O Sindipetro-ES entrevistou a psicóloga Kaíza Oliva Donadia Chagas, que explicou os efeitos da pandemia sobre as relações de trabalho e seus impactos na saúde mental dos trabalhadores

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

A pandemia provocada pela Covid-19 mudou completamente a rotina dos/das trabalhadores/as. Seja por teletrabalho ou, ainda, pelo serviço presencial, as relações no ambiente de trabalho assim como nas nossas casas, com familiares, amigos e vizinhos, precisaram ser reconfiguradas.

E cada um precisou se adequar como pode, alguns com mais condições, outros com menos. Não só na estrutura física, mas principalmente nas questões emocionais, e que afetam diretamente a nossa saúde mental. “Foi muito tenso e preocupante trabalhar presencialmente durante todo esse período de pandemia”, relata o petroleiro Reinaldo Alves de Oliveira, diretor da Secretaria de Finanças do Sindipetro-ES.

Ele conta, ainda, do quanto que a confiança, no ambiente de trabalho, foi diretamente prejudicada por conta da chegada do novo coronavírus. “A relação direta, no trabalho, foi muito prejudicada devido às incertezas. Apesar de a empresa disponibilizar os recursos e as informações para prevenir o vírus, sempre há riscos devido às viagens e às entradas e saídas de pessoas externas e dos terceirizados administrativos”, exemplifica.

Porém, nesse campo de dúvidas e inseguranças, Reinaldo aponta que houve união da categoria, buscando se proteger ao máximo. “Estamos todos preocupados com a saúde dos colegas”, frisa.

E é exatamente esse sentimento de coletividade e de preocupação pela saúde de todos e de todas, que o Sindipetro-ES entrevistou a psicóloga Kaíza Oliva Donadia Chagas. Na conversa, ela nos conta um pouco mais sobre o quanto essa alteração na rotina do/da trabalhador/a, por conta da pandemia internacional da Covid-19, pode ter interferido diretamente na qualidade no trabalho, assim como na relação entre trabalhadores/as e na saúde mental de nossa categoria.

O mês de setembro é conhecido, internacionalmente, como Setembro Amarelo, data escolhida para que ações, no mundo inteiro, tragam a público os debates sobre saúde mental e, principalmente, sobre suicídio. Como ela mesma nos conta, “ouve-se muitos relatos de consequências como insônia, agitação ou letargia, aumento de ansiedade e sentimentos de tristeza e angústia, frente às incertezas causadas pela pandemia”.

Confira a entrevista logo abaixo!

De que forma a pandemia pode ter interferido na rotina do trabalhador? E na sua relação direta com o trabalho?

Antes de afirmarmos qualquer aspecto entre trabalho e a situação pandêmica, devemos lembrar que há vários pontos de vista sobre tal questão. Para os trabalhadores que precisaram manter o trabalho presencial, a rotina de trabalho pode ter gerado uma maior sensação de insegurança, medo e desconforto. Para àqueles que estavam em modalidade de teletrabalho, há o grupo que teve a sensação de sobrecarga (trabalho formal + trabalho doméstico + cuidado dos filhos, dentre outros) e também àqueles que se adaptaram à modalidade home office. Portanto, podemos afirmar que a pandemia alterou a rotina de trabalho, uma vez que os cuidados consigo e com os demais se colocou em evidência: novos hábitos de limpeza de seus postos de trabalho, novas maneiras de se relacionar com o colega (mantendo distanciamento, utilização de máscaras e a impossibilidade de ler expressões nos rostos, etc), a constante vigilância de seguir os protocolos de segurança/higiene.

O isolamento social, acompanhado do home office, interferiu nas relações de trabalho? Pode dar alguns exemplos do quanto esse distanciamento pode afetar ou já afetou os/as trabalhadores/as?

Pode-se dizer que a modalidade de home office e o isolamento social trouxeram consequências para a subjetividade do trabalhador: para muitos, vida pública e vida familiar não se entrelaçavam e, por conta da necessidade do teletrabalho, o trabalho passa a ocupar muito mais tempo que usualmente ocupava: a “não presença” física do empregador não deixa de causar sensações de cobrança na execução de tarefas e no cumprimento delas, ou seja, as fronteiras que estavam claras sobre tempo para o trabalho e tempo para a família, descanso e ócio passaram a diminuir e a intensificação do trabalho passou a invadir os espaços destinados à lazer, relaxamento mental e recuperação de fôlego.

Além disso, podemos destacar as relações sociais no trabalho: o estabelecimento de novas formas de interação e comunicação entre as equipes. Nós brasileiros, somos uma cultura de contato físico e de muita aproximação, portanto, para muitos houve uma dificuldade em adaptar-se na modalidade de reuniões online e pela falta do contato mais físico com os pares, gerando estresse, mal estar físico e mental e estafa.

