43% das negociações salariais resultaram em reajustes acima da inflação e 29% mantiveram o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC). Para diretor-técnico do Dieese, atuação sindical garantiu conquistas

[Da imprensa da CUT]

Diversas categorias profissionais têm conseguido manter direitos e até reajustes salariais acima da inflação, apesar da pandemia do novo coronavírus (Covid-19), que aprofundou a crise, provocou aumento do desemprego e praticamente parou as atividades econômicas do país. É isso que aponta pesquisa do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).

A pesquisa analisou 4.938 reajustes salariais de categorias com data-base entre janeiro e agosto de 2020, registrados até a primeira quinzena de setembro, com base na variação da inflação desde o último reajuste de cada categoria pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os dados estão no boletim nº 2  “De olho nas negociações”.

O levantamento aponta que cerca de 43% dos reajustes resultaram em aumentos reais (acima da inflação do período) aos salários, 29% em acréscimos iguais ao da inflação e 28% em perdas reais. Em 2019, 50% dos reajustes foram acima da inflação, 26,1% mantiveram o INPC e 23,9% tiveram perdas salariais.

O melhor resultado em 2020 é de junho, quando 53% dos reajustes ficaram acima da inflação, e somente 14%, abaixo. O pior foi registrado em janeiro, quando ganhos reais foram observados em 30% das negociações, e perdas em 36%. A variação real média dos salários em 2020, até o momento, é ligeiramente negativa: – 0,07%.

Na análise do diretor-técnico do Dieese, Fausto Augusto Júnior, embora os reajustes salariais acima da inflação deste ano tenham ficado 7% menores em comparação a 2019, o fato de 43% das categorias que negociaram salários terem conquistado reajustes acima da inflação em plena pandemia mostra a importância do movimento sindical que atuou em três fases diferentes para minimizar as perdas dos trabalhadores e das trabalhadoras na crise.

“A primeira luta dos sindicatos foi na preservação da vida nas negociações em  como manter o isolamento social, no início da pandemia. Num segundo momento, entre junho e julho, foi a luta pela manutenção do emprego e a terceira fase foi a manutenção de direitos”, diz Fausto.

O diretor-técnico do Dieese ressalta que neste ano atípico, os trabalhadores vêm mantendo negociações salariais e fechando acordos, num claro sinal de que o movimento sindical tem conseguido provar sua resistência.

Para o Dieese, as dificuldades em negociar reajustes salariais durante a pandemia ainda são grandes. Várias negociações de acordos ou convenções coletivas foram adiadas nos primeiros meses do ano. Somente em agosto, o quadro começou a se reverter, quando um conjunto de categorias com data-base no primeiro semestre registrou aditivos com reajustes salariais, alguns deles sem efeito retroativo.

Esta situação ajuda a compreender o papel e o ativismo dos sindicatos porque a pauta na pandemia não era apenas econômica, é manter as pessoas protegidas, com novos protocolos de trabalho, enfrentar  e vencer em muitos casos o movimento forte dos patrões que querem retirar direitos”, conclui Fausto.

Publicado em Trabalho

Nesta quarta, 14, o Sindipetro-NF estará ao vivo, às 19h, para conversar com a categoria a saúde mental em período de quarentena. O sindicato tem acompanhado casos de trabalhadores e trabalhadoras apresentando algum tipo de problema relacionado à saúde mental e por isso decidiu realizar um Face to Face com esse tema.

A pandemia do novo coronavírus gerou diversas mudanças no funcionamento da sociedade e na vida dos trabalhadores, alguns foram trabalhar em home office e passam pelo isolamento, outros trabalham mas vivenciam a quarentena e ficam mais distantes de suas famílias ou se expõe à contaminação durante o trabalho.

Além disso esses trabalhadores ficam preocupados por não poderem ficar em casa, junto aos seus pais e quem tem filhos por não poderem ajudas num momento que não estão indo para as escolas e universidades.

Como fica a saúde mental num momento como esse?

Onde assistir:

Youtube:

https://www.youtube.com/sindipetronf

Facebook:

https://www.facebook.com/sindipetronf/videos

Site:

https://www.sindipetronf.org.br

[Da imprensa do Sindipetro-NF]

O Sindipetro-NF comunica com pesar o falecimento do petroleiro Paulo Eugênio Lemos, supervisor de mergulho da empresa SISTAC. Paulo estava em quarentena em um hotel no centro do Rio de Janeiro e teve o corpo encontrado na manhã de segunda,12.

O NF se solidariza com a família e amigos e vem cobrando da Petrobrás, contratante da SISTAC, para uma construção coletiva de uma proposta de protocolo contendo uma escala que atenda a necessidade de isolamento social, porém garantindo a permanência dos trabalhadores com suas famílias, reforçando a realização de testes para o COVID-19.

