Em apenas uma semana, o número de trabalhadores da Petrobrás que contraíram Covid-19 saltou de 4.048 para 4.250, um aumento de 5%. No dia 06 de janeiro, eram 525 casos ativos, dos quais 210 confirmados e 54 em triagem. No último dia 12, esses números subiram para 556 novos casos registrados, sendo que 226 confirmados e 73 em triagem, segundo informações do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa. O número de trabalhadores infectados que estão hospitalizados também aumentou, passando de 20 para 24, sendo que a quantidade de petroleiros em UTIs saltou de oito para 13.

Esses dados, mesmo subnotificados, já que a Petrobrás não contabiliza os casos ativos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, refletem o avanço da pandemia nas unidades da empresa. Cerca de 10% dos efetivos próprios já foram contaminados, o que é bastante preocupante. Nesta última semana, pelo menos dois trabalhadores da Petrobrás perderam a vida em função da Covid: um em Manaus e outro no Paraná. A empresa continua omitindo dos sindicatos os números de óbitos, tanto de trabalhadores próprios, quanto de terceirizados.

Na reunião com o EOR, ocorrida na última quarta-feira, 13, a FUP tornou a cobrar transparência nas informações relativas às ações de combate à pandemia. Além da subnotificação dos casos de Covid entre os terceirizados, a Petrobrás também continua negando o acesso dos sindicatos à Normas Técnicas e protocolos que orientam os procedimentos relacionados à doença, como testagem, afastamento e monitoramento dos trabalhadores após diagnósticos positivos e ações de mitigação.

Nexo causal e registros de CATs

Outra situação absurda é a negativa sistemática da gestão em reconhecer o nexo causal da doença para os trabalhadores contaminados nos ambientes de trabalho. A despeito de vários estudos e orientações de entidades de saúde, como a Fiocruz, órgãos fiscalizadores, como o MPT, e até mesmo o STF, que defendem o nexo causal, a empresa continua alegando que a Covid não está relacionada ao ambiente de trabalho. Em função disso, não há emissão de CATs, nem a possibilidade dos trabalhadores serem periciados.

Na última reunião do EOR, a Petrobrás informou que, apesar desse entendimento da gestão, cada caso de trabalhador contaminado é analisado para verificar a possibilidade de estabelecimento de nexo causal. A FUP questionou a contradição da empresa, ressaltando que o ACT garante a participação do sindicato no acompanhamento das análises, o que não está sendo feito.

Para a FUP, está claro que a negativa da gestão da Petrobrás em estabelecer o nexo causal tem motivações econômicas, como já havia alertado estudo publicado pela Fiocruz em outubro passado. “O reconhecimento da Covid-19 como doença do trabalho e a emissão da CAT implica elevar a TAR (Taxa de Acidentes Registráveis), um dos indicadores de desempenho das empresas do setor vinculado a dinâmica da concorrência internacional”, ressalta o parecer da entidade.

Testagem em massa

A FUP tornou a criticar a negligência da Petrobrás ao deixar vencer o contrato para testagem dos trabalhadores com o RT-PCR. Por conta disso, a categoria permanecerá até o dia 20 sem esse protocolo recomendado pelas entidades de saúde. No lugar do RT-PCR, está sendo aplicado o teste de antígeno, que não reproduz a certeza de resultado, que possa estabelecer laudos confiáveis, sobre a condição do trabalhador, frente à possível contaminação pela Covid. Além disso, a FUP questionou, mais uma vez, o intervalo de 90 dias estabelecido pela Petrobrás para retestagem dos trabalhadores que já se contaminaram.

Mesmo com os novos picos de casos no Amazonas e a identificação de uma nova cepa do vírus, a gestão da empresa está se negando a retestar os trabalhadores da Refinaria de Manaus e de várias outras unidades pelo país afora. Outra situação absurda é a insistência da empresa testar os trabalhadores depois da troca de turno e não antes, como cobra a FUP. Esse fatos foram duramente criticados pelas entidades sindicais, que voltaram a exigir a testagem e retestagem em massa dos trabalhadores, distribuição de máscaras padronizadas e campanhas sistemáticas de conscientização sobre a importância do distanciamento.