Muitos/as são pais e mães. Dividir o tempo de casa entre o trabalho, a educação dos filhos (devido às escolas fechadas) e os serviços domésticos sobrecarregou os/as trabalhadores/as. Essas multifunções, muitas vezes uma atropelando a outra e ocupando espaços ao mesmo tempo, interferem na qualidade do trabalho e, ainda, na qualidade de vida do/da trabalhador/a?

Sim. Para muitos a vida pública (nas relações no espaço do trabalho) e a vida íntima (a vida vivida no ambiente familiar) raramente se entrelaçavam. Com a adoção do teletrabalho, muitos sentiram-se “invadidos”, constrangidos e desconcertados em perceber que a mistura desses ambientes poderia lhes causar complicações nas execuções de atividades em ambos as atmosferas.

Além disso, ouve-se muitos relatos de consequências como insônia, agitação ou letargia, aumento de ansiedade e sentimentos de tristeza, angústia frente às incertezas causadas pela pandemia e medo do avanço do vírus, da possibilidade de adoecer ou de que alguém da família adoeça, etc. Faz-se necessário que as empresas e gestores estejam atentos à saúde mental dos trabalhadores e que se tomem ações que estabeleçam boas práticas de comunicação e interação entres os trabalhadores, direcionamentos claros e objetivos sobre as ações que a empresa tomará perante as adversidades a serem enfrentadas, dentre outros.

E o retorno às atividades? De que forma isso pode prejudicar o trabalhador ao retomar sua rotina e a sua relação de confiança com o ambiente onde trabalha?

Como mencionado anteriormente, o medo do avanço do vírus, o receio de adoecer ou de que algum familiar adoeça gera sentimentos como insegurança, desconforto, raiva e até mesmo impotência de enfrentamento. A relação de confiança é quebrada justamente pela percepção desses sentimentos mencionados.

Empresas e gestores devem estar atentos à saúde mental do trabalhador, adotar e seguir todos os protocolos de segurança e higiene, adotar comunicação clara e objetiva, fornecer os equipamentos e suporte necessário para o enfrentamento da pandemia. Assim, é possível que a confiança com o ambiente de trabalho possa aos poucos possa ser reconstruída e restabelecida.

Estamos no mês de setembro, conhecido mundialmente como Setembro Amarelo. Debatemos, nele, questões que envolvem a saúde mental, em especial daqueles que, de alguma forma, chegam a pensar e até a realizar suicídio. Como a pandemia, e essas novas condições impostas a todos nós, refletem diretamente na nossa saúde mental?

Ao pensar sobre a pandemia e como ela influencia diretamente na nossa saúde mental, a gente pode tratar logo de cara a questão do isolamento social, o distanciamento. O brasileiro é de uma cultura mais calorosa, que se importa em estar presente com o outro, em estar próximo, em compartilhar suas experiências e vivências com o outro, mas de maneira física. E essa necessidade de adaptação muito rápida, aos novos contextos causados pela pandemia; essa necessidade de realmente se isolar e de ter que lidar consigo mesmo; ou, então, essas mudanças de rotina, com marido e esposa, ou companheiros, que começaram a dividir a vida 24 horas e que, antes, tinham o trabalho como outro espaço de  ambientação, relaxamento e construção de novos vínculos; tudo isso, de certa forma, afeta diretamente nas nossas relações, e também vai afetar diretamente na análise de quem nós somos.

Então ter que lidar diariamente, dentro de um único espaço, sobre quem realmente nós somos, facilita a exposição das nossas fragilidades, dos nossos medos e das nossas angústias. E, por isso, temos ouvido o aumento de casos de depressão, de ansiedade e de pânico, por exemplo, nesses últimos meses. A pandemia trouxe muita incerteza, e o ser humano tem uma necessidade de controle. E não ter mais o controle de certas coisas que antes a gente tinha, no dia a dia, nos deixa diante dessa inviabilidade de situações. Por exemplo: a incerteza de que poderá ir trabalhar sem se contaminar ou adoecer; a incerteza de que certos planos não serão concretizados. Tudo isso vai ampliando uma questão de desestruturação psíquica, e a gente acaba se sentindo, muitas vezes, impotentes.

E de que forma podemos estar mais atentos/as a essas questões e, ainda, a ajudar aqueles/as que precisam de socorro?