De acordo com Edney Santos de Jesus, diretor do Sintasa (Sindicato Nacional dos Trabalhadores em Atividades Subaquáticas e Afins), os trabalhadores estão sendo obrigados a ficar 14 dias de quarentena em um hotel e mais 28 dias embarcados, fazendo com que muitos trabalhadores se sintam sobrecarregados com essa escala surreal.

Paulo, PRESENTE!

O Brasil ultrapassou a marca de 5 milhões de casos confirmados de Covid-19 e caminha para a triste marca de 150 mil mortes causadas pelo novo coronavírus. Segundo o Ministério da Saúde, o país registrou nesta quinta-feira, 08/10, mais 729 novos óbitos em decorrência da Covid-19, o que eleva para 148.957 o total de mortes causads pela doença, entre os 5.028.444 infectados desde 26 de fevereiro, quando foi reportado oficialmente o primeiro caso no Brasil.

Somos o terceiro país do mundo a ultrapassar o patamar de 5 milhões de casos de Covid-19, após Estados Unidos e Índia. Já na contagem de óbitos, os números brasileiros ficam abaixo somente dos Estados Unidos. 

Cenário global

A covid-19 já deixa mais de 1,04 milhão de mortos no mundo, de acordo com a Universidade Johns Hopkins, dos Estados Unidos. Trata-se da maior crise sanitária em mais de 100 anos, após a Gripe Espanhola de 1918. Embora o cenário no Brasil seja especialmente trágico, muito por conta da má administração do governo federal, outros países também apresentam subnotificação expressiva.

 

A realização insuficiente de testes no mundo levou a OMS a declarar hoje, em entrevista coletiva, que 10% da humanidade já teve contato com o vírus. Caso o número esteja correto, o percentual representa 780 milhões de pessoas que podem ter sido contaminadas. Muitos nem sequer apresentam sintomas, mas contribuem para espalhar o vírus e aumentar o número de vítimas. Segundo a Johns Hopkins, o total oficial de infectados pelo novo coronavírus, hoje, é de 35,6 milhões.

“Nossas melhores estimativas atuais nos dizem que cerca de 10% da população global podem ter sido infectadas por esse vírus. Varia dependendo do país, varia de urbano a rural, varia dependendo de grupos. Mas o que isso significa é que a vasta maioria do mundo continua em risco”, disse o diretor-executivo da OMS, Michael Ryan.

Embora o número possa sugerir que a imunidade humana pode ser superior ao que se imaginava, a ampla disseminação pode ainda provocar novas ondas de contágio e mortes. “Estamos entrando em um período difícil. A doença continua a se espalhar “, completou Ryan. Nos últimos dias, alguns países da Europa vêm relatando aumento expressivo de novos casos, uma “segunda onda”, como chamam os cientistas.

[Com informações das agências de notícias | Foto: Agência Reuters]

Ministério Público do Trabalho lança 17 recomendações sobre o teletrabalho para empresas, sindicatos e órgãos de administração pública. Procuradores querem evitar abusos aos  trabalhadores que continuarão em home office no pós pandemia

[Do portal da CUT | Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil]

A pandemia do novo coronavírus (Covid 19) levou milhares de trabalhadores e trabalhadoras a serem submetidos ao teletrabalho, em muitos casos, sem as condições técnicas necessárias para desenvolver suas atividades.

Empresas não vêm pagando pelo uso da internet, pelo aumento no consumo de energia elétrica e o computador ou notebook utilizado é do próprio trabalhador que chega a arcar inclusive com os custos de manutenção do equipamento.  Há também queixas sobre o excesso de carga horária, com os patrões e chefias cobrando trabalho fora do horário do expediente, por meio de telefonemas e mensagens.

Diante da expectativa de empresas manterem boa parte dos seus trabalhadores em regime de teletrabalho após a pandemia, já que os empresários perceberam que tiveram redução de custos como aluguel e de manutenção de um espaço físico, o Ministério Público do Trabalho (MPT) diz que vai aumentar a fiscalização para evitar os abusos que estão sendo cometidos ou que poderão ser acentuados.

Como alerta, o órgão publicou nota técnica com 17 recomendações sobre o home office para empresas, sindicatos e órgãos da administração pública.  Na lista estão limitação de jornada, direito à desconexão, preservação da privacidade da família do trabalhador, o direito a pausas e que os contratos devem ser por escrito, entre outras medidas. Veja abaixo. 

“O Ministério Público do Trabalho atuará na fiscalização e na investigação sobre o cumprimento das obrigações contidas na nota técnica. As denúncias do seu descumprimento poderão ser encaminhadas diretamente no site do MPT”, afirma Adriane Reis Araújo, coordenadora nacional da Promoção da Igualdade de Oportunidades e Eliminação da Discriminação no Trabalho (Coordigualdade), do MPT.  

