A diretoria do Sindipetro-NF está participando hoje, 31, de uma auditoria da Operação Ouro Negro da plataforma de P-20 com foco na pandemia de COVID-19 a bordo. Durante a apresentação da auditoria, o diretor do sindicato Alexandre Vieira no início da reunião contextualizou a situação da COVID nas plataformas, o que o Sindipetro-NF tem feito e as conquistas da classe trabalhadora em relação às Normas Regulamentadoras e à emissão das Comunicações de Trabalho.

Para Vieira, a contaminação por COVID-19 nas plataformas pode ser considerado como o maior acidente de trabalho já ocorrido e que nada tem sido feito para investigar. Ele lembra que o sindicato é chamado para participar de comissão de investigação de um problema elétrico, mas que no caso dessas contaminações que chegam a quase 4 mil pessoas e que causam mortes, a empresa não investiga, nem para acabar com a contaminação.  Também denunciou a falta de transparência por parte  da Petrobras.

Na reunião foi tratado um caso de um trabalhador que embarcou num determinado dia e no dia seguinte sua esposa testou positivo para a COVID-19, tendo que desembarcar imediatamente. Vieira alertou que o fato de alguns trabalhadores não informarem no embarque a suspeita de estar contaminados e com isso colocar em risco todos os trabalhadores e trabalhadoras a bordo, está associado ao medo do empregado em perder o emprego.

Operação Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

Denuncie

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A plataforma de P-12 apresentou nos últimos 14 dias um surto de casos de COVID-19 a bordo da unidade. Quinze trabalhadores tiveram suspeita de contaminação, sendo que seis apresentaram o resultado de testagem positivo para Covid-19. Sete pessoas ainda aguardam os resultados do exame, duas delas já apresentaram sintomas.

No dia 10 de agosto, dez trabalhadores desembarcaram normalmente na troca de turma e nenhum deles apresentava sintomas. Só que em casa três trabalhadores apresentaram sintomas, dois com resultado positivo para Covid-19 e 1 aguardando resultado de testagem.

Uma reivindicação dos trabalhadores é que seja feita testagem também no desembarque, para que os trabalhadores não levem o vírus para casa. Existem evidências suficientes do perigo da transmissão por assintomáticos, só que a empresa insiste em agir só nos casos quem que a pessoas apresente sintomas.

Em reunião de CIPA, realizada no dia 11 de agosto, os cipistas solicitaram a redução do POB (número de pessoas a bordo) da plataforma.  O POB normal da plataforma que estava sem produzir era de 60 pessoas. Segundo relatos dos trabalhadores, com as atividades de desmobilização feita às pressas, esse número subiu para 79 e no entendimento dos trabalhadores, o máximo deveria ser de 62 pessoas na unidade.

Outro pedido da CIPA foi o embarque de uma empresa para a testagem de todos a bordo. Essa solicitação foi encaminhada à EOR, que informou que não é o protocolo que está sendo aplicado e que faz o monitoramento adequado da força de trabalho quanto a condição de saúde e sintomas da Covid-19. Entretanto, diante do grande número de casos, uma empresa está embarcando hoje, 17, para a testagem de todos, o que só comprova a demora da Petrobrás agir em tempos de pandemia.

Há uma denúncia grave de que trabalhadores que tiveram COVID estão sendo demitidos após receber alta. Isso está provocando constrangimento entre a categoria na hora de relatar que está com sintomas e muitos nem relatam com medo de perder seus empregos. Por isso a necessidade do cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a emissão de CAT para os trabalhadores contaminados. Isso já foi solicitado a gestão que não respondeu.

Como mais um agravante da situação de P-12, a empresa afastou, em menos de uma semana, o cipista que fez fortes cobranças durante a reunião de Cipa, contrariando a orientação da própria Petrobrás sobre a necessidade de manter os trabalhadores a bordo por 21 dias, para diminuir a movimentação do pessoal.  Para a diretoria do sindicato ficou clara a intenção de afastar o cipista da unidade, porque cobrava posições mais firmes em relação ao combate da pandemia.