Suspensão dos cursos presenciais durante a pandemia

Apesar de alguns órgãos reguladores, como a Marinha, já terem postergado a validade de cursos regulamentares para áreas operacionais, as gerências da Petrobrás insistem em cobrar dos trabalhadores participação em treinamentos presenciais não essenciais, em pleno avanço da pandemia. A categoria está sendo exposta desnecessariamente a riscos de contaminação em turmas de treinamento que concentram diversos trabalhadores, próprios e terceirizados, sem acompanhamento e fiscalização. A FUP tornou a solicitar a suspensão destes cursos enquanto durante a pandemia.

[Imprensa da FUP]

Gestão da refinaria mais uma vez expõe trabalhadores, agora através de um projeto piloto. "Uma vergonha", afirma o Sindipetro

 [Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

As incoerências da atual administração da Repar só expõe os trabalhadores ao coronavírus sem necessidade. Agora, depois de quase meio século de refinaria, os gestores inovaram com um projeto inusitado de treinar engenheiro na função de técnico de operação; e justamente durante a maior crise sanitária da história do país. 

Com isso os trabalhadores acabam dividindo o mesmo espaço, compartilhando equipamentos e mobiliários no auges dos índices de contaminação da covid-19 no estado. Eles descumprem inclusive a Estrutura Organizacional de Resposta (EOR) que orienta somente treinamentos essenciais. 

Diante disso, o Sindicato cobrou (15/01) do RH Corporativo da Petrobrás se a Repar segue as orientações da EOR para controle da covid-19, também solicitou explicação sobre o que a gestão da refinaria entende por treinamento essencial para a continuidade e segurança operacional e, por fim, qual a justificativa da realização de um treinamento piloto em plena pandemia. 

Nosso objetivo é que se suspenda todos os treinamentos presenciais não essenciais para a segurança do processo. 

Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

Publicado em Sistema Petrobrás

Em apenas uma semana, o número de trabalhadores da Petrobrás que contraíram Covid-19 saltou de 4.048 para 4.250, um aumento de 5%. No dia 06 de janeiro, eram 525 casos ativos, dos quais 210 confirmados e 54 em triagem. No último dia 12, esses números subiram para 556 novos casos registrados, sendo que 226 confirmados e 73 em triagem, segundo informações do grupo de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa. O número de trabalhadores infectados que estão hospitalizados também aumentou, passando de 20 para 24, sendo que a quantidade de petroleiros em UTIs saltou de oito para 13.

Esses dados, mesmo subnotificados, já que a Petrobrás não contabiliza os casos ativos de Covid entre os trabalhadores terceirizados, refletem o avanço da pandemia nas unidades da empresa. Cerca de 10% dos efetivos próprios já foram contaminados, o que é bastante preocupante. Nesta última semana, pelo menos dois trabalhadores da Petrobrás perderam a vida em função da Covid: um em Manaus e outro no Paraná. A empresa continua omitindo dos sindicatos os números de óbitos, tanto de trabalhadores próprios, quanto de terceirizados.

Na reunião com o EOR, ocorrida na última quarta-feira, 13, a FUP tornou a cobrar transparência nas informações relativas às ações de combate à pandemia. Além da subnotificação dos casos de Covid entre os terceirizados, a Petrobrás também continua negando o acesso dos sindicatos à Normas Técnicas e protocolos que orientam os procedimentos relacionados à doença, como testagem, afastamento e monitoramento dos trabalhadores após diagnósticos positivos e ações de mitigação.

Nexo causal e registros de CATs

Outra situação absurda é a negativa sistemática da gestão em reconhecer o nexo causal da doença para os trabalhadores contaminados nos ambientes de trabalho. A despeito de vários estudos e orientações de entidades de saúde, como a Fiocruz, órgãos fiscalizadores, como o MPT, e até mesmo o STF, que defendem o nexo causal, a empresa continua alegando que a Covid não está relacionada ao ambiente de trabalho. Em função disso, não há emissão de CATs, nem a possibilidade dos trabalhadores serem periciados.

Na última reunião do EOR, a Petrobrás informou que, apesar desse entendimento da gestão, cada caso de trabalhador contaminado é analisado para verificar a possibilidade de estabelecimento de nexo causal. A FUP questionou a contradição da empresa, ressaltando que o ACT garante a participação do sindicato no acompanhamento das análises, o que não está sendo feito.

Para a FUP, está claro que a negativa da gestão da Petrobrás em estabelecer o nexo causal tem motivações econômicas, como já havia alertado estudo publicado pela Fiocruz em outubro passado. “O reconhecimento da Covid-19 como doença do trabalho e a emissão da CAT implica elevar a TAR (Taxa de Acidentes Registráveis), um dos indicadores de desempenho das empresas do setor vinculado a dinâmica da concorrência internacional”, ressalta o parecer da entidade.