O Ministério Público do Trabalho chama a atenção para o fato de que o trabalho remoto surgiu como alternativa para manter a prestação dos serviços na pandemia, e que atualmente muitas empresas e trabalhadores reconhecem nesta forma de prestação de serviços o modelo mais adequado e eficiente para a realização das suas atividades. No entanto, a normativa sobre o tema na Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) é, segundo o órgão, ainda muito aberta e precisa ser adotada com outros dispositivos internacionais de normas de regulamentação.

“ É preciso que o trabalho remoto seja realizado de forma equilibrada com a vida doméstica ,sem invadir a vida privada do trabalhador. Por isso, eles devem ficar atentos às orientações das empresas para evitar a sobrecarga física e mental, realizando exercícios e pausas regulares, adotando mobiliário mais adequado e sendo capacitado de forma suficiente para o desempenho da função”, diz  

A procuradora do Trabalho ressalta ainda que as empresas devem lembrar que mesmo dentro do trabalho remoto elas são responsáveis pelo risco da atividade econômica e deverão adquirir equipamento necessário para o  desempenho do trabalhador,  ou então reembolsá-lo no seu uso do equipamento privado.

“ As empresas são responsáveis pela saúde física ,social e psicológica dos empregados, e ela deve orientar os supervisores para que ajam de maneira responsável no direito do funcionário  ter à desconexão do trabalho”, reforça Adriane Reis Araújo.

Veja as recomendações do MPT

1)Ética digital

Respeitar a ética digital no relacionamento com os trabalhadores, preservando intimidade, privacidade e segurança pessoal e familiar.

2 )Contrato:

Regular teletrabalho por meio de contrato de trabalho aditivo por escrito, com  duração do contrato, a responsabilidade e a infraestrutura para o trabalho remoto, bem como o reembolso de despesas relacionadas ao trabalho realizadas pelo empregado;

2) Ergonomia:

Observar os parâmetros da ergonomia quanto às condições físicas ou cognitivas de trabalho, como por exemplo, mobiliário e equipamentos de trabalho , postura física, conexão à rede, design das plataformas de trabalho online,  conteúdo das tarefas, as exigências de tempo, ritmo da atividade. E ainda a formatação das reuniões, transmissão das tarefas a ser executadas, feedback dos trabalhos executados,  oferecendo ou reembolsando os bens necessários

4) Pausa:

Garantir ao trabalhador em teletrabalho períodos de capacitação e adaptação, além de pausas e intervalos para descanso, repouso e alimentação, de forma a impedir sobrecarga psíquica, muscular estática de pescoço, ombro, dorso e membros superiores, com a devida adequação da equipe às demandas da produção, de forma a impedir sobrecarga habitual ao trabalhador.

5) Tecnologia:

Oferecer apoio tecnológico, orientação técnica e capacitação em plataformas virtuais para a realização dos trabalhos de forma remota e em plataformas virtuais.

6) Instrução:

Instruir empregados, de maneira expressa, clara e objetiva, quanto às precauções a tomar a fim de evitar doenças, físicas e mentais e acidentes de trabalho.

7) Jornada:

Observar a jornada contratual na adequação das atividades na modalidade de teletrabalho e em plataformas virtuais, com a compatibilização das necessidades empresariais e das trabalhadoras e trabalhadores com responsabilidades familiares  (pessoas dependentes sob seus cuidados);  na elaboração das escalas laborais que acomodem as necessidades da vida familiar, incluindo flexibilidade especial para trocas de horário e utilização das pausas .

8) Etiqueta digital

Orientação de toda equipe, com especificação de horários para atendimento virtual da demanda, assegurando os repousos legais e o direito à desconexão, bem como medidas que evitem a intimidação sistemática (bullying) no ambiente de trabalho, seja verbal, moral, sexual, social, psicológica, físico, material e virtual, que podem se caracterizar por insultos pessoais, comentários sistemáticos e apelidos pejorativos, ameaças por quais meios, expressões preconceituosas, pilhérias e  memes.

9) Privacidade

Garantir o respeito ao direito de imagem e à privacidade das trabalhadoras e trabalhadores, seja por meio da orientação da realização do serviço de forma menos invasiva a esses direitos fundamentais, oferecendo a realização da prestação de serviços preferencialmente por meio de plataformas informáticas privadas, avatares, imagens padronizadas ou por modelos de transmissão online.

10) Uso de imagem

Assegurar que o uso de imagem e voz seja precedido de consentimento expresso dos trabalhadores, principalmente quando se trata de produção de atividades a ser difundido em plataformas digitais abertas em que sejam utilizados dados pessoais (imagem, voz, nome) ou material produzido pelo profissional.

11) Prazos de entrega

Garantir a observação de prazo específicos e restritos ao período das medidas de contenção da pandemia da Covid-19 para uso do material produzido pela mão de obra subordinada , quando tiver havido alteração da forma de prestação contratual por força daquelas medida

12) Liberdade de expressão

Garantir o exercício da liberdade de expressão da trabalhadora ou trabalhador, ressalvadas ofensas que caracterizem calúnia, injúria e difamação.

