O Sindipetro-NF recebeu denúncia que ontem, 18, houve problema na área de comunicação do tráfego aéreo na área de Albacora e por isso muitos vôos foram transferidos enquanto a TIC – Tecnologia de Informação e Comunicação resolvia problema.

Os passageiros acabaram ficando no aeroporto do Farol de São Tomé aguardando uma solução da empresa. A diretoria do sindicato chegou a entrar em contato com a equipe do Compartilhado para verificar o motivo pelo qual temos passageiros aguardaram por horas transporte e hotel.E foi informada que conseguiu vagas para todos em Farol de São Tomé e que haverá alimentação disponível no hotel.

O NF questiona o fato da empresa não estra preparada para problemas desse tipo em plena pandemia, quando as pessoas não podem ficar aglomeradas correndo risco de contaminação. O sindicato alerta para que nos próximos eventos as empresas sejam mais ágeis no cuidado com a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras.

[Da imprensa do Sindipetro NF]

O Sindipetro/MG já identificou mais de 200 trabalhadores e trabalhadoras da Refinaria Gabriel Passos (Regap) com testes positivos para Covid-19, somente neste mês. Sendo que mais de 10 trabalhadores, entre próprios e terceirizados, estão internados.

Como o Sindicato já vinha alertando, a explosão dos casos ocorreu justamente com a chegada de 2000 trabalhadores vindos de outras regiões para realizar a parada de manutenção.

Nesta terça-feira, dia 16/03, após denúncia do Sindicato, uma equipe de fiscalização da Vigilância Sanitária de Betim visitou a Refinaria para averiguar as condições da unidade. 

No entanto, mesmo após a vistoria, o Sindipetro recebeu novas fotos que comprovam a continuidade de aglomerações no interior da Refinaria. As fotos serão postadas ao final da matéria.

Além disso, houve denúncias de tentativas da gerência local de maquiar as péssimas condições de segurança, como no transporte de terceirizados e na higienização de contêineres.

Os dados comprovam que a Refinaria, localizada em Betim, é um dos maiores focos de transmissão da doença, se tornando uma ameaça à saúde pública de toda a Região Metropolitana de Belo Horizonte. 

O coordenador do Sindipetro/MG, Alexandre Finamori, classifica como “absurda” a situação na Regap. “Os números não param de crescer e a Regap finge que nada está acontecendo. As pessoas estão com medo de ir trabalhar!”, afirma o sindicalista.

O Sindipetro/MG age pela segurança dos petroleiros e suas famílias diante em relação à Covid-19 desde o início da pandemia no Brasil. Mas, vale ressaltar que somente em  março deste ano, o Sindicato ao Ministério Público do Trabalho (MPT); Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE – MTE – MG); Ouvidoria do Estado de Minas Gerais; Conselho Estadual de Saúde – MG; Centros de Referência em Saúde do Trabalhador – Betim (CEREST-Betim) e Conselho Municipal de Saúde – Betim.

Também foi solicitado na segunda-feira, 15/03, a suspensão da parada de manutenção, o principal foco de Covid-19 na Refinaria neste momento. Entretanto, não houve retorno por parte da gerência, conforme explica o coordenador Alexandre Finamori.

 “A refinaria sequer respondeu ao ofício do Sindicato, mostrando desprezo pela vida dos trabalhadores no pior momento da pandemia. Vamos seguir denunciando o que está acontecendo e, caso a empresa siga com essa postura, não teremos outra saída que não seja uma greve sanitária em defesa da vida da nossa categoria”, afirma o coordenador.

[Da imprensa do Sindipetro MG]

Equanto a gestão da Petrobrás negligencia as condições de segurança nas unidades operacionais, fazendo os casos de Covid-19 na empresa explodirem, a direção do Sindipetro Bahia promoveu nesta quarta-feira, 17, um "lockdown da classe trabalhadora" na Refinaria Landulpho Alves (Rlam). Essa foi mais uma ação da greve da categoria, que completa hoje 13 dias no estado e também no Amazonas, Espírito Santo e São Paulo. O movimento denuncia os impactos das privatizações no Sistema Petrobrás, como a precarização das condições de trabalho, os riscos de acidentes e o avanço da Covid-19 nas instalações da empresa. 