A partir daí, desse momento de desestruturação psíquica, que começam a aparecer certos sinais e, aos poucos, certas pessoas apresentam comportamentos que antes não eram apresentados. Alguns deles são bem perceptíveis, como tristeza, letargia constante, muita vontade de dormir e, até, aquelas pessoas que falam, mesmo brincando, que “querem se matar”. Esses comportamentos e ideações suicidas são apresentáveis, também. Outras ficam com muita vontade de dormir o tempo inteiro, para não ter que lidar com as dificuldades do dia a dia. Afinal, às vezes é mais fácil dormir do que enfrentar essas diversidades. Mas o que podemos fazer nesses momentos? Além de aconselhar essa pessoa a procurar o acompanhamento de profissionais da área da saúde, o que é imprescindível; também podemos ajudar a quebrar os paradigmas e os estereótipos referentes às pessoas que fazem o acompanhamento psicológico, porque infelizmente ainda há muita gente que acha que esses tratamentos são para “doidos” ou para aqueles que sofrem com algum transtorno. É muito importante apoiar essas pessoas, caso elas procurem um profissional de saúde mental, para que possam se sentir acolhidas.

Além disso, podemos ser os ouvidos dessas pessoas.  Virar o seu ponto de apoio. Incentivá-las a falar sobre elas, sobre as emoções e os seus sentimentos, e não apenas sobre os positivos e as nossas conquistas. Mas, também, sobre as falhas, as tristezas, os planos que não deram certo, as frustrações do dia a dia… Falar é o caminho. É fundamental que essas pessoas se sintam realmente recebidas, de braços abertos, com confiança e apoio para lidar com suas fragilidades.

Publicado em Trabalho

Em reunião na tarde de hoje com a gestão de Recursos Humanos da Petrobrás, entre integrantes da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), o Sindipetro-NF cobrou posição da empresa sobre o caos vivenciado pelos petroleiros e petroleiras, ontem, no Heliporto do Farol de São Thomé, quando passaram todo o dia sem ter acesso a alimentação, mesmo sendo mantidos em isolamento em razão dos protocolos de segurança de prevenção à Covid-19.

No final da reunião, quando foram abertas as falas para questionamentos dos sindicalistas sobre assuntos que não estavam originalmente em pauta, o coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira, disse aos RHs da empresa que considerava absurdo o tratamento dado aos trabalhadores e cobrou explicações.

De acordo com o sindicalista, os empregados deixaram o hotel para o embarque às 5h40, passaram todo o dia no Heliporto sem alimentação — em razão do cancelamento dos voos devido às más condições meteorológicas — e retornaram ao hotel às 20h15. Vieira também questionou as condições do hotel sobre a prevenção à covid-19.

O caso foi denunciado pelo sindicato, ontem (aqui). “Com quase 60% dos vôos transferidos por conta das péssimas condições meteorológicas, os trabalhadores e trabalhadoras aguardam nos aeroportos por respostas da Petrobrás sobre onde ficarão alojados e onde se alimentarão”, registrou a entidade.

Os gestores da empresa ficaram de responder na próxima semana aos questionamentos feitos pelos sindicalistas na fase final da reunião — sob alegação de que haviam ultrapassado o tempo destinado ao encontro desta tarde e tinham outros compromissos.

O Sindipetro-NF reforça com a categoria petroleira a necessidade de que informações sobre este caso do Heliporto do Farol de São Thomé, e também sobre outros que envolvam habitabilidade, saúde e segurança sejam enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Cabo Frio

Outra cobrança feita na reunião foi sobre o Aeroporto de Cabo Frio. O diretor Alexandre Vieira chamou a atenção para a necessidade que sejam adotados protocolos mais rígidos no acesso ao saguão e à testagem. “O aeroporto de Cabo Frio precisa ter uma triagem como a do Farol, onde os trabalhadores não se misturam”, afirma o sindicalista.

[Via Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

O protocolo COVID-19 adotado pela Petrobrás coloca os trabalhadores confinados por três dias em hotéis antes do embarque. Tem chegado ao sindicato reclamações dos trabalhadores que têm embarcado com fome.  Um exemplo  são as pessoas que ficam confinadas em hotéis em Macaé e precisam sair às 5h da manhã para o Farol de São Thomé, sem tomar café da manhã. Esses trabalhadores e trabalhadoras levam mais de duas horas na estrada e quando chegam no Heliporto não podem procurar um lugar para se alimentar porque o protocolo COVID não permite.