Testagem em massa

A FUP tornou a criticar a negligência da Petrobrás ao deixar vencer o contrato para testagem dos trabalhadores com o RT-PCR. Por conta disso, a categoria permanecerá até o dia 20 sem esse protocolo recomendado pelas entidades de saúde. No lugar do RT-PCR, está sendo aplicado o teste de antígeno, que não reproduz a certeza de resultado, que possa estabelecer laudos confiáveis, sobre a condição do trabalhador, frente à possível contaminação pela Covid. Além disso, a FUP questionou, mais uma vez, o intervalo de 90 dias estabelecido pela Petrobrás para retestagem dos trabalhadores que já se contaminaram.

Mesmo com os novos picos de casos no Amazonas e a identificação de uma nova cepa do vírus, a gestão da empresa está se negando a retestar os trabalhadores da Refinaria de Manaus e de várias outras unidades pelo país afora. Outra situação absurda é a insistência da empresa testar os trabalhadores depois da troca de turno e não antes, como cobra a FUP. Esse fatos foram duramente criticados pelas entidades sindicais, que voltaram a exigir a testagem e retestagem em massa dos trabalhadores, distribuição de máscaras padronizadas e campanhas sistemáticas de conscientização sobre a importância do distanciamento.

Suspensão dos cursos presenciais durante a pandemia

Apesar de alguns órgãos reguladores, como a Marinha, já terem postergado a validade de cursos regulamentares para áreas operacionais, as gerências da Petrobrás insistem em cobrar dos trabalhadores participação em treinamentos presenciais não essenciais, em pleno avanço da pandemia. A categoria está sendo exposta desnecessariamente a riscos de contaminação em turmas de treinamento que concentram diversos trabalhadores, próprios e terceirizados, sem acompanhamento e fiscalização. A FUP tornou a solicitar a suspensão destes cursos enquanto durante a pandemia.

[Imprensa da FUP]

Publicado em Sistema Petrobrás

É com tristeza que o Sindipetro PR e SC noticia o falecimento do são-mateuense Ederson Luiz de Lima, conhecido como Bigo

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

Este é o primeiro registro de morte por covid-19 na Usina do Xisto (SIX), em São Mateus do Sul. Bigo era caldeireiro, trabalhava na manutenção e era uma figura presente nas paradas da fábrica. Querido por todos, deixa mulher, dois filhos e um neto. O trabalhador estava internado na Unidade de Tratamento Intensivo do Hospital São Lucas, em Campo Largo. O Sindicato e toda categoria petroleira se solidarizam com familiares e amigos. 

E ao mesmo tempo em que recebemos uma notícia devastadora, mais casos se confirmam em todo o país. São Mateus do Sul não foge desta triste regra e na SIX, fábrica que soma aproximadamente quatro mil trabalhadores (1 mil diretos e 3 mil indiretos), há risco de contaminação em massa. 

Isso porque denúncias que chegam ao Sindipetro PR e SC tratam de diversos descumprimento de protocolos de segurança tanto do Governo do Paraná como da Organização Mundial da Saúde (OMS), exemplo disso é desrespeito ao distanciamento social no transporte (ônibus) e na área de refeitório, também há relatos de trabalhadores aglomerados durante atividades na unidade.   

O Sindipetro PR e SC defende que a administração da SIX intensifique as medidas de prevenção para eliminar o risco de contaminação. Faça também acompanhamento minucioso de todas e todos os trabalhadores suspeitos, seus familiares e os que tiveram contato com eles. 

Canal de Denúncia 

O Sindipetro reforça a necessidade de que todos sigam as recomendações de segurança e prevenção ao contágio pelo novo coronavírus. Também mantém sua postura de vigilância na pandemia e atua no sentido de preservar a saúde de todos. Qualquer informação que envolva o tema nas bases do Sistema Petrobrás no Paraná e Santa Catarina pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., pelo telefone (41) 3332-4554 ou ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

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Enquanto o país inteiro se mobiliza para ajudar Manaus, Pazuello e Bolsonaro divulgam fake news sobre o uso da cloroquina e usam estratégia de responsabilizar apenas o prefeito e o governador do Amazonas. Internautas e movimentos se mobilizam, cobrando impeachment do presidente em panelaço às 20h30 desta sexta

[Com informações da CUT, da Rede Brasil Atual e da Frente Brasil Popular]

O negacionismo de Jair Bolsonaro (ex-PSL), a falta de rumo do governo federal, o fracasso na coordenação nacional no combate à pandemia do novo coronavírus (Covid-19) , e do início imediato de uma campanha de vacinação, levou o Brasil a assistir a tragédia da falta de oxigênio em Manaus, no Amazonas, nesta quinta-feira (14). A situação chegou a tal ponto que, segundo informações do pesquisador Jesem Orellana, da Fiocruz-Amazônia, uma ala inteira de pacientes morreu asfixiada. Um verdadeiro genocídio.