O Sindipetro-NF tem pressionado as autoridades ligadas à Operação Ouro Negro para que tomem atitudes concretas exigindo das empresas de petróleo ações para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Além disso, entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas. 

Plataforma leiloada

A P-12 é uma das plataformas que foi leiloada e ainda está ancorada, então a Petrobrás está correndo para entregar a unidade, porque o custo de todo o processo de retirar a plataforma deve passar de R$ 100 mil por dia.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A categoria petroleira está em luto pela morte, nesta madrugada, do petroleiro Jonas Barbosa do Espírito Santo, 54 anos, vítima de infecção decorrente da covid-19. O trabalhador era operador da Petrobrás na plataforma P-43, na Bacia de Campos, e estava internado há um mês em um hospital de Nova Friburgo (RJ), cidade onde morava.

Muito atuante nas lutas sindicais e sociais, Jonas está sendo lembrado pelos seus colegas de trabalho como “grande militante da esquerda de Nova Friburgo e guerreiro da P-43”. Sua presença era frequente nos congressos da categoria petroleira. O trabalhador, que somava 17 anos de atuação na companhia, era casado e deixa três filhos e um neto.

Filha do petroleiro, a advogada Camile Fonseca do Espírito Santo foi presidente do PT de Macaé. A ela, à esposa Suzyany Santo e aos demais familiares do trabalhador, o diretor da FUP e coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, enviou a mensagem de que “Jonas era uma das maiores referências que nós do Sindipetro-NF tínhamos nas plataformas. Articulava conosco as pautas das categoria e greves. Meu Deus. Nem sei o que falar. Só peço que tenhamos forças para superar a dor”.

Em uma rede social, os companheiros da plataforma deixaram registrado o impacto à bordo provocado pela notícia da morte do colega: “Um silêncio estarrecedor tomou conta da sala de controle da P-43 nesta noite, 17/08/2020. Ao adentrar a sala e ver o Geplat com a equipe reunida a ficha caiu, por minutos nada se ouviu, um silêncio de rasgar o peito em dor. Nosso amigo Jonas partiu e não se despediu, nem de nós e nem da esposa e filhos, tudo isso por causa de um vírus. Logo ele que nunca economizou palavras para se expressar e partiu assim.”

Os colegas registraram ainda: “Nossa sala de operadores jamais será a mesma. Tantas histórias, bons momentos, conversas e debates. Que perda! Uma coisa é certa: a saudade e as lembranças ficarão e nos acompanharão! Que Deus conforte nossos corações e também o de todos os familiares.”

A FUP e o Sindipetro-NF manifestam as suas condolências aos amigos, colegas de trabalho e familiares do companheiro Jonas. As entidades também destacam a atuação do trabalhador, seu grande valor profissional e de ser humano solidário com as lutas coletivas. Presente!

Velório

De acordo com a família, como os testes recentes do petroleiro apontavam negativo para a possibilidade de transmissão do novo coronavírus, está sendo possível a realização do velório, que se estenderá até às 16h de hoje. A despedida está ocorrendo no Nova Friburgo Memorial SAF (Rua Marino Pinto, 101, Duas Pedras, Nova Friburgo). O sepultamento será no Cemitério São João Batista (Rua Augusto Severo, 66,  Centro, Nova Friburgo).

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF participou, na manhã de ontem, de reunião com representantes da Operação Ouro Negro para debater as recomendações encaminhadas às empresas de petróleo para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus. A entidade foi representada pelos diretores Alexandre Vieira e Raimundo Telles, com participação do médico do trabalho Ricardo Garcia Duarte, que assessora o sindicato.

Além do NF, participaram da reunião os Sindipetros do Espírito Santo, Litoral Paulista e Rio de Janeiro. A Procuradora do Ministério Público do Trabalho elogiou a atuação e a qualidade técnica das exposições apresentadas pelos sindicatos sobre ações de enfrentamento ao COVID-19 nas plataformas. “Percebi que o Ministério Público concordou com muitas soluções apresentadas pelos sindicatos e esperamos que os órgãos da Operação Ouro Negro construam um documento onde as reivindicações dos trabalhadores sejam incluídas” – comentou Vieira.

