso colocar em risco todos os trabalhadores e trabalhadoras a bordo, está associado ao medo do empregado em perder o emprego.

Operação Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

Denuncie

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A plataforma de P-12 apresentou nos últimos 14 dias um surto de casos de COVID-19 a bordo da unidade. Quinze trabalhadores tiveram suspeita de contaminação, sendo que seis apresentaram o resultado de testagem positivo para Covid-19. Sete pessoas ainda aguardam os resultados do exame, duas delas já apresentaram sintomas.

No dia 10 de agosto, dez trabalhadores desembarcaram normalmente na troca de turma e nenhum deles apresentava sintomas. Só que em casa três trabalhadores apresentaram sintomas, dois com resultado positivo para Covid-19 e 1 aguardando resultado de testagem.

Uma reivindicação dos trabalhadores é que seja feita testagem também no desembarque, para que os trabalhadores não levem o vírus para casa. Existem evidências suficientes do perigo da transmissão por assintomáticos, só que a empresa insiste em agir só nos casos quem que a pessoas apresente sintomas.

Em reunião de CIPA, realizada no dia 11 de agosto, os cipistas solicitaram a redução do POB (número de pessoas a bordo) da plataforma.  O POB normal da plataforma que estava sem produzir era de 60 pessoas. Segundo relatos dos trabalhadores, com as atividades de desmobilização feita às pressas, esse número subiu para 79 e no entendimento dos trabalhadores, o máximo deveria ser de 62 pessoas na unidade.

Outro pedido da CIPA foi o embarque de uma empresa para a testagem de todos a bordo. Essa solicitação foi encaminhada à EOR, que informou que não é o protocolo que está sendo aplicado e que faz o monitoramento adequado da força de trabalho quanto a condição de saúde e sintomas da Covid-19. Entretanto, diante do grande número de casos, uma empresa está embarcando hoje, 17, para a testagem de todos, o que só comprova a demora da Petrobrás agir em tempos de pandemia.

Há uma denúncia grave de que trabalhadores que tiveram COVID estão sendo demitidos após receber alta. Isso está provocando constrangimento entre a categoria na hora de relatar que está com sintomas e muitos nem relatam com medo de perder seus empregos. Por isso a necessidade do cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a emissão de CAT para os trabalhadores contaminados. Isso já foi solicitado a gestão que não respondeu.

Como mais um agravante da situação de P-12, a empresa afastou, em menos de uma semana, o cipista que fez fortes cobranças durante a reunião de Cipa, contrariando a orientação da própria Petrobrás sobre a necessidade de manter os trabalhadores a bordo por 21 dias, para diminuir a movimentação do pessoal.  Para a diretoria do sindicato ficou clara a intenção de afastar o cipista da unidade, porque cobrava posições mais firmes em relação ao combate da pandemia.

O Sindipetro-NF tem pressionado as autoridades ligadas à Operação Ouro Negro para que tomem atitudes concretas exigindo das empresas de petróleo ações para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Além disso, entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas. 

Plataforma leiloada

A P-12 é uma das plataformas que foi leiloada e ainda está ancorada, então a Petrobrás está correndo para entregar a unidade, porque o custo de todo o processo de retirar a plataforma deve passar de R$ 100 mil por dia.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

A categoria petroleira está em luto pela morte, nesta madrugada, do petroleiro Jonas Barbosa do Espírito Santo, 54 anos, vítima de infecção decorrente da covid-19. O trabalhador era operador da Petrobrás na plataforma P-43, na Bacia de Campos, e estava internado há um mês em um hospital de Nova Friburgo (RJ), cidade onde morava.

Muito atuante nas lutas sindicais e sociais, Jonas está sendo lembrado pelos seus colegas de trabalho como “grande militante da esquerda de Nova Friburgo e guerreiro da P-43”. Sua presença era frequente nos congressos da categoria petroleira. O trabalhador, que somava 17 anos de atuação na companhia, era casado e deixa três filhos e um neto.