Desde o início da adoção desse protocolo, a diretoria do Sindipetro-NF havia alertado aos gestores que o formato não era adequado, mas pelo seu perfil autoritário a gestão bolsonarista não ouviu o sindicato. Para a entidade esse problema poderia ser solucionado se a empresas fornecesse um lanche a bordo dos ônibus, mantendo a qualidade de vida de seus trabalhadores

Como se não bastasse a falta de alimentação para quem sai cedo para o trabalho, a empresa está apontando apenas 8h de trabalho para quem está confinado, sem levar em conta que as pessoas estão isoladas, sem poder fazer qualquer tipo de atividade extra, o que afeta o psicológico de qualquer um. A diretoria do NF afirma que diante do tempo dedicado à empresa, o trabalhador deveria ter reconhecido suas 12h de trabalho.

O Sindipetro-NF vem alertando a empresa sobre o modo negligente como tem tratado a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras. Essa gestão bolsonarista não respeita nem o Ministério Público do trabalha ao descumprir as recomendações do órgão.

A entidade mantém o chamado à categoria para que seja a principal fiscal da prevenção à COVID-19, enviando denúncias para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Esta sintonia entre os petroleiros e petroleiras e o sindicato tem sido importante para fundamentar a atuação sindical junto aos órgãos fiscalizadores e na cobrança à própria Petrobrás.

[Via Sindipetro-NF] 

Publicado em SINDIPETRO-NF

A Embraer anunciou nesta quinta-feira (3) a demissão de 900 trabalhadores que estavam em licença remunerada. O corte em massa acontece um dia após o encerramento do programa de demissão voluntária (PDV) da companhia, que teve 1.600 adesões em todo o país.

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos diz que as demissões foram feitas sem qualquer negociação com a entidade, o que viola o acordo de preservação de emprego assinado em 9 de abril, durante o período de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus.

O sindicato convocou uma assembleia com todos os demitidos, às 14h30, na portaria da matriz, na Avenida Faria Lima, em São José dos Campos-SP), nesta quinta.

Os metalúrgicos afirmam ainda que nem PDV foi negociado, pois a empresa apenas apresentou o programa, sem aceitar alternativas. É o terceiro PDV aberto pela empresa em menos de dois meses.

Má gestão

Em abril, a companhia aeronáutica norte-americana Boeing anunciou que rescindiu acordo de US$ 4,2 bilhões para adquirir a divisão de aviões comerciais da Embraer.

Para especialistas, a situação atual da companhia exige a busca por recursos para que possa integrar novamente os seus segmentos. Entretanto, dependerá de uma nova orientação da direção da empresa, como um plano para ser reestatizada.

De acordo com o sindicato, a Embraer tenta justificar o PDV colocando a culpa na pandemia, mas estudos mostram que as dificuldades financeiras foram provocadas pela má gestão do Conselho Administrativo na negociação com a Boeing. 

“É um crime o que a Embraer está fazendo com esses trabalhadores. Enquanto mantém altos executivos com salários milionários, demite 2.500 pais e mães de família que dependem de seus empregos para sobreviver. Não aceitaremos essa medida. Vamos buscar todas as formas de luta para reverter as demissões”, afirma o diretor do Sindicato, Herbert Claros.

[Da Rede Brasil Atual]

Publicado em Trabalho

Governo diminui de R$ 1.079 para R$ 1.067 o valor do salário mínimo de 2021. Já são dois anos sem aumento real. Ao contrário de Lula que em seus mandatos reajustou em 77%, Bolsonaro aprofunda a desigualdade

[Do portal da CUT]

Desde que a Política de Valorização do Salário Mínimo criada no governo Lula (PT) com apoio da CUT e demais centrais terminou no ano passado, Jair Bolsonaro (ex-PSL) e seu ministro da Economia, o banqueiro Paulo Guedes, não mexeram uma palha para retomar os ganhos reais dos trabalhadores e trabalhadoras, aposentados e pensionistas que têm seus benefícios reajustados de acordo com o valor do piso nacional.

A dupla Bolsonaro/Guedes está destruindo todos os ganhos da política, que garantiu aumento 77% no valor do salário mínimo e beneficiou negociações salariais, com 84,5% de mais de 300 categorias profissionais conquistando reajuste acima da inflação, ganho real de 42,9% no salário médio de admissão, que passou de R$ 772,58, em 2003, para R$ 1.104,12 em 2013, de acordo com dados do Ministério do Trabalho.

Na lei orçamentária encaminhada ao Congresso Nacional nesta segunda-feira (31), o governo propôs salário mínimo de R$ 1.067 a partir de janeiro de 2021, com pagamento a partir de fevereiro. A projeção inicial para 2021 era aumentar o mínimo dos atuais R$ 1.045 para R$ 1.079, mas o governo baixou o valor tirando R$ 12 por mês do bolso do trabalhador. O novo valor apenas repõe a inflação projetada para 2020, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), de 2,09%, ou seja, sem aumento real.