Com o colapso no sistema de saúde, as cenas nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), de Manaus parecem de um filme de terror, relatam familiares de pacientes, médicos e enfermeiros. Médicos contam ainda que estão transportando cilindros de oxigênios nos próprios carros para os hospitais, enquanto familiares de doentes tentam comprar os insumos.

Enquanto a população, parte da classe artística e clubes de futebol se mobilizam nas redes sociais para ajudar Manaus com doações em dinheiro e até cilindros de oxigênio, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, e Bolsonaro participavam de uma live no Facebook. Nela, não houve uma palavra de solidariedade e ajuda do Presidente da República para minimizar o sofrimento população amazonense.

Tanto o ministro da Saúde como o presidente sabiam da situação caótica em Manaus, mas nada fizeram para evitar.

Não bastasse toda a tragédia anunciada que vive Manaus, Pazuello esteve no estado do Amazonas nesta semana e afirmou ser “inadmissível” o não uso de cloroquina no combate ao coronavírus na cidade. O uso desse medicamento já foi descartado categoricamente pela comunidade médica e não há comprovação científica no combate à doença.

Durante a live, Pazuello e Bolsonaro voltaram a divulgar fake news sobre o uso da cloroquina e usaram a estratégia do governo em responsabilizar apenas o prefeito e o governador do Amazonas pela crise. Embora sejam os dois também são responsáveis pelo caos em Manaus, permitindo a reabertura do comércio e evitando medidas mais duras de quarentena ( somente na quinta-feira, o governador anunciou um toque de recolher ) , foram  Bolsonaro e os deputados aliados a ele, que criticaram as medidas de proteção no Amazonas no final do ano, como o lockdown.

Panelaço às 20h30

Internautas e movimentos sociais marcaram para a noite desta sexta-feira (15), às 20h30, um panelaço contra Jair Bolsonaro. A convocação feita por meio da hashtag #BrasilSufocado critica a omissão do presidente com a pandemia de covid-19. No Facebook, a Frente Brasil Popular fez um evento para convocar a população. “O país está em um limite inaceitável. São mais de 8 milhões de infectados e mais de 200 mil pessoas mortas. Não dá para esperar o dia D e a Hora H. Manaus sem oxigênio, cidades sem leitos de UTI, falta de cuidados com os trabalhadores da Saúde, da Assistência Social e de outros serviços essenciais”, diz o texto publicado na rede social.

A hashtag #ImpeachmentBolsonaroUrgente é um dos assuntos mais comentados do Twitter, com quase 100 mil citações ao longo de toda a manhã desta sexta-feira. “Panelaço” também é outro termo que aparece entre os mais citados, em referência ao protesto convocado para esta noite contra o presidente. 

Além disso, são inúmeras as citações ao nome do presidente da Câmara, deputado Rodrigo Maia (DEM-RJ). É ele quem tem a atribuição de decidir sobre o andamento dos 60 pedidos de impeachment protocolados contra Jair Bolsonaro. 

Em seus posts, internautas revelam revolta com a postura de Maia, que se limita a emitir “notas de repúdio” e manifestações críticas à conduta do governo frente à pandemia. Políticos e artistas também se manifestaram também se posicionaram cobrando atuação decisiva do parlamentar.

Solidariedade de artistas e ajuda da Venezuela

A crise provocada pela falta de oxigênio nas unidades de saúde de Manaus comoveu anônimos e famosos em redes sociais e gerou uma onda de posts de solidariedade e pedidos de ajuda.

O youtuber Whindersson Nunes, 26, mobilizou os amigos para ajudar na crise provocada pela falta de oxigênio. Após o contato dele, diversos famosos se juntaram para mandar cilindros de oxigênio para a capital do Amazonas.

A atriz Taís Araújo, que ajudou a divulgar itens que os hospitais manauaras estão precisando, resumiu: "Toda a ajuda e mobilização é bem-vinda agora".