Filha do petroleiro, a advogada Camile Fonseca do Espírito Santo foi presidente do PT de Macaé. A ela, à esposa Suzyany Santo e aos demais familiares do trabalhador, o diretor da FUP e coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, enviou a mensagem de que “Jonas era uma das maiores referências que nós do Sindipetro-NF tínhamos nas plataformas. Articulava conosco as pautas das categoria e greves. Meu Deus. Nem sei o que falar. Só peço que tenhamos forças para superar a dor”.

Em uma rede social, os companheiros da plataforma deixaram registrado o impacto à bordo provocado pela notícia da morte do colega: “Um silêncio estarrecedor tomou conta da sala de controle da P-43 nesta noite, 17/08/2020. Ao adentrar a sala e ver o Geplat com a equipe reunida a ficha caiu, por minutos nada se ouviu, um silêncio de rasgar o peito em dor. Nosso amigo Jonas partiu e não se despediu, nem de nós e nem da esposa e filhos, tudo isso por causa de um vírus. Logo ele que nunca economizou palavras para se expressar e partiu assim.”

Os colegas registraram ainda: “Nossa sala de operadores jamais será a mesma. Tantas histórias, bons momentos, conversas e debates. Que perda! Uma coisa é certa: a saudade e as lembranças ficarão e nos acompanharão! Que Deus conforte nossos corações e também o de todos os familiares.”

A FUP e o Sindipetro-NF manifestam as suas condolências aos amigos, colegas de trabalho e familiares do companheiro Jonas. As entidades também destacam a atuação do trabalhador, seu grande valor profissional e de ser humano solidário com as lutas coletivas. Presente!

Velório

De acordo com a família, como os testes recentes do petroleiro apontavam negativo para a possibilidade de transmissão do novo coronavírus, está sendo possível a realização do velório, que se estenderá até às 16h de hoje. A despedida está ocorrendo no Nova Friburgo Memorial SAF (Rua Marino Pinto, 101, Duas Pedras, Nova Friburgo). O sepultamento será no Cemitério São João Batista (Rua Augusto Severo, 66,  Centro, Nova Friburgo).

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF participou, na manhã de ontem, de reunião com representantes da Operação Ouro Negro para debater as recomendações encaminhadas às empresas de petróleo para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. A entidade foi representada pelos diretores Alexandre Vieira e Raimundo Telles, com participação do médico do trabalho Ricardo Garcia Duarte, que assessora o sindicato.

Além do NF, participaram da reunião os Sindipetros do Espírito Santo, Litoral Paulista e Rio de Janeiro. A Procuradora do Ministério Público do Trabalho elogiou a atuação e a qualidade técnica das exposições apresentadas pelos sindicatos sobre ações de enfrentamento ao COVID-19 nas plataformas. “Percebi que o Ministério Público concordou com muitas soluções apresentadas pelos sindicatos e esperamos que os órgãos da Operação Ouro Negro construam um documento onde as reivindicações dos trabalhadores sejam incluídas” – comentou Vieira.

A diretoria do Sindipetro-NF considera fundamental a atuação da Operação Ouro Negro para que as ações de combate à pandemia sejam implementadas nas empresas de petróleo. “Temos relatos de familiares de petroleiros e petroleiras que embarcam muito tristes e preocupados em ver seus entes queridos saindo saudáveis para trabalhar e voltando doentes para suas casas, alguns inclusive morrendo por conta de uma doença adquirida no trabalho” – conta Vieira.

Reunião anterior

Em videoconferência no dia 6 de agosto, o NF havia apresentado aos auditores da Operação um levantamento das cobranças à Petrobrás, assim como alertas aos poderes públicos, em relação às deficiências da atuação da companhia na prevenção à covid-19. Entre março e junho, 18 ofícios — 12 deles à empresa e seis a órgãos fiscalizadores, prefeituras, casas legislativas e ministério público do trabalho — registraram cobranças e denúncias sobre a situação dos petroleiros e petroleiras da região.

Como informou matéria do site do sindicato, na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas. “Se ouvissem a gente, não chegaríamos a esses números tão grandes. Nada garante que ninguém seria contaminado, para obviamente reduziria muito”, disse Vieira.

A apresentação cronológica das ações do sindicato foi acompanhada, em paralelo, por uma linha do tempo do crescimento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19 na categoria. Os números, do Ministério das Minas e Energia, apresentam inconsistências em alguns momentos, em razão da falta de transparência da Petrobrás. Ainda assim, é possível verificar que os casos que começaram em 15 confirmados em 26 de março, ultrapassaram os 3 mil no início de agosto. O levantamento completo está disponível em is.gd/oficiosdonf.