Em apenas dois anos de governo, Bolsonaro retirou R$ 18 mensais do bolso de cada trabalhador e de cada aposentado que ganha o salário mínimo, sendo R$ 6 no primeiro ano, quando também derrubou o valor, e agora mais R$ 12.

O que pode parecer pouco para alguns significa o aumento do abismo social, com a base da pirâmide ganhando muito pouco, critica a técnica da subseção do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) da CUT Nacional, Adriana Marcolino.

No total, 48,9 milhões de pessoas têm rendimento referenciado no salário mínimo: 23,6 milhões de aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), 10,9 milhões de trabalhadores formais, outros 10,2 milhões de trabalhadores por conta própria e 3,8 milhões de empregados domésticos e outros 255 mil empregadores.

“A valorização do salário mínimo é importante porque reduz a distância salarial que no Brasil é muito grande e, consequentemente, diminuiu a desigualdade social”, afirma Adriana.

Para ela, há falta de interesse do governo em renegociar a política de valorização, o que teria um importante papel para o país sair da crise e estancar o aumento da pobreza que deve aumentar muito neste ano por causa da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

A técnica do Dieese defende que mesmo com o Produto Interno Bruto (PIB) com índice negativo de -9,7% neste segundo semestre, o que impediria um reajuste acima da inflação, já que o cálculo da política de valorização do salário mínimo levava em conta a inflação do ano anterior, medida pelo INPC, mais o resultado do PIB de dois anos antes, bastava Bolsonaro entender que sem dinheiro girando na economia a crise vai demorar a terminar.

Segundo ela, o governo poderia oferecer um reajuste do mínimo acima da inflação para a retomada do crescimento, já que as famílias com menor poder aquisitivo gastam tudo o que ganham e colocam no consumo, permitindo que o dinheiro volte a circular, aquecendo a economia.

 “Pelas contas do Dieese, o ideal seria que o mínimo para o sustento de uma família de quatro pessoas, em julho deste ano, fosse de R$ 4.420,11. Valor 75% acima do que Bolsonaro quer pagar. Por isso que é tão importante o ganho real, mas, infelizmente, o governo federal vê o ganho do trabalhador como despesa para os grandes empresários e não como indutor da economia”, critica a técnica do Dieese/CUT.

Lideranças progressistas criticam fim da política de valorização do SM

No Twitter parlamentares do Partido dos Trabalhadores criticaram a decisão de Bolsonaro em não manter a Política de Valorização do Salário Mínimo. O senador Rogério Carvalho (PT/SE) questionou a decisão presidencial com perguntas que ironizam a falta de política social de Bolsonaro.

“Reduzir o preço do Gás de cozinha? Reduzir o preço da energia elétrica? Reduzir o preço dos combustíveis? Reduzir os juros do cartão? Não! Bolsonaro vai reduzir o salário mínimo, que serve pra pagar essas contas.

REPRODUÇÃOReproduçãoCarlos Veras (PT/PE) classificou como absurda a decisão de Bolsonaro em retirar R$ 12,00 mensais do trabalhador.

“É um absurdo! Governo reduz o valor do salário mínimo previsto para 2021: de R$ 1.075 para R$ 1.067”, escreveu.

REPRODUÇÃOReprodução

A Política de Valorização do SM implantada por Lula com apoio da CUT

Durante 12 anos, a Política de Valorização do Salário Mínimo criada por Lula  em 2007 e continuada no governo Dilma Rousseff previa o aumento real, acima da inflação, sempre que houvesse crescimento econômico.

Mas a luta para dar ganhos aos trabalhadores teve início três anos antes, em 2003, quando a CUT e demais centrais sindicais, em um movimento unitário, lançaram a campanha pela valorização do salário mínimo. Nesta campanha, foram realizadas três marchas conjuntas em Brasília com o objetivo de pressionar e, ao mesmo tempo, fortalecer a opinião dos poderes Executivo e Legislativo sobre a importância social e econômica da proposta de valorização do salário mínimo.

O resultado só trouxe benefícios para a economia

Nos governos petistas, a política de valorização do salário permitiu que 48,7 milhões de pessoas ascendessem às classes A, B e C.

“Se não houvesse a luta das centrais e os governos petistas provavelmente o salário mínimo, que em 2003 representava cerca de 29% do valor de julho de 1940, quando foi instituído ficaria no mesmo patamar. Hoje, o salário mínimo representa 50,85% do que valia há 80 anos”, conta Adriana Marcolino.