13 )Autocuidado

Estabelecer política de autocuidado para identificação de potenciais sinais e sintomas de Covid-19, com garantia de posterior isolamento e contato dos serviços de saúde na identificação de casos suspeitos.

14) Trabalho de idosos

Garantir que o teletrabalho, na forma da Lei 10.741/2003 (Estatuto do Idoso) seja oferecido ao idoso sempre de forma a favorecer a sua liberdade e direito ao exercício de atividade profissional, respeitadas suas condições físicas, intelectuais e psíquicas.

15) Pessoas com deficiência

Assegurar que o teletrabalho favoreça as pessoas com deficiência, com obtenção e conservação do emprego e progressão na carreira, incluindo a reintegração da pessoa na sociedade, garantindo-se acessibilidade e adaptação.

16) Controle de jornada

Adotar mecanismo de controle da jornada de trabalho para o uso de plataformas digitais privadas ou abertas na realização de atividade extra de capacitação. Para o MPT essas horas terão de ser acrescidas ao horário de trabalho, já que a jornada extra é incompatível com medidas de redução da jornada de trabalho ou de suspensão do trabalho, nos termos da Medida Provisória n. 936/2020

17) Programas de profissionalização para demitidos

Criar programas de profissionalização especializada para os trabalhadores dispensados, podendo, inclusive, contar com o apoio do poder público.

Após cobranças da categoria, Refinaria de Paulínia apresentará uma alternativa ao atual modelo de testagem, que é realizado nos dias de descanso dos trabalhadores

[Da imprensa do Sindipetro Unificado SP | Foto: Breno Esaki/Agência Saúde]

Nesta terça-feira (6), o Sindicato Unificado dos Petroleiros do Estado de São Paulo (Sindipetro Unificado – SP) receberá uma proposta da Refinaria de Paulínia (Replan) – a maior em capacidade de processamento do Sistema Petrobrás – com alterações nos testes de covid-19, que, atualmente, são realizados nos dias de descanso dos trabalhadores.

O modelo foi implementado em junho, após cobranças formais e informações da direção do Sindipetro, mas sua elaboração ocorreu de forma unilateral pela empresa. Dessa forma, os petroleiros são obrigados a se deslocarem à refinaria durante o período de descanso, com seus veículos particulares, para serem testados por meio de um sistema drive thru, duas vezes por mês, até dois dias antes de recomeçarem um novo ciclo de trabalho.

Além do incômodo de abdicarem de algumas horas de suas folgas, que são garantidas na legislação, os trabalhadores também têm que arcar com os custos do combustível e pedágios. A Replan está localizada no quilômetro 130 da Rodovia Zeferino Vaz (SP-332), em Paulínia (SP), e uma grande porcentagem dos seus funcionários moram em municípios vizinhos, como Hortolândia (SP), Valinhos (SP) e Campinas (SP).

Atualmente, cerca de 450 petroleiros, de um total de 976, continuam realizando suas atividades presencialmente. Grande parte é formada por profissionais que trabalham nas áreas operacionais da refinaria, conhecidos como trabalhadores do “turno”. Durante a pandemia, eles estão realizando jornadas de 12 horas, para evitar a troca constante de equipes. Com isso, trabalham três dias seguidos, folgam quatro, trabalham novamente três dias e folgam outros cinco. Os testes são feitos dois dias antes do recomeço de cada novo ciclo.

O mecânico da Replan e coordenador regional do Sindipetro Unificado, Gustavo Marsaioli, exalta a necessidade de realização dos testes, mas pondera a inconsistência da maneira como estão sendo implementados. “É preciso deixar muito claro que em nenhum momento o Sindipetro está questionando a rotina de testes, muito pelo contrário. A gente acredita que essa é uma iniciativa essencial que seja mantida. No entanto, atualmente o trabalhador precisa se deslocar no meio da sua folga, o que fere a própria legislação trabalhista”, afirma.

Testes rápidos

A testagem realizada pela Replan é do tipo IgM e IgG, mais conhecida como “teste rápido”. Diferentemente do tipo RT-PCR, que identifica a presença do próprio vírus Sars-Cov-2 no organismo, os testes do tipo IgM e IgG conseguem reconhecer a contaminação por covid-19 a partir de anticorpos.

As imunoglobulinas (Ig) são os anticorpos de defesa do organismo humano. O IgM é um tipo de anticorpo e a sua presença indica infecção de covid-19 na fase ativa, ou seja, quando o organismo já foi contaminado recentemente pela doença. Nessa etapa, o infectado é um possível transmissor do vírus. Já o IgG é um anticorpo que aparece em uma fase já avançada da infecção. Nessa etapa, a pessoa já não transmite mais o vírus.