A Operação Ouro Negro é integrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Marinha do Brasil, pelo Ministério da Economia — por meio da Coordenação Regional da Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário (SEGUR- SRT RJ) —, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Cobranças desde o início

13 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita aumento dos cuidadas de higiene com a disposição de álcool em gel e adoção de quarentena de 14 dias casos suspeitos. A empresa demorou a adotar a quarentena e a disponibilizar o álcool em gel.

18 de março – Ofícios do NF para Petrobrás solicitam home office, uso de máscaras, itens de higiene, redução da lotação nos transportes (nas aeronaves não foi realizado até hoje), aumento da higiene de ambientes e proteção especial para os trabalhadores da limpeza. Além disso, realização de discussão sobre redução do contingente, triagem, hospedagem para os suspeitos ou infectados, próprios ou terceiros. Desembarque imediato dos suspeitos ou confirmados e das pessoas que estivessem psicologicamente abaladas. Antecipação da vacinação da gripe. Ampliação das equipes médicas, suspensão dos processos de transferência e cursos. Informações sobre os casos da covid-19 e participação na EOR.

24 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita novamente os dados relativos aos trabalhadores afetados pela covid-19.

Confira a íntegra da relação de ofícios e seus assuntos em is.gd/oficiosdonf.

Publicado em Petróleo

A Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou nesta terça-feira, 11, audiência para discutir as condições de trabalho de petroleiros e petroleiras em tempo de pandemia.

Os diretores da FUP, Tezeu Bezerra (Sindipetro-NF), e Luciano Leite Santos (Sindipetro Duque de Caxias), participaram do debate, junto com o médico do trabalho, Ricardo Garcia, que assessora o Sindipetro-NF. A audiência foi realizada de forma virtual, com transmição ao vivo. Acompanhe abaixo.

O debate sobre condições de trabalho na Petrobras durante a pandemia da covid-19 teve início no primeiro semestre do ano, com encontro entre a deputada estadual Mônica Francisco (PSOL) e o deputado federal Alessandro Molon (PSB) com dirigentes do Sindipetro-NF de a FUP.

Acompanhe na página da Deputda Mônica Francisco, presidente da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro: 

Publicado em Sistema Petrobrás

No começo de agosto, 100 mil óbitos por covid-19 confirmados no Brasil. 

Nada foi capaz de evitar a confirmação desta tragédia. Nem a baixa testagem, provocada pelo governo Bolsonaro; nem todas as ações de esvaziamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que estão em curso desde quando começou o governo Bolsonaro –  com manutenção do congelamento dos recursos por 20 anos, com a destruição do Mais Médicos, com as mudanças do financiamento da atenção primária em saúde.

Nem a baixa execução dos recursos adicionados ao orçamento do Ministério da Saúde neste ano pelo Congresso Nacional, não atingindo nem metade da sua execução; nem a tentativa do Ministério da Saúde de esconder os dados da covid-19 no seu portal.

Nem tudo isso que Bolsonaro tentou fazer para esconder o avanço da covid-19 do povo brasileiro e do mundo, conseguiu impedir esta marca de 100 mil óbitos confirmados.

Certamente já chegamos a este patamar há muito mais tempo. É que a baixa notificação, o desmonte das ações de vigilância, a baixa testagem, a falta de transparência nos dados de síndrome respiratória aguda grave fizeram com que a gente atingisse esta marca agora na primeira semana de agosto. 

O mais incrível é que a ciência e diversas projeções, inclusive da própria equipe técnica do Ministério da Saúde, apontavam para este cenário, que Bolsonaro busca esconder e negar desde o começo da pandemia no Brasil. O apontado é de que atingiríamos esta marca de 100 óbitos confirmados na primeira semana de agosto. 

Frente em Defesa da Vida

Foi lançada esta semana, por um conjunto de entidades da sociedade civil, a Frente em Defesa da Vida, que tem uma proposta de um plano emergencial para superarmos este momento trágico, tentarmos reduzir esta caminhada de óbitos e buscarmos reorganizar o SUS para enfrentar não só a pandemia, mas todos os problemas de saúde advindos dela. 