[Redação: Rosely RochaEdição: Marize Muniz]

Publicado em Trabalho

A diretoria do Sindipetro-NF está participando hoje, 31, de uma auditoria da Operação Ouro Negro da plataforma de P-20 com foco na pandemia de COVID-19 a bordo. Durante a apresentação da auditoria, o diretor do sindicato Alexandre Vieira no início da reunião contextualizou a situação da COVID nas plataformas, o que o Sindipetro-NF tem feito e as conquistas da classe trabalhadora em relação às Normas Regulamentadoras e à emissão das Comunicações de Trabalho.

Para Vieira, a contaminação por COVID-19 nas plataformas pode ser considerado como o maior acidente de trabalho já ocorrido e que nada tem sido feito para investigar. Ele lembra que o sindicato é chamado para participar de comissão de investigação de um problema elétrico, mas que no caso dessas contaminações que chegam a quase 4 mil pessoas e que causam mortes, a empresa não investiga, nem para acabar com a contaminação.  Também denunciou a falta de transparência por parte  da Petrobras.

Na reunião foi tratado um caso de um trabalhador que embarcou num determinado dia e no dia seguinte sua esposa testou positivo para a COVID-19, tendo que desembarcar imediatamente. Vieira alertou que o fato de alguns trabalhadores não informarem no embarque a suspeita de estar contaminados e com isso colocar em risco todos os trabalhadores e trabalhadoras a bordo, está associado ao medo do empregado em perder o emprego.

Operação Ouro Negro

A Operação Ouro realiza ações de inspeção e fiscalização em plataformas marítimas de exploração e produção de petróleo e gás natural. Normalmente os órgãos que realizam esse processo de auditoria são a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Ministério Público do Trabalho (MPT), Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Renováveis (Ibama),Marinha do Brasil e Sindipetro-NF.

Denuncie

A diretoria do NF reconhece a importância da participação da categoria através de denúncias sobre o que acontece na Bacia de Campos e solicita que essa atitude continue, para que a entidade possa acompanhar os fatos e tentar solucionar os problemas que surgirem. Envie e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

O Ministério Público do Trabalho emitiu, na última sexta, 21, recomendações à Petrobrás e demais empresas do setor petróleo, para que se ajustem à necessidade de prevenção à transmissão do novo coronavírus entre os petroleiros e petroleiras. A Procuradoria Regional do Trabalho da 1ª Região lista 32 medidas que as empresas deverão tomar para combater a propagação da covid-19 na categoria.

De acordo com o coordenador do Departamento de Saúde do Sindipetro-NF, Alexandre Vieira, entre as medidas estão diversas que têm sido cobradas pelo sindicato, como adoção de testes PCR, abertura de CAT (Comunicação de Acidente de Trabalho) nos casos de covid-19, retorno do 14 x 21 em no máximo 60 dias, obrigatoriedade de realização de testes mesmo naqueles que têm igG ativo, entre outras (veja íntegra do documento abaixo).

O NF participou nas últimas semanas de reuniões da Operação Ouro Negro, integrada pelo MPT e por outros órgãos de fiscalização, e voltou a pontuar a falta de transparência da Petrobrás na divulgação dos dados da covid-19 entre os trabalhadores e trabalhadoras e a insuficiências das medidas de prevenção.

Desde o início da pandemia o Sindipetro-NF tem atuado intensamente para denunciar a negligência da Petrobrás no combate ao novo coronavírus. Cerca de 20 ofícios foram enviados à própria empresa, a órgãos fiscalizadores e a instâncias do poder público no Executivo e no Legislativo, para relatar a exposição dos petroleiros e petroleiras à covid-19. Recentemente, duas plataformas, a P-50 e a P-12, enfrentaram surtos da doença.

O Ministério Público do Trabalho determinou que “as empresas concessionárias/operadoras deverão, através dos meios de comunicação disponíveis, cientificar as demais empresas prestadoras de serviço para que adotem as medidas necessárias ao cumprimento desta Recomendação, ficando desde já cientes que a responsabilidade pelo cumprimento das medidas ora recomendadas é solidária entre todas as empresas envolvidas, não excluindo, sob qualquer aspecto, a responsabilidade da empresa operadora/concessionária pelo cumprimento integral de todas as cláusulas.”

As empresas devem ainda, segundo o MPT, ficar cientes de que a qualquer momento poderá ser exigida “comprovação da implementação das medidas previstas nesta Recomendação”. “Os trabalhadores e respectivos sindicatos, verificando descumprimento da presente recomendação, deverão noticiá-las no canal de recebimento de denúncias do MPT (www.mpt.mp.br)”, também determinou.