Durante toda a manhã, o Sindipetro Bahia realizou ações de convencimento na entrada da refinaria, que tiveram o amplo apoio dos cerca de 1.500 trabalhadores próprios e terceirizados. "Ninguém entrou para trabalhar e todos retornaram para suas casas em segurança. Pelo menos hoje, não teremos novas contaminações na Rlam, pois fizemos o que a gestão da empresa já deveria estar fazendo há tempos. Mas o gerente geral da refinaria segue agindo de forma irresponsável, sem tomar as devidas medidas de segurança que nós estamos cobrando desde o ano passado", afirma o coordenador da FUP e também funcionário da Rlam, Deyvid Bacelar. 

Ele ressalta que só entre os trabalhadores próprios da Rlam, já são cerca de 90 contaminados e duas mortes por conta da Covid-19. "A gestão continua omitindo dados relacionados aos trabalhadores terceirizados. Esse é, inclusive, um dos pontos de pauta da categoria que a Rlam e a Petrobrás se negam a atender", explica.

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, onde a greve também foi aprovada, o Sindipetro continua exigindo a suspensão imediata das paradas de manutenção, em função do aumento de trabalhadores infectados pela Covid. Segundo o sindicato, foram confirmados nesta última semana mais de 78 casos de contaminação por coronavírus a Regap, entre trabalhadores efetivos e terceirizados. Somente em março, mais de 200 trabalhadores testaram positivo para Covid-19 na refinaria e mais de 10 trabalhadores, entre próprios e terceirizados, estão internados.

Além da Bahia, a greve segue mobilizando os traballhadores do Sistema Petrobrás na Refinaria de Manaus (Reman), onde, na manhã de hoje, os trabalhadores da empresa Liga cruzaram os braços em protesto pelo não pagamento dos salários.

Nas bases operacionais representadas pelo Sindipetro Unificado de São Paulo e pelo Sindipetro Espírito Santo, as mobilizações estão sendo feitas cada dia em unidades diferentes.  

Em Pernambuco, os trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima também aprovaram a greve e têm participado de mobilizações preparatórias para o movimento. 

Na Usina de Xisto (SIX), no Paraná, a greve pode ser deflagrada a qualquer instante, pois a gestão da unidade não respondeu as demandas da pauta de reivindicações aprovada pelos trabalhadores e encaminhada pelo sindicato à empresa. 

Surtos de Covid

Surtos de Covid vêm sendo relatados pela FUP por seus sindicatos em diversas unidades do Sistema Petrobrás. Na Rlam, dois operadores morreram em um espaço de uma semana, após complicações geradas pela doença. Segundo o Sindipetro-BA, cerca de 90 trabalhadores já foram contaminados na refinaria nas últimas semanas. Por conta do avanço da pandemia no estado, o sindicato conseguiu que a Petrobrás suspendesse temporariamente as paradas de manutenção.

O mesmo aconteceu no Paraná, na Repar, onde o Sindipetro-PR/SC também convenceu a gestão a postergar para 12 de abril o início das paradas de manutenção. "Continuaremos atentos às condições sanitárias e às taxas de ocupação dos hospitais de Araucária e Região para verificar se a parada de manutenção poderá ser realizada na nova data apontada, visando a segurança de todos os trabalhadores", informou o sindicato. 

Ações solidárias por combustíveis a preços justos

Nesta quarta-feira, os Sindipetros Bahia e Espírito Santo realizaram novas ações solidárias de descontos para a população na compra de combustíveis, mobilização que a FUP e seus sindicatos realizam desde 2019 para debater com a sociedade a importância da Petrobrás enquanto empresa estatal e da urgência de uma política de Estado para o setor de óleo e gás, que garanta o abastecimento nacional de derivados de petróleo, com preços justos para os consumidores. 