A diretoria do Sindipetro-NF considera fundamental a atuação da Operação Ouro Negro para que as ações de combate à pandemia sejam implementadas nas empresas de petróleo. “Temos relatos de familiares de petroleiros e petroleiras que embarcam muito tristes e preocupados em ver seus entes queridos saindo saudáveis para trabalhar e voltando doentes para suas casas, alguns inclusive morrendo por conta de uma doença adquirida no trabalho” – conta Vieira.

Reunião anterior

Em videoconferência no dia 6 de agosto, o NF havia apresentado aos auditores da Operação um levantamento das cobranças à Petrobrás, assim como alertas aos poderes públicos, em relação às deficiências da atuação da companhia na prevenção à covid-19. Entre março e junho, 18 ofícios — 12 deles à empresa e seis a órgãos fiscalizadores, prefeituras, casas legislativas e ministério público do trabalho — registraram cobranças e denúncias sobre a situação dos petroleiros e petroleiras da região.

Como informou matéria do site do sindicato, na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas. “Se ouvissem a gente, não chegaríamos a esses números tão grandes. Nada garante que ninguém seria contaminado, para obviamente reduziria muito”, disse Vieira.

A apresentação cronológica das ações do sindicato foi acompanhada, em paralelo, por uma linha do tempo do crescimento dos casos suspeitos e confirmados de Covid-19 na categoria. Os números, do Ministério das Minas e Energia, apresentam inconsistências em alguns momentos, em razão da falta de transparência da Petrobrás. Ainda assim, é possível verificar que os casos que começaram em 15 confirmados em 26 de março, ultrapassaram os 3 mil no início de agosto. O levantamento completo está disponível em is.gd/oficiosdonf.

A Operação Ouro Negro é integrada pelo Ministério Público do Trabalho (MPT), pela Marinha do Brasil, pelo Ministério da Economia — por meio da Coordenação Regional da Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário (SEGUR- SRT RJ) —, pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), pelo Instituto Brasileiro de Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

Cobranças desde o início

13 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita aumento dos cuidadas de higiene com a disposição de álcool em gel e adoção de quarentena de 14 dias casos suspeitos. A empresa demorou a adotar a quarentena e a disponibilizar o álcool em gel.

18 de março – Ofícios do NF para Petrobrás solicitam home office, uso de máscaras, itens de higiene, redução da lotação nos transportes (nas aeronaves não foi realizado até hoje), aumento da higiene de ambientes e proteção especial para os trabalhadores da limpeza. Além disso, realização de discussão sobre redução do contingente, triagem, hospedagem para os suspeitos ou infectados, próprios ou terceiros. Desembarque imediato dos suspeitos ou confirmados e das pessoas que estivessem psicologicamente abaladas. Antecipação da vacinação da gripe. Ampliação das equipes médicas, suspensão dos processos de transferência e cursos. Informações sobre os casos da covid-19 e participação na EOR.

24 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita novamente os dados relativos aos trabalhadores afetados pela covid-19.

Confira a íntegra da relação de ofícios e seus assuntos em is.gd/oficiosdonf.

A Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) realizou nesta terça-feira, 11, audiência para discutir as condições de trabalho de petroleiros e petroleiras em tempo de pandemia.

Os diretores da FUP, Tezeu Bezerra (Sindipetro-NF), e Luciano Leite Santos (Sindipetro Duque de Caxias), participaram do debate, junto com o médico do trabalho, Ricardo Garcia, que assessora o Sindipetro-NF. A audiência foi realizada de forma virtual, com transmição ao vivo. Acompanhe abaixo.

O debate sobre condições de trabalho na Petrobras durante a pandemia da covid-19 teve início no primeiro semestre do ano, com encontro entre a deputada estadual Mônica Francisco (PSOL) e o deputado federal Alessandro Molon (PSB) com dirigentes do Sindipetro-NF de a FUP.

Acompanhe na página da Deputda Mônica Francisco, presidente da Comissão de Trabalho da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro: 

Publicado em Sistema Petrobrás

No começo de agosto, 100 mil óbitos por covid-19 confirmados no Brasil. 