Este plano defende que só a sociedade civil organizada juntamente com o Congresso Nacional, com os gestores estaduais e municipais que têm o compromisso com o Sistema Único de Saúde, será possível constituir uma verdadeira autoridade sanitária com capacidade política de buscar corrigir os rumos do enfrentamento à pandemia e darmos um passo de fortalecimento do SUS. 

Foi essa pressão da sociedade civil, articulada pela sucessão da Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib) e pelos partidos políticos de oposição, que ao entrarem no Supremo Tribunal Federal (STF) essa semana, conseguiram uma das principais vitórias neste momento que é a proteção aos povos indígenas. A decisão da Suprema Corte obriga o governo federal a constituir um plano de proteção aos povos indígenas neste momento da pandemia da covid-19. 

Que a marca dos 100 mil óbitos sirva também para constituirmos uma marca de uma autoridade sanitária da sociedade civil e dos atores políticos do judiciário para tentar frear o projeto genocida de Bolsonaro, quem sobre a marca de 100 mil óbitos, a única frase que têm a dizer é: "vamos tocar a vida". 

Por Alexandre Padilha, médico e ex-ministro de Saúde, em artigo publicado no jornal Brasil de Fato \ Foto: Reuters

Publicado em Política

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Em reunião por videoconferência com integrantes da fiscalização da Operação Ouro Negro, do Ministério Público do Trabalho e Coordenação Regional da Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário (SEGUR- SRT RJ), realizada no último dia 06, o Sindipetro-NF apresentou um histórico da atuação da entidade na defesa da saúde dos petroleiros e petroleiras nesta pandemia da covid-19. O sindicato se colocou à disposição para contribuir nas ações de cobrança pela adoção de medidas de prevenção.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira, se a Petrobrás tivesse ouvido os representantes dos trabalhadores, o número de casos na empresa seria menor. “Se ouvissem a gente, não chegaríamos a esses números tão grandes. Nada garante que ninguém seria contaminado, para obviamente reduziria muito”, afirma.

Entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas.

Confira abaixo um histórico das ações do sindicato, em cronologia que também apresenta paralelamente o aumento do número de casos suspeitos e confirmados de Covid-19 entre petroleiros e petroleiras. Os números, do Ministério das Minas e Energia, apresentam inconsistências em alguns momentos, em razão da falta de transparência da Petrobrás na divulgação dos casos. 

Confira as ações do NF desde o início da pandemia 

13 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita aumento dos cuidadas de higiene com a disposição de álcool em gel e adoção de quarentena de 14 dias casos suspeitos. A empresa demorou a adotar a quarentena e a disponibilizar o álcool em gel.

18 de março – Ofícios do NF para Petrobrás solicitam home office, uso de máscaras, itens de higiene, redução da lotação nos transportes (nas aeronaves não foi realizado até hoje), aumento da higiene de ambientes e proteção especial para os trabalhadores da limpeza. Além disso, realização de discussão sobre redução do contingente, triagem, hospedagem para os suspeitos ou infectados, próprios ou terceiros. Desembarque imediato dos suspeitos ou confirmados e das pessoas que estivessem psicologicamente abaladas. Antecipação da vacinação da gripe. Ampliação das equipes médicas, suspensão dos processos de transferência e cursos. Informações sobre os casos da covid-19 e participação na EOR.

24 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita novamente os dados relativos aos trabalhadores afetados pela covid-19.

25 de março – Ofício do NF para Petrobrás reforça as solicitações anteriores e soma a solicitação de testes rápidos a todos no embarque e desembarque. Outro ofício, do NF para a Prefeitura de Campos, denucia o confinamento de trabalhadores em hotéis na cidade, sem o devido acompanhamento médico.

26 de março – Ofício do NF à fiscalização do trabalho denuncia riscos enfrentados pelos trabalhadores. 

[Dados do Ministério das Minas e Energia MME até então: Total de casos suspeitos de covid-19 entre funcionários próprios e terceirizados: 396. Confirmados: 15.]

Publicado em Sistema Petrobrás
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