No Espírito Santo, ação foi em Vitória, com distribuição de 200 cupons de desconto de R$ 2,00 para motoristas de carros e motocicletas que abasteceram os veículos com gasolina. Ao todo, foram subsidiados 3 mil litros do combustível.

Na Bahia, as ações solidárias estão ocorrendo desde segunda-feira, 15, no interior do estado e na sexta, será realizada na capital Salvador. Hoje, foi a vez da população de Catu ser contemplada com a distribuição de 2 mil litros de gasolina, vendidos a R$ 3,50 o litro para os primeiros consumidores que chegaram ao local da ação realizada pelo Sindipetro. Ao todo, o sindicato está subsidiando 12.300 litros do combustível.

Veja as fotos da greve e das ações dos sindicatos nesta quarta:

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[Imprensa da FUP]

 

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais denunciou o surto de COVID-19 nas dependência da Refinaria Gabriel Passos (Regap), aos órgãos competente de Minas Gerais e Betim, nesta segunda-feira, dia 15/03.

Receberam a denúncia: Ministério Público do Trabalho (MPT); Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE – MTE – MG); Ouvidoria do Estado de Minas Gerais; Conselho Estadual de Saúde – MG; Centros de Referência em Saúde do Trabalhador – Betim (CEREST-Betim) e Conselho Municipal de Saúde – Betim.

A carta enviada pelo Sindicato solicita a “atuação de órgãos competentes, parlamentos e governos locais para a interdição imediata da Parada de Manutenção da Refinaria Gabriel Passos, diante do risco do aumento exponencial de contaminações e do iminente colapso do sistema de saúde da Região Metropolitana de Belo Horizonte”, afirma o documento que pode ser lido ao final deste texto.

O Sindipetro/MG denuncia surto de Covid-19 e condições críticas de segurança em relação à prevenção ao novo coronavírus, principalmente diante do aumento do número de trabalhadores na unidade devido a parada de manutenção.

A parada ocasionou o aumento no contingente presencial da Regap de mais de 2 mil pessoas. Ou seja, o efetivo quase dobrou de tamanho para trabalhar praticamente no mesmo espaço. Ressaltando que dentre os trabalhadores temporários há indivíduos e equipes inteiras que vêm de outros estados, o que poderia aumentar o risco de contágio pelas novas variantes do coronavírus. 

A Parada de Manutenção se dá, justamente, no pior momento da pandemia para a Região Metropolitana de Belo Horizonte, onde reside a grande maioria dos trabalhadores da Petrobrás.

Abaixo, leia o documento completo.

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[Da imprensa do Sindipetro MG]

O Sindicato dos Petroleiros de Minas Gerais (Sindipetro/MG) já contabilizou mais de 78 casos de contaminação por coronavírus de trabalhadores efetivos e terceirizados na Refinaria Gabriel Passos (Regap), desde a semana passada.

Infelizmente, os casos aumentaram com o início da parada de manutenção, como previsto pelo Sindicato, devido ao aumento do número de trabalhadores em trânsito na unidade.

Diante da grave situação, o Sindipetro/MG enviou ofício nesta segunda-feira, dia 15/03,  à gerência geral da Refinaria, solicitando a suspensão da parada de manutenção e outras medidas para proteger os petroleiros e suas famílias. Uma vez que as unidades de saúde de Betim e Belo Horizonte estão lotadas, e muitos estão com dificuldade para conseguir atendimento  médico e internação.

Vale lembrar que há dois meses o Sindicato notificou a empresa sobre os riscos a que seriam expostos os trabalhadores ao serem submetidos a condições inadequadas de prevenção ao Coronavírus.

Como resposta ao alerta do Sindicato, a empresa afirmou que “todos os protocolos a serem seguidos pela EOR para realização da Parada Programa na REGAP estão em consonância com a preocupação da Companhia com a preservação da saúde dos seus colaboradores e a continuidade da refinação, essencial para a sociedade”.