Por isso, de acordo com a Anvisa, os testes rápidos conseguem detectar a presença do vírus no organismo apenas a partir do sétimo dia de infecção, com resultados mais confiáveis do décimo dia em diante, devido à janela imunológica.

Além disso, um estudo concluiu que este tipo de testagem, chamada de imunocromatografia, que analisa a presença de anticorpos a partir do sangue retirado do dedo da pessoa testada, apresenta uma taxa de 34% de falso negativo.

Por essas evidências, o Sindipetro questiona a eficácia de realizar os testes dois dias antes de um novo início de jornada de trabalho. “Esse teste possui uma margem de erro e uma janela imunológica entre a pessoa ser contaminada e os anticorpos serem detectáveis. Por isso, apesar de estarmos tratando com o maior cuidado possível a questão, eu não vejo uma justificativa plausível para que os testes sejam realizados dessa forma atual”, opina Marsaioli.

Uma das propostas do Unificado é que os testes sejam feitos na entrada da refinaria, antes do início de cada novo ciclo de trabalho. “Uma das possibilidades que a gente levantou é que as pessoas cheguem antecipadamente. Por uma questão logística, poderia haver escalonamentos dos ônibus para permitir que elas consigam fazer os testes e que, assim que sair o resultado, estejam liberadas para trabalhar”, explica.

A empresa, entretanto, pondera que os trabalhadores já estariam juntos no ônibus, o que poderia gerar maiores riscos de contaminação. Por isso, ela chegou a levantar a possibilidade dos petroleiros irem com seus veículos particulares no primeiro dia de jornada.

O Sindipetro aguarda uma nova proposta, que a direção da refinaria prometeu apresentar até a próxima terça-feira. “O que o sindicato está orientando é que todas as pessoas guardem os comprovantes de gastos, porque elas precisam ser reembolsadas. Com a proposta da Replan em mãos, vamos colocá-la para ser apreciada por todos os trabalhadores”, finaliza.

O Sindipetro-ES entrevistou a psicóloga Kaíza Oliva Donadia Chagas, que explicou os efeitos da pandemia sobre as relações de trabalho e seus impactos na saúde mental dos trabalhadores

[Da imprensa do Sindipetro-ES]

A pandemia provocada pela Covid-19 mudou completamente a rotina dos/das trabalhadores/as. Seja por teletrabalho ou, ainda, pelo serviço presencial, as relações no ambiente de trabalho assim como nas nossas casas, com familiares, amigos e vizinhos, precisaram ser reconfiguradas.

E cada um precisou se adequar como pode, alguns com mais condições, outros com menos. Não só na estrutura física, mas principalmente nas questões emocionais, e que afetam diretamente a nossa saúde mental. “Foi muito tenso e preocupante trabalhar presencialmente durante todo esse período de pandemia”, relata o petroleiro Reinaldo Alves de Oliveira, diretor da Secretaria de Finanças do Sindipetro-ES.

Ele conta, ainda, do quanto que a confiança, no ambiente de trabalho, foi diretamente prejudicada por conta da chegada do novo coronavírus. “A relação direta, no trabalho, foi muito prejudicada devido às incertezas. Apesar de a empresa disponibilizar os recursos e as informações para prevenir o vírus, sempre há riscos devido às viagens e às entradas e saídas de pessoas externas e dos terceirizados administrativos”, exemplifica.

Porém, nesse campo de dúvidas e inseguranças, Reinaldo aponta que houve união da categoria, buscando se proteger ao máximo. “Estamos todos preocupados com a saúde dos colegas”, frisa.

E é exatamente esse sentimento de coletividade e de preocupação pela saúde de todos e de todas, que o Sindipetro-ES entrevistou a psicóloga Kaíza Oliva Donadia Chagas. Na conversa, ela nos conta um pouco mais sobre o quanto essa alteração na rotina do/da trabalhador/a, por conta da pandemia internacional da Covid-19, pode ter interferido diretamente na qualidade no trabalho, assim como na relação entre trabalhadores/as e na saúde mental de nossa categoria.

O mês de setembro é conhecido, internacionalmente, como Setembro Amarelo, data escolhida para que ações, no mundo inteiro, tragam a público os debates sobre saúde mental e, principalmente, sobre suicídio. Como ela mesma nos conta, “ouve-se muitos relatos de consequências como insônia, agitação ou letargia, aumento de ansiedade e sentimentos de tristeza e angústia, frente às incertezas causadas pela pandemia”.

Confira a entrevista logo abaixo!

De que forma a pandemia pode ter interferido na rotina do trabalhador? E na sua relação direta com o trabalho?