Nada foi capaz de evitar a confirmação desta tragédia. Nem a baixa testagem, provocada pelo governo Bolsonaro; nem todas as ações de esvaziamento do Sistema Único de Saúde (SUS), que estão em curso desde quando começou o governo Bolsonaro –  com manutenção do congelamento dos recursos por 20 anos, com a destruição do Mais Médicos, com as mudanças do financiamento da atenção primária em saúde.

Nem a baixa execução dos recursos adicionados ao orçamento do Ministério da Saúde neste ano pelo Congresso Nacional, não atingindo nem metade da sua execução; nem a tentativa do Ministério da Saúde de esconder os dados da covid-19 no seu portal.

Nem tudo isso que Bolsonaro tentou fazer para esconder o avanço da covid-19 do povo brasileiro e do mundo, conseguiu impedir esta marca de 100 mil óbitos confirmados.

Certamente já chegamos a este patamar há muito mais tempo. É que a baixa notificação, o desmonte das ações de vigilância, a baixa testagem, a falta de transparência nos dados de síndrome respiratória aguda grave fizeram com que a gente atingisse esta marca agora na primeira semana de agosto. 

O mais incrível é que a ciência e diversas projeções, inclusive da própria equipe técnica do Ministério da Saúde, apontavam para este cenário, que Bolsonaro busca esconder e negar desde o começo da pandemia no Brasil. O apontado é de que atingiríamos esta marca de 100 óbitos confirmados na primeira semana de agosto. 

Frente em Defesa da Vida

Foi lançada esta semana, por um conjunto de entidades da sociedade civil, a Frente em Defesa da Vida, que tem uma proposta de um plano emergencial para superarmos este momento trágico, tentarmos reduzir esta caminhada de óbitos e buscarmos reorganizar o SUS para enfrentar não só a pandemia, mas todos os problemas de saúde advindos dela. 

Este plano defende que só a sociedade civil organizada juntamente com o Congresso Nacional, com os gestores estaduais e municipais que têm o compromisso com o Sistema Único de Saúde, será possível constituir uma verdadeira autoridade sanitária com capacidade política de buscar corrigir os rumos do enfrentamento à pandemia e darmos um passo de fortalecimento do SUS. 

Foi essa pressão da sociedade civil, articulada pela sucessão da Articulação dos Povos Indígenas Brasileiros (Apib) e pelos partidos políticos de oposição, que ao entrarem no Supremo Tribunal Federal (STF) essa semana, conseguiram uma das principais vitórias neste momento que é a proteção aos povos indígenas. A decisão da Suprema Corte obriga o governo federal a constituir um plano de proteção aos povos indígenas neste momento da pandemia da covid-19. 

Que a marca dos 100 mil óbitos sirva também para constituirmos uma marca de uma autoridade sanitária da sociedade civil e dos atores políticos do judiciário para tentar frear o projeto genocida de Bolsonaro, quem sobre a marca de 100 mil óbitos, a única frase que têm a dizer é: "vamos tocar a vida". 

Por Alexandre Padilha, médico e ex-ministro de Saúde, em artigo publicado no jornal Brasil de Fato \ Foto: Reuters

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Em reunião por videoconferência com integrantes da fiscalização da Operação Ouro Negro, do Ministério Público do Trabalho e Coordenação Regional da Inspeção do Trabalho Portuário e Aquaviário (SEGUR- SRT RJ), realizada no último dia 06, o Sindipetro-NF apresentou um histórico da atuação da entidade na defesa da saúde dos petroleiros e petroleiras nesta pandemia da covid-19. O sindicato se colocou à disposição para contribuir nas ações de cobrança pela adoção de medidas de prevenção.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira, se a Petrobrás tivesse ouvido os representantes dos trabalhadores, o número de casos na empresa seria menor. “Se ouvissem a gente, não chegaríamos a esses números tão grandes. Nada garante que ninguém seria contaminado, para obviamente reduziria muito”, afirma.

Entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas.

Confira abaixo um histórico das ações do sindicato, em cronologia que também apresenta paralelamente o aumento do número de casos suspeitos e confirmados de Covid-19 entre petroleiros e petroleiras. Os números, do Ministério das Minas e Energia, apresentam inconsistências em alguns momentos, em razão da falta de transparência da Petrobrás na divulgação dos casos. 