No entanto, entre outras falhas, uma das principais medidas preventivas, a de evitar aglomerações, não está sendo respeitada em decorrência do alto número de trabalhadores que foi alocado para cumprir as atividades da parada de manutenção.

Assim, o ofício enviado esta pelo Sindicato apresenta as seguintes demandas:

  • Imediata interrupção das atividades da Parada de Manutenção nos setores Coque e HDT; 
  • Suspensão de novas paradas de manutenção previstas para as próximas semanas, incluindo a intervenção na unidade UDAV1 (setor DH); 
  • Redução imediata do quadro de empregados (próprios e terceirizados) em trabalho presencial na Regap, exceto pelas atividades essenciais para a continuidade operacional em segurança na refinaria e para a garantia da produção para abastecimento das necessidades inadiáveis da população, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego de todos os empregados próprios e terceirizados; 
  • Isolamento imediato, garantida a irredutibilidade salarial e a manutenção do emprego de todos os empregados (próprios e terceirizados) que tiveram contato com casos suspeitos e confirmados da Covid-19;
  • Envio do número de trabalhadores contaminados (próprios e terceirizados) pela Covid19 na Regap, desde o início da Parada de Manutenção dos setores Coque e HDT;

Abaixo, leia o documento:

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[Da imprensa do Sindipetro MG]

Na última sexta-feira (12), representantes da diretoria do Sindipetro/MG participaram de reunião online com a gerência sobre os pontos de reivindicação da categoria mineira. A abertura de diálogo com a empresa se deu após a aprovação de greve pelos trabalhadores da Regap e UTE Ibirité. Além dos diretores do Sindicato, a reunião contou com a participação de representantes da gerência local e do RH corporativo.

A reunião ocorreu duas semanas depois da suspensão temporária do movimento grevista, diante da possibilidade de negociação sobre as demandas da base. Entretanto, mesmo diante da extensa pauta de reivindicações, os diretores presentes foram informados de que a reunião teria apenas uma hora de duração. Diante do tempo reduzido de reunião, apenas três pontos da pauta de reivindicação foram discutidos: regulamentação do teletrabalho, desconto das horas da greve de 2020 e cobranças abusivas da AMS.

No final da reunião, o Sindicato exigiu maior celeridade para o agendamento das reuniões, especialmente diante do quadro crítico envolvendo a Parada de Manutenção da Regap. Um dos pontos de reivindicação da categoria está relacionado à cobrança de condições de segurança contra o contágio de Covid-19 na Parada de Manutenção na refinaria, o que tem trazido grande preocupação ao Sindicato e à categoria. 

“Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria!” – afirmou Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro/MG. 

Suspensão de Setoriais presenciais na Regap

Diante do cenário de aumento da taxa de transmissão da Covid-19 e da situação crítica da disponibilidade de leitos na região metropolitana de Belo Horizonte, a diretoria do Sindipetro/MG decidiu pela suspensão temporária das reuniões setorizadas presenciais com os trabalhadores da Refinaria Gabriel Passos.

[Da imprensa do Sindipetro-MG]

Há dez dias em greve, os trabalhadores do Sistema Petrobrás denunciam o avanço da contaminação de Covid-19 nas unidades da empresa. Neste domingo, uma semana após a morte do operador da Refinaria Landulpho Alves (Rlam), Carlo Alberto, por complicações geradas pela doença, o Sindipetro Bahia tomou conhecimento de que mais um trabalhador da refinaria faleceu após ser infectado. Segundo informações preliminares obtidas pelo sindicato, a vítima tinha 52 anos e era técnico de operação, exercendo nos últimos anos a função de coordenador de turno. "Essas mortes são fruto da incompetência administrativa e gerencial da Petrobrás na Rlam, que não tem adotado as medidas necessárias para preservar a vida dos trabalhadores próprios e terceirizados, apesar de toda cobrança que vem sendo feita pela direção do sindicato", afirma Radiovaldo Costa, diretor Sindipetro Bahia, informando que a entidade irá processar o Gerente Geral da Rlam para que seja responsabilizado civil e criminalmente por expor a vida dos trabalhadores em risco.