> Confira a íntegra do documento com as 32 recomendações do MPT

[Via Sindipetro-NF]
 
Publicado em Petróleo

A plataforma de P-12 apresentou nos últimos 14 dias um surto de casos de COVID-19 a bordo da unidade. Quinze trabalhadores tiveram suspeita de contaminação, sendo que seis apresentaram o resultado de testagem positivo para Covid-19. Sete pessoas ainda aguardam os resultados do exame, duas delas já apresentaram sintomas.

No dia 10 de agosto, dez trabalhadores desembarcaram normalmente na troca de turma e nenhum deles apresentava sintomas. Só que em casa três trabalhadores apresentaram sintomas, dois com resultado positivo para Covid-19 e 1 aguardando resultado de testagem.

Uma reivindicação dos trabalhadores é que seja feita testagem também no desembarque, para que os trabalhadores não levem o vírus para casa. Existem evidências suficientes do perigo da transmissão por assintomáticos, só que a empresa insiste em agir só nos casos quem que a pessoas apresente sintomas.

Em reunião de CIPA, realizada no dia 11 de agosto, os cipistas solicitaram a redução do POB (número de pessoas a bordo) da plataforma.  O POB normal da plataforma que estava sem produzir era de 60 pessoas. Segundo relatos dos trabalhadores, com as atividades de desmobilização feita às pressas, esse número subiu para 79 e no entendimento dos trabalhadores, o máximo deveria ser de 62 pessoas na unidade.

Outro pedido da CIPA foi o embarque de uma empresa para a testagem de todos a bordo. Essa solicitação foi encaminhada à EOR, que informou que não é o protocolo que está sendo aplicado e que faz o monitoramento adequado da força de trabalho quanto a condição de saúde e sintomas da Covid-19. Entretanto, diante do grande número de casos, uma empresa está embarcando hoje, 17, para a testagem de todos, o que só comprova a demora da Petrobrás agir em tempos de pandemia.

Há uma denúncia grave de que trabalhadores que tiveram COVID estão sendo demitidos após receber alta. Isso está provocando constrangimento entre a categoria na hora de relatar que está com sintomas e muitos nem relatam com medo de perder seus empregos. Por isso a necessidade do cumprimento da decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) que determina a emissão de CAT para os trabalhadores contaminados. Isso já foi solicitado a gestão que não respondeu.

Como mais um agravante da situação de P-12, a empresa afastou, em menos de uma semana, o cipista que fez fortes cobranças durante a reunião de Cipa, contrariando a orientação da própria Petrobrás sobre a necessidade de manter os trabalhadores a bordo por 21 dias, para diminuir a movimentação do pessoal.  Para a diretoria do sindicato ficou clara a intenção de afastar o cipista da unidade, porque cobrava posições mais firmes em relação ao combate da pandemia.

O Sindipetro-NF tem pressionado as autoridades ligadas à Operação Ouro Negro para que tomem atitudes concretas exigindo das empresas de petróleo ações para enfrentamento à pandemia do novo coronavírus.

Além disso, entre março e junho passados, o Sindipetro-NF enviou 18 ofícios, à gestão da Petrobrás e a instâncias do poder público, para cobrar ações de prevenção à Covid-19. Na maioria dos casos não houve resposta e as medidas, quando adotadas, foram muito lentas. 

Plataforma leiloada

A P-12 é uma das plataformas que foi leiloada e ainda está ancorada, então a Petrobrás está correndo para entregar a unidade, porque o custo de todo o processo de retirar a plataforma deve passar de R$ 100 mil por dia.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás

Pesquisa do Dieese mostra que em todas as cidades do país os sindicatos foram fundamentais nas negociações de manutenção dos empregos durante a pandemia. Apesar da luta, acordos de reajustes salariais caíram 28%

A crise econômica, aprofundada pela pandemia do novo coronavírus (Covid-19), é a desculpa perfeita do governo de Jair Bolsonaro (ex-PSL) e de parte do empresariado para arrochar salários e usurpar direitos duramente conquistados com muita luta pelos trabalhadores e trabalhadoras.

Só as categorias mais organizadas, com sindicatos fortes e combativos conseguem preservar empregos e direitos nas duras negociações salariais em épocas como a atual, mostra pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

O boletim “De olho nas negociações” do Dieese analisou 8.574 acordos negociados no primeiro semestre deste ano contra 8.827 no mesmo período do ano passado. Embora o aumento no número de acordos seja de apenas 3%, o que se nota é que em todas as cidades do país, sem exceção, houve algum tipo de negociação relacionada a Covid-19.

A pesquisa do Dieese mostra também que nas datas bases do primeiro semestre de 2020, o número de cláusulas relativas a reajustes salariais caiu em relação ao mesmo período do ano passado de 2.970 para 2.153 (- 27,50%). As maiores quedas foram registradas nos dois primeiros meses, após o início da pandemia. Em abril foi 41% menor e em maio 39%.