Confira as ações do NF desde o início da pandemia 

13 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita aumento dos cuidadas de higiene com a disposição de álcool em gel e adoção de quarentena de 14 dias casos suspeitos. A empresa demorou a adotar a quarentena e a disponibilizar o álcool em gel.

18 de março – Ofícios do NF para Petrobrás solicitam home office, uso de máscaras, itens de higiene, redução da lotação nos transportes (nas aeronaves não foi realizado até hoje), aumento da higiene de ambientes e proteção especial para os trabalhadores da limpeza. Além disso, realização de discussão sobre redução do contingente, triagem, hospedagem para os suspeitos ou infectados, próprios ou terceiros. Desembarque imediato dos suspeitos ou confirmados e das pessoas que estivessem psicologicamente abaladas. Antecipação da vacinação da gripe. Ampliação das equipes médicas, suspensão dos processos de transferência e cursos. Informações sobre os casos da covid-19 e participação na EOR.

24 de março – Ofício do NF para Petrobrás solicita novamente os dados relativos aos trabalhadores afetados pela covid-19.

25 de março – Ofício do NF para Petrobrás reforça as solicitações anteriores e soma a solicitação de testes rápidos a todos no embarque e desembarque. Outro ofício, do NF para a Prefeitura de Campos, denucia o confinamento de trabalhadores em hotéis na cidade, sem o devido acompanhamento médico.

26 de março – Ofício do NF à fiscalização do trabalho denuncia riscos enfrentados pelos trabalhadores. 

[Dados do Ministério das Minas e Energia MME até então: Total de casos suspeitos de covid-19 entre funcionários próprios e terceirizados: 396. Confirmados: 15.]

Publicado em Sistema Petrobrás

Em homenagem às vítimas da covid-19 e para protestar contra o governo, centrais sindicais e movimentos sociais realizam um dia de “luto e luta”, nesta sexta-feira (7), quando o país poderá chegar à trágica marca de 100 mil mortos em consequência da pandemia. Mortes que poderiam ter sido evitadas, se políticas corretas tivessem sido implementadas ainda no começo da crise.

A mobilização fará mais uma vez ecoar o grito ‘Fora, Bolsonaro’, pela vida e por empregos em 23 estados do Brasil. Estão previstos protestos como 100 minutos de paralisação em fábricas do ABC, 100 cruzes colocadas em pontos de grande circulação de Maceió, Salvador e Goiânia, 100 balões lançados durante ato ecumênico em Porto Alegre, entre outras ações. 

Estão programados, também, atos presenciais, com respeito às medidas de segurança. Haverá manifestações em São Paulo, na Praça da Sé, a partir do meio-dia; em Recife, na Praça da Democracia, às 14h; em Salvador, às 10h, entre outras regiões, onde estão previstas homenagens aos brasileiros e brasileiras que perderam a vida na pandemia.  Veja aqui a lista atualizada

Bolsonaro sai, Petrobras fica

A suspensão das privatizações é outra importante bandeira de luta desta sexta. Nas últimas semanas, a gestão da Petrobrás anunciou que está concluindo as negociações para entrega da Rlam (refinaria da Bahia), arrendou as fábricas de fertilizantes do nordeste (BA e SE), colocou à venda usinas de biodiesel junto com a subsidiária PBIO, leiloou a preço de sucata três plataformas da Bacia de Campos e está se desfazendo da Gaspetro, com 10 mil km de gasodutos e participação em 22 distribuidoras de gás natural em vários estados do pais. Tudo isso em plena pandemia.

Para unificar ações contra esse desmonte, a FUP e seus sindicatos farão nesta sexta o lançamento da campanha Petrobrás Fica, durante a audiência pública da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Petrobras, prevista para as 10 horas, com transmissão ao vivo pelo youtube e redes sociais da federação.