A Rlam é uma das unidades do Sistema Petrobrás que vem sendo afetada pela negligência da direção da empresa no combate à pandemia. Nas últimas semanas, foram relatados surtos de Covid com mais de 80 trabalhadores contaminados na refinaria. Ainda assim, a gerência chegou a insistir em manter as paradas de manutenção que colocariam em risco mais de 2 mil trabalhadores aglomerados na unidade. Só após o início da greve, é que a a gestão da Petrobrás resolveu suspender o início das paradas na Rlam

Na Refinaria Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais, o Sindipetro também denunciou a ocorrência de surtos de Covid entre os trabalhadores. "Um dos setores atingidos é o DH com oito casos confirmados. Outro setor sob atenção é o Coque, com sete casos. A situação é preocupante, uma vez que este cenário deve se agravar nos setores que estão em parada de manutenção, como o Coque. Além disso, vale lembrar que os trabalhadores da parada e os da refinaria estão compartilhando o mesmo transporte, o que pode favorecer o contágio. Para piorar a situação, há gerentes setoriais que não direcionam os trabalhadores com suspeita para avaliação médica, autorizando pessoas que podem estar com Covid-19 a trabalhar sem a devida triagem", alerta o Sindipetro-MG.

Apesar da gravidade do problema, a gestão da Regap se nega a atender as reivindicações dos trabalhadores, que aprovaram greve por tempo indeterminado e ameaçam parar as atividades se a Petrobrás não garantir o atendimento da pauta da categoria. “Cobramos respostas imediatas da empresa sobre outros temas importantes para a categoria, como a falta de efetivo, a redução do número mínimo e, principalmente, a falta de condições seguras para a realização da Parada de Manutenção no pior momento da pandemia no Brasil. Já são 15 casos confirmados na operação em 2 semanas, inclusive envolvendo pessoas que estiveram em um mesmo refeitório. Já temos casos de companheiros contaminados que não conseguiram se internar, por falta de leitos em BH. Não iremos aceitar que coloquem o lucro acima da vida da categoria”, afirma Alexandre Finamori, coordenador do Sindipetro-MG.

A segurança é um dos eixos da greve que mobiliza há dez dias os trabalhadores da Petrobrás na Bahia, no Amazonas, no Espírito Santo e em São Paulo. Em meio ao maior desmonte da história do Sistema Petrobrás, com diversas unidades já privatizadas e fechadas e outras tantas em processo de venda, os petroleiros enfrentam graves ataques no ambiente de trabalho, além da insegurança causada pela pandemia. Vários trabalhadores estão esgotados, física e psicologicamente. Sem diálogo com os sindicatos, as gerências submetem a categoria a jornadas exaustivas e a multifunções, seja no trabalho presencial ou remoto, paralelamente às transferências compulsórias e ao descumprimento do Acordo Coletivo. 

Assim como o governo Bolsonaro, a gestão Castello Branco vem negando recomendações, normas e protocolos de segurança dos órgãos de saúde e de fiscalização para prevenir de forma eficaz o avanço da pandemia da Covid-19 na Petrobras. Mais de 11% dos trabalhadores da Petrobrás já se contaminaram. Isso equivale ao dobro da média nacional. A cada semana, são mais de 400 trabalhadores infectados e uma média de 20 hospitalizados. Esses números, apesar de altos, são subnotificados, pois a Petrobrás insiste em não divulgar os dados dos trabalhadores terceirizados. Em meio às privatizações, a categoria petroleira ainda é obrigada a conviver com o pavor de ser contaminada pelos surtos semanais que estão ocorrendo nas plataformas, refinarias e terminais. Informações obtidas pela FUP revelam que mais de 60 trabalhadores próprios e terceirizados já perderam a vida em consequência da Covid.

“Continuamos em greve por segurança e condições decentes de trabalho. Não podemos aceitar que a gestão da Petrobrás continue negligenciando a vida dos trabalhadores e precarizando as condições de trabalho. Por isso, convocamos todos os petroleiros a se somarem a essa luta, pois juntos somos mais fortes”, afirma o presidente do Sindipetro AM, Marcus Ribeiro.