Também preocupado com a crise no país vizinhoo presidente da Venezuela, Nicolas Maduro, se dispôs a ajudar o Brasil a superar o problema do colapso na saúde em Manaus, no Amazonas. Por meio do ministro das Relações Exteriores, Jorge Arreaza, o país ofereceu oxigênio necessário para minimizar a dificuldade dos hospitais.

As empresas que produzem os cilindros aumentaram a capacidade de fabricação ao limite, mas a demanda seria três vezes maior ao que Manaus tem condições de produzir. Uma das soluções seria apelar à fornecedora White Martins, que já tem parceria com o governo do Amazonas e está trabalhando em ritmo acelerado para atender à demanda.

O Amazonas já registrou mais de 219 mil casos da Covid-19 e 5.879 mortes desde o início da pandemia. Pelo menos 1.564 pacientes seguem internados no estado.

Pacientes estão sendo transferidos para outros estados

Com o sistema de saúde colapsado em Manaus e a inércia do governo de Jair Bolsonaro, diversos estados e municípios ofereceram ajuda ao Amazonas.

O Pará informou que está pronto para receber 30 pacientes acometidos pela covid-19 , que necessitam de internação hospitalar. O Ceará também se colocou à disposição para ajudar. O Piauí enviou 45 mil EPIs (Equipamentos de Proteção Individual) e 30 mil testes para Covid-19.

Goiás, Espírito Santo, Piauí, Maranhão, Paraíba, Rio Grande do Norte e o Distrito Federal informaram que também vão receber pacientes de Manaus.

No entanto, um dos temores dos especialistas em saúde com a transferência de pacientes de Manaus para outros estados é a possibilidade de a nova cepa do coronavírus se espalhar com velocidade para outras regiões. O governador do estado, Wilson Lima (PSC-AM), afirmou que não havia outra alternativa —a não ser deixar que os doentes morressem sufocados nos hospitais da cidade.

Polícia apreende cilindros em Manaus

As polícias Civil e Militar apreenderam na tarde desta quinta, 33 cilindros de oxigênio que estavam escondidos em um caminhão, no bairro Alvorada, na zona centro-oeste de Manaus.

Uma denúncia anônima informou sobre a movimentação estranha no caminhão, que estava parado no local, e cilindros estavam sendo retirados para veículos particulares.

O condutor do veículo, de 38 anos, foi preso por reter produtos para o fim de especulação, segundo informou a SSP-AM (Secretaria de Segurança Pública do Amazonas). O nome dele e o da transportadora não foram divulgados.

 

Publicado em Política

Na quarta, em reunião o Sindicato exigiu adequações relativas ao transporte dos trabalhadores de turno na refinaria, gestão não atendeu. Após denúncia dos trabalhadores, novamente a entidade cobrou melhorias e a gerência teve que retomar os micro ônibus

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

É difícil entender a gestão da Repar, recorrentemente eles voltam atrás nas medidas de segurança em relação à covid-19 por não dar ouvido às críticas e sugestões dos trabalhadores. Ontem (13) não foi diferente. Veja a confusão: no início da tarde, o Sindipetro fez uma reunião para questionar a utilização das vans para o transporte de trabalhadores, já que os gestores enviaram informe avisando da mudança. Eles não aceitaram as colocações da categoria e inclusive disseram desconhecer o decreto de Araucária que trata do tema. 

Logo depois do primeiro encontro, os petroleiros levaram a questão para a reunião da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), a nível nacional, e mais uma vez nada aconteceu. Aí, às 19h, os trabalhadores do turno se depararam com as precárias vans, algo que causou descontentamento pela exposição à covid-19. 

Vale ressaltar que no informe institucional da Repar até parecia que os petroleiros fariam translado dentro de um veículo super seguro, com circulação de ar e atendendo as exigências sanitárias, mas, na prática, a categoria ficou exposta e em risco de contaminação. Ou seja, eles erraram na prevenção e mais uma vez tiveram que correr para apagar o próprio incêndio. 

No meio disso tudo estão os trabalhadores, que enviaram ao Sindicato as denúncias de descumprimento dos protocolos de segurança. Muitos deles chegaram a alegar que, como medida extrema de auto proteção, iriam recorrer a utilização de carros próprios para evitar contaminação. 

Essa atitude se justifica. Imagine ir ao trabalho num micro ônibus e voltar numa van que não tem ventilação mínima. O Sindicato informou que em caso de acidente de trajeto a responsabilidade será da Petrobrás, pois trafegar de carro após um turno de 12h é arriscado. 