“Estamos caminhando para 100 mil mortes em uma pandemia que foi tratada pelo governo como gripezinha. Essa tragédia não se abateu apenas sobre as famílias das vítimas. É também uma tragédia de milhões de brasileiros sem empregos, desalentados e sem esperança. É uma tragédia da soberania nacional e da democracia. Precisamos defender a vida e isso só será possível se frearmos esse governo insano”, afirma o coordenador da FUP, Deyvid Bacelar. “No caso da Petrobrás e suas subsidiárias, a gestão bolsonarista está destruindo a mola mestra do desenvolvimento nacional e a sociedade precisa reagir, antes que seja tarde demais", alerta.

Vida e emprego

“Nós alertamos no início da pandemia que se o governo não abraçasse a política de isolamento (…) o Brasil iria viver uma enorme tragédia. Infelizmente, o governo federal desprezou todos os nossos alertas, abriu mão de de coordenar todo esse processo”, afirmou o presidente da CUT, Sérgio Nobre, em entrevista esta semana, lembrando que entre os quase 100 mil mortos pela pandemia, a maioria são "trabalhadores pobres, a parte mais vulnerável da população”.

As homenagens a essas vitimas servirão “para reflexão sobre o que está acontecendo, para homenagear aqueles que partiram e exigir uma mudança de rumo". Ele ressaltou que o Brasil vive também uma “pandemia de demissões” que atingie principalmente as micro e pequenas empresas. 

Solidariedade

No momento em que o Brasil se aproxima dos 100 mil mortos pela covid-19, é importante destacar a importância de campanhas de solidariedade, como a Vamos Precisar de Todo Mundo, criada pelas Frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, que vêm realizando diversas ações nas periferias do país, regiões mais afetadas pela crise. Muitas delas com participação dos petroleiros. Em 100 dias de lançamento da campanha, criada para abrigar e dar visibilidade às ações solidárias desenvolvidas pelos trabalhadores, estudantes e voluntários, já foram doados mais de 3 mil toneladas de alimentos, entre produtos agroecológicos e cestas básicas, além de insumos. 

[FUP, com informações da CUT]

Publicado em Movimentos Sociais

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

A política de extermínio do presidente Jair Bolsonaro está sendo seguida à risca pela gestão Castello Branco em relação ao tratamento dado aos trabalhadores das plataformas. Petroleiros saem de casa com saúde e são infectados a bordo, no seu local de trabalho, onde deveriam estar protegidos.

A plataforma de P-50 está com um quadro grave de contaminação. Na terça-feira, 4, foi realizado um teste a bordo e o número de contaminados subiu de 13 na segunda, para 42 ontem. Desse total, 19 pessoas desembarcaram, 23 estão positivas a bordo, em sete os testes foram inconclusivos e 118 deram negativo. Um aumento de 223,07 % dos casos. O POB (número de pessoas a bordo) da unidade é de 167 pessoas na unidade.

Segundo relatos dos trabalhadores, a operação da unidade praticamente voltou ao normal. ” A gente tá operando como se nada estivesse acontecendo. Inicialmente o discurso da chefia era para ir para a área só se tivesse algum problema grave. Aos poucos foram arrochando e  tudo voltou ao normal a demanda a correria a cobrança. Aí agora olha o resultado? A galera sai de casa bem, sem problema nenhuma e volta com o COVID” – afirma um trabalhador da unidade.

O Editorial dessa semana do Boletim Nascente denuncia:  “assim como o governo, a gestão bolsonarista da Petrobrás é negacionista. Ela despreza a vida e os alertas de que seus trabalhadores estão sendo submetidos a riscos muito acima dos toleráveis e dos necessários para este momento. O caso P-50, também como a matéria, é extremamente emblemático dessa política de morte”.

Assim que recebeu as denúncias de COVID em P-50, a diretoria do Sindipetro-NF  cobrou da Petrobrás a realização do teste PCR, que detecta a COVID-19 no início, em todos os trabalhadores e trabalhadoras à bordo.

O Sindipetro-NF está cobrando ações imediatas da gestão para reduzir a contaminação e denunciou o caso à inspeção de segurança do trabalho, da Secretaria do Trabalho — a estrutura de fiscalização que restou após o desmonte do Ministério do Trabalho e hoje é ligada ao Ministério da Economia.