Antes de afirmarmos qualquer aspecto entre trabalho e a situação pandêmica, devemos lembrar que há vários pontos de vista sobre tal questão. Para os trabalhadores que precisaram manter o trabalho presencial, a rotina de trabalho pode ter gerado uma maior sensação de insegurança, medo e desconforto. Para àqueles que estavam em modalidade de teletrabalho, há o grupo que teve a sensação de sobrecarga (trabalho formal + trabalho doméstico + cuidado dos filhos, dentre outros) e também àqueles que se adaptaram à modalidade home office. Portanto, podemos afirmar que a pandemia alterou a rotina de trabalho, uma vez que os cuidados consigo e com os demais se colocou em evidência: novos hábitos de limpeza de seus postos de trabalho, novas maneiras de se relacionar com o colega (mantendo distanciamento, utilização de máscaras e a impossibilidade de ler expressões nos rostos, etc), a constante vigilância de seguir os protocolos de segurança/higiene.

O isolamento social, acompanhado do home office, interferiu nas relações de trabalho? Pode dar alguns exemplos do quanto esse distanciamento pode afetar ou já afetou os/as trabalhadores/as?

Pode-se dizer que a modalidade de home office e o isolamento social trouxeram consequências para a subjetividade do trabalhador: para muitos, vida pública e vida familiar não se entrelaçavam e, por conta da necessidade do teletrabalho, o trabalho passa a ocupar muito mais tempo que usualmente ocupava: a “não presença” física do empregador não deixa de causar sensações de cobrança na execução de tarefas e no cumprimento delas, ou seja, as fronteiras que estavam claras sobre tempo para o trabalho e tempo para a família, descanso e ócio passaram a diminuir e a intensificação do trabalho passou a invadir os espaços destinados à lazer, relaxamento mental e recuperação de fôlego.

Além disso, podemos destacar as relações sociais no trabalho: o estabelecimento de novas formas de interação e comunicação entre as equipes. Nós brasileiros, somos uma cultura de contato físico e de muita aproximação, portanto, para muitos houve uma dificuldade em adaptar-se na modalidade de reuniões online e pela falta do contato mais físico com os pares, gerando estresse, mal estar físico e mental e estafa.

Muitos/as são pais e mães. Dividir o tempo de casa entre o trabalho, a educação dos filhos (devido às escolas fechadas) e os serviços domésticos sobrecarregou os/as trabalhadores/as. Essas multifunções, muitas vezes uma atropelando a outra e ocupando espaços ao mesmo tempo, interferem na qualidade do trabalho e, ainda, na qualidade de vida do/da trabalhador/a?

Sim. Para muitos a vida pública (nas relações no espaço do trabalho) e a vida íntima (a vida vivida no ambiente familiar) raramente se entrelaçavam. Com a adoção do teletrabalho, muitos sentiram-se “invadidos”, constrangidos e desconcertados em perceber que a mistura desses ambientes poderia lhes causar complicações nas execuções de atividades em ambos as atmosferas.

Além disso, ouve-se muitos relatos de consequências como insônia, agitação ou letargia, aumento de ansiedade e sentimentos de tristeza, angústia frente às incertezas causadas pela pandemia e medo do avanço do vírus, da possibilidade de adoecer ou de que alguém da família adoeça, etc. Faz-se necessário que as empresas e gestores estejam atentos à saúde mental dos trabalhadores e que se tomem ações que estabeleçam boas práticas de comunicação e interação entres os trabalhadores, direcionamentos claros e objetivos sobre as ações que a empresa tomará perante as adversidades a serem enfrentadas, dentre outros.

E o retorno às atividades? De que forma isso pode prejudicar o trabalhador ao retomar sua rotina e a sua relação de confiança com o ambiente onde trabalha?

Como mencionado anteriormente, o medo do avanço do vírus, o receio de adoecer ou de que algum familiar adoeça gera sentimentos como insegurança, desconforto, raiva e até mesmo impotência de enfrentamento. A relação de confiança é quebrada justamente pela percepção desses sentimentos mencionados.

Empresas e gestores devem estar atentos à saúde mental do trabalhador, adotar e seguir todos os protocolos de segurança e higiene, adotar comunicação clara e objetiva, fornecer os equipamentos e suporte necessário para o enfrentamento da pandemia. Assim, é possível que a confiança com o ambiente de trabalho possa aos poucos possa ser reconstruída e restabelecida.

Estamos no mês de setembro, conhecido mundialmente como Setembro Amarelo. Debatemos, nele, questões que envolvem a saúde mental, em especial daqueles que, de alguma forma, chegam a pensar e até a realizar suicídio. Como a pandemia, e essas novas condições impostas a todos nós, refletem diretamente na nossa saúde mental?