A entidade considera que o transporte para o local de trabalho não deve ser um momento de tensão e risco, mas sim que a empresa proporcione o ambiente ideal e seguro para evitar a contaminação pela covid-19. O posicionamento do Sindipetro é pelo cumprimento do Decreto 34608/2020 de Araucária PR que prevê: 

CAPÍTULO II TRANSPORTE DE TRABALHADORES 

Art. 15. No caso de fornecimento do transporte pelo próprio empregador e com o objetivo de não permitir a disseminação do coronavírus, deverá: 

I - Impedir a entrada de trabalhadores com sinais e sintomas de síndrome;

II - Garantir a ampliação das linhas disponíveis, a fim de reduzir o número de trabalhadores transportados simultaneamente, garantindo a distância mínima de 1,5 metros entre pessoas;

III - Durante o deslocamento dos trabalhadores, o veículo deverá permanecer com suas janelas abertas, permitindo a livre circulação de ar;

IV - Higienizar os veículos após cada viagem, em especial com relação as partes onde haja contato manual dos trabalhadores (ex: barras de apoio, bancos e janelas);

V - Disponibilizar álcool gel aos usuários do veículo, para higienização das mãos na entrada e saída dos mesmos;

VI - Tornar obrigatório o uso de máscaras para o ingresso no transporte.

 

 

O Sindicato vai continuar fiscalizando as ações em relação aos cuidados para evitar a disseminação da covid-19 na Repar e em todas as unidades da sua base territorial no Paraná e Santa Catariana. Orienta também toda categoria a continuar fazendo as denúncias.

O Sindipetro-NF tem recebido nos últimos dias denúncias da categoria de que a Petrobrás insiste em submeter trabalhadores a treinamentos presenciais em meio à pandemia da Covid-19. Os cursos, exigidos pela Marinha, tiveram a validade estendida por um ano, por meio de portaria publicada em 18 de dezembro (nº 425/2020), mas mesmo assim a companhia continua a colocar os petroleiros e petroleiras em risco nestas turmas.

Desde o início da pandemia o sindicato cobra da Petrobras a utilização, excepcionalmente, de modelos de cursos que possam ser feitos à distância, para evitar aglomeração. Em relação aos cursos exigidos pela Marinha, o aumento do prazo de validade tornou ainda mais viável essa precaução, que está sendo desconsiderada pela empresa.

“Alguns até são cursos que exigem interação e aglomeração das pessoas. O CBSP [Curso Básico de Segurança de Plataforma, mais conhecido como Curso de Salvatagem], por exemplo, inviabiliza o uso da máscara, porque tem atividades na água”, explica o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira.

Além de exigir o curso sem necessidade no momento, a Petrobrás está embarcando trabalhadores logo após a realização do treinamento, sem cumprimento da quarentena e o acompanhamento do pré-embarque para prevenção da contaminação pelo novo corona vírus. Não estão sendo realizados testes de Covid-19, apenas medição de temperatura.

O NF cobrou da Petrobrás a suspensão destes cursos e denunciou o comportamento da companhia ao Ministério Público do Trabalho — que também está questionando a empresa. O sindicato reforça a necessidade de que a categoria envie relatos sobre a ocorrência destes casos, entre outros que coloquem em risco a saúde e a segurança, para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A Petrobras enviou nota à imprensa em que confirmou desembarques em suas unidade marítimas e informou que sempre que um caso suspeito é identificado em unidade offshore são reforçadas as medidas de higienização e distanciamento na unidade e, preventivamente, podem ser realizados testes a bordo.

Para a diretoria do Sindipetro-NF, “essa resposta deixa evidente a falta de cuidado da empresa com a vida dos seus trabalhadores. Pois se a empresa informa para a imprensa que “preventivamente, podem ser realizados testes a bordo”, por que não o faz?”

O sindicato também questiona porque a empresa deixa a contaminação atingir mais trabalhadores e não age de forma preventiva, como alguém que quer proteger a saúde das pessoas.


Leia também: Janeiro começa com 264 trabalhadores com Covid-19 na Petrobras e 261 casos suspeitos


Casos se multiplicam

Na última sexta, 8 de janeiro, o SindipetroNF recebeu a notícia de mais desembarques de suspeitos e casos positivos a bordo de plataformas.