Denuncie

O sindicato reforça que é muito importante que os petroleiros e petroleiras enviem informações à diretoria da entidade sobre os riscos á saúde e à segurança. É garantido o sigilo sobre a autoria de denúncias. Os contatos dos diretores e diretoras estão disponíveis aqui e os relatos também podem ser enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

 

POB de P-50 = 167 pessoas a bordo

Desembarcaram com COVID: 19 pessoas

Com COVID-19 a bordo: 23 pessoas

Inconclusivos: 07 pessoas

Negativos : 118 pessoas

Publicado em SINDIPETRO-NF

Por Ricardo Garcia Duarte, médico do trabalho que assessora o Sindipetro-NF

O Brasil vive há cinco meses em um Estado de Emergência de Saúde Pública de Importância Nacional (ESPII) devido a Pandemia pelo novo Coronavírus SARS-Cov2, causador da Covid 19.

Essa doença persiste em nosso território nacional, através da transmissão comunitária do vírus, produzindo ainda um quadro de morbi-mortalidade importante e preocupante pelo grande número de adoecimentos, de óbitos e da necessidade de continuidade de tratamentos pelas sequelas adquiridas ou agravos à saúde decorrentes da própria doença ou da situação vivenciada durante esse período.

E, cabendo ainda ressaltar o papel deletério decorrente da falta de gerenciamento conjunto de entes públicos à nível nacional, estadual e municipal (a falta de coesão nas ações propostas ou adotadas), que priorizaram (ou estão priorizando) a flexibilização precoce, decorrente da pressão empresarial, do distanciamento social e o retorno ao trabalho à revelia de estudos e pesquisas realizadas por especialistas em saúde pública e especialistas em infectologia, pneumologia, intensivistas, virologistas, entre tantas outras especialidades e carreiras que têm contribuído e feito descobertas importantes sobre a evolução da Covid 19 e de suas repercussões em diversos órgãos e sistemas.

Tudo isso tendo como resultado para a população do País, um total de 94.145 mortes por Covid 19 e 2.733.735 infectados (dados do Consórcio de Imprensa na manhã de 03/08/2020). E, revelando assim, a manutenção em patamares ainda altos de novos casos e mortes diariamente, e a necessidade de revisão das estratégias adotadas.

Por estarmos longe do controle da Pandemia e da disseminação do novo Coronavírus, é importante insistir e denunciar as práticas das empresas da Indústria do Petróleo, em especial da Petrobrás, pela:

1) Omissão de informações sobre os casos em seus locais de trabalho e negar o direito ao reconhecimento como doença relacionada ao trabalho;

2) Forma que vem tratando a testagem de seus(suas) trabalhadores(as), considerando que testes rápidos com presença de resultado positivo para a presença de anticorpo IgG garantem imunidade a todos ( o que não é comprovado pelos estudos científicos) e, mesmo na presença associada com o anticorpo IgM, não é exigida que passem por teste molecular RT-PCR para comprovação de que não são portadores do vírus (como preconizado pela Fiocruz, MPT, UFRJ, Johns Hopkins University,…);

3) Não realização de exames médicos presenciais para trabalhadores(as) que apresentaram sinais e sintomas ou foram hospitalizados pela Covid 19.

Por isso, o direito às informações deve ser garantido aos trabalhadores(as), às CIPAs, ao Sindipetro-NF e à Federação Única de Petroleiros (FUP) enquanto representantes legítimos de todos os(as) trabalhadores(as) e, as respostas devem ser dadas as seguintes perguntas:

a) Quem são os médicos e/ou os epidemiologistas e/ou os sanitaristas que assinam as Notas Técnicas da Petrobrás e assumem as responsabilidades por elas ? E, quais são os temas abordados pelas mesmas?

b) Onde estão os estudos epidemiológicos do avanço e do acompanhamento dos casos de Covid 19 na empresa ?

c) Qual é o número total de trabalhadores na Indústria do Petróleo que não pararam suas atividades desde o início da Pandemia (por local e cargo/atividade profissional)? Quantos adoeceram, quantos foram a óbito e, finalmente, quantos necessitam de acompanhamento para tratamentos?

[Publicado originalmente no portal do Sindipetro-NF]

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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.