Sindipetro PR/SC exige adiamento da parada de manutenção na Repar, que prevê aglomeração de mais dois mil trabalhadores na refinaria durante período crônico da crise sanitária

[Da imprensa do Sindipetro-PR/SC]

A gestão da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), em Araucária, deve iniciar nos próximos dias a parada de manutenção e inspeção de equipamentos nas unidades de produção e tratamento de gasolina, gás de cozinha, vapor, enxofre e equipamentos auxiliares. 

Tal procedimento necessita de aproximadamente dois mil trabalhadores a mais na Repar, o que, invariavelmente, causaria aglomerações por todos os cantos do parque industrial. Isso em pleno ápice da pandemia do coronavírus, com as redes pública e privada de saúde em colapso. 

Diante desse quadro, o Sindicato dos Petroleiros do Paraná e Santa Catarina (Sindipetro) requisitou o adiamento da parada de manutenção à gestão da Repar. A entidade considera urgente a suspensão dessa operação, principalmente por conta do avanço das novas cepas da Covid-19, que apresentam maiores potenciais de contaminação e agressividade. 

A solicitação considera que são direitos do trabalhador a preservação de sua integridade física, mental e social, bem como das condições de trabalho dignas e sem riscos de qualquer natureza. “Considerando que a segurança e a saúde laboral, antes de serem direitos constitucionais, são direitos humanos dos trabalhadores”, diz trecho do Comunicado Sindical (CS 028/2021), enviado à Petrobrás, com cópias para o Ministério Público Estadual, Ministério Público do Trabalho (MPT- PR), Superintendência Regional do Trabalho e Emprego (SRTE-PR), secretarias de saúde estadual e de Araucária, no último dia 09. 

Os petroleiros defendem que, mediante a situação de pandemia, é necessário esforço conjunto de toda a sociedade para conter a disseminação do coronavírus. Não só os trabalhadores, mas toda sociedade está amparada pela Constituição Federal (art. 6º e art. 196) que prevê, entre outras coisas, a saúde como um direito social de todos e dever do Estado. 

O Sindicato destaca que há previsão penal de responsabilização de pessoas que não cumprem as ordens de autoridades sanitárias para a contenção de epidemias (art. 268 do Código Penal, Capítulo III, “crimes contra a saúde pública”). 

Conforme o boletim da SESA (Secretaria Estadual de Saúde) do dia 09 de março, Curitiba e Região Metropolitana tinha fila de 321 pessoas - 123 UTI e 198 enfermaria – à espera de vagas em leitos. Esses dados deveriam ser suficientes para sensibilizar os gestores e adiar a parada de manutenção. Porém, os serviços de pré-parada estão em andamento e, consequentemente, várias aglomerações ocorrem a todo instante, não apenas na área industrial, mas também em alojamentos, refeitórios e meios de transporte. 

O momento é de cautela com a saúde dos trabalhadores em serviços essenciais. Porém, a gestão da Repar ignora até o que é decidido nas reuniões de Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), da qual participa e concorda que a mobilização de grande número de profissionais só pode acontecer quando não se compromete a segurança e a saúde dos envolvidos. 

O Sindipetro PR e SC informa que se a gestão da refinaria insistir em realizar serviços que gerem aglomerações, o trabalhador deve solicitar parecer técnico para justificar a execução da intervenção durante a crise sanitária. Também deve requisitar o agendamento de uma inspeção sindical com presença de profissional da área de engenheira de segurança indicado pela entidade, conforme a cláusula 68 do Acordo Coletivo 2020-2022 (Acesso aos Locais de Trabalho). 

Denuncie

Qualquer informação que envolva o tema pode ser encaminhada ao e-mail Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo., denunciada pelo telefone (41) 3332-4554 ou ainda ser tratada diretamente com os dirigentes sindicais.