"Essa semana informamos que haviam ocorrido desembarques na P-35. Dos 16 trabalhadores desembarcados, o NF tem o resultado de sete pessoas, sendo cinco negativos e dois positivos. Ainda aguarda o resultado de outras nove. Mais nove pessoas de P-35 aguardam desembarque. Enquanto isso a Petrobrás não toma nenhuma medida preventiva.  O que o sindicato observa é que mais e mais trabalhadores são expostos a propagação do vírus", informou o sindicato.

A entidade também noticiou que os trabalhadores de P-61 solicitaram uma nova testagem geral a bordo, devido ao risco dos falsos negativos, evidenciados pela contaminação de cerca de 30% dos trabalhadores da unidade. Na sexta, o sindicato foi informado que mais cinco suspeitos desembarcaram, sem que houvesse testagem preventiva a bordo.

Mídia repercute

No final de semana, diversos veículos de imprensa publicaram matérias a partir de denúncias e informações divulgadas pela FUP e pelo Sindipetro-NF sobre o aumento de casos de Covid-19 entre os trabalhadores do Sistema Petrobras. Veja algumas das matérias:

O Globo: Número de funcionários da Petrobras com Covid tem a maior alta desde o começo da pandemia

UOL: Surto de Covid em 2 plataformas da Petrobras leva ao desembarque de 28 pessoas, diz FUP

Terra: Petrobras ultrapassa os 4 mil infectados com covid-19; desembarques continuam

Petronotícias: FUP ALERTA PARA NOVOS SURTOS DE COVID-19 EM PLATAFORMAS DA PETROBRÁS NA BACIA DE CAMPOS

Sobre os testes

Por incompetência ou descaso, a Petrobrás deixou o contrato de testagem pelo RT-PCR vencer. Como quebra galho, está utilizando a testagem por antígeno.

“Provavelmente a empresa vai responder que o teste de antígeno é eficiente. O que não é mentira! Mas certamente ela vai esconder que a testagem positiva por esse método, deve ser confirmada por RT-PCR. Que é o padrão reconhecido para diagnóstico da COVID-19. Possivelmente também não irá mencionar que ela está buscando um novo contrato para a testagem por RT-PCR que deve entrar em operação daqui a três semanas”, comentou o diretor do Departamento de Saúde do Sindipetro NF, Alexandre Vieira, que vem acompanhando semanalmente com a FUP as reuniões com o Grupo de de Estrutura Organizacional de Resposta da Petrobrás (EOR), responsável pelas ações de gestão relativas à pandemia da Covid-19 nas unidades da empresa.

São muitos os questionamentos que a FUP e as entidades sindicais têm feito à empresa, sem receber uma resposta à altura. É o caso, por exemplo, do atendimento médico dos contaminados nos hotéis e a não emissão de Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT), apesar das recomendações do Ministério Público do Trabalho e a decisão favorável do Supremo. Saiba mais aqui.

[FUP, com informações do Sindipetro-NF e das agências de notícias | Foto: Agência Brasil]

Presidente do Conselho Nacional de Saúde (CNS), Fernando Pigatto diz que Bolsonaro atuou para sabotar os esforços de combate à pandemia e para sucatear o SUS

[Da Rede Brasil Atual]

Após o país atingir a triste marca de mais de 200 mil mortos pela pandemia do novo coronavírus, o Conselho Nacional de Saúde (CNS) afirma que a situação é mais grave hoje do que em agosto, quando o país havia perdido 100 mil vidas. A falta de coordenação por parte do governo federal, o fim do auxílio emergencial e a perda de cerca de 40 R$ bilhões em recursos para o SUS, em 2021, tornam o quadro ainda mais preocupante.

Além disso, o presidente Jair Bolsonaro continua atuando como um “sabotador” das estratégias de combate à disseminação da doença. Não incentiva o uso de máscaras, promove aglomerações e continua defendendo o uso de medicamentos sem eficácia comprovada.

“Ou seja, temos o agravamento da situação, o descontrole, e uma falta de ação do governo ainda maior do que existia no início ou quando se chegou a 100 mil vidas perdidas”, afirmou o presidente do CNS, Fernando Pigatto, em entrevista ao Jornal Brasil Atual, nesta sexta-feira (8).

Para ele, a maior parte das mortes poderia ter sido evitada. Ele citou estimativas do próprio ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta. No início da pandemia, havia dito que se as medidas adequadas fossem adotadas, as mortes ficariam em torno de 40 mil. Por outro lado, se nada fosse feito, poderíamos passar de 180 mil óbitos. “Pois bem, passamos de 200 mil“, lamentou Pigatto.