Ao pensar sobre a pandemia e como ela influencia diretamente na nossa saúde mental, a gente pode tratar logo de cara a questão do isolamento social, o distanciamento. O brasileiro é de uma cultura mais calorosa, que se importa em estar presente com o outro, em estar próximo, em compartilhar suas experiências e vivências com o outro, mas de maneira física. E essa necessidade de adaptação muito rápida, aos novos contextos causados pela pandemia; essa necessidade de realmente se isolar e de ter que lidar consigo mesmo; ou, então, essas mudanças de rotina, com marido e esposa, ou companheiros, que começaram a dividir a vida 24 horas e que, antes, tinham o trabalho como outro espaço de  ambientação, relaxamento e construção de novos vínculos; tudo isso, de certa forma, afeta diretamente nas nossas relações, e também vai afetar diretamente na análise de quem nós somos.

Então ter que lidar diariamente, dentro de um único espaço, sobre quem realmente nós somos, facilita a exposição das nossas fragilidades, dos nossos medos e das nossas angústias. E, por isso, temos ouvido o aumento de casos de depressão, de ansiedade e de pânico, por exemplo, nesses últimos meses. A pandemia trouxe muita incerteza, e o ser humano tem uma necessidade de controle. E não ter mais o controle de certas coisas que antes a gente tinha, no dia a dia, nos deixa diante dessa inviabilidade de situações. Por exemplo: a incerteza de que poderá ir trabalhar sem se contaminar ou adoecer; a incerteza de que certos planos não serão concretizados. Tudo isso vai ampliando uma questão de desestruturação psíquica, e a gente acaba se sentindo, muitas vezes, impotentes.

E de que forma podemos estar mais atentos/as a essas questões e, ainda, a ajudar aqueles/as que precisam de socorro?

A partir daí, desse momento de desestruturação psíquica, que começam a aparecer certos sinais e, aos poucos, certas pessoas apresentam comportamentos que antes não eram apresentados. Alguns deles são bem perceptíveis, como tristeza, letargia constante, muita vontade de dormir e, até, aquelas pessoas que falam, mesmo brincando, que “querem se matar”. Esses comportamentos e ideações suicidas são apresentáveis, também. Outras ficam com muita vontade de dormir o tempo inteiro, para não ter que lidar com as dificuldades do dia a dia. Afinal, às vezes é mais fácil dormir do que enfrentar essas diversidades. Mas o que podemos fazer nesses momentos? Além de aconselhar essa pessoa a procurar o acompanhamento de profissionais da área da saúde, o que é imprescindível; também podemos ajudar a quebrar os paradigmas e os estereótipos referentes às pessoas que fazem o acompanhamento psicológico, porque infelizmente ainda há muita gente que acha que esses tratamentos são para “doidos” ou para aqueles que sofrem com algum transtorno. É muito importante apoiar essas pessoas, caso elas procurem um profissional de saúde mental, para que possam se sentir acolhidas.

Além disso, podemos ser os ouvidos dessas pessoas.  Virar o seu ponto de apoio. Incentivá-las a falar sobre elas, sobre as emoções e os seus sentimentos, e não apenas sobre os positivos e as nossas conquistas. Mas, também, sobre as falhas, as tristezas, os planos que não deram certo, as frustrações do dia a dia… Falar é o caminho. É fundamental que essas pessoas se sintam realmente recebidas, de braços abertos, com confiança e apoio para lidar com suas fragilidades.

Em reunião na tarde de hoje com a gestão de Recursos Humanos da Petrobrás, entre integrantes da Estrutura Organizacional de Resposta (EOR), o Sindipetro-NF cobrou posição da empresa sobre o caos vivenciado pelos petroleiros e petroleiras, ontem, no Heliporto do Farol de São Thomé, quando passaram todo o dia sem ter acesso a alimentação, mesmo sendo mantidos em isolamento em razão dos protocolos de segurança de prevenção à Covid-19.

No final da reunião, quando foram abertas as falas para questionamentos dos sindicalistas sobre assuntos que não estavam originalmente em pauta, o coordenador do Departamento de Saúde do sindicato, Alexandre Vieira, disse aos RHs da empresa que considerava absurdo o tratamento dado aos trabalhadores e cobrou explicações.

De acordo com o sindicalista, os empregados deixaram o hotel para o embarque às 5h40, passaram todo o dia no Heliporto sem alimentação — em razão do cancelamento dos voos devido às más condições meteorológicas — e retornaram ao hotel às 20h15. Vieira também questionou as condições do hotel sobre a prevenção à covid-19.

O caso foi denunciado pelo sindicato, ontem (aqui). “Com quase 60% dos vôos transferidos por conta das péssimas condições meteorológicas, os trabalhadores e trabalhadoras aguardam nos aeroportos por respostas da Petrobrás sobre onde ficarão alojados e onde se alimentarão”, registrou a entidade.

Os gestores da empresa ficaram de responder na próxima semana aos questionamentos feitos pelos sindicalistas na fase final da reunião — sob alegação de que haviam ultrapassado o tempo destinado ao encontro desta tarde e tinham outros compromissos.

O Sindipetro-NF reforça com a categoria petroleira a necessidade de que informações sobre este caso do Heliporto do Farol de São Thomé, e também sobre outros que envolvam habitabilidade, saúde e segurança sejam enviados para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo..