O Sindipetro-NF vai fornecer alimentação aos petroleiros e petroleiras que chegam para quarentena pré-embarque em hotéis de Campos dos Goytacazes e de Macaé. Como publicado na última sexta, 5, a categoria denuncia que a gestão da companhia está orientando os hotéis a não fornecerem almoço no dia do check in.

O sindicato denuncia que, além de mesquinha para uma empresa do porte da Petrobrás, a medida prejudica a própria quarentena, na medida em que os trabalhadores e trabalhadoras precisam circular no entorno dos hotéis para comprar alimentação.

A diretoria do NF estará em contato com a categoria nos hotéis para monitorar a necessidade dos almoços e fazer o fornecimento. A entidade também cobra da companhia a solução definitiva para o problema.

É muito importante que todos os petroleiros e petroleiras mantenham o sindicato informado sobre as condições de saúde, habitabilidade e segurança, por meio de envio de e-mails para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. O sigilo sobre a identidade do denunciante é mantido pelo NF.

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

Publicado em SINDIPETRO-NF

A gerência da Refinaria Landulpho Alves (RLAM) emitiu comunicado nesta sexta (5), informando o adiamento por mais 14 dias da parada de manutenção da refinaria que estava marcada para acontecer no dia 15/03.

O adiamento da parada de manutenção da RLAM foi uma grande vitória do Sindipetro Bahia. A entidade sindical participou de reuniões com o RH Corporativo da Petrobrás e com a gerência da RLAM, apontando o perigo da manutenção da parada em um momento em que os casos de infecção pelo vírus da Covid – 19 estão em alta e já havia solicitado o adiamento da parada, mas não foi atendida.

Foi preciso denunciar o acaso à imprensa e divulgar a intenção de encaminhar denúncia contra a RLAM ao Ministério Público do Trabalho, ao Centro de Saúde do Trabalhador da Bahia (Cesat) e à Superintendência Regional de Trabalho e Emprego, para que os órgãos públicos competentes tomassem conhecimento dessa grave situação, e no uso de suas atribuições garantissem o adiamento da parada de manutenção.

Apesar do avanço, o Sindipetro vê essa medida como paliativa e continua reivindicando que a parada seja adiada não só por 14 dias, mas pelo máximo de tempo permitido pelas Normas regulamentadoras, sendo o ideal, se possível, até a vacinação de todos os trabalhadores.

Outras vitórias do Sindipetro contra a propagação da Covid-19 foram: a volta da implantação do teste de antígeno associado ao teste rápido, redução de atividades dentro das instalações da refinaria; implementação de horários distintos de almoço para o pessoal das empresas contratadas, buscando a redução de filas e contato e exposição de pessoas e redução do efetivo de manutenção de rotina na refinaria para aproximadamente 35% do efetivo normal.

No entanto, no seu comunicado, a gerência da RLAM elencou uma série de medidas preventivas, afirmando que já haviam sido adotadas anteriormente. Mas, pelo menos algumas delas não estão funcionando como deveriam, a exemplo da limitação da ocupação não superior a 50%, com uso de máscaras nos transportes e a redução do número de mesas e limitação da ocupação não superior a 50%.

O adiamento da parada e as medidas adotadas foram necessárias devido à própria negligência da RLAM com os trabalhadores próprios e terceirizados. Se a gerência da refinaria não tivesse liberado a entrada na unidade de centenas de trabalhadores no dia 17/02 (véspera da greve da categoria), sem nenhum tipo de controle sanitário, colocando até três turmas de operadores nas CCLs, dormindo em colchões no chão e em ambiente fechado, hoje a refinaria não estaria vivendo um surto de Covid.

Esperamos que a gerência da RLAM dê continuidade à prevenção durante a greve da categoria que foi retomada nesta sexta(5), pois o Sindipetro recebeu denúncias de que muitos trabalhadores estão sendo mantidos dentro da refinaria mesmo após o seu turno de trabalho. Esperamos que não haja aglomeração nos dormitórios e refeitórios como da outra vez.

[Da imprensa do Sindipetro BA]

Publicado em Sistema Petrobrás
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