Segundo o técnico responsável pela pesquisa, Luís Ribeiro, embora tenha mudado o perfil de negociações, geralmente de reajustes salariais, para o de manutenção do emprego, o que se viu foi um “fenômeno nacional”, com os sindicatos se desdobrando, indo à luta, desafiando as dificuldades de realização de assembleias por causa da quarentena e das adversidades para conseguirem manter direitos.

“O próprio número no aumento de acordos, num momento em que o governo federal apresentou diversas medidas que não precisariam da atuação dos sindicatos mostra que os representantes dos trabalhadores foram além. Muitos conseguiram negociar tanto um período maior de estabilidade do emprego como uma melhoria no rendimento dos trabalhadores atingidos pela MP 936 de suspensão de contrato e redução de jornada e salários”, diz Ribeiro. 

A luta dos sindicatos tem sido cada vez mais difícil, com as negociações entre empresas e trabalhadores demorando mais para chegarem a um acordo, afirma o diretor-técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior.

“O tempo médio de negociação era de um mês. Hoje têm categorias que estão lutando desde o mês de maio para conseguir impedir tanto a retirada de direitos, de pautas sociais como avançar nas questões salariais ”, diz.

Fausto ressalta que as maiores dificuldades têm sido sentidas por trabalhadores de empresas públicas como os Correios e a Petrobras que estão próximas da data-base.

“A maior dificuldade nas negociações das empresas públicas se deve a postura do atual governo [Jair Bolsonaro] de reduzir direitos a qualquer custo”, afirma o diretor-técnico do Dieese.

[Da imprensa da CUT]

Publicado em Trabalho

A categoria petroleira está em luto pela morte, nesta madrugada, do petroleiro Jonas Barbosa do Espírito Santo, 54 anos, vítima de infecção decorrente da covid-19. O trabalhador era operador da Petrobrás na plataforma P-43, na Bacia de Campos, e estava internado há um mês em um hospital de Nova Friburgo (RJ), cidade onde morava.

Muito atuante nas lutas sindicais e sociais, Jonas está sendo lembrado pelos seus colegas de trabalho como “grande militante da esquerda de Nova Friburgo e guerreiro da P-43”. Sua presença era frequente nos congressos da categoria petroleira. O trabalhador, que somava 17 anos de atuação na companhia, era casado e deixa três filhos e um neto.

Filha do petroleiro, a advogada Camile Fonseca do Espírito Santo foi presidente do PT de Macaé. A ela, à esposa Suzyany Santo e aos demais familiares do trabalhador, o diretor da FUP e coordenador geral do Sindipetro-NF, Tezeu Bezerra, enviou a mensagem de que “Jonas era uma das maiores referências que nós do Sindipetro-NF tínhamos nas plataformas. Articulava conosco as pautas das categoria e greves. Meu Deus. Nem sei o que falar. Só peço que tenhamos forças para superar a dor”.

Em uma rede social, os companheiros da plataforma deixaram registrado o impacto à bordo provocado pela notícia da morte do colega: “Um silêncio estarrecedor tomou conta da sala de controle da P-43 nesta noite, 17/08/2020. Ao adentrar a sala e ver o Geplat com a equipe reunida a ficha caiu, por minutos nada se ouviu, um silêncio de rasgar o peito em dor. Nosso amigo Jonas partiu e não se despediu, nem de nós e nem da esposa e filhos, tudo isso por causa de um vírus. Logo ele que nunca economizou palavras para se expressar e partiu assim.”

Os colegas registraram ainda: “Nossa sala de operadores jamais será a mesma. Tantas histórias, bons momentos, conversas e debates. Que perda! Uma coisa é certa: a saudade e as lembranças ficarão e nos acompanharão! Que Deus conforte nossos corações e também o de todos os familiares.”

A FUP e o Sindipetro-NF manifestam as suas condolências aos amigos, colegas de trabalho e familiares do companheiro Jonas. As entidades também destacam a atuação do trabalhador, seu grande valor profissional e de ser humano solidário com as lutas coletivas. Presente!

Velório

De acordo com a família, como os testes recentes do petroleiro apontavam negativo para a possibilidade de transmissão do novo coronavírus, está sendo possível a realização do velório, que se estenderá até às 16h de hoje. A despedida está ocorrendo no Nova Friburgo Memorial SAF (Rua Marino Pinto, 101, Duas Pedras, Nova Friburgo). O sepultamento será no Cemitério São João Batista (Rua Augusto Severo, 66,  Centro, Nova Friburgo).

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em Sistema Petrobrás
Página 1 de 24

A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.

Instagram