Mais recursos

Em dezembro, o CNS e as organizações que compõem a Frente pela Vida entregaram ao Congresso Nacional a petição pública “O SUS merece mais em 2021”. O documento reivindica a continuidade do orçamento emergencial para a saúde e a revogação da Emenda Constitucional 95, também chamada de ‘teto de gastos públicos’. Pigatto afirma que, se o teto de gastos voltar a vigorar neste ano, o sistema público de saúde não terá condições de responder ao recrudescimento da pandemia. Além disso, a petição também pede a extensão do auxílio emergencial.

Às avessas

Pigatto também condenou os esforços tardios do governo federal na busca pela vacina. Ele disse que o Plano Nacional de Imunização só saiu após pressão da sociedade civil, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF). Ainda assim, ele classificou o plano como “improvisado”. Ele também criticou a possibilidade de clínicas privadas realizarem a venda de vacinas, antes da sua distribuição pelo SUS.

Outro exemplo das atitudes do atual governo, que promoveu o sucateamento do SUS, segundo o presidente do CNS, foi o decreto editado em outubro para facilitar a privatização das Unidades Básicas de Saúde (UBS) em todo o país. Um dia depois, a medida foi revogada. Mas Bolsonaro disse que pretende voltar a esse tema.

Assista à entrevista 

Publicado em Cidadania

No dia 26 dezembro, último, foi detectado um surto de COVID na plataforma de P-61 após o desembarque de duas pessoas. Até o dia 1 de janeiro já haviam desembarcado 14 pessoas que testaram positivo, cinco deles fizeram o teste por conta própria após terem conhecimento do surto na plataforma.

O Sindipetro-NF novamente denuncia que mais uma vez a Petrobrás não testou todos os trabalhadores a bordo e colocou a vida deles em perigo e de suas famílias, já que permitiu que fossem para casa sem testagem. Também reforça a importância da testagem compulsória de toda unidade, após o embarque ou em caso de positivos a bordo, o que na visão da diretoria de entidade certamente reduziria a contaminação.

Essa sugestão é baseada no procedimento aprovado pela Fiocruz de que, em no máximo uma semana, todos sejam testados a bordo. E o sindicato tem a informação que nesse e em outros casos as pessoas apresentaram sintomas após sete dias embarcadas.

“É importante ressaltar que mesmo agora o vírus pode estar ainda na plataforma. Pois conforme relatado em ata de CIPA alguns trabalhadores tiveram contato no trabalho ou no refeitório com os contaminados. Estes na testagem geral tiveram o resultado negativo, mas podem ser falsos negativos devido a janela de sensibilidade do teste de PCR.
Os trabalhadores solicitaram na reunião da CIPA que haja uma nova testagem geral com o objetivo de descartar essa possibilidade. Mas a empresa permanece irredutível em sua postura” – comenta o Coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira.

Vieira explica que o pedido dos trabalhadores está em consonância com vários estudos científicos sobre falsos negativos. Uma pesquisa publicada no site de medicina em seus anais de Coronavírus em agosto de 2020 sobre a Variação na taxa de falsos negativos de testes SARS-CoV-2 mostrou que durante os quatro dias de infecção, antes do tempo típico de início dos sintomas (o quinto dia), ​​a probabilidade de um resultado falso-negativo em uma pessoa infectada diminui de 100% (IC de 95%, 100% a 100%) no primeiro dia,  para 67 % no quarto dia.  A conclusão da pesquisa é de que “deve-se ter cuidado ao interpretar os testes RT-PCR para infecção por SARS-CoV-2 – particularmente no início do curso da infecção – ao usar esses resultados como base para remover as precauções destinadas a prevenir a transmissão progressiva. Se a suspeita clínica for alta, a infecção não deve ser descartada com base apenas na RT-PCR, e a situação clínica e epidemiológica deve ser cuidadosamente considerada”.

No entendimento da diretoria do NF, a empresa não querer ter o cuidado com os testes só demonstra uma falha técnica ou passa por uma decisão econômica que não respeita vidas. Essa postura deve ser fiscalizada e punida pelos órgãos responsáveis.

P-35 em alerta

A plataforma de P-35 está com suspeita de surto de COVID.  De segunda, 4, até ontem, 6, 14 trabalhadores desembarcaram . O NF não tem informação do resultado dos testes, mas está acompanhando o caso também.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

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