Cabo Frio

Outra cobrança feita na reunião foi sobre o Aeroporto de Cabo Frio. O diretor Alexandre Vieira chamou a atenção para a necessidade que sejam adotados protocolos mais rígidos no acesso ao saguão e à testagem. “O aeroporto de Cabo Frio precisa ter uma triagem como a do Farol, onde os trabalhadores não se misturam”, afirma o sindicalista.

[Via Sindipetro-NF]

O protocolo COVID-19 adotado pela Petrobrás coloca os trabalhadores confinados por três dias em hotéis antes do embarque. Tem chegado ao sindicato reclamações dos trabalhadores que têm embarcado com fome.  Um exemplo  são as pessoas que ficam confinadas em hotéis em Macaé e precisam sair às 5h da manhã para o Farol de São Thomé, sem tomar café da manhã. Esses trabalhadores e trabalhadoras levam mais de duas horas na estrada e quando chegam no Heliporto não podem procurar um lugar para se alimentar porque o protocolo COVID não permite.

Desde o início da adoção desse protocolo, a diretoria do Sindipetro-NF havia alertado aos gestores que o formato não era adequado, mas pelo seu perfil autoritário a gestão bolsonarista não ouviu o sindicato. Para a entidade esse problema poderia ser solucionado se a empresas fornecesse um lanche a bordo dos ônibus, mantendo a qualidade de vida de seus trabalhadores

Como se não bastasse a falta de alimentação para quem sai cedo para o trabalho, a empresa está apontando apenas 8h de trabalho para quem está confinado, sem levar em conta que as pessoas estão isoladas, sem poder fazer qualquer tipo de atividade extra, o que afeta o psicológico de qualquer um. A diretoria do NF afirma que diante do tempo dedicado à empresa, o trabalhador deveria ter reconhecido suas 12h de trabalho.

O Sindipetro-NF vem alertando a empresa sobre o modo negligente como tem tratado a vida de seus trabalhadores e trabalhadoras. Essa gestão bolsonarista não respeita nem o Ministério Público do trabalha ao descumprir as recomendações do órgão.

A entidade mantém o chamado à categoria para que seja a principal fiscal da prevenção à COVID-19, enviando denúncias para Este endereço de email está sendo protegido de spambots. Você precisa do JavaScript ativado para vê-lo.. Esta sintonia entre os petroleiros e petroleiras e o sindicato tem sido importante para fundamentar a atuação sindical junto aos órgãos fiscalizadores e na cobrança à própria Petrobrás.

[Via Sindipetro-NF] 

A Embraer anunciou nesta quinta-feira (3) a demissão de 900 trabalhadores que estavam em licença remunerada. O corte em massa acontece um dia após o encerramento do programa de demissão voluntária (PDV) da companhia, que teve 1.600 adesões em todo o país.

Em nota, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos diz que as demissões foram feitas sem qualquer negociação com a entidade, o que viola o acordo de preservação de emprego assinado em 9 de abril, durante o período de calamidade pública provocado pela pandemia do coronavírus.

O sindicato convocou uma assembleia com todos os demitidos, às 14h30, na portaria da matriz, na Avenida Faria Lima, em São José dos Campos-SP), nesta quinta.

Os metalúrgicos afirmam ainda que nem PDV foi negociado, pois a empresa apenas apresentou o programa, sem aceitar alternativas. É o terceiro PDV aberto pela empresa em menos de dois meses.

Má gestão

Em abril, a companhia aeronáutica norte-americana Boeing anunciou que rescindiu acordo de US$ 4,2 bilhões para adquirir a divisão de aviões comerciais da Embraer.

Para especialistas, a situação atual da companhia exige a busca por recursos para que possa integrar novamente os seus segmentos. Entretanto, dependerá de uma nova orientação da direção da empresa, como um plano para ser reestatizada.

De acordo com o sindicato, a Embraer tenta justificar o PDV colocando a culpa na pandemia, mas estudos mostram que as dificuldades financeiras foram provocadas pela má gestão do Conselho Administrativo na negociação com a Boeing. 

“É um crime o que a Embraer está fazendo com esses trabalhadores. Enquanto mantém altos executivos com salários milionários, demite 2.500 pais e mães de família que dependem de seus empregos para sobreviver. Não aceitaremos essa medida. Vamos buscar todas as formas de luta para reverter as demissões”, afirma o diretor do Sindicato, Herbert Claros.

[Da Rede Brasil Atual]

Publicado em Trabalho
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A Federação Única dos Petroleiros (FUP) foi criada em 1994, fruto da evolução histórica do movimento sindical petroleiro no Brasil, desde a criação da Petrobrás, em 1953. É uma entidade autônoma, independente do Estado, dos patrões e dos partidos políticos e com forte inserção em suas bases.